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quarta-feira, 30 de junho de 2010

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO!




O escritor Xavier de Maistre é o pai do livro “Viagem à roda do meu quarto”.

Para pessoas que não gostam ou não podem viajar,diz ele,um livro satisfaz plenamente;e,olhe que na sua época não havia Internet.

Pensando nisto escrevi ”A Bahia de Outrora”,um livro que “abre a cortina do passado

tira a mãe preta do serrado

bota o rei negro no congado,

como queria Ari Barroso.O livro é uma viagem pela Bahia Antiga,mas,com ligeiras alterações conta o passado do Brasil,suas raízes,tradições e costumes.

Fala das sinhazinhas e das mães pretas que as amamentaram, fala de enterros e viagens,de festas e costumes,das modinhas e das serenatas.

Não esquece os presépios e as procissões,os bailes e carnavais,as festas de largo e os cinemas,os namoros e casamentos.

A culinária baiana não poderia faltar nem os preceitos dos terreiros, menos ainda os banhos de cheiro e o corpo fechado.

Você sabe o que acontece se cai sal no chão? Mulher grávida deve comer farinha nova?

E o defunto,se enterra com os pés prá fora da casa?

O livro é importante para estudantes medianos ou universitários, para gente ligada ao turismo e,principalmente,para professores e Universidades.Depois de uma consulta prévia o enviei para as Universidades de Harvard e Coimbra que de bom grado o aceitaram.

Apesar de ser um livro focado na história,seus textos são curtos,concisos e bem humorados.

Para pedir o livro que, por enquanto, não vou pôr em livrarias, é fácil.

Peça pelo e-mail: miriamdesales@gmail.com e enviarei instruções para pagamento.O valor de $20.00 não é alto dada à qualidade da edição e conteúdo.

Após o lançamento oficial dia 18 de julho quando estará nas livrarias possivelmente não poderei garantir este preço.

Sinceramente, gostaria que cada leitor pudesse ter este livro;fosse eu rica,não o venderia,distribuiria à mancheias para todos.

Agradeço aos meus editores Via Litterarum que me mostrou como editoras sérias trabalham; à Fundação Pedro Calmon pela força que me deu ao apresentar o livro para projetos governamentais; para o amigo virtual José Carlos Daltozo,de Martinópolis,oferecendo-me oferecendo-me os postais antigos sobre a Bahia que ilustram a capa e o miolo do livro tirados da sua enorme coleção particular e ao amigo virtual e mestre de Informática, Júlio Araújo,cujas dicas sensacionais muito me ajudaram na divulgação do mesmo.

E agradeço principalmente a você,leitor,que prestigiou o meu trabalho de três anos,levando o livro para casa.

Boa diversão!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

OS BÚZIOS


OS BÚZIOS
Lindos e misteriosos os búzios sempre encantaram gerações;serviam de adereços e os grandes eram usados como buzinas,tanto em momentos sagrados ou profanos.Até serviram também de moedas chamadas jimbo,zimbo ou gimbo que ainda hoje é sinônimo de dinheiro em certas regiões.
Até nas sepulturas do período neolítico foram encontrados búzios demonstrando sua ancestralidade.
Os navegadores e pescadores trocavam saudações usando os búzios,que,também serviam para chamar o vento.Neste caso toca-se três notas distintas:tônica,quinta e oitava.
Nas feiras e mercados anunciavam a chegada do peixe fresquinho.
Seu chamado rouco e profundo congrega vizinhos,alerta sobre perigos e chegadas e aquele que não atendesse ao apelo dos búzios era considerado anti-social e reprovado por todos.
Nas religiões hindus a presença do búzio é necessária para os ritos;a çankha é uma concha marinha usada como trombeta que dá sinal para refeições e chamada para ofícios religiosos.
Dedicada ao deus Vichnu afasta os demônios e traz os deuses benéficos para o seio da comunidade.
Como os grandes búzios agora são raros,as pessoas estão preparando os chifres de bois para substituí-los;os vaqueiros os levam amarrados nas selas,quando vão campear as reses desaparecidas;o vaqueiro que primeiro a encontrar toca o “búzo” para avisar o sucesso.
Os babalaôs consultam os orixás jogando pequenos búzios numa peneira para ler a sorte, e deduzindo as respostas dos “encantados”pela posição que os búzios caem,se abertos ou fechados.
Os colares,pulseiras e demais adereços feitos com búzios agem como amuletos contra a má sorte.
Antigamente,era uso escorar as portas com grandes búzios que soavam avisando se uma fase ruim estivesse chegando.
“Homem vê criança
catando conchinhas no mar”,verso de uma canção de Elis Regina,mas,hoje eles estão rareando;nas praias das grandes cidades quase não são encontrados e as menininhas como eu,no meu tempo,não acham mais búzios para catar.


Fontes:Cardoso de Oliveira,José Américo,Luis Chaves,Getúlio César,Hans Staden
Leitor:informação e cultura você encontra aqui!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

HAITI,AY DI TI!...


O Haiti, ontem O Haiti, hoje

ica difícil a gente imaginar que o Haiti faz parte do Caribe.Aquela paradisíaca região que mexe com o nosso imaginário com suas águas azuis,seus coqueiros,seu povo rico de tradições e tão musical e colorido!
Enquanto os outros vivem uma festa eterna, esse pequeno país,o mais pobre das Américas,nunca saiu do inferno.
Muito pobre, mesmo assim foi ocupado por muitos países,degradado por governantes folclóricos e cruéis,como os Duvalier, apoiado pelos americanos (sempre eles) pai e filho,que infernizaram seu povo por décadas,governaram pelo medo com seus tonton macoutes,(bicho papão),militares truculentos e criminosos e destruíram a parca economia do pais.
Desde sempre,esse povo sofrido,conviveu com flagelos e privações,desmandos e misérias;já havia conhecido a bonança quando era grande produtor de cana,cacau e café,em tempos tão remotos que nem lembramos mais até ser sodomizado pelos franceses e dilacerado pelos ditadores,que o transformaram numa chaga aberta no paraíso do Caribe.
Por cima da queda ,coice;dizia sabiamente a minha avó;não bastando tudo isso,veio o terremoto,que acabou de destruir o pais e,ainda nos levou a Drª Zilda e o Dr. Costa,entre outros bravos soldados da paz.
Nem sei mais se o Haiti é um pais;não tem governo(o que tem é inoperante),nem saúde pública,nem segurança,nem educação,nem esperança.
O Brasil,enviado pela ONU,fez no Haiti,um belíssimo trabalho ao restituir a paz e a segurança ao seu povo desalentado.
O terremoto fez o que era péssimo ficar pior;os americanos,que nunca se importaram com o Haiti,apareceram lá com o peso dos seus marines e a força das suas armas,como tropas de ocupação,impedindo,inclusive que doações e médicos brasileiros e os médicos sem fronteiras pudessem aterrissar no aeroporto controlado por eles.
Com que intuito?De ajudar?Duvido.Olha como são “bonzinhos”;eles tomam conta dos suprimentos(ficam com a galinha),os brasileiros,com a responsabilidade da segurança(com a bosta);lembram daquela nossa brincadeirinha infantil?Mas,de infantis,os ianques não têm nada;o que querem lá é proteger seus interesses,um deles evitar a migração dos miseráveis para a Flórida,tão pertinho e tão convidativa.Outros interesses deve haver,porém,ainda não descobri,por isso não falo., A meu ver,cabe à ONU,mediar conflitos,como esse que está a surgir entre os nossos,que com razão,se sentem desautorizados e os americanos,que ainda não perderam a mania de policiar o mundo,mania essa que caro tem custado a seu povo,em vidas e recursos econômicos.
O babaca da semana é o cônsul do Haiti,que culpa o vodú e suas energias negativas pelo desastre no pais.
Sabe,faz sentido...
A invocação de tantas energias más,desestabiliza não só povos,como países.
Olha como S. Paulo tem sofrido no governo Serra,conhecido aqui na Bahia,terra que sabe das coisas,como o rei da urucubaca.
Imploro todo dia às boas energias do Universo que nos livre da presidência do Serra;espero que a límpida,forte,gloriosa energia da Zilda,que agora se juntou às forças do bem,evite essa tragédia;ou corremos o risco do Haiti ser aqui.
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