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segunda-feira, 26 de julho de 2010

A CASA DA VOVÓ



A casa da vovó deve ter um jardim com rosas e margaridas;deve ficar num bairro tranqüilo,onde os micos pulem fazendo alarido nas árvores e as crianças possam correr livremente pelo quintal,com seus cachorros como companhia.

A casa da vovó deve ter varanda; uma varanda comprida,com redes coloridas e cadeira de balanço.Numa delas,vovó conta estórias que mexem com a imaginação das crianças,Chapeuzinho Vermelho,Cinderela,Branca de Neve,Ali Babá.

A casa da vovó deve ser cheia de sonhos.Um lugar onde o lobo mau não penetra,mas,a gente sabe que existe e aprende a se defender.Aprende também,que a inteligência sempre vencerá a força bruta e o Amor,um dia,vencerá o ódio.

O cheiro do amor é penetrante por toda a casa, bem como o aroma do chocolate quente.Já imaginaram uma casa de vovó sem chocolate quente?E biscoitos de polvilho?

O colo da vovó é amplo e aconchegante.Um colo sem pressa.O riso da vovó é franco,sua paciência infinita,seu amor,inesgotável.

Sempre tem um lanchinho descontraído na casa da vovó; na da minha,havia.Pão com leite moça,suco de maracujá regado à estórias deslumbrantes que eu ouvia,bebendo as palavras e com olhos postos nela,sem piscar,torcendo pela princesa e ansiando pelo castigo merecido do vilão.Ainda torço,até hoje.

Mas,as vovós desapareceram,ou estão diferentes,.Não contam mais estórias e os vilões parece que se multiplicaram.

Será porque as vovós não estão mais presentes,infundindo a todos nós o senso de justiça,o amor ao belo,a ojeriza aos mau-feitos?Tenho pena que as vovós,de xale de crochê e cabelos cor de neve estejam praticamente extintas.Hoje,Dia de Sra. Santána é o Dia da Vovó;mas,para mim,todo dia é o dia dela,onde junto com o chocolate quente e o bolo de carimã,eu bebi um pouco da sabed

domingo, 2 de maio de 2010

PEQUENAS LEMBRANÇAS!

Meus pais


As manhãs de domingo eram agradáveis naquela remota cidadezinha do interior da Bahia, onde passei minha infância.
Meu pai gostava de receber seus amigos para uma cervejinha antes do almoço, prosear, contar e ouvir novidades, dar boas risadas, pois isto ajudava a passar o tempo numa cidade onde quase nada acontecia. Seus companheiros de prosas mais constantes eram o padre e o pastor presbiteriano da cidade. Vinham religiosamente todo domingo, não só pela prosa divertida, mas, também pelo doce de leite que minha mãe, excelente senhora, nunca deixava faltar (que era de se comer rezando).

Meu pai já era ecumênico , antes desta palavra virar moda. Neste dia , estavam discutindo as vantagens da doutrina de cada um e qual credo era mais eficiente para levar os pobres mortais até o Céu , depois do desenlace , é claro. Cada um falava mais enfaticamente da sua crença; quem venceria ,o Papa ou Lutero? O padre, muito vermelho e dogmático , o pastor falando alto , seu vozeirão enchendo a sala; meu pai, a tudo assistia, com um riso divertido no canto da boca , até que se saiu com esta:

- Meus amigos se acalmem, pois, quando a gente morre fica mais longe do Céu sete palmos.
*Essas e outras estórias deliciosas estão no livro "CONTOS E CAUSOS" .Pedidos através desse blog.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

CÃO FIEL!



Os donos daquele sitio sentiam-se em segurança..
Era uma propriedade grande na Estrada Velha do Aeroporto,zona meio insegura ,por ser muito afastada da cidade e com favelas ao redor.
Mas, tinha Fido.
Era um pastor alemão dócil com as crianças,mas,terrível para os inimigos.Seu tamanho e corpulência assustava.
Bem treinado,só comia o que os donos lhe davam portanto não corria o risco de “bolas”.
À noite era visto correndo a propriedade, atento a tudo,fuçando tudo,escorraçando gatos vadios ou vadios humanos.
Mas,um dia,deu a louca no Fido;era lua cheia e o cão pulou o muro e ganhou a rua.Estava tudo calmo àquela hora e a rua deserta;gatos vadios faziam sonetos ao luar.
O cachorro foi seguindo o muro da casa até chegar na esquina,sua velha conhecida;era lá que Joca,o filho do patrão,o levava para passear.
Encruzilhada é sempre complicado até para humanos decididos,mas,Fido,após pensar um pouco,dobrou à esquerda.
Caminhando sem aparente destino certo,chegou perto de uma grande casa com jardim,onde percebeu a presença de alguém do sexo oposto.
Todos os seus instintos afloraram e ele parou,observando.
Criando coragem tentou empurrar o portão do jardim;não conseguiu.Reparou no muro,muito alto,mas,isso era lá problema para um cão atlético,bom corredor e acostumado a pular muros?
Tomou distancia e...pronto:pulou facilmente o muro.
O que aconteceu lá dentro não vou contar porque não sou nenhuma mariazinha e não fico tomando conta da vida dos outros;mas,que demorou um bocado lá dentro,demorou.E que saiu com uma cara muito satisfeita lá isso saiu,sim,senhor...
Terminado o encontro,saiu pelo mesmo caminho e voltou prá casa.
No poste da esquina, deixou sua marca,sem culpa,pois aqui não é proibido fazer xixi na rua,ainda mais de madrugada.
Pulou o alto muro de sua casa,ágil,lampeiro,feliz,desafogado e começou sua ronda de todas as noites.
Dentro de casa,aconchegados,os donos dormiam despreocupados.

Gosta de cachorros?

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IMG:Billie,meu cachorro de estimação

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

RESENHA DE LIVROS:" O PASTOR"


O PASTOR
“Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”...
Shakespeare
Quanto mais a gente lê mais se surpreende e o inesperado acontece.
Ora,eu sou leitora contumaz de Frederick Forsyth,como aliás de livros de mistérios e espionagem.
Tenho quase todos os seus livros e,passando numa das minhas rotineiras visitas às livrarias,encontrei “O Pastor”,que nunca tinha lido. E me deparei com uma estória muito bela,embora os céticos vão chamá-la de inverossímil,e,que nos prende do princípio ao fim.
Toda a ação (ou falta dela) se passa no ar;o protagonista é um aviador que quer passar o Natal em casa.
A guerra havia acabado,há algum tempo,mas,aviadores ingleses,ainda trabalhavam em bases da RAF,na Alemanha.
O nosso amigo saiu no seu avião certo de que teria um vôo tranqüilo,atravessando o Mar do Norte e chegando sem maiores problemas à costa inglesa.
Mas,tinha uma pedra no meio do caminho...
Sempre tem.
Sobrevoando o oceano percebeu que estava sem contato com a terra,mudo o rádio e os instrumentos de navegação,inoperantes.
Não se importou muito;sabia que,quando um avião não se comunicava com a torre,esta providenciaria um contato e dava instruções para o pouso,num campo mais próximo possível,mesmo na noite de Natal.
Mas,isso não aconteceu e o garoto de 20 anos preparou-se para morrer.
Seu combustível estava acabando,ele já estava sob uma terrível pressão e,para piorar as coisas,um denso nevoeiro,chegou de repente e não se enxergava nada.
O nevoeiro indicava que a costa inglesa estava próxima,mas,como saber que direção tomar?
Então,lembrou-se do seu instrutor de vôo,que os mandava os
voarem em pequenos triângulos,para chamar a atenção do chefe do tráfego aéreo,pelo menos,que mandaria a salvação esperada.
Mas,passaram-se 15 minutos e nada aconteceu.
Preparado para o pior,resolveu ter uma pequena conversinha com Deus,um sujeito com quem ele não tinha muito contato.
E foi ai que apareceu “o pastor”;eram chamados assim os pilotos,geralmente muito eficientes e preparados que faziam o salvamento dos pilotos que tinham seus aparelhos danificados durante as batalhas da guerra.
De seus próprios aviões eles orientavam o colega até trazê-los para um pouso seguro.
E foi o que aconteceu;sem ver seu guia,só atentando nos sinais,nosso rapaz chegou á base;mas,aterrissou numa velha base da RAF,abandonada desde a guerra,com apenas três velhos soldados tomando conta.
Mas,nada importava;foi aquecido,alimentado e levado a uma velha acomodação para dormir.
E,foi ai que viu o avião salvador;um Mosquito,muito antigo,que tinha virado sucata e sendo vendido como ferro velho;alguns pilotos que ,durante a guerra,pilotavam um desses aviões guias, os compravam nos ferros velhos,punham-nos a funcionar e,faziam pequenas viagens com eles,por diversão ou sadosismo
-Foi esse o caso!.. Pensou o garoto.Alguém comprou um deles, devia estar vindo da Holanda, percebeu meus movimentos triangulares e,experiente piloto como devia ser,percebeu que eu estava encrencado;e,me salvou.
Curioso,perguntou ao velho soldado,se conhecia o piloto desse avião.
_Como não! Fui seu co-piloto;era o maioral,mesmo depois da guerra continuou rasgando os céus a procura de alguém encrencado.
_ E onde ele mora?Ainda está por perto?
O velho rosto entristeceu-se.
_Infelizmente, não;morreu em 1949,ao tentar socorrer um piloto.
Amigos, essa foi a mais bela e comovente estória de fantasmas que já li em toda a minha vida.
E o que é pior;acredito nela.
Forsyth foi jornalista e correspondente estrangeiro,na guerra.Deveria ter ouvido estórias bem estranhas;elas o ajudaram a se tornar um dos maiores romancistas que conheço.
Título: O Pastor (The Shepherd)
Autor:Frederic Forsyth
Editora:BestBolso


Amigo,interação é tudo.Comente,opine,sugira!

sábado, 14 de novembro de 2009

A LENDA DO ARCO-ÍRIS

A lenda do Arco-Íris
Mitologia árabe)
Em nome de Allah, clemente e misericordioso...
No principio dos tempos tudo era branco. Os mares,os desertos áridos,as montanhas imensas,o céu infinito,tudo.Nestes tempos tão remotos,que nem habitam mais a memória dos homens,só o arco-íris tinha permissão de Allah para ser colorido.E quando ele aureolava o céu,mostrava aos mortais a sua beleza incomparável.Todos se quedavam embasbacados.Mas,havia uma coisa muito estranha.O arco-íris tinha uma sombra.Uma sombra colorida,belíssima,estonteante,formada por dezenas de cores visíveis e invisíveis.Roxo,alaranjado,amarelo,verde,azul,anil,violeta.Era como um abraço de luz circundando a Terra.
Um djin bondoso chamado Sete-Luzes,com pena dos homens pediu ao Onipotente que lhe desse de presente a sombra do arco-íris,aquela magnífica sombra tecida de luz e caprichosas cores.
E Allah,na sua bondade e misericórdia,deu-lhe a sombra cobiçada.
Louco de felicidade, Sete-Luzes apanhou a sombra e começou a tirar suas cores e esparzi-las pelo mundo.Como um pintor febril,coloriu a sua tela,enchendo-a de vida e claridade e cor.O djin apanhou um pouco do azul que atirou para o firmamento e o céu se transformou num véu de pura safira;cobriu de verde as florestas,desde o tom claríssimo até o verde profundo das matas virgens;com o azul tingiu as montanhas mais altas e distantes e com o cinza ,criou o mar tempestuoso.
Em dias calmos o mar recebeu as nuances de verdazul que o torna único.
As flores resplandeceram de luz, afogadas no ouro do amarelo,no rosa suave,o calmo lilás,o vermelho radioso das rosas perfumadas.Todas as crianças do mundo sorriam e batiam palmas.
Por toda parte o gênio espalhava a luz e embelezava as coisas; porque,na beleza reside o Eterno.E tudo isto foi feito apenas com sete cores.
As jovens de todos os países, encantadas com tanta beleza,imploraram ao djin que não as esquecesse;então,ele lhes deu um pouco de carmim para os lábios,o dourado para os cabelos ,o azul para os olhos e o rosa para as faces.Mas,as mulheres são tinhosas e algumas preferiram ter olhos verdes e cabelos negros;outras,queriam olhos e cabelos castanhos;a todas ele atendia com amor e paciência,segundo a vontade de Deus,é claro.Pois a grandeza de Deus dá vida a tudo.
Sete-Luzes era muito apressadinho e na ânsia de colorir tudo ia deixando as cores cair pelos caminhos, sobre as pedras :daí surgiram as safiras,os topázios,os rubis,as misteriosas ametistas.As pedras preciosas.
E, assim,também os pássaros,as borboletas,os animais.
Porém,nem tudo recebeu colorido;as nuvens e a neve permaneceram brancas.
Cansado, Sete-Luzes atirou as cores que sobraram ao acaso.Mais que depressa o Sol as apanhou.Ao nascer,enche de vermelho o poente;durante o dia colora tudo de amarelo brilhante;ao se pôr espalha ouro líquido por todo o horizonte.
Sete-Luzes terminou feliz a sua tarefa. Tinha realizado o sonho pelo qual tanto lutara.Para vencer é preciso acreditar e ter o coração dominado pelo impulso forte de um ideal.
(Adaptada das “Mil e uma Noites”)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CONTOS E CAUSOS



Com a mesma emoção com que a gente pega um filho recém-nascido nos braços,recebi,ontem,o "CONTOS E CAUSOS".
Esta doce alegria de ver impressos seus pensamentos é uma das boas coisas que acontecem ao escritor,além do prazer de ver seu livro nas mãos dos leitores que apreciam suas estórias,alguns demonstrando na leitura o mesmo prazer que você sentiu ao contar.
Sempre afirmei que cada pessoa é uma biblioteca e todos deviam ter o direito de contar suas estórias.Seria interessante perceber as diversas visões do mundo aos olhos de cada um.
Meu livro nasceu das muitas narrativas que ouvi em criança e adolescencia,nos lugares por onde andei,nesses grotões do Interior onde passei meus primeiros anos.Alguns personagens folclóricos conheci pessoalmente.
Outros fizeram parte da tradição oral que já deu à arte das letras tanta coisa boa.
Com este meu último rebento tentei realizar os tres principais objetivos da Literatura:instruir,educar e divertir.
Vou me sentir verdadeiramente realizada se meus leitores rirem felizes com esses casos divertidos e esquecerem um pouco do stress do cotidiano.
Cada exemplar pode ser adquirido através da editora Seven System;pedidos para biblioteca24x7,onde trechos do livro podem ser também degustados virtualmente por $7.50
Valor do exemplar:$25.00
Se você adquirir,meu caro leitor,vai fazer tres pessoas felizes:o autor,o editor e você que terá bons momentos de diversão e risos.