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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
...E O RELÓGIO BATEU TREZE VEZES!
O Dr. Gable, juiz aposentado, sofreu com o calor daquela noite de agosto. Não conseguia conciliar o sono. Levantou-se, colocou um robe-de-chambre sobre o pijama e foi pitar seu cachimbo, na pracinha fronteira á sua casa. Respirou com alegria a brisa noturna, sentado num banco em frente ao magnífico carrilhão da igreja, que datava do sec. XI.
Um homem do povo, que parecia ter saído de um trabalho braçal, sentou-se ao seu lado, na borda do banco e puxou um cigarrinho de palha. Quase na mesma hora o carrilhão tocou as doze badaladas da meia-noite; quer dizer, deveriam ser doze badaladas, mas, sabe-se lá porque o relógio tocou treze vezes. Os homens se entreolharam e comentaram o erro; treze badaladas! Estaria o sineiro bêbado?
Meses depois o juiz acordou muito mais cedo do que costumava; sem paciência para ficar na cama levantou-se e vestiu-se. Andou até á cozinha. Surpreendeu-se ao ver o criado com a mesa posta para o café da manhã. Ainda era muito cedo. Tomou seu chá e, ao abrir a porta da rua, outra surpresa; o seu cavalo estava lá, encilhado e pronto para um passeio. Achando tudo muito estranho, interrogou o moço da estrebaria que lhe confessou:
-Tive um pressentimento que o patrão precisasse do cavalo, então o trouxe.
O juiz era um inglês velho e fleumático. Não se surpreendeu. Montou o cavalo e deixou que este o levasse. Seguiu para as bandas do rio onde se achava a balsa que transportava os passageiros de uma banda para a outra; o balseiro parecia estar pronto para o transporte apesar do adiantado da hora. Deu-lhe os bons dias:
-Não é muito cedo para o transporte?
-É sim, patrão, mas, tive insônia e pressenti que alguém quisesse atravessar o rio.
O juiz embarcou, gozando a paisagem, sentindo o aroma dos pinheiros. Ao chegar á outra margem entregou-se ao cavalo e deixou que lhe levasse, á vontade. Tomaram o rumo da cidade. Pareceu-lhe que havia um ajuntamento incomum de pessoas na praça principal. Muita coisa inusitada para um dia só, pensou o juiz.
Indagou de um transeunte o motivo daquela agitação.
-Estão julgando um sujeito acusado de assassinato.
Velho corcel ainda sente a espora. O juiz entrou no fórum da cidade. Justo no fim do julgamento quando foi permitido ao réu falar em sua defesa.
-Nada tenho a dizer além do que já falei.
O homem parecia triste e desconsolado. Suas mãos tremiam. Com dificuldade, continuou - Sou inocente, mas, só existe uma pessoa neste vasto mundo de Deus que poderia provar isto. Mas, não sei seu nome, nem onde mora e mal vi o seu rosto. Era uma noite escura aquela quando o carrilhão da igreja em Plymouth tocou treze badaladas á meia-noite. Até comentamos sobre isto.
-Estou aqui! Estou aqui! gritou o juiz, visivelmente comovido. O que o preso afirmou é a pura verdade. Na noite deste assassinato, á mesma hora, nós comentávamos sobre o carrilhão.
O homem foi absolvido e ganhou a liberdade.
A mão de Deus providenciou todos esses acasos. Sua mão misericordiosa tramou a libertação.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
RESENHA LITERÁRIA
Escritor Valdeck Almeida
Tivemos uma semana cheia de acontecimentos literários.
Primeiro, a palestra da escritor Valdeck Almeida na Biblioteca Juracy Magalhães,onde narrou para um público atento ,passagens de sua vida e da luta travada até chegar a ser um dos mais consagrados escritores baianos da nova geração.
Valdeck realiza um trabalho magnífico em prol da Literatura baiana,ajudando outros autores a publicar o livro dos seus sonhos,participando de atividades literárias em comunidades carentes,visitando escolas e bibliotecas públicas.
A festa foi proveitosa para todos; cada vez que um de nós se encontra surgem novas idéias,expectativas de trabalhos e realizações e um conhecimento mais profundos entre aqueles que decidiram trilhar o árido caminho literário.
A esse, seguiu-se o lançamento da nova antologia do Projeto Alma Brasileira,da Sandra Stábile, “ Amor em Verso e Prosa”, com poemas dedicados aos namorados.
Reunindo diversos escritores e estilos, esta Antologia caiu no gosto do povo,principalmente entre as dezenas de clientes da tradicional Cantina da Lua,um ícone da cidade do Salvador,que sempre foi ponto de reunião e debates de intelectuais baianos há muitas gerações.
Escritores Ivone Alves Soll,Miriam Sales e Eurípedes Ribeiro
Presentes muitos escritores baianos para prestigiar os autores, como ,Ivone Soll,cujos versos cheios de sentimento agradam a todos.
O lugar era mágico, o calor humano,vibrante,por isso,a festa prolongou-se até muito tarde,regada a vinho e música.
Bom,fechamos com o lançamento do novo livro do escritor infanto – juvenil Hugo Homem,”As Travessuras de Frufru” na Biblioteca Monteiro Lobato,um mimo de estória bem ao gosto da criançada,narrando as peripécias de um peixinho de aquário.
Já dizia Schopenhauer( um autor que as crianças não lêem) que um escritor de talento tira dos fatos mais enfadonhos um livro interessante,como um mágico tira um coelho da cartola.
O livro, feito em papel reciclado, é muito interessante até para adultos,a apresentação perfeita,muito bem ilustrado e um excelente trabalho gráfico da JM Gráfica e Editora.
Autores que querem publicar um livro de qualidade não esqueçam esse nome.
Bom, podemos dizer que ganhamos a semana.
Apóstolos da deusa Literatura,cada vez que nos reunimos em seu nome,abrem-se novos caminhos e novas oportunidades para todos.
Escritores Hugo Homem e Miriam Sales
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