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quarta-feira, 19 de maio de 2010

UM COLOSSO DA LITERATURA



A Rússia sempre foi berço de grandes escritores:Tolstoi,Bunin,Gorki,Gogol,mestres que nos deram pérolas literárias nunca esquecidas. Porém, a meu ver, nenhum como Dostoievski.Conhecia a alma dos homens como poucos,mergulhava na imensidão deste precipício como nenhum outro escritor e,principalmente, desnudou o povo russo, suas emoções e sentimentos. Fédor Dostoievski nasceu em 1821 e desde cedo foi destinado à carreira militar. Sua alma sensível e romântica logo trocou a carreira das armas pela literária, combatendo melhor com a pena do que com a espada. Seu primeiro livro,” GENTE POBRE”,despertou a ira dos poderosos por denunciar a semi-escravidão em que o povo russo estava mergulhado. Não se intimidou, nem arrepiou caminho;suas convicções inabaláveis rendeu-lhe quatro anos na Sibéria,fato que marcou todos os anos da sua existência. Essa experiência foi imortalizada no livro”Recordações da casa Dos Mortos” que fala da miséria e do desespero dos prisioneiros enterrados vivos naquele lugar terrível,condenados a trabalhos forçados nos confins da Ásia. Crime e Castigo, um clássico da literatura,emocionou a todos pelo seu conteúdo doloroso e pungente e pelo estudo profundo dos sentimentos humanos.Até onde vai o Homem pressionado pelo seu desespero? A esse seguiram-se “O Idiota”,”Os Possessos”,”O Adolescente” e,finalmente “Os Irmãos Karamazov”,que deixou inacabado. Quem não ficou marcado pela personalidade de Dimitri, pela beleza de Grushenka e pelo odioso caráter do velho Karamazov? O que torna um escritor inesquecível? Neste caso, a compreensão e simpatia pelas almas transviadas e criminosas, que dão um toque patético a sua obra. Morreu em 1881, mas, deixou um legado imortal para todos os que apreciam a leitura.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ALAN SILLITOE,OU A FICÇÃO FANTÁSTICA



.- O escritor britânico Alan Sillitoe, uma figura importante da ficção dos últimos 50 anos com livros como "Saturday Night and Sunday Morning", morreu hoje aos 82 anos no hospital Charing Cross de Londres, informou sua família.Nascido na cidade de Nottingham, norte da Inglaterra, Sillitoe publicou obras de poesia, livros infantis e peças de teatro, além de ser crítico sobre temas sociais.Seu livro "Saturday Night and Sunday Morning" foi levado ao cinema com a atuação do ator Albert Finney, e seu romance "The Loneliness Of The Long Distance Runner" também foi levado ao cinema com Tom Courtnay.As duas obras são consideradas dramas clássicos da realidade britânica de meados do século 20.Nascido em 4 de março de 1928, Sillitoe abandonou a escola aos 14 anos e foi trabalhar em uma fábrica de bicicletas, antes de entrar para a Real Força Aérea (RAF),como operador de telefonia.Filho de um trabalhador analfabeto, o escritor relatou em alguma ocasião as penúrias de sua infância."Vivíamos em um quarto em Talbot Street (Nottingham) cujas quatro paredes cheiravam a gás, gordura e camadas de papel mofado", disse uma vez o escritor.Seu primeiro relato de ficção, sobre a vida de seus primos foi escrito quando menino, mas foi queimado por sua mãe porque ela acreditava que o texto era muito revelador.Enquanto servia para a RAF contraiu tuberculose, o que o obrigou a passar 16 meses em um hospital da Força Aérea antes de receber uma pensão, após a qual decidiu se dedicar à literatura.Em 1958, escreveu seu famoso romance "Saturday Night and Sunday Morning", uma história sobre uma família trabalhadora em Nottingham.Outros trabalhos incluem "Gadfly in Russia", um relato publicado em 2007 sobre suas viagens pela Rússia.No total, Sillitoe, que se considerava poeta mais que romancista, escreveu mais de 50 livros, entre estes sua autobiografia, publicada em 1995 com o nome de "Life Without Armour".Sillitoe era casado com a poeta americana Ruth Fainlight.


Fonte:Folha de São Paulo
IMG:Busca Google

terça-feira, 20 de abril de 2010

UM BOM VENDEDOR NÃO TEM PREÇO!



Tenho insistido , nos meus artigos , que , o escritor precisa ser também , um vendedor.
Ninguém melhor do que ele venderia o seu peixe , não é? Pois , ninguém conhece melhor sua obra , seus propósitos quando a escreveu e o que espera dela com relação ao público.
Como cada vez é mais complicado para o escritor independente colocar seu trabalho nas livrarias , pois o ganho é irrisório e, algumas das grandes nem pagam ao escritor o que lhes é de direito , torna-se necessário para a própria sobrevivência da obra que o autor saiba como vendê-la.
Comece por perder a timidez e considerar a venda como um trabalho sujo e desagradável ; você não vai ser um vendedor insistente , nem picareta , incomodando as pessoas , constrangendo-as ou fazendo uma abordagem agressiva.
Pense que,tudo no mundo é venda.O médico vende promessas de saúde, o advogado vende leis ,o padre vende um suposto lugar no céu , o professor lhe vende conhecimento , o comerciante vende bens e serviços necessários á sobrevivência.
Como fui , com muito orgulho , vendedora de livros e hoje sou escritora , portanto transitei nos dois mundos , desejo passar , para vocês um pouco da minha experiência.
Vamos conhecer algumas técnicas para ter sucesso com vendas.
Vender , (eu já dizia há muitos anos atrás quando treinava equipes de vendas) é fazer alguém pensar como nós pensamos;é usar a mais velha técnica do mundo:a técnica da persuasão.
Mas, vamos ao que interessa,o jeito gostoso e sadio de realizar uma venda bem feita.
*Entenda que cada leitor é único ; portanto , antes de tudo , identifique o que interessa a ele. Não vá vender livro de auto – ajuda a um cético, por exemplo.
**A venda de livros é , acima de tudo , passional:o leitor vê , folheia , gosta , compra.
Uma boa capa é fundamental; ela desperta o interesse.Uma boa sinopse , também, ajuda um bocado.Ali , o leitor percebe se , naquele livro está o que ele procura.Ai é onde entra o seu talento: fale com paixão da sua obra , interesse o leitor , faça com que ele deseje saber o que tem lá dentro.
***Esqueça aquela estória de hippie; ficou bem nos anos sessenta , mas, está démodé; o escritor deve ser educado , falar bem e pausado , vestir-se com elegância.
Se mulher e bonita,procure não mostrar muito os seios num decote marilyniano; afinal , é seu livro que você quer vender , não é?
Nem preciso dizer da importância do Português correto; não assassine a língua se você quiser viver dela.
****Dê atenção ao seu leitor; converse com ele , discuta , debata temas, e, depois da compra, ligue ou passe um e-mail para ele, querendo saber se o livro o agradou, se o satisfez , troque idéias sobre literatura , sobre outros autores , fidelize seu leitor.
É importante que você tenha um blog ou site onde possa ser encontrado; convide o leitor a visitá-lo. Corresponda-se com ele por e-mail , fale das novidades , não o perca de vista.Ele ficará encantado!
Não é á toa que Paulo Coelho mantém dezenas de secretárias para responder e-mails de seus fãs.
*****Atenção , hein! O leitor sabe quando o vendedor mente. Não adianta dizer que você ganhou o Jabuti ou que pertence a alguma Academia , pois , se o cara é seu leitor é porque é inteligente.E gente lida e inteligente não se deixa enganar facilmente.
******Se o leitor reclamar de alguma coisa , seja solícito e atencioso.Procrastinar , nesses casos , é suicídio.
*******Um sorriso amplo faz muito por você ; ele só perde para a organização e o planejamento.Numa tarde de autógrafos não saber onde pôs a caneta é imperdoável. Esquecer o nome do leitor , suicídio.
********Seu leitor não vai simplesmente comprar um livro; ele compra uma idéia: a idéia do status , do conhecimento, do desejo de viajar pela sua mente , ,de ver o que você tem a dizer.O desejo de descobrir novos mundos.
Se você , em vez de livros vendesse batom , ele (a) compraria a ilusão de beleza que o batom lhe proporciona.
********* Nunca subestime a inteligência do seu leitor; nem entre em conflito com as idéias dele por mais estapafúrdias que sejam. Aprenda a respeitar os “feios”.
**********Concentre-se no seu livro. Evite debates políticos ou religiosos e , principalmente , nunca, mas , nunca mesmo fale mal de um colega. A ética é sempre bem -vinda em qualquer situação.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

ÔBA,TODOS FORAM Á FEIRA!

Escritora Miriam Sales ( que re-lançou o livro digital "Maktub") com JuvenalPayayá,índio e escritor e o mini-escritor de 10 anos, Gabriel Francisco,que lançou ,com sucesso seu livro"O Pequeno Grande Herói".

Foi um su !!! Realmente,foi um sucesso a nossa “Vão da Feira”,evento realizado ontem em Salvador,no Teatro Castro Alves.
Meninos eu vi! Claro,estava lá vendendo meu livro digital (vendi todos que levei) e ajudando na venda de dezenas de livros impressos de excelente qualidade que eram comercializados a $5 e $10,como o povo gosta.
Títulos de novos autores buscando seu lugar ao sol e de autores consagrados como Skármeta,Jorge Amado,Machado de Assis,livros de arte (vendidos a $30)e muitos outros.Havia público para todos.
Mais de 4000 pessoas passaram por lá.Mas,vamos ser sinceros por conta de todas as atrações,como o grupo de teatro baiano “Os Cafajestes”,que tiveram que duplicar a sessão tanta era a procura por ingressos.
Houve bandas,sessão de poesias,música.
Duas observações nasceram desta feira,para mim:o valor das parcerias (a Feira foi o resultado do trabalho da Fundação Pedro Calmon,do Teatro Castro Alves e da nossa Câmara do Livro) e o preço acessível dos livros comercializados e a peça de teatro cujo ingresso custou $1;o que significa que estou certa:o povo não vai aos teatros por causa do alto custo dos ingressos e não compra livro como deveria por causa do alto custo dos mesmos.
Percebi que é importante o autor estar presente autografando seus livros,conversando com o leitor,explicando o seu trabalho,porém,de um modo sóbrio,sem forçar a barra,com dignidade.Todos os autores presentes que agiram assim venderam seus livros.
Livro ,no Brasil,ainda é um artigo de luxo.
Daí o cuidado dos novos autores a procurar editores.Livro acima de $20 é suicídio,pelo menos no Nordeste. Escritores Clara Maciel,Aurélio Schommer,Miriam Sales e Silvino Bastos
Devemos preferir publicar livros em off-set e baixar os custos;livros sob demanda custam caro,pois,em se tratando de gráfica,quanto mais a gente imprime mais baixa o custo.
Fiquei contente ao saber que teremos Feira todos os meses;com certeza entraremos para o calendário de eventos em Salvador o que facilitará a venda e o conhecimento,pelo público,dos novos autores.


Escritores Aurélio Schommer,Miriam Sales e Clara Maciel

Por fim,resta-me agradecer aos que compareceram e ajudaram a difundir a cultura baiana.
Autores e leitores,esperemos Maio.Amai-o!
Outra chance para os que não foram.
Mais atrações vêm ai.

terça-feira, 6 de abril de 2010


CONTANDO EXPERIÊNCIAS
Muita gente sabida diz: “experiência é como um carro com os faróis voltados para trás”,ou seja,não serve para coisíssima nenhuma,a não ser para que o experiente assuma um ar doutoral,achando que está salvando o mundo.
Afinal,cada caso é um caso e,nem sempre o pau que bate em Chico bate em Francisco o que mostra que cada um deve viver e experimentar suas próprias sensações e/ou experiências.
Mas,no ramo do livro,eu acho,sim,que a gente pode divulgar situações que viveu e impedir que colegas incautos movidos a sonhos,caiam em arapucas.
Todo artista é mau negociante; aqui,em Salvador,um pintor famoso nunca tratava da comercialização das suas telas;papel que cabia à esposa,um dragão de saias,que fazia valer o trabalho do marido.
Quem começou a carreira como internauta,como eu,sabe que os internautas adoram boca livre.Todos amam e adoram seus textos ou textículos,mas,se forem grátis.Compras,nem pensar!
Eu não me queixo com relação a um livro que vendi pela internet;passei todos e já vou para uma segunda edição.Mas, - pasme ! - minha editora não vendeu um só livro,apesar das mirabolantes promessas que me fez,inclusive de aparecer na TV Globo,no programa de um conhecido cômico.
Aviso aos navegantes da Internet e futuros Machados de Assis:editoras sérias não tomam dinheiro de autores para publicar livros.Esta é uma informação que as Câmaras dos Livros de seus Estados deveriam estar lhes passando e que,muitas vezes não passam porque os autores hesitam em fazer a filiação,para não pagar a taxa anual,aqui em Salvador,mínima ,$70.00 por ano.
Se uma editora contatar você,meu amigo,seja por e-mail ou através da Mesa do Editor,que faz o link entre o autor e o editor,num trabalho sério e quase sempre gratuito,é porque achou seu trabalho interessante e viável.
Então,fique de posse da bola e proponha o seguinte:ela banca toda a edição,incluindo layout e capa (muito caros para você,iniciante,bancar) e repassa para você 20 ou 30% do preço de capa,a cada livro vendido.,mantendo seus direitos autorais,inegociáveis.As editoras preferem fazer cerca de 10 ou 15 exemplares e você ajudará a vender,cara pálida,pois,deve ter pelo menos dez parentes ou amigos endinheirados;ficar deitado eternamente em berço esplêndido esperando que os outros façam força prá você ficar vermelho,não funciona.Trabalhe seu livro!
E,ai,entra uma das vantagens da Câmara;temos,só em Salvador,quatro ou mais livrarias afiliadas que vendem nossos livros.Teremos em breve um Portal só de autores baianos, (ou de outros estados,desde que filiados á CBaL)onde eles podem escrever,divulgar seus livros e até vender anúncios.
Uma outra forma de patrocínio é o mecenato.Michelangelo e Da Vinci,Rubens e Veronese já utilizavam ,sem corar,e,se não fosse assim,talvez nunca os tivéssemos conhecido.
Com seu projeto debaixo do braço e disposto a gastar sola de sapato,que aqui custa barato,como canta o Gil,visite empresários de médio ou grande porte (dependendo do tamanho do seu sonho) e proponha que publiquem seu livro,investimento com retorno garantido pela Lei Rouanet(se for coisa de milhões) ou pelo FazCultura(se milhinhos,resolverem);em ambos os casos,cerca de 60% do investimento será retornado aos cofres do empresário,através do IR das empresas dele.
Um bom negócio! O cara investe pouco,tem sua empresa reconhecida por patrocinar Cultura e você ainda lhe dedica o livro;se ficar famoso e sua obra atravessar os séculos,o nome dele lá está,coladinho ao seu,ad aeternum.Suprema glória!
Portanto,mexa-se,levante -se dessa sua poltrona ou rede e vá á luta.
O Céu, nem a Deusa Cadela como D. H. Lawrence chamava a Literatura ,não ajuda o homem que não age.





Leis de Incentivo
A empresa que apoia a cultura e seus profissionais através do Mecenato Cultural garante
acesso às artes, ao entretenimento, estimula a profissionalização do segmento e a melhoria
da qualidade de vida a milhares de pessoas. Para além disso, o Marketing cultural tem o
poder de transferir para a Marca Patrocinadora e seus Produtos os valores e ações propagados
pelo projeto cultural, criando um vínculo emocional com seus clientes.
Entenda mais sobre a renúncia fiscal.
RETORNO AO PATROCINADOR
Além dos benefícios fiscais concedidos pelas leis de incentivo, o patrocinador terá um produto
cultural totalmente conectado ao seu plano de marketing ampliando as possibilidades desta
área sem comprometer o orçamento da empresa.
Pela assinatura do projeto o patrocinador terá direito aos seguintes benefícios publicitários e
promocionais:
MARKETING INSTITUCIONAL: A marca será vinculada a um produto cultural diretamente adequado
à filosofia institucional da empresa patrocinadora, no que diz respeito à sua participação
social e cultural associando-se à cultura nacional e aos valores difundidos no projeto.
PEÇAS PROMOCIONAIS E DE SUPORTE: Inserção da logomarca nos materiais de divulgação (folders,
banners, camisetas, envelopes personalizados, entre outros) buscando a associação direta do
patrocinador à filosofia e temática do produto cultural.
RENÚNCIA FISCAL
A Lei Roaunet n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de
Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas naturais,
que poderão abater do Imposto de Renda devido o valor investido nestes projetos até o limite
de 4% do IR a pagar para Pessoa Jurídica, o limite sobe para 6% para Pessoa Física.
Já o Fazcultura permite que os projetos aprovados pela Comissão Gerenciadora recebam
patrocínio de empresas emitentes de notas fiscais no Estado da Bahia, que poderão abater do
seu ICMS o valor investido em projetos, até o limite de 5% do imposto devido.
COMO SÃO OS TRÂMITES DAS LEIS DE INCENTIVO?
Após a publicação da aprovação do projeto no Diário Oficial pelo Ministério da Cultura (MinC),
ou pela Secretaria de Cultura da Bahia, o patrocinador efetua um depósito bancário do valor
do patrocínio na conta especial do projeto cultural. O projeto então fornece um recibo no
valor do depósito efetuado, emitido de acordo com o modelo do MinC/SeCult. Com este
recibo, a empresa poderá deduzir do imposto a pagar a quantia referente ao patrocínio. O
procedimento é o mesmo que se faz com um recibo de médico e a dedução é feita na
declaração do Imposto de Renda ou no ato do pagamento do DAE do ICMS.
PASSO A PASSO PARA ENTENDER O MECANISMO DA LEI ROUANET (IR)
a. Supondo que uma empresa de grande porte tenha um lucro liquido de R$ 300 milhões,
ela terá que pagar, em primeiro, 15% de Imposto de Renda, ou seja, R$ 45 milhões
b. ... Mais 10% do seu lucro liquido sobre o que exceder o valor de R$ 240 mil, ou seja,
10% do valor final de R$ 300 milhões menos R$ 240 mil, quer dizer, 10% de R$
299.760.000, igual a R$ 29.976.000
c. Portanto no final das contas a empresa que teve um lucro líquido de R$ 300 milhões
terá que pagar R$ 74.976.000 (R$ 45 milhões mais R$ 29.976.000 = Imposto +
adicional).
d. De acordo com a Lei Rouanet, a empresa pode deduzir até 4% do IR devido,
revertendo este valor para projetos culturais aprovados no MinC, sendo que poderá
deduzir, em cinco áreas, 100% do investimento em tais projetos.
e. A empresa poderá, portanto, reverter R$ 1.800.000,00 em cultura e deduzir 100%
deste valor do seu total a pagar de Imposto de Renda, que cairá então para R$
73.176.000,00 (vale lembrar que os 4% definido pela lei somente incidem sobre o IR e
não sobre o adicional sendo, portanto, 4% de R$ 45 milhões).
f. Mas o benefício tributário não fica somente na dedução no Imposto de Renda. A
empresa também tem que pagar a Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL),
estabelecida, na maioria dos casos, na alíquota de 9%. E é daí que vem o lucro
financeiro se a empresa investir em cultura via Lei Rouanet.
g. Vejamos: em nosso caso, uma empresa com lucro de R$ 300 milhões terá que pagar
teoricamente R$ 27 milhões de CSLL.
h. Porém, se a empresa investir R$ 1.800.000,00 em cultura ela poderá abater este valor
como despesa operacional para calcular quanto deverá pagar de CSLL. No nosso caso
a base de cálculo da CSLL passou de R$300 milhões para R$ 298.200.000,00. Com a
redução da base de cálculo da CSLL a empresa tem um lucro financeiro de 9% do valor
investido no projeto, ou seja R$ 162.000,00.
RESULTADO
a. Se a empresa com lucro real de R$ 300 milhões não investir os R$ 1.800.000,00 em
cultura via Lei Rouanet ela terá uma carga tributaria federal de R$ 101.976.000,00.
b. A empresa que investiu via Lei Rouanet (nas áreas que concedem os 100%) pagou R$
1.800.000,00 menos de imposto, valor que foi investido no projeto cultural (podendo
se beneficiar de todo marketing cultural para uso da marca) e ainda obteve um lucro
financeiro na operação de R$ 162.000,00, que ela deixou de pagar de CSLL.
c. Além disso, ela pode criar, a partir do evento, campanhas promocionais de marketing
de relacionamento com seus clientes, utilizando para isso recursos de impostos e
agregando valor a sua marca.
O MECANISMO DO FAZCULTURA (ICMS) funciona de maneira bastante similar.


Fonte:Odô Produção Cultural

Facilitando a vida do autor!
PALAVRA DO LEITOR:
07/04/10 06:23 - CONCEIÇÃO GOMES
Valeu a informação.Um dos meus projetos menina dos olhos é publicar o meu livro.
06/04/10 10:43 - Ivone Alves SOL,poetisa e radialista baiana
Essa é a Míriam que eu conheço - compartilhando conhecimentos e incentivando-nos a fazer o que ela faz com muita propriedade. Muito válido, seu artigo, Miriam, prencialmente, para nós iniciantes. Um beijo grande nesse coração que amo!
06/04/10 10:40 - Norma Suely Facchinetti,escritora virtual
Miriam, seu texto traz informações valiosas. Quem sabe, quando me aposentar, resolvo enveredar por este caminho? Obrigada por compartilhar generosamente a sua experiência. Beijos querida.

terça-feira, 30 de março de 2010

NOVOS AUTORES




CLARA MACIEL,O TRIUNFO DA PERSISTENCIA
Algumas pessoas querem escrever;outros,sonham em escrever.Muitos sonham com a fama,mas,não se levantam da cama.
Para esses,aquela morena sestrosa que adentra a praça,deveria servir de exemplo.
Clara vai à praça fazer poesia.
A praça é do povo como o céu é do condor,diz o Poeta Maior.A praça,poeta ,é de quem tem coragem.
Coragem de recitar para o público que passa os seus poemas,coragem de oferecer seus livros,coragem de atuar.
_Que horror,diz o Conselheiro Acácio! Vender livros na praça!
Sim senhor,Conselheiro,o artista deve ir onde o povo está.Os livros têm que ter o cheiro do povo,devem ser do tamanho do bolso do povo,devem caber no universo do povo.
Clara Maciel leva a poesia às massas.Vende seus versos a quem quer comprar.Não se acanha,não se esconde.
E derrama versos preciosos como esses,quase um confiteor,quase uma declaração de guerra,diante de uma platéia embevecida.
Guerra declarada contra o machismo,o mau -caratismo e outros ismos tão prejudiciais à felicidade e ao entendimento entre os homens.
Solta a voz Clara Clarear,Clara Rouxinol,Clara guerreira, Clara Poesia :

UNIVERSO REVOLUCIONÁRIO FEMININO.
Autora: Clara Maciel

Que choquem os meus modos
Minha maneira de vestir, de recitar
Minha conduta nem santa nem puta
Meu estilo é meu! E daí?
E as rugas no meu rosto?
São prêmios por anos de batalhas
Para não ver os frutos do meu ventre
Nas calçadas disputando espaços
Marcados com sangue, carne aberta à navalha.
Ao meu modo sou mulher revolucionária
Que vai á luta disputa, conquista
Que ao invés do lamento e conformação
Usa as armas que possui
Papel, caneta e inspiração
Repudiando o pouco caso
De tanta gente “distinta”
Que de maneira hipócrita e vil
Horrorizam-se com os frutos da salvação
Ganhando e perdendo a vida nos sinais, nas ruas
Tapeando a fome com drogas e restos
Recebendo fermentado e amassado
Pelas mãos do próprio diabo - O Pão
Por conta de um sistema que enoja
Nossa casa, nossa gente - Nossa Pátria.
Que choquem os meus modos
Sou mulher liberta, poetisa ou poeta
Sou espírito livre, felina indomável
Jóia rara recuso-me ser lapidada.
E os meus poemas?
Meus poemas são santuários, templos de proteção
Arquivos eternos de sentimentos
Que sem nenhum pudor, comedimento
Revelam a minha intenção puramente feminina
De amar e ser amada.
Ao meu modo sou mulher revolucionária,
Sou poeta, sou CLARA.

Conhecendo a escritora - Clara Maciel

Clara Maciel nasceu em 22 de agosto. O ano? Não vem ao caso. Formação ADM-Geral. Clara está incluída no Dicionário dos Autores Baianos. Ela é membro da Academia de Cultura da Bahia – ACB. Membro da Academia Internacional de Letras Artes e Ciências – AILAC com sede em Buenos Aires – Argentina. Membro do Grupo de Ação Cultural da Bahia GACBA. Sócia da Casa do Poeta Brasileiro – POEBRAS. Membro Dell’Academia Superiore di Crescita Personale – Itália. Fundadora de o Movimento Cultural Clarear. Criadora e participante ativa do projeto Escritores na Praça. Poetisa de Rua – Praça da Piedade.
Autora dos romances: A Ilha dos Condenados - Aventura, campeão de vendas em 2005, coleção Apoio, pela Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia.
O Descendente.
Eclipse (Um portal para a fuga I, II e III)
Um Erro no Passado.
No Reino da Rainha Primavera – infanto-juvenil.
Fundadora da Associação de Capoeira e Manifestações Culturais de Irará. BA, membro da Comissão da Câmara de Livro – CBL, Salvador também é autora de várias obras literárias.
Clara, além de romancista é também Poetisa, Compositora, e Cordelista. Tendo como referência os mestres em cordel Valdevino Paiva e Antônio Vieira. Ela adora estar em contato com seus leitores e amigos e se considera uma escolhida por Deus para polinizar o afeto, a alegria, a amizade e o amor fraternal entre as pessoas.
Contato para pedidos e venda dos seus livros: ecsmaciel@yahoo.com.br

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ô DE CASA? CADÊ O VENDEDOR DE LIVROS???



Antigamente,de preferência pela manhã,eles batiam nas portas.
Eram vendedores de livros,mas,eu os considerava vendedores de sonhos.
Vinham em hora matinal,não só para fugir do sol forte;mas,principalmente,para não perder o gás,pois,as reuniões com os supervisores eram cedinho e feitas especialmente para estimular e entusiasmar os vendedores para a dura missão que lhes esperava.
Bater de porta em porta para vender um produto que quase ninguém queria. Livros! Ora,livros,diziam as donas de casa.Se ainda fosse vassouras ou desinfetantes..-Mas,madame,de certa maneira eles são.Varrem preconceitos,juntam sabedoria e desinfetam as idéias,além de criar outras,é claro,às vezes ,perigosas.
Podem servir ,também,como calço para móveis capengas e para enfeitar a estante.Pega bem,com as visitas!
O certo é que eles chegavam,de terno e gravata,todo pimpão,proseando,deitando sabedoria,oferecendo seu produto,com sua capa em brochura,a coleção de enciclopédia,o pai dos burros –excelente para as crianças na escola,madame! –livros de culinária,coleção de Jorge Amado,Monteiro Lobato e Érico Veríssimo,os favoritos,livros de arte,Historia,Atlas, a Bíblia Sagrada,colorida,em papel couché.
A família esperava o vendedor,sempre simpático,que havia marcado hora. –Venha à tardinha,cá estará o chefe da casa,sem ele não resolvo nada.
O chefe da casa,preocupado,a mulher quer o livro de cozinha,os garotos precisam da Enciclopédia (lembrem-se,São Google ainda estava no calcanhar da avó),ele mesmo,de um dicionário,não fosse passar vergonha diante dos filhos,como no conto do Artur Azevedo.Mas,quanto custaria tudo isso?
Essa farra literária,me levará quanto??
Ele chegava pontualmente às 17hs,carregado de pacotes e cartazes para apresentar as obras,tratava a todos pelo nome,como velhos amigos.
-Bom dia,dona Lolota,como vai essa força?E o seu Antonio,está bem?Sua mãe melhorou da coluna?
Olha quem chegou me fazendo festas!- Pára,Rex,espera ai que te faço festinhas.
Ah,uma limonada vem a calhar,mas,se depois tiver um cafezinho...
Gostou daquele livro de receitas?Isso,Helena Sangirardi é ótima,é o que mais vendo...
E,abrindo a sacola mágica:
-Veja esse,para a Carlotinha que vai casar.É um livro de conselhos,”Basta o Amor”? – ela vai gostar.
Sossegue,chefe,dividimos em 12 módicas prestações mensais.E,eu mesmo venho receber,não se aflija,marque o dia e pronto.
Bons tempos esses,em que as famílias eram estruturadas,os pais eram importantes referenciais,o saber era cultivado,ter um livro importante em casa era sinal de cultura e certeza de respeito pela comunidade,era norma ser educado,gentil,correto nos seus compromissos.
Tínhamos consciência que éramos felizes e gostávamos disso.
Agora,nesses tempos modernos,a família se desintegrou,a cultura transformou-se,a música virou agressão,o livro virou virtual,e-books,e-readers,pode-se ler 500.000 no kindle,numa leitura rápida,de consumo,leitura para citar e aparecer nas “rodinhas”,aquelas aonde se dá importância a isso.
A minha geração de sessentões nunca abandonará o livro.
Falando sério,um livro na mão,numa rede à tardinha,sabedoria pensada e sorvida como a água de coco ao lado,a beleza da capa,a leitura da orelha,o prefácio,percorrer os capítulos,sentir o cheiro do livro,novo ou velho...
Ai,que saudades do vendedor de livros!
IMG:Busca Google
Tem uma estória para contar?
Mande que publico.
miriamdesales@gmail.com

LEIA MAIS:
COMO ORGANIZAR UMA BIBLIOTECA
CULTURA É O QUE INTERESSA
COMO SER UM ESCRITOR BADALADO

sexta-feira, 5 de março de 2010

A VIAGEM DO ELEFANTE



COMO a paciência não é uma das minhas principais virtudes,fui correndo á Livraria Saraiva e comprei “A Viagem do Elefante”,o novo livro de Saramago.
Mal cheguei a casa,agarrei-me ao exemplar,como se fosse o cornaca Subhro,tratador e condutor do dito elefante Salomão,personagem mais importante dessa historia,onde havia gente de tanta importância como rei,rainha e arquiduques.
Dizem que esta estória verídica,narrando uma viagem de um elefante indiano de Lisboa a Viena,como um presente do rei D.João III ao Arquiduque Maximiliano,da Áustria,é o melhor dos livros escritos pelo genial escritor;mas,se diz isso de todos os seus livros.O livro é realmente magistral,a gente agarra nele e não consegue soltar,a leitura prende,queremos saber como termina,como o elefante Salomão,cujo nome foi mudado á sua revelia para Solimão,ao bel prazer do Arquiduque,(cujo poder muda nomes e vidas não só de elefantes como de pessoas e até países,)conseguiu chegar,se é que chegaria,tendo que atravessar Portugal,Espanha,Itália e Áustria,numa temível viagem através dos Alpes,em pleno inverno,ele,um joguete na mão dos poderosos,como aliás,todos nós.O povo,já dizia uma malfadada ministra de execrável memória,o povo é só um detalhe.
Usando a viagem para os fins que pretendia,Saramago ataca a igreja e o capitalismo,seus alvos constantes e torna a viagem desse elefante uma analogia com a vida das pessoas,indefesas diante do imponderável.
Vale ressaltar a figura do cornaca, tratador e guia do elefante,que por um capricho arquiducal passou a chamar-se Fritz,como muitos se chamam assim na Áustria,embora gostasse de continuar usando o seu nome de nascimento,Subhro,que significava Branco,mesmo porque milhões de fritzs que habitam os países germânicos,nada têm em comum com um guia de elefante indiano,portanto único em toda a Europa.
A Igreja apanha na figura daquele padre em Pádua,que encomenda um milagre ao cornaca,pedindo que faça o elefante ajoelhar diante da Igreja de Santo Antonio,para honra e gloria da Santa Madre Igreja,açoitada pelo látego de Lutero.
Donde a gente conclui a origem de todos os outros milagres.
Quem ainda não leu,que vá correndo comprar.É um dos mais belos livros que já li.
Coloquei como imagem a versão turca porque achei a capa mais sugestiva que a da edição brasileirada "Companhia das Letras".
FALA O LEITOR:cEZAR UBALDOpoeta baiano
CARÍSSIMA MIRIAM,CADA UM DOS SEUS TEXTOS É MAIS MARAVILHOSO DO QUE O OUTRO.SÃO BELAS PÁGINAS ESCRITAS COM CONHECIMENTO DE CAUSA,COM DENODO,COM AMOR.PARABÉNS,AMANTE DA ESCRITA,E QUE TODO O SEU TRABALHO INTELECTUAL SE PERPETUE DENTRO DE UMA SOCIEDADE CADA DIA MAIS CARENTE DE BOAS CAUSAS,NOS SEUS CONTOS E CAUSOS.BEIJO FRATERNO.-CEZAR UBALDO.
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A BOA LITERATURA ESTÁ DE LUTO

segunda-feira, 1 de março de 2010

O LIVRO PERDE UM AMIGO!



José Mindlin era um grande amigo dos livros.O maior que conheci.Tinha paixão quase devocional pelos seus 40 mil volumes e recursos para adquiri-los.É,sem dúvida a maior coleção particular do Brasil,chamada de “Brasiliana”.
Ele possuía a 1ª edição dos Lusíadas e os originais de Sagarana,de Guimarães Rosa.Pesquisava nos “sebos”onde encontrou raridades desejada por todos os amantes da Literatura.
Seu mote era uma frase de Montaigne:”Não faço nada sem alegria”( Je ne fait rien sans gayetè”)
Partiu aos 95 anos e deixou como legado uma vida dedicada à Literatura e sua imensa biblioteca oferecida à USP.
Graças a esse gesto ficará acessível para o público obras raras de literatura brasileira e portuguesa,estórias de viajantes,manuscritos históricos e literários,jornais,livros científicos colecionados desde a adolescência.
Advogado,Mindlin fundou a Metal Leve,mas,sua grande paixão sempre foi a Literatura.
Dizia que o amor pelos livros era um vírus incurável que ele pretendia inocular entre os mais jovens para que nunca perdessem o amor pela leitura.
Antes de morrer,apesar da fraqueza de visão devido aos seus 95 anos,releu seu favorito Proust e Balzac (minha paixão, também).
Publicou “Minha vida entre livros” e pertenceu à ABL.
Lamentamos a sua morte e nos perguntamos:
-Quantos Mindlin existirão por esse mundo?
Dá para contar nos dedos da mão direita, acho!




Não deixe de ler!
MENSAGEM DE DOMINGO!
UM CONTO DE HUMOR
AVENTURAS E DESVENTURAS DE UMA PROFESSORINHA DA ROÇA.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

LER É CRESCER!



Quando eu era criança minha mãe me presenteou com as obras completas de Monteiro Lobato.
Eu era uma criança solitária,filha única e vivia numa pequena cidade do interior,sem diversões nem vida cultural interessante.
Pela mão de Monteiro Lobato descobri o mundo e as pessoas;D.Benta,a vovó carinhosa que contava belas estórias,Tia Nastácia,e a sabedoria popular transmitida às crianças Pedrinho e Narizinho e a destrambelhada boneca Emília,que depois virou gente,atrevida,irreverente,inconveniente como eu mesma.
Sempre digo que Lobato foi o meu pai espiritual,mas,depois vieram muitos outros livros.Livros à man’cheia como queria o poeta,fazendo a criança pensar.
Nunca mais me senti solitária.Estou sempre rodeada de livros e tanto aos cinco anos quanto agora aos 67 os livros são a minha companhia.
Não temo a morte,mas,receio morrer sem ler todos os livros que desejo.
Mas,o propósito dessas reminiscências é lembrar aos pais e professores o quanto a leitura é importante para o bom desenvolvimento da criança.
Nesta nossa era cibernética,do computador,da Internet,dos games e até mesmo dos livros digitais que estão surgindo – e-books,e-readers – cabe a nós fazermos com que nossos garotos não percam o interesse pelo bom livro impresso,seu conteúdo e sua magia.
O livro é o tapete mágico que nos transporta a mundos diferentes,que nos abre portas para outras culturas e pessoas diversas e nos faz compreendê-las.
A Literatura deve ser levada às crianças e adolescentes de uma forma fácil,interessante,para que possa ser entendida por eles.
Um adolescente me confessa detestar Machado de Assis;acho apenas que Machado lhe foi apresentado de modo errado.
Talvez esse interesse que não veio, tenha sido prejudicado pela leitura em português castiço,antiquado para a nossa época ou essa leitura tenha sido obrigatória e o garoto não pode captar a beleza desses livros.
Pois os temas são os mesmos desde o começo dos tempos:amor,solidão,ciúme,traição,família,interesses,escusos ou não;os personagens vivem até hoje em outros corpos;quem não conhece alguma Capitu,ou Bentinho,ou José Dias,ou Escobar,ou o Ayres?
São eternos, puxa!
Poderiam ser nossos vizinhos,amigos próximos,parentes até.
Uma coisa parece certa; se os pais têm o hábito de ler os filhos terão também.
Se a criança receber livros de presente e esses livros forem interessantes,adequados às suas idades e explicados de forma informal pelos pais e professores,com certeza estaremos formando futuros leitores.
No Brasil temos um probleminha; os livros não chegam à senzala,ou seja,crianças pobres de escolas públicas quase nunca têm acesso aos livros,principalmente porque o livro é caro para o bolso da maioria.
Porque não colocar um livro na cesta básica visando alimentar o espírito?
No meio de bolsa-escola, bolsa –família etc porque não criar o vale-livro,formar bibliotecas nas escolas e centros comunitários,estimular o contador de estórias ,discutir a leitura, “fazer o povo pensar”?
Porque não interessa aos donos do poder.Povo que pensa escolhe melhor seus governantes.

Esse texto lhe ajudou de alguma forma?

IMG:Busca Google



sábado, 20 de fevereiro de 2010

A DURA BATALHA DO ESCRITOR!



Você,leitor,senta-se na sua poltrona confortável e abre um livro.
Você terá, com certeza ,horas divertidas ou instrução garantida,uma viagem magnífica pela mente de outra pessoa e novos conceitos surgirão dentro de si mesmo, mudando idéias pré-estabelecidas e e trazendo novas maneiras de ver as coisas.
Esse pequeno objeto chamado livro pode mudar uma sociedade;e,já fez isso muitas vezes. O livro é também o seu amigo mais fiel;o livro é o cachorro impresso.

O trabalho do leitor termina ai;começou com a idéia da compra do livro,a decisão de fazê-lo,apesar dos altos preços praticados por livreiros e editores,a ida AA livraria,o prazer da degustação e escolha,a volta prá casa e,por fim,a leitura.
Se o autor for bom,você não para de virar a página;às vezes almoça de livro na mão,só o fechando quando a leitura acaba.
Que pena que terminou!
É como se um bom amigo,de conversa lúcida e agradável,de repente,partisse.Você já começa a ficar saudoso.
A gente sabe que um escritor é bom, dizia Salinger,quando o livro acaba e ficamos com vontade de telefonar prá ele.
O que o leitor comum não sabe é a verdadeira batalha inglória que é escrever um livro,no Brasil.
O autor desconhecido – e, todos começam assim –tem que se vestir de paciência e persistência para publicar sua obra.
Primeiro,o trabalho de parir um livro – como todo parto,doloroso -!
Nós inventamos um romance,ou uma crônica a partir daquilo que conhecemos e das experiências que tivemos,então escrevemos como se estivéssemos contando a estória para nossos filhos.
Depois,insistir com editores pouco ou nada acessíveis,muito mais dispostos em investir em “best-sellers” comprados a metro,do que apostar num autor novo que ninguém conhece.
A vantagem dos livros estrangeiros é que já vêm com uma larga publicidade, marketing e merchandising juntos,”trabalhando” o livro e ,aproveitando a mídia,impor o trabalho ao leitor.
–O brasileiro não lê,dizem eles.Editoras e distribuidores são negócios,como qualquer outro;como vamos perder dinheiro?
Ai,começa a” via-crucis” do autor;nenhuma editora o quer;ele trabalha duro,confia no seu taco,adora escrever,quer repassar suas experiências,modificar preconceitos,mas,esbarra na barreira dos custos.
Se pode,paga para ser publicado.
Tudo bem,uma batalha foi vencida,mas,a guerra está longe de terminar.
Pronto o livro,tem que vendê-lo.Como?
Publicidade,mídia eletrônica ou não,custa muito caro.Muitas livrarias não querem livros consignados.
Com a internet,abriu-se uma pequena luz no fim do túnel;podemos vender e divulgar nossos livros através de e-mails,blogs,sites,Google books, etc e o leitor passará a nos conhecer.
Por isso,caro leitor não se irrite se receber um e-mail assim;delete,não compre se não lhe convém (ainda é melhor que os antigos vendedores de porta- em –porta, de quem a gente custava a se livrar),porque para muitos escritores esse é o único meio de divulgar seu trabalho.
Como escritora recebo ou compro livros de muitos colegas e fico feliz de ver a qualidade dos seus trabalhos,a dedicação às letras que eles têm e,me entristeço ao pensar:-Que pena,trabalhos como esses se perdem e muitos jamais conhecerão.
E,com um riso amargo,me lembro que Balzac escrevia folhetins em papel jornal,H,G.Wells foi tapeceiro para sobreviver,Machado teve seus livros recusados diversas vezes e Shakespeare usava o teatro para divulgá-los.
E,se um golpe de sorte não os tivesse tirado do ostracismo?
Mas,não,não,me enganei nas palavras;foi uma dose de sorte,sim,porém,a palavra certa é persistência.
Eu procuro diariamente o leitor;ele pode não me dar bola,não comentar,não comprar meus livros,mas,quero me fazer presente sem ser chata,respeitando o direito do leitor que não quer receber e-mails evitando,sobretudo,spams,mas,tentando me fazer presente e mostrar meu trabalho.Agradeço o bom retorno que tive e tenho.
Como acreditava Hemingway,quando uma pessoa tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever,não há crítico que possa causar danos ao seu trabalho se este for bom,ou salvá-lo se for ruim.
IMG:minha luta diária,no PC
Palavra do leitor:
23/02/2010 21:35 - Euripedes Barbosa RibeiroParabens minha amiga pela lucidez e contundencia deste texto. Vocesabe como ninguem a batalha que é publicar um livro neste país. E maisainda, divulgá-lo para que chegue até o leitor. Como autor anônimo, ouquase, espelho-me na sua determinação e vou publicar o meu livro sim.E correr atrás dos leitores. Da forma que me parecer viavel. BeijosMiriam. Tenha uma boa noite.
25/02/2010 00:40 - Menduina Prazer em conhece-la poetisa, lindo seu texto infelizmente o brasileiro não tem o hábito de ler, vim convidar a me visitar me dê esta honra beijos.
07/03/2010 13:22 - Helena Frenzel,Alemanha(p/mail)
E eu fico feliz por tu teres me encontrado! Recebi um email teu, oque me trouxe até aqui. Até agora estou gostando muito do que li. Seainda vivesse no Brasil, tentaria formar um grupo de escritores emontar uma editora própria, principalmente para aqueles autores que sóquerem ser conhecidos, que não pretendem viver da venda de livros,pelo menos não como renda principal. É difícil, eu sei. Me perguntocomo cada uma dessas grandes editoras começou... É que todo mundonasce pequeno, e depois cresce, não é mesmo? Acho a internet um meiode divulgação fantástico. A começar pelo poder que o produtor de bomconteúdo detém nas mãos. Acho que coisas boas se atraemautomaticamente, o bom conteúdo ao bom leitor e por aí vai. Bom, estefoi um primeiro comentário (espontâneo). Volto pra te ler mais. Gratapelo contato e pelo texto sobre o Dia Internacional da Mulher.Parabéns a ti também! Um abraço fraterno :-)

A DURA BATALHA DO ESCRITOR!

Você,leitor,senta-se na sua poltrona confortável e abre um livro.
Você terá, com certeza ,horas divertidas ou instrução garantida,uma viagem magnífica pela mente de outra pessoa e novos conceitos surgirão dentro de si mesmo, mudando idéias pré-estabelecidas e e trazendo novas maneiras de ver as coisas.
Esse pequeno objeto chamado livro pode mudar uma sociedade;e,já fez isso muitas vezes. O livro é também o seu amigo mais fiel;o livro é o cachorro impresso.

O trabalho do leitor termina ai;começou com a idéia da compra do livro,a decisão de fazê-lo,apesar dos altos preços praticados por livreiros e editores,a ida AA livraria,o prazer da degustação e escolha,a volta prá casa e,por fim,a leitura.
Se o autor for bom,você não para de virar a página;às vezes almoça de livro na mão,só o fechando quando a leitura acaba.
Que pena que terminou!
É como se um bom amigo,de conversa lúcida e agradável,de repente,partisse.Você já começa a ficar saudoso.
A gente sabe que um escritor é bom, dizia Salinger,quando o livro acaba e ficamos com vontade de telefonar prá ele.
O que o leitor comum não sabe é a verdadeira batalha inglória que é escrever um livro,no Brasil.
O autor desconhecido – e, todos começam assim –tem que se vestir de paciência e persistência para publicar sua obra.
Primeiro,o trabalho de parir um livro – como todo parto,doloroso -!
Nós inventamos um romance,ou uma crônica a partir daquilo que conhecemos e das experiências que tivemos,então escrevemos como se estivéssemos contando a estória para nossos filhos.
Depois,insistir com editores pouco ou nada acessíveis,muito mais dispostos em investir em “best-sellers” comprados a metro,do que apostar num autor novo que ninguém conhece.
A vantagem dos livros estrangeiros é que já vêm com uma larga publicidade, marketing e merchandising juntos,”trabalhando” o livro e ,aproveitando a mídia,impor o trabalho ao leitor.
–O brasileiro não lê,dizem eles.Editoras e distribuidores são negócios,como qualquer outro;como vamos perder dinheiro?
Ai,começa a” via-crucis” do autor;nenhuma editora o quer;ele trabalha duro,confia no seu taco,adora escrever,quer repassar suas experiências,modificar preconceitos,mas,esbarra na barreira dos custos.
Se pode,paga para ser publicado.
Tudo bem,uma batalha foi vencida,mas,a guerra está longe de terminar.
Pronto o livro,tem que vendê-lo.Como?
Publicidade,mídia eletrônica ou não,custa muito caro.Muitas livrarias não querem livros consignados.
Com a internet,abriu-se uma pequena luz no fim do túnel;podemos vender e divulgar nossos livros através de e-mails,blogs,sites,Google books, etc e o leitor passará a nos conhecer.
Por isso,caro leitor não se irrite se receber um e-mail assim;delete,não compre se não lhe convém (ainda é melhor que os antigos vendedores de porta- em –porta, de quem a gente custava a se livrar),porque para muitos escritores esse é o único meio de divulgar seu trabalho.
Como escritora recebo ou compro livros de muitos colegas e fico feliz de ver a qualidade dos seus trabalhos,a dedicação às letras que eles têm e,me entristeço ao pensar:-Que pena,trabalhos como esses se perdem e muitos jamais conhecerão.
E,com um riso amargo,me lembro que Balzac escrevia folhetins em papel jornal,H,G.Wells foi tapeceiro para sobreviver,Machado teve seus livros recusados diversas vezes e Shakespeare usava o teatro para divulgá-los.
E,se um golpe de sorte não os tivesse tirado do ostracismo?
Mas,não,não,me enganei nas palavras;foi uma dose de sorte,sim,porém,a palavra certa é persistência.
Eu procuro diariamente o leitor;ele pode não me dar bola,não comentar,não comprar meus livros,mas,quero me fazer presente sem ser chata,respeitando o direito do leitor que não quer receber e-mails evitando,sobretudo,spams,mas,tentando me fazer presente e mostrar meu trabalho.Agradeço o bom retorno que tive e tenho.
Como acreditava Hemingway,quando uma pessoa tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever,não há crítico que possa causar danos ao seu trabalho se este for bom,ou salvá-lo se for ruim.


COM A PALAVRA O LEITOR:

26/02/2010 19:00 - Tércio Ricardo Kneip,escritor
Fantástico. Sempre digo na minha livraria de livros usados que "olivro é o melhor amigo do homem, mas o cachorro levou a fama" e avariante nesse texto é excelente. Aquele abraço extensivo ao povo daBahia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O ALBATROZ AZUL



Ninguém sabe...
Folgo em saber que o meu querido João Ubaldo voltou à sua melhor forma.
Falaria assim mesmo,de um jeito antiquado e empolado o barbeiro Nascimento,morador da Ilha de Itaparica e personagem do livro supra-citado.
O “Albatroz Azul”,novo livro de Ubaldo é um livro solar,com cores,tons,cheiros e linguajar da Ilha de Itaparica,onde passei meus veraneios de sonho.
Li.de supetão,assim que abri não consegui mais largar,sofregamente,bebendo nas suas páginas a sabedoria popular,tão abundante naquelas plagas,como nos cerrados e no sertão.
O autor cria diálogos divertidíssimos,usando ditados e chistes populares,que estão sempre na boca do povo.Tais como:” Marido velho com mulher nova ou corno ou cova.”
“O médico te limpa o corpo,o padre te limpa a alma e o advogado te limpa os bolsos”
Os personagens,deliciosos,vão surgindo ,canhestros,cheios de cerimônia,como a gente pobre da ilha;Tertuliano Jaburu,macho bastante para recusar posição e fortuna indignamente concedida, babando com o nascimento do neto,cujo nome escolheu dentro de todos os preceitos;o Gato Preto,seu amigo de infância,o Seu Zé Honório,de duvidoso passado e a toda poderosa Iá Cencinha,que se arvorava em senhora do destino de todos.
O livro é sobretudo, despretensioso.E fino.”Ninguém mais lê livrão”,justifica o autor.
E,quem sabe,diz muito em poucas palavras.Ou poucas escritas.
Através de Tertuliano,um personagem que tem vida(parece que o conheci)ganhamos uma visão nova da morte e da vida.
Começamos a cortejar velhos valores,a prestar atenção nas coisas cotidianas,pelas quais passamos sem enxergar.
É um livro filosófico?Talvez...Eu diria que é um livro maduro.Mas,é acima de tudo,humano!
O que nos impede de olhar para o céu, procurando o albatroz azul?Quem disse que ele não existe?
Veja quem tem olhos de ver e ouça quem tem ouvidos de ouvir...
Ubaldo tem 68 anos,eu 67 e é ai que a gente começa a ter uma nova visão das coisas,a prestar atenção,a valorizar cada momento vivido,mas,sem traçar planos.
“O homem que conhece a arte da vida deve sempre virar ao contrário o que lhe dizem,para ver se o certo não é esse contrário,de acordo com a realidade.”
Esse pequeno trecho do livro mostra que nós sabemos todas as sabedorias; mas,muitas vezes,não as reconhecemos.
O Albatroz Azul
Autor:João Ubaldo Ribeiro
Editora:Nova Fronteira
Palavra do leitor:
22/02/2010 07:30 - Milla PereiraExcelente resenha, Miriam. Adoro João Ubaldo, suas crônicas e td oque escreve,mas nao li este ainda. Vou sair e comprar assim q ocomercio abrir.Um lindo dia. Beijos, Milla
21/02/2010 21:14 - EDNA LOPESfico tão feliz em saber disso.. vou correndo ler pois amo a boa prosado nosso João.O último que li o Diário do farol, não achei graça..beijo, saudades ...
21/02/2010 21:35 - Norma Suely FacchinettiMiriam, excelente resenha e sugestão. Vou comprar para ler. Beijos,querida.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

COMO ORGANIZAR UMA BIBLIOTECA!



Você, leitor,adora livros e sempre está comprando algum;por isso já acumulou centenas de exemplares e os guarda com carinho.
Seus amigos lhe presenteiam com livros e,assim,a biblioteca vai crescendo.
Como arrumá-la?
Pior ainda, você nem liga muito para isso e um dia recebe um alentado lote de livros,por herança.
O que fazer?
Primeiro, se ainda não tem,mandar preparar as estantes;
Nas minúsculas casas atuais,algumas simples “apertamentos”,fica difícil um cantinho para os livros;tem que metê-los de qualquer jeito no rack da TV ou numa pequena estante no quarto,tudo misturado por cor ou tamanho ou pela ordem alfabética dos autores.
Claro que você não vai fazer como aquela dama vitoriana que arrumava os autores por sexo;homens de um lado,mulheres do outro;não fossem eles ,na calada da noite,”fazer livrinhos,”pois esses escritores não são gente de respeito,bêbados e tarados e poderiam mesmo se aproveitar das autoras.
Ou,como um cliente meu,pobre e analfabeto,que tirou sozinho o maior prêmio de loteria em Salvador.
De repente, rico,chamou uma arquiteta para decorar seu AP. de cinco banheiros,na Vitória,bairro nobre daqui,e ,ela o aconselhou a decorar o living com livros,pois era “de bom tom”,nas casas como a dele.
Chamada, (era vendedora de livros naquelas priscas eras) fui atendê-lo.
Cheguei,meio ressabiada,pois conhecia o “pátrazmente” do sujeito, numa tarde ensolarada e na bela varanda que dava para o mar,abri os” broadsiders” que era como se chamava as propagandas dos livros.
Para minha surpresa,o cidadão escolheu os três livros mais sofisticados e difíceis da coleção.
Vendi, à vista,e,curiosa falei:
-Não sabia que o senhor se interessava tanto por Ciência,História e Psicologia.
E ele:
-Ah,sobre os livros!?É que torço pelo Bahia e as capas têm as cores do meu time, azul,vermelho e branco...
Fiz uma cara de paisagem e fui saindo de fininho agarrada ao polpudo cheque.
Mas, voltando à arrumação.
Colocar autores por ordem alfabética não parece bem;os contos de Poe não combinam com os poemas de Píndaro e muito menos com o humor de Ponte Preta.
A melhor coisa que tem a fazer é reunir os assuntos, numerando cada livro com o número referente ao assunto tratado nele.
Esses números simbólicos serão postos na lombada,na parte inferior,sempre no mesmo lugar e que embaixo de cada número apareça uma letra.
Assim:220
A
O número representa História do Brasil e o nome do autor começa com A;todos os seus livros de História do Brasil terão o mesmo número a letra é que muda.
O mesmo você faz com os demais assuntos;romances,contos,poesias,ensaios,filosofia,psicologia etc.
As revistas,enciclopédias ou dicionários,que tratam de assuntos variados você cataloga como OBRAS GERAIS;representada por três zeros:000
Pronto? Tudo arrumado?
Ai a gente faz uma ficha real ou virtual para que o livro possa ser encontrado rapidamente.A ficha deve ser de autor,onde aparecerá no canto superior esquerdo o nº de classificação;no caso de diversos autores,a gente faz uma ficha pelo título;pode-se fazer também uma ficha de assunto;eu faço,pois,como pesquiso quase tudo que escrevo,isso facilita demais a minha vida.
As revistas devem ser colocadas em caixas especiais, por assunto,p/exemplo:revista acadêmica,de moda,assuntos variados,como a Veja,humorística,como a Mad e por ai vai.
Na caixa ,ponha um adesivo com o nome e o ano da revista.Fácil, né?

Eu ainda separo os livros de referencia,aqueles que,como médicos clínicos,entendem de tudo e não podem faltar numa casa,principalmente onde haja estudantes.Como as enciclopédias, os dicionários,o atlas,os anuários,livros de arte e/ou científicos.
Coloco numa estante separada onde ponho uma letra R,bem grande.
Pronto, agora é só cuidar para que seus “clientes” da biblioteca (filhos,netos,amigos) não tirem os livros do lugar ou pior,levem e se esqueçam de devolver.
Por conta disso,perdi o último volume da COMÉDIA HUMANA”, de Balzac,que comprei com meu primeiro salário de professora,em 1965,e paguei durante um ano à Editora Globo;pois é,justo a “FISIOLOGIA DO CASAMENTO”, um livro adorável.Emprestei e se foi;ando à caça dele pelos sebos e nunca mais encontrei.
Atualmente,não empresto livro a ninguém,a não ser anotando na ficha o nome do sujeito e a data do empréstimo.
Tenho 1500 livros na minha biblioteca;teria o dobro se não fossem os ratos de biblioteca.
Ah,querem saber quem inventou esse método de arrumação? Melvin Dewley,por isso esse sistema usado em todas as bibliotecas do mundo tem o seu nome.
Será que ajudei?



A

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

RESENHA DE LIVROS:" O PASTOR"


O PASTOR
“Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”...
Shakespeare
Quanto mais a gente lê mais se surpreende e o inesperado acontece.
Ora,eu sou leitora contumaz de Frederick Forsyth,como aliás de livros de mistérios e espionagem.
Tenho quase todos os seus livros e,passando numa das minhas rotineiras visitas às livrarias,encontrei “O Pastor”,que nunca tinha lido. E me deparei com uma estória muito bela,embora os céticos vão chamá-la de inverossímil,e,que nos prende do princípio ao fim.
Toda a ação (ou falta dela) se passa no ar;o protagonista é um aviador que quer passar o Natal em casa.
A guerra havia acabado,há algum tempo,mas,aviadores ingleses,ainda trabalhavam em bases da RAF,na Alemanha.
O nosso amigo saiu no seu avião certo de que teria um vôo tranqüilo,atravessando o Mar do Norte e chegando sem maiores problemas à costa inglesa.
Mas,tinha uma pedra no meio do caminho...
Sempre tem.
Sobrevoando o oceano percebeu que estava sem contato com a terra,mudo o rádio e os instrumentos de navegação,inoperantes.
Não se importou muito;sabia que,quando um avião não se comunicava com a torre,esta providenciaria um contato e dava instruções para o pouso,num campo mais próximo possível,mesmo na noite de Natal.
Mas,isso não aconteceu e o garoto de 20 anos preparou-se para morrer.
Seu combustível estava acabando,ele já estava sob uma terrível pressão e,para piorar as coisas,um denso nevoeiro,chegou de repente e não se enxergava nada.
O nevoeiro indicava que a costa inglesa estava próxima,mas,como saber que direção tomar?
Então,lembrou-se do seu instrutor de vôo,que os mandava os
voarem em pequenos triângulos,para chamar a atenção do chefe do tráfego aéreo,pelo menos,que mandaria a salvação esperada.
Mas,passaram-se 15 minutos e nada aconteceu.
Preparado para o pior,resolveu ter uma pequena conversinha com Deus,um sujeito com quem ele não tinha muito contato.
E foi ai que apareceu “o pastor”;eram chamados assim os pilotos,geralmente muito eficientes e preparados que faziam o salvamento dos pilotos que tinham seus aparelhos danificados durante as batalhas da guerra.
De seus próprios aviões eles orientavam o colega até trazê-los para um pouso seguro.
E foi o que aconteceu;sem ver seu guia,só atentando nos sinais,nosso rapaz chegou á base;mas,aterrissou numa velha base da RAF,abandonada desde a guerra,com apenas três velhos soldados tomando conta.
Mas,nada importava;foi aquecido,alimentado e levado a uma velha acomodação para dormir.
E,foi ai que viu o avião salvador;um Mosquito,muito antigo,que tinha virado sucata e sendo vendido como ferro velho;alguns pilotos que ,durante a guerra,pilotavam um desses aviões guias, os compravam nos ferros velhos,punham-nos a funcionar e,faziam pequenas viagens com eles,por diversão ou sadosismo
-Foi esse o caso!.. Pensou o garoto.Alguém comprou um deles, devia estar vindo da Holanda, percebeu meus movimentos triangulares e,experiente piloto como devia ser,percebeu que eu estava encrencado;e,me salvou.
Curioso,perguntou ao velho soldado,se conhecia o piloto desse avião.
_Como não! Fui seu co-piloto;era o maioral,mesmo depois da guerra continuou rasgando os céus a procura de alguém encrencado.
_ E onde ele mora?Ainda está por perto?
O velho rosto entristeceu-se.
_Infelizmente, não;morreu em 1949,ao tentar socorrer um piloto.
Amigos, essa foi a mais bela e comovente estória de fantasmas que já li em toda a minha vida.
E o que é pior;acredito nela.
Forsyth foi jornalista e correspondente estrangeiro,na guerra.Deveria ter ouvido estórias bem estranhas;elas o ajudaram a se tornar um dos maiores romancistas que conheço.
Título: O Pastor (The Shepherd)
Autor:Frederic Forsyth
Editora:BestBolso


Amigo,interação é tudo.Comente,opine,sugira!

sábado, 9 de janeiro de 2010

SARAMAGO E EU

SARAMAGO E EU
O título é dúbio ;Apesar de ter atravessado dois continentes e três países á procura de Saramago,ele nada sabe de mim e,provavelmente jamais saberá.
Apaixonei-me pelo escritor, no bom sentido,desde que li seu livro”A jangada de pedra “ e,nunca mais parei,pois tenho,lida e relida,toda a sua obra publicada.
Nas minhas andanças por Portugal, resolvi tentar conhecê-lo;os amigos diziam que ele era arredio,não gostava de assedio,no que está certíssimo,não sendo nenhum astro de rock e,sim,um autor seriissimo e circunspecto,como a maioria dos portugueses de sua época.
Primeiro o procurei na Câmara de Lisboa-disseram-me que era vereador_ -informação não confirmada por mim. Malogro total; não consegui encontrá-lo.
Sabendo que morava em Lanzarote,pensei:-eu o apanho lá-;fui umas cinco vezes às Canárias,e,numa destas,peguei um barco da Mediterranea para Lanzarote,uma ilha vulcânica,mas,sossegada,sem o charme de Las Palmas ou Tenerife,cujo movimento dos turistas,no verão,torna impossível a perfeita estadia nessas plagas,tão agradáveis.
Chegando lá,outra decepção;o casal estava de viagem e eu só tinha um dia.Voltei com a moral baixa e o rabo entre as pernas,lembrando minha sábia avó,que dizia:quem vai sem ser convidado,volta sem ter jantado;e,assim sucedeu;jantei emTenerife,um arroz amargo e solitário.
Perdi as esperanças de ter um livro autografado por ele, mas,o diabo as arma.Meu marido foi ,só ,à Lisboa visitar parentes e soube que Saramago estava numa tarde de autógrafos na Livraria Bertrand;ficou numa bicha quilométrica,ele que nem é chegado a essa palavra,seja no significado brasileiro ou luso.A bicha(fila)não andava,ele ,impaciente,mas,o amor faz milagres;conseguiu ,para mim,uma afável dedicatória e assinatura do escritor dos meus sonhos.
O livro é o “Levantado do chão”,era o verão de 2000,em Lisboa e a dedicatória vinha com um beijo;levantada do chão fiquei eu,com a afabilidade e simpatia do autor.Não o conheci pessoalmente,mas,tenho aqui comigo seu jamegão e,como sou uma garota bem comportada,fiquei feliz com o que mereci
Estou contente,li o livro e,como o elefante Salomão,já tive a minha ração e estou satisfeita com ela.Como reza a frase do “Livro dos Itinerários”:Sempre chegamos ao sitio aonde nos esperam.Quem sabe,um dia...
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

DEU NO JORNAL...


DEU NO JORNAL...
Brasileiro lê apenas um livro por ano revela uma pesquisa da Câmara Brasileira do Livro e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros.
Está confirmada uma triste realidade ,o brasileiro lê pouco e mal.
77 milhões estão fora da leitura,do conhecimento que estas leituras proporcionam,sem contar com os 21 milhões de analfabetos,isto em pleno século XXI,uma vergonha para qualquer pais.
Os nossos 95 milhões de leitores,lêem,em média 1,3 livros por ano; se incluídas as obras pedagógicas e didáticas este número sobe para 4,7,mas,ainda assim,são números muito desconfortáveis para uma nação que quer figurar entre as maiores do mundo.
Como se chegou a esses dados? Pesquisando 5012 pessoas em 311 municípios de todos os Estados,em 2007.
Foram considerados os leitores que disseram não ter lido nenhum livro durante três meses.
75% dos leitores disseram que sentem prazer em ler um livro,mas,22% confessaram que lêem por obrigação.
Porque isso acontece?
As pessoas não lêem porque os livros no Brasil são caros ou os livros são caros porque poucos lêem?
Nos Estados Unidos,pais dos “Best Sellers” de tiragem milionária a população lê,em média,11 livros por ano.
Em alguns países sul-americanos a média é de 2,4 livros lidos anualmente.
Vamos tirar o Brasil deste triste “ranking”.
Sem leitura não há conhecimento, sem conhecimento não há educação,sem educação um povo será sempre refém de espertalhões e de políticos que se aproveitam da ignorância que só lhes beneficia.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

LIVROS:OS MAIS VENDIDOS DA SEMANA

E,parece que existe alguma coisa no ar,além dos aviões de carreira...
As pessoas estarão buscando novos arquétipos já que as crenças antigas se mostraram incapazes de nos presentear com a felicidade e nos trazer a paz?
As tendencias literárias mais lidas e /ou vendidas apontam para essa mudança.
As principais revistas semanais discordam entre si e eu me dou ao luxo de discordar de todas elas.
Em que estatísticas se baseiam?
Entretanto,repasso aqui a lista dos mais vendidos da VEJA,o semanário mais importante do país.
Ei-lo:
*A CABANA-W.Young
*AMANHECER-Stephénie Meyer
*LUA NOVA-idem (A trilogia "Crepúsculo,claro)

*ECLIPSE-idem
*DIÁRIOS DO VAMPIRO-L.J.Smith
*A HOSPEDEIRA-Stephénie Meyer
*CAIM-José Saramago
*DIÁRIOS DO VAMPIRO 2-L.J.Smith
*O PEQUENO PRÍNCIPE-Saint-Exupéry
A novidade é a volta de um clássico dos anos 60,"O pequeno príncipe",ele mesmo um livro inocente e saboroso como um sorvete de pistache.
Limitei-me a inserir apenas os livros de ficção.
Leitores e escritores,pensem nessas tendencias! jung explica.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

REVOLUÇÃO NA ARTE DA ESCRITA



REVOLUÇÃO NA ARTE DA ESCRITA
Primeiro os livros eram cunhados nos tijolos,depois foram os pergaminhos,seguidos pelo livro impresso que dura até hoje e onde nós escrevemos nossas mal-traçadas linhas.Mas,agora vem ai a novidade definitiva:o KINDLE DX ,da Amazon.
Editores, livreiros, livrarias,tremei!Uma revolução parece estar a caminho.
Há muito se fala no livro digital; muitas tentativas nesse sentido já foram feitas.O próprio Kindle já passou por muitas alterações; o nº1 trouxe novidades,mas,não emplacou,o nº2 é só uma versão mais avançada do nº1,porém o DX,com um monitor de 24,6 centímetros, esse vem para abalar Bangú.A Amazon apostou tudo nele.Será que vai aposentar o livro impresso para sempre e reduzi-lo às paredes das bibliotecas e museus como seus antepassados os palimpsestos e pergaminhos?
A vantagem do livro impresso é incontestável.É um ícone da cultura e como todo apaixonado leitor sabe,nada se compara ao prazer de abri-lo,folheá-lo,cheirá-lo.
O prazer que me dá entrar na biblioteca e vê-los quietinhos nas suas prateleiras,arrumadinhos,discretos,esperando para ser manuseados,aqueles amigos que me proporcionam o luxo de conversar com os cérebros mais importantes que já passaram por este mundo.
Estes livros são também a história da minha vida;todos assinados e datados por mim,lembro-me do dia e do local onde foram comprados,alguns autografados pelo autor,outros com dedicatórias carinhosas dos meus amigos.
Soma-se a essas ,outras vantagens: funciona sem bateria,dispensa manual,suporta quedas é barato e pode ser rapidamente substituído.Tecnologicamente,é perfeito!

Possui um inclinômetro que permite girá-lo de lado ou pô-lo de cabeça para baixo.
Só o preço 500 dólares, mais taxa de importação,assusta um pouco.
O aparelhinho dará ao leitor acesso a 200.000 livros digitais, baixados em apenas 60 segundos e conecta-se
automaticamente a uma rede wireless de telefonia celular 3G;a ligação não é gratuita ,mas,o preço está embutido no preço do livro e pago por cartão de crédito no site da Amazon.
Dado ao enorme crescimento dos livros digitais os editores brasileiros estão em pânico;o último livro de Dan Brown foi lançado no modo impresso e digital;este último vendeu muito mais.
E, nisso tudo,como fica o autor?Nossos livros terão seus direitos de publicação,comprados pela Amazon?
O pequeno autor chegaria lá?
Existe a AmazonEncore ;com base nas vendas dos livros no seu site ,ela identifica os livros com bom potencial de vendas e os leva para o e-reader.É uma espécie de caça-talentos feito eletronicamente.
No Brasil, o custo do livro impresso é proibitivo;para o novo escritor sem recursos,publicar torna-se um sonho quase impossível e a distribuição é o nó górdio do escritor;vender seu livro,eis um circulo que escapou a Dante.
Já para acessar um livro no Kindle,paga-se apenas $9.90;pode ser desde a Divina Comédia até aqueles versos do seu colega de trabalho que rima amor com dor.
E já estão tentando melhorar o livro digital; querem fazê-lo colorido.Meus caros colegas,vocês já se atreveram a perguntar o custo de um livro colorido ou com gravuras pelo método impresso? Eu já- e minha pressão subiu e até hoje não voltou pro lugar.
Que venham as novidades! Porém,eu creio que a nossa geração não vai abrir mão do livro impresso;já nossos netos e bisnetos...
Se o livro é o pão do espírito,acho que o kindle nosso de cada dia ainda vai demorar um pouco a aparecer,

terça-feira, 29 de setembro de 2009

UM COLOSSO DA LITERATURA

UM COLOSSO DA LITERATURA
A Rússia sempre foi berço de grandes escritores:Tolstoi,Bunin,Gorki,Gogol,mestres que nos deram pérolas literárias nunca esquecidas.
Porém, a meu ver, nenhum como Dostoievski.Conhecia a alma dos homens como poucos,mergulhava na imensidão deste precipício como nenhum outro escritor e,principalmente, desnudou o povo russo, suas emoções e sentimentos.
Fédor Dostoievski nasceu em 1821 e desde cedo foi destinado à carreira militar.
Sua alma sensível e romântica logo trocou a carreira das armas pela literária, combatendo melhor com a pena do que com a espada.
Seu primeiro livro,” GENTE POBRE”,despertou a ira dos poderosos por denunciar a semi-escravidão em que o povo russo estava mergulhado.
Não se intimidou, nem arrepiou caminho;suas convicções inabaláveis rendeu-lhe quatro anos na Sibéria,fato que marcou todos os anos da sua existência.
Essa experiência foi imortalizada no livro”Recordações da casa Dos Mortos” que fala da miséria e do desespero dos prisioneiros enterrados vivos naquele lugar terrível,condenados a trabalhos forçados nos confins da Ásia.
Crime e Castigo, um clássico da literatura,emocionou a todos pelo seu conteúdo doloroso e pungente e pelo estudo profundo dos sentimentos humanos.Até onde vai o Homem pressionado pelo seu desespero?
A esse seguiram-se “O Idiota”,”Os Possessos”,”O Adolescente” e,finalmente “Os Irmãos Karamazov”,que deixou inacabado.
Quem não ficou marcado pela personalidade de Dimitri, pela beleza de Grushenka e pelo odioso caráter do velho Karamazov?
O que torna um escritor inesquecível?
Neste caso, a compreensão e simpatia pelas almas transviadas e criminosas, que dão um toque patético a sua obra.
Morreu em 1881, mas, deixou um legado imortal para todos os que apreciam a leitura.