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Mostrando postagens com marcador entrevista de Ledo Ivo na Globo News;com um pouco da minha colher torta.. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

CAROS AMIGOS!


A RÁDIO CBN E JEFFERSON BELTRÃO APOIAM OS ARTISTAS, POETAS E ESCRITORES BAIANOS.
AGUARDEM VÍDEO DA ENTREVISTA DE MIRIAM SALES.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES: A BAHIA PRESENTE!


O futuro Presidente da ABL ,Dr .Aramis Ribeiro Costa e Miriam Sales


No dia 5/02/11,pela manhã,foi realizada na Biblioteca Thales de Azevedo, uma reunião de escritores e membros de entidades ligadas ao livro,para debater assuntos ligados à Literatura na Bahia e nossa filiação à U.B.E (União Brasileira de Escritores).
Essa filiação,com o intuito de trazer a U.B.E para a Bahia,iniciativa dos ativistas baianos Carlos Souza e Roberto Leal,visa ao fortalecimento dos nossos escritores e aspira uma maior projeção do nosso Estado no cenário literário nacional.
Andamos meio recanteados,esquecidos e invisíveis,você não acha,colega escritor? Embora tenhamos uma literatura atuante,fervilhando de bons autores e poetas,tanto na Capital,como no Interior,de onde já saiu tanta gente boa.
Nossos colegas supracitados deram o primeiro passo,mas,o defunto é pesado e difícil de carregar e precisamos nos unir para alcançarmos nossos objetivos.
Lutamos com muita dificuldade,entre estas,o boicote de algumas entidades e escritores que torcem contra qualquer iniciativa  que venha a nos ajudar a quebrar os grilhões do colonialismo cultural  que grassa no nosso Estado.
Na mesa de reuniões:Dr.Ubiratan Castro,escritor Araken Gavão,Roberto Leal e Carlos Souza
Porque filiar-se a uma entidade paulista?! Perguntam os bairristas ou desenformados.
Porque no Brasil só existem dois elos da mesma corrente: as U.B.E’s de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Para criarmos uma nossa,como desejamos num futuro próximo,temos que nos unir a uma entidade poderosa com cerca de 30 anos ou mais de militância e que nos ensine o caminho das pedras.
Não adianta nada torcer o nariz; em vez disso,arregacemos as mangas e lutemos pelo fortalecimento da nossa Literatura.
Na proveitosa reunião estiveram presentes vários escritores ,o Presidente da Fundação Pedro Calmon,Prof.Ubiratan Castro,que trouxe muita novidade boa que está prá ser divulgada,o futuro Presidente da A.B.L,(Academia Baiana de Letras),Dr.Aramis Ribeiro Costa,influente escritor e jornalista,que nos trouxe também boas novas sobre o que pretende fazer na sua gestão em nosso benefício e o Sr.Araken Vaz Galvão,do Fórum das Academias de Letras do Estado,trazendo uma comitiva de Valença e mostrando  o que se faz no seu município em prol do livro e do autor.
Trabalho esse que deveria inspirar outros municípios que continuam deitados em berço esplêndido  num marasmo de dar dó.


                                                Parte do auditório
Como vocês  perceberam,não estamos para brincadeiras.Os Três Reis Magos (Bira,Aramis e Araken) trouxeram os presentes;cabe a nós disposição para recebê-los.
Parabéns a todos os escritores presentes e que participaram com idéias e sugestões  ,expondo seus problemas e esperanças.
Lamentei a ausência da CBaL,que não se fez representar e das demais Academias baianas que não participaram e,assim,não puderam opinar e conhecer o que se pretende realizar,com  coragem e persuasão.
Peço aos autores baianos que se filiem à U.B.E ,pois,assim, marcaremos presença e poderemos  cobrar resultados.
Não esqueçam as sábias palavras de José Saramago: -“O escritor é um pobre – diabo que trabalha”.
É isso aí,camaradas.Ao trabalho,pois!
Procurem o site : www.ube.gov.br
Telefones: : (11) 3231-4447
Telefax: (11) 3231-3669
E-mail: 



 ube@ube.org.br








PALAVRA DO LEITOR:







Bom dia,Miriam,Importante evento.Iniciativa necessária para o crescimento e reconhecimento dos muitos escritores de qualidade que temos na Bahia e que nacionalmente ainda não são visiveis,porque não são lidos.A chegada da UBE à Bahia é mais um grande e importante passo para  beneficiar a nossa cultura.
Grande beijo,amada. 

CÉSAR DAS LETRAS UBALDO,escritor,poeta e professor feirense












segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ENTREVISTA ESCLARECEDORA PARA ESCRITORES

Anair Weirich é uma verdadeira batalhadora da literatura. Desde 1996 sobrevive só de seus livros e viaja pelo Brasil inteiro para vendê-los entre palestras, debates e eventos literários. Casada com um livreiro, ela mesma edita e publica seus livros, conhece todo o processo de publicação do livro, conversa com gráficos, papeleiros, entregadores, livreiros e comerciantes, é uma máquina editorial em pessoa, com uma bela história sempre na ponta da língua e dos dedos, sendo o melhor exemplo de luta pelo êxito que um escritor pode ter, sua energia contagia a todos os que a cercam por onde ela vai.


N.A:Esta entrevista foi transcrita do site Portal Literal e publicada aqui porque achei muito importante para esclarecimento  aos novos autores sobre como divulgar seus livros.
As lições desta mulher serão valiosas para todos.
Como nosso trabalho de divulgação se parecem -eu ajo igualzinho -decidi presentear os autores mais tímidos com essa verdadeira lição de como trabalhar sua obra.


Por estas e por outras que temos muito orgulho de tê-la na AgL, e já tirando uma casquinha, pedimos uma entrevista.



Vamos à ela!

AgL: Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio?

Anair: A literatura nasceu num momento bem dramático da minha vida, e serviu como válvula de escape. E foi nessa válvula de escape que me encontrei profissionalmente. O inicio foi de pequeninas coisas que escrevia, como se estivesse beliscando um pedaço de doce. Era pura necessidade e vontade de sentir o gosto. E minha família e amigos foi lendo uma coisinha aqui, outra ali, fui me animando também em publicar aqui e ali, e a coisa foi andando assim, com publicações em antologias, jornais, rádios, TVs, etc., por nove longos anos. Depois disso que veio meu primeiro livro individual, patrocinado por uma empresa de cosméticos. Mas... antes de tudo meeesmo!, houve um fato, que se eu puder pular, melhor... mas se não tiver jeito, eu conto.

AgL: Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente?

AnairMinha grande paixão é a poesia e tudo que preciso dizer, mesmo que não queira, vira poesia – que, coitada, sempre esteve em último lugar na literatura. Vende de tudo, mas o que menos vende é poesia, mesmo nos dias atuais. Claro que no meu caso, - o autor estando presente e recitando um pedacinho do poema, é meio caminho andado. Já ouvi pessoas dizerem: “poesia para mim lembra castigo, porque no meu tempo, meu professor – ou professora – me fazia decorar poesias enormes, tipo Navio Negreiro, quando eu aprontava alguma. E sempre que leio poesia me parece estar lendo ou ouvindo grego, é difícil assimilar, penetrar nesse mundo que é encantado, mas não me parece coisa de meros mortais, e sim dos eleitos. E depois, às vezes a gente lê poesias que são um amontoado de palavras sem nexo, quando a gente vai procurar o significado, o encanto se dissipa. Deveria existir texto mais simples para quem está começando a se interessar, e mais sofisticado para quem já está curtindo esse estilo de literatura. Só agora, é que me senti tentado por ela. Você precisa vir junto com o livro, para que eu as ouça.” – rsss.

... Foram tantas as vezes que ouvi coisas parecidas, nas mais variadas faixas etárias!... Mas isso sempre me serviu de estímulo, e não de desanimo perante a situação.

E mais, adoro despertar nos olhos das pessoas aquele brilho emocionado, jogando, pelo menos por um momento, a frieza dos negócios na lata do lixo, dando lugar a um pouco de emoção. E, claro, deixo passar o encantamento do momento e novamente dou lugar aos negócios, recebendo o valor do livro, empreendendo a contínua caminhada de deixar meus rastros poéticos por onde passei.

Meu site: www.literaturacatarinense.com.br/anair Recomendo clicarem no livro Melodias do Coração – infanto-juvenil e Doce Jeito de Ser Criança – infantil.

Mas claro que meu amor à poesia não impede que eu goste de prosa. Adolfo, o cãozinho das praias, é o meu infanto-juvenil mais recente, saído pela Hemisfério Sul. Ele nos mostra o lado do companheirismo e fidelidade dos animais, tão ausente nos homens nos dias atuais.

AgL: Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever?

Anair: Comigo isso de sentar e escrever não ocorre assim. Posso estar fazendo algo importantíssimo, mas quando as palavras mágicas chegam, por meio de alguém que fale ou algo que eu veja, não consigo fazer mais nada. Tenho que anotar a essência, - que depois desenvolvo -, pois é como passarinho no céu, que foge ligeiro ao ver a rede armada do papel. O poema precisa ser conquistado, temos que fazê-lo sentir-se tentado a vir até nós. Daí ao papel, é um passo... Depois é que vem o computador, onde a obra é esculpida.



AgL: Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?

Anair: Ultimamente tenho lido muito biografias, - Adeus, China – de Li Cunxim, é um depoimento comovente do último bailarino de Mao. Mas quando leio poesia, - as mais diversificadas possíveis, e é isso que me fascina nelas – eu não resisto. J. G. de Araújo Jorge, por exemplo, sempre foi meu ídolo, embora eu não saiba escrever sonetos. Sou um pouco arrisca a cabresto de métrica, embora meu amigo Professor e escritor Alfredo Bays diga que rédeas é bom para aprender a obedecer.
AgL: Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia?

Anair: Um tema que seja debatido e em voga no momento, embora muito tema antigo não saia da pauta. E muita, muita, emoção e aventura! Mas detesto quando o autor divaga páginas e páginas em cima de uma única emoção ou detalhe.

AgL: Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa?


Anair: Na primeira pessoa, porque sempre me coloco no lugar daquilo que me chama atenção e vivo aquele momento como se fosse meu.

AgL: Que escritores conhecidos são os que você mais admira?

Anair: Lindolf Bell na poesia, - e que a apregoava nas esquinas de São Paulo, embora fosse de SC, junto com outra autora que não lembro o nome. Ele era quase um camelô da poesia, e isso me inspirou muito nas minhas peregrinações poéticas. Urda Alice Klüeger, romancista de SC e Fernando de Moraes – o biógrafo que escreveu O Mago, - mas que mago é ele, o Fernando, por ter narrado com encanto as proezas do Paulo Coelho, que não teve nada de encantador. Embora O Alquimista tenha me conquistado, porque me fez descobrir qual o verdadeiro tesouro que havia em mim, que é a literatura, jamais imaginei o Paulo Coelho, tão espiritualizado, fazer tanta barbaridade com a vida dele e das pessoas que o amavam...

AgL: O que torna um personagem crível? Como você cria os seus?

Anair: Meus personagens estão nos meus poemas, e esses personagens existem, como no menino que me pediu esmola – e eu conto como foi sua fala, – na minha primeira professora, cujo poema foi premiado, e em todas as pessoas que conheci nesses quatorze anos de andanças pelo sul do pais, vivendo de poesia. E esses personagens são mais que verdadeiros, até os que estão no meu livro A Vendedora de Livros – que não tenho dinheiro para editar.

AgL: Você é igualmente hábil contando historias oralmente?

Anair: Declamando poesias, sim, mas na contação de histórias, nem tanto...

AgL: Profundamente em sua motivação, para quem você escreve?

Anair: Para aqueles que me lêem e precisam de incentivo poético e motivacional, afinal, as idéias são para serem propagadas.

Anair: AgL: Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora?

Anair: Acho que os conflitos internos são uma força destruidora. Prefiro criar quando sou tocada emotivamente na forma que eleve os sentimentos para construir algo bom.

AgL: O feedback dos leitores serve pra você?

Anair: Claro, se não disserem o que sentiram ao ler o que escrevo, como vou saber se estou no caminho certo? Por mais que crie o que gosto, preciso saber se os outros gostam do que crio.

AgL: Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios?

Anair: Já recebi alguns, mas a necessidade de cuidar ininterruptamente das vendas dos meus livros, me afasta de concursos, pois o mínimo de tempo livre que tenho, reservo para ler. Televisão, só o jornal e algum filme no final de semana, se meus emails e leitura estiverem em dia. E ainda tenho a família, para me fazer um pouquinho presente...

AgL: Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?

Anair: Geralmente peço opinião quando o poema está “pronto” – no rascunho, é claro. Coloco entre aspas, porque um poema nunca está verdadeiramente pronto, há sempre algo que pode ser mudado. O triste é quando está no livro e você não pode fazer mais nada...

AgL: Você acredita ter encontrado "sua voz" ou isso é algo eternamente buscado?

Anair: Eu diria que encontrei meu porta-voz. É nos meus textos que me expresso, ou expresso o que sinto ao ver algo alheio, mas que me toca, então não é tão alheio assim.

AgL: Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.?

Anair: Comigo é tudo instintivo, acontece quando tem que acontecer. Não me imponho regras de criação, nem tempo para elas, só nas vendas, onde tenho de ser criativa para despertar meu cliente para a leitura. As metas só estão na quantidade de livros que preciso vender. Bem que eu adoraria ter alguém que cuidasse de entrar dinheiro no meu bolso, para poder dar asas à minha criação literária.

No começo, quando vendia meus livros, eu até me conflituava: Será que a pessoa que comprou meu livro é porque sou boa vendedora, ou boa escritora? Mas logo me dei conta de que as pessoas hoje compram porque estão a fim, não se deixam enganar por conversa fiada de ninguém. A venda agressiva não deve existir. Acho que nesses quatorze anos, nunca enfiei um livro goela abaixo de alguém, só vendia se a pessoa queria.

AgL: Anair, querida, muito obrigado por nos atender para uma entrevista. Te desejamos muito sucesso!

Anair: Eu é que agradeço a oportunidade de compartilhar o que venho fazendo e aprendendo pelo Brasil.







sexta-feira, 12 de março de 2010

ENTREVISTA COM LEDO IVO





UM IMORTAL DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS DISPARA SEUS PETARDOS: O CALOR E A PAISAGEM EXUBERANTE “ATRAPALHAM” O BRASIL. E MAIS: LITERATURA BRASILEIRA É “PAISAGÍSTICA, COSMÉTICA E DESESPIRITUALIZADA”
Postado por Geneton Moraes Neto em 26 de fevereiro de 2010 às 12:40
Aproveitando a carona no post do excelente repórter Geneton Moraes Neto,nesta entrevista feita com Ledo Ivo,poeta e imortal,,como é costume no Nordeste,agarrei o bonde andando e iniciei uma conversa fiada com o escritor de belos versos.
Um imortal da Academia Brasileira de Letras, o poeta e escritor Lêdo Ivo, aos 86 anos,lança farpas e “chuta o balde” em entrevista exibida no DOSSIÊ GLOBONEWS ( com reprise na segunda-feira, às três e meia da tarde). A entrevista foi gravada num ambiente solene : a sala de reuniões da Academia, no centro do Rio. Mas o escritor – de 86 anos – não se furtou a disparar seus petardos.
Lêdo Ivo defende uma tese original: diz que a exuberância da paisagem atrapalha o Brasil, porque faz com que o brasileiro viva voltado para fora, em detrimento da “vida interior”. Concordo plenamente com ele;o calor nos torna preguiçosos,com preguiça de pensar. O resultado se faz sentir na literatura brasileira:“É claro que a exuberância da paisagem atrapalha. Veja o problema amazônico : a paisagem no Brasil sai pelo ladrão. Isso se reflete na literatura brasileira. É um literatura muito paisagística, muito cosmética. É raro, no Brasil, um escritor do tipo de Machado de Assis, um “tatu” literário, que sonda as almas. Trecho profundo;nossa literatura carece de originalidade,é extremamente descritiva e,não é atoa,que de uns tempos para cá os bons escritores sejam raridades.Uma das funções da literatura é o estudo da condição humana. Você não pode fazer uma literatura cosmética, só de fora.Tirando Rubens Fonseca,o que sobra?Temos uma literatura midiática,vale o que sai na (ou da) Globo. Você tem de fazer uma literatura “de dentro”. Isso falta ao Brasil! É um país que tem uma literatura muito desespiritualizada, uma literatura muito de superfície”
O escritor aponta outro “mal” brasileiro: o calor – que não favorece, em nada, a reflexão :
“O calor excessivo não ajuda a reflexão. Os escritores europeus produzem, em geral, nos meses de frio. Baudelaire anseia pelo frio para escrever seus poemas! Aqui no Brasil, o calor atrapalha muito”.
Lêdo Ivo pede passagem:
*”Não consigo passar da página três de nenhum livro de teoria literária, porque não sei em que língua são escritos”. Nem,eu,querido Ivo;escritor nasce feito,é um dom,e,como dizia mestre Lobato,escrever é como quem mija,tem que deixar fluir.Desconfio de escritores que dizem que “suam” para criar um texto,que se torturam,se isolam...Melhor seria que fossem contadores;ou,economistas....”Um livro de três mil exemplares no Brasil já é um best-seller”.Verdade.E precisa de muita divulgação..”O sistema de de difusão cultural no Brasil mudou. Já não temos críticos literários. Quando surgi, havia críticos como Antônio Cândido, Sérgio Buarque de Holanda, Álvaro Lins e Wilson Martins – que me reconheceram. Pude sair do anonimato e me tornar uma figura pública. Hoje, o ”juiz literário” do poeta é o repórter do segundo caderno”.Acertou na mosca!Os editores miram de alto a baixo o novel escritor,os “jornalões “o ignoram,os vizinhos riem dele.Que saudade dos bons críticos!*”Antes,vinha gente de Minas Gerais para ver Olavo Bilac passar na avenida. Hoje, ninguém vem nem de Nova Iguaçu para ver um de nós passar pela avenida Presidente Wilson!”Claro,só faz sucesso cantora de axé que tem o cérebro na bunda e jogador de futebol que o tem nos pés.
*”Noto que os jovens poetas não têm o senso da tradição literária. Não leram Dante, não leram Skakespeare. Não é culpa deles apenas. É culpa do sistema educacional ! As escolas começaram a privilegiar o presente, como se o Brasil tivesse começado na Semana de Arte Moderna !”.
Ninguém lê nada,caro amigo.Conheço escritores que nunca leram os clássicos,não passam da Folha de São Paulo ou da Veja.Quem não tem uma boa bagagem literária,como pode escrever?*”Desde que, na ditadura militar, se substituiu o estudo da gramática pela chamada “comunicação e expressão”, as novas gerações começaram a falar muito mal. É uma linguagem padronizada – e, às vezes, de grunhidos…”É a turma do “oi”.Nem se comunicam,nem se expressam.E,a gramática sofre torturas inauditas,inclusive,entre jornalistas.As barbaridades que escrevem e falam,seria de rir,se não fosse para chorar...
Lêdo Ivo chama
de “babaca” um nome importante da literatura brasileira. A palavra “babaca” foi usada numa chamada levada ao ar pela Globonews.
Resultado: o poeta foi informado de que já se fizeram até apostas para descobrir quem é o alvo do ataque. Amigos telefonaram para Lêdo Ivo perguntando se era verdade que o “babaca” seria Machado de Assis. Houve quem fizesse outro palpite ousado: o “babaca” seria Joaquim Nabuco. Ou Guimarães Rosa.
Não: o escritor chamado de “babaca” por Lêdo Ivo é Oswald de Andrade, um dos pais do Modernismo brasileiro. Por quê ? Ora, porque ele era “chato”, disse, sucintamente, o poeta.Concordo;nunca consegui ler o Oswald,fruto,a meu ver,da elite paulistana que criou o Modernismo,seja lá o que isso signifique.
Na entrevista da TV
,o poeta lamenta que não se estude mais latim;ele está certo.Como pode se falar ou escrever numa língua sem conhecer suas raízes?
Aprendi rudimentos de Latim e Grego na escola,e,hoje,louvo o meu professor,um padre que me obrigava a estudar declinações e ler “De Bello Galico”,a nossa “Arte da Guerra”,de antanho.
Para finalizar,um poema de Ledo Ivo:
“O dia se enamora de si mesmo
como um corpo no espelho.
Tempo,composição da água que flui
num rio de rumores e desejos.
Alarido do ser!
VEJA TAMBÉM:
LER É CRESCER

FALA LEITOR:

CEZARUBALDO CEZAR,poeta baiano 16:26 (7 horas atrás)
CARÍSSIMA MIRIAM,QUE MARAVILHA DE ENTREVISTA.TAMBÉM AS SUAS INSERÇÕES FORAM FEITA DE FORMA EXUBERANTE.QUE BOM QUE UM HOMEM COMO LEDO IVO ABRE A BOCA E DIZ TEXTUALMENTE TANTAS VERDADES.A ENTREVISTA DE LEDO IVO DEVERIA SAIR EM PUBLICAÇÕES DO PAIS INTEIRO,DURANTE O ANO INTEIRO.MAIS UMA VEZ,GRANDE ABRAÇO.E FELIZ FINAL DE SEMANA.