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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

LER É CRESCER!



Quando eu era criança minha mãe me presenteou com as obras completas de Monteiro Lobato.
Eu era uma criança solitária,filha única e vivia numa pequena cidade do interior,sem diversões nem vida cultural interessante.
Pela mão de Monteiro Lobato descobri o mundo e as pessoas;D.Benta,a vovó carinhosa que contava belas estórias,Tia Nastácia,e a sabedoria popular transmitida às crianças Pedrinho e Narizinho e a destrambelhada boneca Emília,que depois virou gente,atrevida,irreverente,inconveniente como eu mesma.
Sempre digo que Lobato foi o meu pai espiritual,mas,depois vieram muitos outros livros.Livros à man’cheia como queria o poeta,fazendo a criança pensar.
Nunca mais me senti solitária.Estou sempre rodeada de livros e tanto aos cinco anos quanto agora aos 67 os livros são a minha companhia.
Não temo a morte,mas,receio morrer sem ler todos os livros que desejo.
Mas,o propósito dessas reminiscências é lembrar aos pais e professores o quanto a leitura é importante para o bom desenvolvimento da criança.
Nesta nossa era cibernética,do computador,da Internet,dos games e até mesmo dos livros digitais que estão surgindo – e-books,e-readers – cabe a nós fazermos com que nossos garotos não percam o interesse pelo bom livro impresso,seu conteúdo e sua magia.
O livro é o tapete mágico que nos transporta a mundos diferentes,que nos abre portas para outras culturas e pessoas diversas e nos faz compreendê-las.
A Literatura deve ser levada às crianças e adolescentes de uma forma fácil,interessante,para que possa ser entendida por eles.
Um adolescente me confessa detestar Machado de Assis;acho apenas que Machado lhe foi apresentado de modo errado.
Talvez esse interesse que não veio, tenha sido prejudicado pela leitura em português castiço,antiquado para a nossa época ou essa leitura tenha sido obrigatória e o garoto não pode captar a beleza desses livros.
Pois os temas são os mesmos desde o começo dos tempos:amor,solidão,ciúme,traição,família,interesses,escusos ou não;os personagens vivem até hoje em outros corpos;quem não conhece alguma Capitu,ou Bentinho,ou José Dias,ou Escobar,ou o Ayres?
São eternos, puxa!
Poderiam ser nossos vizinhos,amigos próximos,parentes até.
Uma coisa parece certa; se os pais têm o hábito de ler os filhos terão também.
Se a criança receber livros de presente e esses livros forem interessantes,adequados às suas idades e explicados de forma informal pelos pais e professores,com certeza estaremos formando futuros leitores.
No Brasil temos um probleminha; os livros não chegam à senzala,ou seja,crianças pobres de escolas públicas quase nunca têm acesso aos livros,principalmente porque o livro é caro para o bolso da maioria.
Porque não colocar um livro na cesta básica visando alimentar o espírito?
No meio de bolsa-escola, bolsa –família etc porque não criar o vale-livro,formar bibliotecas nas escolas e centros comunitários,estimular o contador de estórias ,discutir a leitura, “fazer o povo pensar”?
Porque não interessa aos donos do poder.Povo que pensa escolhe melhor seus governantes.

Esse texto lhe ajudou de alguma forma?

IMG:Busca Google



domingo, 3 de janeiro de 2010

A VIAGEM

Ituberá

Valença

Nazaré das Farinhas

Fazia um tempinho que eu não ia à Costa do Dendê.
Atravessamos a Ilha de Itaparica,passando,sem ver,por suas localidades de nome sonoro e praias belíssimas:Gameleira,Mar Grande,Itaparica, Porto Santo,Manguinhos, Barra Grande,Cacha Prego,entre outras.
Seguimos viagem em direção a Nazaré,a das farinhas e dos famosos caxixis,artesanato em barro,mundialmente famoso.
Como todas as velhas cidades do Recôncavo,tranqüila,nobres casarões do tempo do Imperador,cadeiras nas calçadas,casas baixas pintadas de cores fortes,como um presépio,com plaquinhas de alvenaria escrita em cima que é um lar,como na bela música de Chico.
Em Valença,cheia de prosopopéia,pois é onde fica o Guaibim e a ilha de Tinharé,cuja celebridade maior é Morro de São Paulo,cantada em prosa e verso , paraíso dos turistas.Vetustos casarões coloniais,a ponte sobre o Rio Una e os deliciosos caranguejos tornam essa visita muito estimulante.
Toda essa região é rica em mariscos ,peixes e camarão.
De Valença chegamos a Nilo Peçanha,seguida por Taperoá, terra do dendê.
Cada região dessa tem seu cheiro característico e inesquecível;o cheiro do bambá,a melhor parte do dendê,em Taperoá;o cheiro do sãogonçalinho ,na estrada de Valença;o cheiro do cravo,em Ituberá,o cheiro das castanhas assadas em Nilo Peçanha,o cheiro dos manguezais.
Lembranças da infância,doces lembranças...
Ituberá seria o ponto final de nossa viagem.Viemos buscar Natália,minha bisneta e também atraídos pelas reservas florestais e,principalmente,para conhecer a Cachoeira da Pancada Grande.