Seguidores

Mostrando postagens com marcador bailes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bailes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ANTIGOS CARNAVAIS!...

Negros no carnaval da Bahia O entrudo



Charles Darwin,quem diria,acabou no Carnaval da Bahia.Pois é,em 1832,quando por cá passou trazido pelo navio HMS Beagle,o cientista inglês que mudou alguns conceitos científicos,aventurou-se,numa segunda-feira de Carnaval,na região do Comercio e passeou no meio da folia;que,nesta época,chamava-se entrudo e não tinha música.
A cantoria do Carnaval ficava por conta dos negros,que tinham uma festa á parte.Os confetes e serpentinas só surgiram em 1840,quando os bailes de máscara passaram a ser importados da Europa,pelos ricos.Mas,voltemos ao entrudo.
A elite branca saía ás ruas portando limões de cheiro ou laranjinhas,nome que davam a bolas de cera cheias de líquidos perfumados com alfazema ou patichuli,preparadas para serem atiradas uns nos outros,como forma de diversão.Porém,indivíduos de maus bofes,que sempre existiram,acabavam por encher as laranjinhas com urina e outros líquidos mal cheirosos,o que ,ás vezes gerava muita briga.
Além de se verem molhados com o conteúdo das tais bolinhas de cera,os foliões ainda tomavam banho de farinha,ficando semelhantes ao frango á milanesa,uma bagunça total.Todos eram atingidos,mas,as mulheres e crianças,sofriam mais.
Os estrangeiros,também,é claro,por isso Darwin e os oficiais que os acompanhava,deviam ter voltado ao navio devidamente lambuzados e,provavelmente praguejando á moda inglesa contra a barbárie desta terra.
Este era o carnaval dos brancos,mas,os negros arriscavam o seu ,também,quando se dirigiam ás inúmeras fontes da cidade,pela manhã ou á noitinha, para buscar água.Faziam batuques,o samba reinava soberano entre os negros forros e os cativos,que dançavam cobertos de suor,as negras com os seios de fora,devido ao calor,os corpos de ébano brilhando ao sol;e,tome ritmos:o corta-jaca,o lundu,o bate-baú,precursores do bom samba de Donga e Jamelão.
Não havia um carnaval adredemente organizado,mas,alguma preparação tinha que ter;uns 15 dias antes começavam a pensar a festa;as negras de ganho buscavam a parafina para confeccionar as bolinhas de cheiro,que revendiam aos brancos.Moçoilas apaixonadas encomendavam as bolinhas cheias com o próprio perfume que usavam,para atirar ao amado,como uma declaração de amor.Os homens faziam seringas que esguichavam água por todos os lados,que vendiam aos brancos e ficavam com algumas,para a farra entre os seus;as tais seringas seriam as precursoras das lança-perfumes,que tanto sucesso fizeram nos carnavais dos anos quarenta/cinqüenta?Provavelmente,sim.
Como nos dias normais da cidade,a população era dividida em classes sociais;os brancos da elite podiam molhar todo mundo;os brancos pobres,molhavam os negros;os negros forros podiam molhar os escravos. E estes,só podiam molhar uns aos outros.As mulheres não molhavam ninguém,mas,eram molhadas por todos.
Só muitos anos mais tarde foi criado o carnaval de rua com seus mascarados,aqui chamados de “caretas”,os bailes e o corso,com seus belos carros alegóricos.
IMG:Busca Google

domingo, 20 de dezembro de 2009

TRADIÇÕES DO NATAL:BAILES PASTORIS











TRADIÇÕES DO NATAL:OS BAILES PASTORIS
Uma das mais belas tradições do Nordeste,os bailes pastoris,enfeitavam as ruas da cidade,enchendo-as de ritmo e alegria.
Desde o mês de Agosto, conta Manoel Quirino,começavam-se os ensaios,oriundos dos autos pastoris de Gil Vicente,que compôs o primeiro a pedido da rainha D. Beatriz,aumentando muito a fama da corte de D. Manoel.
Na Bahia,famosos poetas e letrados compuseram as músicas que tornavam esses bailes dignos de rainhas e plebéias.Alguns aproveitavam trechos de óperas como A Traviata e o Trovador.
Importantes eram os ensaiadores,que cuidavam da entonação,das expressões fisionômicas,da mímica,dos gestos,como um diretor de arte compenetrado e zeloso deveria fazer.
As moças,pastoras ou pastorinhas se esmeravam nos trajes para a apresentação,nos adereços,nos pandeiros de folha de flandres enfeitados com fitas e nas castanholas.
Cantando,tocando e dançando pelas ruas, visitavam as casas,levando uma alegria cheia de graça para todos.
Uma mocinha,trajada à camponesa,era o guia e puxava a música:
Dos mais vividos fulgores
Cobre-se o céu de Belém,
Tem mais placidez a lua
O sol-luz mais forte,tem.
Bailem,bailem,pastorinhas
Bailem com grande primor;
Bailem que hoje é nascido
Nosso grande Salvador.
Os bailes favoritos eram “O Caçador”, “Marujo”,”Liberdade”,”Quatro Pastores”, “O Velho Terencio”entre muitos outros.
Nas casas mais abastadas,uma rica ornamentação esperava as pastorinhas.As cadeiras eram colocadas em círculo,cavalheiros de um lado,senhoras do outro,sendo o grande espaço central destinado para as danças.
Os músicos se acomodavam, e os convidados febris esperavam ansiosos, a função.Rapazes animados,donzelas ruborizadas.
Precedidas por um anjo,chegavam as pastoras,cantando e dançando. Saudavam a dona da casa:
Abre-te,porta lavrada
Casa de dona formosa
Pois chame o seu marido
Quero lhe dar esta rosa.
E,continuavam:
Cantemos louvores
Com muita alegria
Louvando a Jesus
E a Virgem Maria.
A apresentação terminava com muitas palmas e belos ramalhetes de flores eram oferecidos às pastoras.
Seguiam-se os comes e bebes oferecidos pelos anfitriões, mesa farta e bebida à vontade.
Belos tempos!