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domingo, 12 de junho de 2011

 
NAMORADOS!...
Eu os vejo em todo lugar; aconchegados nos bancos de jardim,agarradinhos nos cinemas,chupando drops de anis ou repartindo um “combo” de pipoca e coca-cola.
Estão nos parques,caminhando juntos,respirando luxúria e esperança;aliás,namorados não têm esperanças,têm certezas;a certeza do amor eterno,dos beijos quentes,do abraço doce e infinito
.Mirìficos, sublimes,extasiados com a beleza do mundo.O por-do-sol foi feito para eles;o luar é seu;os versos de amor,foram eles que os inspiraram.Namorar é estar em estado de graça.
Quando passam,seja nos uniformes escolares,no esplendor da adolescência,seja nas baladas,a sacudir-se prá cá e prá lá,seja nos cinemas,trocando carícias proibidas,meu coração se aperta.
Um dia –helás -esse encantamento vai passar e eles ficarão como a maioria de nós,casmurros,calados,tristes,desesperançados,desanimados,descrentes
Lábios murchos lamentando a ausência de beijos;mãos que não acariciam,dedos em riste,olhares ríspidos.
Onde se escondeu o amor?Cadê os doces amantes que criavam instantes mágicos?
Não,não podemos nos permitir arquivar as esperanças!
Temos que continuar sonhando com uma casinha á beira-mar,ouvindo o canto dos pássaros,enviando e recebendo rosas.È nosso dever manter de pé,o sonho!
Sei que cultivar o amor é tarefa difícil. Não amamos uma pessoa ,porque ela são várias,mudam constantemente com o passar do tempo,mudam os valores,os desejos,as expectativas;mas,o amor é sagaz,sabe contornar obstáculos,reconhecer perigos,o amor determina nossos passos,nos conduz.
Sua lei é sagrada.Irrevogável! Só nos resta obedecer.
Se uma vez houve amor,ele permanecerá;não falo da atração dos sentidos,da peça que a natureza nos prega para que perpetuemos a espécie,seu único interesse.
Falo daquele amor antigo,cheirando a lavanda,com cheiro de castidade,aquele amor suave,duradouro,sem exigências nem pedidos.Um amor de sólidas raízes,capaz do perdão e da compreensão,a cada dia mais amante.
Quando conheci o meu amor ele tinha todos os cabelos, um peito de transatlântico,uns olhos doces e uma fome de viver que me encantou;diziam que ele era belo;não percebi,estava apaixonada. Hoje,seus olhos perderam a frescura,alguns cabelos também se foram,uma barriguinha incipiente apareceu;ás vezes,resmunga um pouco;não sei,vinte e seis anos depois continuo apaixonada.
“Atirei um limão n’água,
Foi levado na corrente.
Senti que os peixes diziam:
Hás de amar eternamente.
(Drummond de Andrade)

segunda-feira, 14 de março de 2011

ELOGIO DA ALEGRIA!


É indiscutível a importância da alegria no sentido de transformar ou modificar ambientes malsãos ou demasiado pesados.
Na verdade, ninguém resiste ao seu poder purificador,pois,a alegria age como um raio de sol após a chuva,a primavera após o inverno,a celebração da vida após a morte.
As pessoas sérias,aquelas que se revestem de uma importância que não têm,muitas vezes desprezam a alegria como uma virtude  menor ,própria daqueles irresponsáveis,incapazes de levar a sério os problemas do mundo.Refiro-me a alguns filósofos e pregadores fundamentalistas para quem este mundo é um vale de lágrimas e o riso e a alegria ofendem seus princípios medievais,que sobrevivem através do medo e do pecado.
“Muito riso, sinal de pouco siso”,dizem ,compungidamente,de mãos postas,nos seus trajes negros  e espírito,idem.E,assim,mantêm seus seguidores e conservam o rebanho dentro do cercado da ignorância  e da  obscuridade.
Se nos lembrarmos dos tempos áureos da Grécia, veremos um povo feliz,cujos deuses pregavam a alegria,a dança,o sexo livre,sem recalques ,a música e as festas.
Ninguém se preocupava com pecado,nem sabia o que era isso.Pecado era não ser feliz.
Os mensageiros da alegria são sempre bem-vindos; os poetas,os músicos,os palhaços,os comediantes,porque estes não criticam os homens,criticam os vícios.Suas sátiras fazem um retrato de uma sociedade que está doente,e,pior,não tem nenhuma intenção de se curar.Prefere viver de analista em analista,de psicólogo em psicólogo ou amparado num deus de horror que pune tudo,tudo exige e tudo reclama.
Nesta luta insana da alma contra o corpo,não há vencedores,há doentes.Se não fosse.por exemplo,a catarse do Carnaval,como seria?
Por isso,nossos governantes,homens sérios,naturalmente,estimulam  o circo,pois,sem ele,a exigência pelo pão seria muito pior a os poderes não se sustentariam.  
A alegria é necessária; espalha a satisfação entre os homens,inculca na humanidade um sentimento de bem-estar,a liberdade do riso,o prazer da convivência.
Mas,só os ricos de espírito podem ser os condutores da alegria;só a eles se dá o direito de distribuir os seus bens.
Pessoas felizes estão sempre rindo.As críticas duras,as cobranças  ,cenho franzido não fazem parte do seu temperamento.A tolerância,sim.
Desconfie dos fundamentalistas,dos muito religiosos,dos tementes a deus,dos críticos e dos certinhos,no mau sentido:eles se acham os “eleitos”,os “queridinhos de deus” ,os donos da “.verdade”.Fuja deles como o diabo da cruz,pois,têm o poder de estragar sua vida.
Preste atenção em você,no seu comportamento quando encontra uma pessoa alegre. Sua face brilha,um contentamento vivo  se instala,sua fronte se desanuvia e ouve-se sonoras gargalhadas no ambiente onde você está.Tudo fica mais colorido e leve e brilhante como na terra dos hiperbóreos*.
Parece que os deuses de Homero e Hesíodo entraram na sala expulsando imediatamente, a tristeza e a desolação , tão destrutiva para os humanos.
Rir é o melhor remédio para tudo. Sábio é o homem que ri de si mesmo.
Apesar de naturalmente alegre, nem eu mesma sei direito definir a alegria; pois,definir é traçar limites e ela é ilimitada.
A alegria é livre porque diz o que pensa,nada teme  e não se importa nem um pouco com o que os soturnos pensam dela.Sua missão é trazer felicidade,disseminar o riso,eliminar sofrimentos reais ou imaginários.
--“É melhor ser alegre do que triste,a alegria é a melhor coisa que existe é assim como a luz no coração...”dizia o poetinha,ele mesmo ,um homem sem limites.
Geralmente,são os tristes os donos de longos discursos porque eles têm que convencer seus semelhantes;a alegria fala pouco e muito ri.
Por isso, estou parando por aqui.
Viva a Alegria!
*Hiperbóreos: povo mitológico que habitava um paraíso onde não existia tristeza,nem doença.
Do grego hiper:super e boréia,norte ,ou seja,povo 
oriundo de terras além do vento norte (bóreas).




*Texto da Miriam Sales
PALAVRA DO LEITOR:




Miriam
Tentei colocar no blog CONTOS E CAUSOS o comentário abaixo mas não consegui.

O maior elogio à alegira é o canto suave e belo que flue do texto acima, da autoria de um dos maiores talentos da Bahia contemporênea: Miriam de Sales Oliveira!
Saudades

Geraldo

domingo, 30 de janeiro de 2011

O PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE AMOR!

!
Algumas pessoas sofrem de uma enfermidade crônica adquirida na infância e que nenhum procedimento médico promete curar.
Elas se infectaram com o germe da menos-valia,uma doença social muito freqüente,cujo único antídoto é o auto-amor.
Desde pequenininhos aprendemos que é errado amar a si mesmo; devemos pensar nos outros diz a sociedade,a mamãe e a igreja.Ninguém parece se preocupar com o fato de que quem não se gosta nem se respeita,não pode estar apto a amar ninguém.
Para as crianças tão simples e tão puras é natural se achar importante,querer guardar seus “tesouros” que pode ser uma boneca de pano ou seu game favorito;ela prefere que seja só seu,não quer dividir com ninguém,mas,é forçada a isto,para não ser chamada de egoísta  e difícil.Ensinaram-lhe a auto-anulação,a pôr sempre os outros em primeiro lugar,para ser “boazinha”e aceita.Mamãe impa de orgulho porque os vizinhos elogiam sua boa educação,mas,não divide ela mesma seu vestido favorito com ninguém e seria inconcebível papai emprestar o carro áquele seu tio mala.
Quando chegamos á adolescência o mau serviço já está feito;viramos vaquinhas de presépio,dizemos sim a tudo,nos tornamos inseguros,incapazes de um não,politicamente corretos,mas,infelizes.
Passamos a não gostar de nós,pois parecemos ostra em rochedos batidos pelo mar e pelo vento.uma guerra soturna entre nosso querer e o querer do “establishment.”
Quem não se aceita não pode amar ou aceitar ninguém.Acabamos cobradores,achando que todos têm que pensar como nós,não convivendo bem com os contrários,tirando dos outros a liberdade de pensar e agir como lhes apraz,
Acreditando que somos importantes não precisaremos que nossos valores sejam reforçados pelos outros exigindo deles que sigam nossos caminhos.Queres seguir-me?Segue-te,dizia Nietzsche (Vade Mecum,vade tecum).
Se a gente não se valoriza nem gosta de si mesmo torna-se impossível dar;e desnecessario.Prá que serviria seu amor se você não vale nada?E,se não pode dar amor,também não pode receber;afinal,de que vale o amor dedicado a alguém que não tem valor?
Toda a questão do amor se baseia num eu que é plenamente amado.Pense nisto e fuja desta “pegadinha”social.Seja pastor,não ovelha.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

JOSÉ E PILAR




Não diria que “José e Pilar” (Miguel G. Mendes,co-produção BR/Espanha/Portugal,2010) seja o melhor documentário que já assisti;mas,certamente foi o que mais me falou ao coração.
Minha admiração por Saramago ,como escritor e como cidadão,todos os meus leitores sabem.
Ao assistir o filme,participar da intimidade deste homem magnífico,do seu trabalho,dos seus hábitos,da sua vida cotidiana ao lado da mulher amada,segundo ele ,”o pilar da sua existência,”foi uma experiência notável,principalmente no sentido de entender melhor a sua obra e o quanto ela revela dos seu próprios pensamentos e da sua ética inatacável.
Por trás de um grande homem há sempre uma grande  mulher,diz o refrão popular;neste caso,Pilar nunca esteve exatamente à retaguarda.Ela foi o fio  condutor do homem debilitado,presa de uma gravíssima moléstia respiratória e,foi aí que a Pilar cresceu como esposa,companheira e assistente,assumindo a carreira do marido,lendo e selecionando sua correspondência,respondendo a jornalistas,traduzindo para o Espanhol os seus livros,revisando-os,enquanto o enchia de atenção e carinho que só um amor muito sólido pode conduzir.
Ainda Saramago:-”A Pilar deu-me aquilo que eu já não esperava vir a ter;vejo tudo o que vivi antes e percebo que tudo isto foi uma longa preparação para chegar até ela.”
O filme mostra a rotina da casa de Lanzarote, a biblioteca do autor  e a Fundação  José Saramago.
Através  dele,acompanhamos as inúmeras viagens do autor pelo mundo,algumas com profundo sacrifício físico,como a última, a São Paulo.
Mas ,celebra sobretudo  o amor,fonte da vida,repouso de um guerreiro sem o qual o paciente e dócil Elefante Saramago jamais completaria a sua viagem.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PORTUGAL,MEU AVOZINHO!



 Brasileira por nascimento e portuguesa  de  coração,quero  fazer uma louvação à Portugal.
 Se estivesse lá , na terrinha,certamente estaria em Guimarães,berço da nacionalidade,recordando Afonso Henriques,a batalha de Aljubarrota,cantando cantigas d’amor ou cantigas d’amigo,nos vetustos  salões do castelo,esperando,quem sabe,por milagre,cruzar com Dom Afonso indo ás cavalariças,para espairecer um pouco,entre os queridos animais,das intrigas da Corte.Uma palavra eu tenho  na ponta da língua quando avisto Guimarães:Reverencia.!
Uma interrogação no olhar,uma ânsia de saber,quem foram realmente essas pessoas,por que nasceu esse homem,por que lutou, em nome de que ideal,  morreu!?
Se eu morasse no Minho,certamente seria chamada de caçarelha,que lá é pessoa tagarela,que  tudo quer saber e não guarda segredo.
O castelo visto de fora parece maior.
Há pedras do tempo de Dom Fernando e madeira mandada armar pela condessa Mumadona,mas,há também restaurações recentes;mas,não tem jeito,eu mergulho,de cabeça no rio da historia.quero saber,imaginar,quais foram os antepassados desse povo heróico,marítimo,viajeiro, esse povo que está bem em qualquer lugar,mas,não esquece sua gente,sua pátria,esse jardim á beira-mar plantado;esse povo que inventou o fado,a saudade ,o caldo verde,esses gigantes que construiram os Jerônimos,esses navegadores imortais que alargaram o mundo,fazendo dele seu quintal.
A historia ainda se faz presente em Guimarães;o passado está lá,nas mesmas pedras brutas que sentiram os pés de D.  Afonso e por onde passaram   também os antonios,os manueis,os álvaros,os josés,as  marias,toda a raça portuguesa,rija e forte,fibra de conquistadores.Gostaria de dormir numa água-furtada em frente à Praça do Toural.
 Vento, céu, solo, sol são os mesmos; ;e eu,tão pequenininha diante de tanta magnitude,sinto uma alegria imensa de estar aqui, louvando o que deve ser louvado,amando de paixão esta terra e este povo,meus ancestrais,feitos de lágrimas,sangue e saudades.
Portugal,jardim da Europa, á beira-mar plantado, meu coração é vosso!
COM A PALAVRA,O LEITOR!

Paulo Martins

 11:52 (8 minutos atrás)
Sentimo-nos pequeninos mesmo cara Miriam diante de tanta beleza e grandiosidade! Os Manueis, Joaquins e Marias agradecem sua reverência. Parabéns.


Eta,baiana de grandeza,essa nossa Miriam.Mais uma pérola do seu arquivo cultural.Beijos,amantissima amiga.
Cezar Ubaldo,poeta baiano.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A PRIMAVERA


                                                            A Primavera,tela de Boticcelli


Chegou a primavera e ,como sempre,será bem vinda.Afinal,é a estação das flores que desabrocham numa indecência de cores e aromas,cheiros quentes e enlouquecedores,libido solta no ar.

Mesmo que você more em apartamentos e só cultive flores de plástico; ou,tenha apenas um caqueiro na varanda;ou ainda,que não se ligue em calendários ou eventos-fique certo-a primavera chegará.

Com ela chegam os pássaros cujo pipilar alegre enche de alegria o ar.São os bem-te-vis,os beija-flores ,as andorinhas.

A Natureza extrapola em luxo e beleza.

Aqui nos trópicos ela nem sempre é reparada. Só os poetas pressentem sua chegada vestida de cor de rosa e coroada de flores,iluminada e dançante.Pois só os poetas têm o poder de perceber o que ninguém percebe, como ver e entender estrelas.

Mas,nos países que saíram do fim do inverno sua chegada é quase uma remissão;sai o branco monótono e frio,o gelo que separa pessoas e vem o renascer da alegria com os primeiros raios do sol.

A primavera gerou a lenda da Bela Adormecida,aquela linda princesa que dormia até que foi acordada pelo beijo do príncipe,simbolizando a amor.

Pois,é amor que a primavera desperta.Parece que soa dentro da terra,nas suas mais íntimas profundezas um clarim tocado por mensageiros desconhecidos,acordando as árvores e as flores,os pássaros e animais e contaminando o mundo dos humanos com a febre da beleza e da alegria.

A nós nos resta assistir a essa alegria tão bela e tão efêmera.Como a juventude e a vida.

PALAVRA DO LEITOR:


SALVE,CARÍSSIMA MIRIAM.BELO,O SEU TEXTO SOBRE A PRIMAVERA.REALMENTE ,NÓS POETAS TEMOS UMA SENSIBILIDADE MAIS APURADO PARA SENTIRMOS O QUANTO DE BELEZA A NATUREZA NOS OFERECE NA PRIMAVERA.AINDA BEM QUE,COMO LIBRIANO,FAÇO PARTE DELA.BEIJOS,AMADA.


24/09/10 10:52 - Norma Suely Facchinetti




Resta-nos também o encantamento do seu texto que nos oferece a

primavera com as mais belas cores poéticas. Beijos Miriam.



25/09/10 08:33 - Zélia Maria Freire




Bom dia Miriam!!!! A PRIMAVERA CHEGOU??? QUE VIVAMOS A PRIMAVERA EM

TODA A SUA PLENITUDE!!! BEIJO DE ZÉLIA



25/09/10 08:20 - Marina Gentile




Querida Miriam, as flores encantam, que delicia. Viva a primavera.

Bom dia para vc flor da Bahia.



12/10/10 09:28 - Iratiense Joel Gomes Teixeira




Que linda mensagem primaveril.Estou lhe conhecendo e adorando o

seu estilo,os seus textos bem elaborados.Convido-lhe a passar

em m/escrivaninha para ler "O bangalô de Helena",que embora

distante em qualidade do que escreves,também prestei minha

homenagem à estação das flores.Bom dia.

































sábado, 19 de junho de 2010

A LONGA VIAGEM DO ELEFANTE




A notícia da morte de Saramago (Morte de Saramago? sinto q/ ainda não me caiu a ficha!)me alcançou num dia feliz.

Estava num hotel em Salvador com meus cunhados portugueses tramando um passeio pela Bahia histórica, onde nossos antepassados comuns, deixaram a sua marca.

Naquele momento, para mim,o sol se pôs;o maior escritor da língua portuguesa de repente, não mais estava lá;tinha ido,como ele desenhava assim a morte.

Levantada do chão fiquei eu.

Sem ter para quem apelar passei uma mensagem telepática para Blimunda,aquela que recolhia os espíritos,no livro “Memorial do Convento”,pedindo-lhe que nos trouxesse de volta este monumento da literatura mundial.

Sem resposta, juntei a coragem e as lições de vida e paciência que recebi do Cipriano Algor,tentando imaginar-me sem novos livros de Saramago.

O escritor, dizia ele,é como todos os homens:sonha.

Então, vamos considerar como um mau sonho esse acontecimento.

Saramago vive!

Vive nas centenas de personagens que criou, vive nos livros que espiam para mim na prateleira da minha biblioteca,vive nos momentos de felicidade que esses textos me proporcionaram,vive no autógrafo que me deu em Lisboa,esse fato,por si mesmo,uma estória de amor.

Meu marido, o português Raul, que detesta filas chamem-se elas filas ou bichas,como em Lisboa,ficou ,de pé,cerca de uma hora até conseguir para mim o autógrafo daquele que ele sabia ser o autor do meu coração.

Está aqui, o livro “Ensaio sobre a cegueira”,agora,ao meu lado,como uma presença eterna do escritor que tanto admirei e admiro,estando nesta ou noutras paragens.

Que não me deixe muito cair na cegueira mental e nem me deixe faltar a sua presença através da sua obra que contém toda a humanidade.

Termino com as palavras do próprio Saramago,que,como eu,também teve o seu pilar aonde pudesse descansar as costas batidas pela vida.Como o português Raul é para mim.

"Viver aquilo que ainda tenho para viver, que, com esta idade, não pode ser muito, mas vou tentar por duas, três ou quatro razões vivê-lo bem. Não é viver na farra porque nunca fui disso, viver bem como tenho vivido com a Pilar que foi algo que eu não podia esperar que me sucedesse",



quarta-feira, 2 de junho de 2010

A UM CORAÇÃO!...




Ai! Pobre coração! Assim vazio e  frio

Sem guardar a lembrança de um amor!

Nada em teus seios os dias hão deixado!…

É fado?Nem relíquias de um sonho encantador?

Não, frio coração! É que na terra

Ninguém te abriu… Nada teu seio encerra!

O vácuo apenas queres tu conter!


Não te faltam suspiros delirantes,

nem lágrimas de afeto verdadeiro…

-É que nem mesmo o oceano inteiro

Poderia te encher!…

Castro Alves,poeta condoreiro,baiano



domingo, 9 de maio de 2010

INTERNET NO VOO PARA O ABISMO




Extraordinária narrativa da luta de um homem para se aproximar da sua amada.


Leitura apaixonante, “Internet no voo para o abismo”, é uma história de amor baseada integralmente em factos reais.



Murilo, um português de quarenta e oito anos, apaixona-se por Luana, uma brasileira de quarenta e três anos, vivendo um intenso e acidentado relacionamento amoroso na internet ao longo de oito meses levando à sua união final a doze mil quilómetros de distância.


História dramática e compungente, recheada de vivências surpreendentes, momentos cruéis e violentos.Questiona a realidade virtual e os seus perigos, um relato vivo e real protagonizado em três países diferentes; Portugal, Brasil e Argentina. O romance leva-nos por uma viagem no imaginário dos fatos descritos, fazendo o leitor confundir realidade e ficção; guerra, corrupção, amor e traição, momentos de humor, fatos baseados nas experiências pessoais do autor ao longo da sua trajetória por mais de dezasseis países desde a costa oriental de África à costa Ocidental, África austral, passando por toda a Europa e Atlântico Norte. O autor contesta a realidade “virtual” apontando os seus perigos e utilização dolosa, colocando interrogações, analisando um planeta em completa mutação de valores.






O AUTOR:
Miguel Martins De Menezes nasceu em Moçambique no dia vinte e um de Março de 1960. Em 1975, após a independência deste território sob administração portuguesa, imigra para Portugal devido aos conflitos armados, convulsões sociais e políticas que se seguiram. Ainda no mesmo ano, continua os seus estudos no Liceu Nacional De Viana Do Castelo onde concluíu o Curso Geral. Em 1976 passa a residir na cidade de Coimbra onde finaliza o Curso complementar no Liceu Infanta D. Maria, tendo ingressado na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra onde frequentou os dois primeiros anos da licenciatura em direito não tendo concluído a sua graduação.
Inicia a sua actividade profissional em 1984 nas áreas de logística aérea, marítima e comércio internacional, nas cidades do Porto e Lisboa, prosseguindo o seu percurso profissional em vários países de África, América do Sul e Europa.
Em 2009 decide abandonar a sua carreira profissional, regressando a Portugal para realizar um sonho adormecido de longa data, dedicando-se à atividade literária a tempo inteiro. Escreve “INTERNET-NO VOO PARA O ABISMO”, um romance baseado em fatos reais, encontrando-se em fase de conclusão do seu segundo romance de ficção, intitulado “ANATOMIA DO EGO”, onde disseca os sentimentos humanos com um realismo maravilhoso e místico.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

FLORBELA ESPANCA,POETA DO AMOR E DA TRISTEZA!




CASTELÃ DA TRISTEZA




Altiva e couraçada de desdém,


Vivo sozinha em meu castelo: a Dor!


Passa por ele a luz de todo o amor...


E nunca em meu castelo entrou alguém!




Castelã da Tristeza, vês?... A quem? ...


-- E o meu olhar é interrogador --


Perscruto, ao longe, as sombras do sol-pôr...


Chora o silêncio... nada...ninguém vem...




Castelã da Tristeza, porque choras


Lendo, toda de branco, um livro de horas,


À sombra rendilhada dos vitrais?...




À noite, debruçada, plas ameias,


Porque rezas baixinho? ... Porque anseias?...


Que sonho afagam tuas mãos reais?




Florbela Espanca






Oito de dezembro de 1894. Nasce em Vila Viçosa (Alentejo), na Rua do Angerino, Florbela d'Alma da Conceição Espanca, em casa de sua mãe, Antônica da Conceição Lobo. O pai, o republicano João Maria Espanca, que era casado com outra mulher, Mariana do Carmo Ingleza, curiosamente fará da esposa a madrinha de batismo da filha. Nos registros da Igreja Nossa Senhora da Conceição de vila Viçosa consta Florbela como "filha ilegítima de pai incógnito". O mesmo acontecendo com seu único irmão, Apeles, nascido em 10 de março de 1897. Em 1899 Florbela já freqüenta o curso primário. Data de 11 de novembro de 1903 o poema A vida e a morte – ao que tudo indica o primeiro de sua autoria. Ingressa, em 1908, no Liceu de Évora, onde permanecerá até 1912. No dia de seu aniversário no ano de 1913, Florbela casa-se, no Registro Civil de Vila Viçosa, com Alberto de Jesus Silva Moutinho que havia sido seu colega de classe desde o curso primário. Em abril de 1916, seleciona, dentre a sua produção poética, cerca de 30 peças produzidas a partir de maio de 1915, com as quais inaugura o projeto Trocando Olhares. Em outubro de 1916, desde setembro vivendo em Lisboa e financiada pelo pai, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que abandonará em meados de 1920: dentre os 347 alunos inscritos, apenas 14 são mulheres. Em junho de 1919 faz publicar o Livro de Mágoas, com as dedicatórias: "A meu pai. Ao meu melhor amigo." e "À querida Alma irmã da minha. Ao meu irmão." Logo depois começa a trabalhar em novo projeto Livro de Soror Saudade, publicado em 1923. No dia 30 de abril de 1921 é assinado o divórcio de Florbela e Moutinho. Dois meses depois se casa com o alferes de artilharia da Guarda Republicana, Antônio José Marques Guimarães. Em 1925 divorcia-se de Antônio Guimarães. Ainda em 1925, em Matosinhos, Florbela casa-se com Mário Pereira Lage, médico. Em 1930, com poemas e contos, inicia a colaboração na recém-fundada revista Portugal Feminino, na Civilização e no Primeiro de Janeiro. Em seu Diário do Último Ano, Florbela expressa o estado de solidão em que se vê mergulhada: "O olhar dum bicho comove-me mais profundamente que um olhar humano... Num grande esforço de compreensão, debruço-me, mergulho os meus olhos nos olhos do meu cão... Ah, ter quatro patas e compreender a súplica humilde, a angustiosa ansiedade daquele olhar!..." E não há de ser por acaso que Florbela se faz acompanhar de tal imagem durante esse derradeiro percurso: não é o cão mitológico o guardião da morte?Em 2 de dezembro de 1930, encerra-se o seu Diário com a seguinte frase: "e não haver gestos novos nem palavras novas!" Cinco dias depois, no dia de seu aniversário, Florbela d'Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo uma dose excessiva de Veronal.
Biografia tirada da "Coleção a Obra-prima de cada autor", Sonetos - Florbela Espanca (texto integral), Martin Claret editora.
IMG:Busca Google

PALAVRA DO LEITOR:

As cruzes de todos nós, os poetas conseguem descrever desgraças e suas vidas como se fossem diários de uma rotina de vida. parabéns amiga, você merece destaque pela utilidade de seus escritos que nos orienta e diz como a vida passa.
Ana Zélia ,escritora amazonense

domingo, 25 de abril de 2010

EU QUERO É TROVA!


TROVINHAS SOBRE O CIÙME:


Todos os males do inferno

em si guarda,em si resume,

O mais terrivel dos monstros,

a negra fúria,ciùme!

Sá Pereira


Não anda sem companheira

o amor, a eterna criança...

Quando não é a cegueira

é sempre a desconfiança!

Augusto Gil


Toda flor tem seu perfume

toda estrela,seu fulgor;

não existe amor sem ciùme,

nem ciùme sem amor...


L.Henke
IMG:Busca Google

sábado, 13 de março de 2010

PAPAI BALZAC E O CASAMENTO




Balzac ,apesar de celibatário convicto,sabia das coisas.
Seu livro,”A Fisiologia do Casamento”,narrava com humor e irreverência,os prazeres e percalços da vida conjugal,vista à maneira francesa nos idos de 1830.
O maior problema do casamento nesta época,era o desconhecimento,para as moças do que aconteceria no leito conjugal e,para os homens ,o total descaso sobre os mecanismos da fisiologia feminina,cujo despertar do desejo era mais tardio e totalmente diferente do desejo masculino;o amor romântico recém inventado,povoava de contos de fadas o imaginário dessas garotas e a violência brutal do desejo masculino,”exigindo carícias,plenas,obscenas”,como fala a música de Chico,assustava de tal modo as donzelas,que,praticamente, o casamento terminava aí.
Balzac aconselhava:-“Nunca comecem o casamento por uma violação”.
Ele comparava,de modo magistral ,o recém casado a um orangotango tentando tocar violino.
Um rico banqueiro estava a tocar seu violino , no jardim,quando Balzac reparou o macaco do dono,trazido de Bornéo,vir se achegando,de mansinho,embevecido,escutando os sons.
Num dado momento,o banqueiro se ausentou e deixou o violino no parapeito da janela;como a corrente que prendia o bugio era muito comprida,ele passou a mão no violino e correu com ele para baixo de uma árvore.
O nosso antepassado agarrou o instrumento e cheirou-o,como se fosse uma banana.
O violino emitiu um acorde e o macaco sacudiu a cabeça,voltou-o,mirou-o,de todos os ângulos,levantou-o no ar,agitou-o,colocou-o perto do ouvido,o largou no chão,tornou a apanhá-lo,com um ar de completa desconfiança e agradável surpresa.
Pôs o violino debaixo da barba e segurou com força,mas,ao ver o violino mudo,achou que não valia a pena perder tempo aprendendo a lição.Começou a puxar as cordas com vigor e saíram sons discordes,como era de se esperar.
Enraivecido com o seu fracasso ao produzir música,agarrou o arco e começou a surrar as cordas,sem dó,nem piedade;depois de destruir completamente o violino,sentou-se e começou a desfiar as louras sedas do arco,feito em pedaços.
Deste dia em diante, sempre que vou a um casamento,diz Balzac,não deixo de comparar o novel marido a um orangotango tentando tocar violino.
O amor é a mais doce e melodiosa das harmonias,disso sabemos.
A mulher é um delicado instrumento de prazer( as feministas vão querer o meu sangue,mas,sosseguem,garotas,é o Balzac dizia,não eu),mas,é necessário conhecer-lhe as cordas vibráteis,estudar-lhes a posição,dedilhar com maestria o teclado,acariciar as cordas.
Quantos orangotangos – digo- maridos casam sem ter noção do corpo da mulher!
Despedaçam o coração que não compreendem e falam de amor do mesmo jeito que escravos natos falam de liberdade;por ouvir dizer.
Começam por arrombar a porta alheia e querem ser bem recebidos na sala.
Mas,qualquer artista sabe que a dedicação e o conhecimento do seu instrumento,anos de observação e estudo é que cria a harmonia da música;assim,tocam uníssonos e ambos se tornam uma só alma.
Homens,maridos ou amantes,ajudei em alguma coisa?
Se querem uma melodia maravilhosa aprendam, ao menos ,a tocar o instrumento.

LEIA TAMBÉM:
TODO PODER ÀS MULHERES

FALA O LEITOR:
15/03/2010 17:33 - Maria IaciHoje, pelo menos, a mulher tem a prerrogativa de experimentar antesde casar... Bela crônica! Um beijo na testa. :)

15/03/2010 22:39 - Maria Olimpia Alves de Melop/mail
Uma crônica impecável, da primeira a última linha.


15/03/2010 15:19 - Rejane Chica TU ÉS SEMPRE FANTÁSTICA! E A IMAGEM,RSSRS,...BEIJOS,TUDO DE BOM,CHICA


17/03/2010 10:25 - Ivone Alves SOL,poetisa
Perfeita em estética linguística, humor e mensagem! Sua página é aprendizado e entretenimento. A imagina ficou ótima! Bjs, Miriam!

segunda-feira, 8 de março de 2010

TODO PODER ÀS MULHERES!





N o principio era o niilismo;as mulheres existiam para procriar,satisfazer os desejos dos seus homens,parir e criar filhos,cuidar da caverna,enquanto o homem,animal guerreiro por excelência,ia á luta,em busca do sustento ou para garantir a paz e a sobrevivência.A elas restava esperar o retorno do guerreiro,curar-lhe as feridas e lhe dar atenção e cuidados.Não,ainda não havia o amor romântico,invenção da era clássica,saído principalmente da cabeça dos poetas(benditos sejam!) e dos escritores.Naquela época as funções estavam bem definidas:ele cumpria seu dever de macho,a procriação e a sobrevivência,matando bichos perigosos e ela paria e cuidava da prole.
Depois,as pessoas se organizaram em sociedade,mas,pouca coisa mudou;elas não seriam mais arrastadas pelos cabelos para a tenda do “dono”,mas,continuavam a procriar e criar,sem voz,nem anseios.Ou melhor,eram “a voz do dono(his master voice)embora ainda não existisse a RCA.
Mas,-e há sempre um mas - as mulheres despertaram,contrariando a Igreja,o establishment,e,claro,seus homens,e,acordaram para a vida,acreditaram na sua potencialidade,não queriam mais ficar presas em haréns nem gineceus,só cuidando dos filhos e vendo a vida passar.Reconhecendo seu poder,foram á luta.Não queimaram só soutiens,queimaram etapas,derrubaram tabus,enfrentaram os preconceitos,sepultaram mitos e,como uma torrente desvairada conquistaram seu espaço.”Quand La femme veut,Dieu veut”,diz o ditado francês.Nada mais verdadeiro.Apesar do machista Millôr Fernandes escrever que “o melhor movimento das mulheres é o movimento dos quadris”,lá foram elas,ouvidos fechados ás críticas e olhos arregalados para o mundo.Venceram.Hoje,são chefes de família,provedoras,ocupam seu lugar no espaço social,com justeza e competência.Estão chegando á política;são parlamentares,presidentes,premiers,ocupam cargos expressivos,presidem Cortes Supremas,e,sua presença perfumada suaviza a aridez destes cargos e torna os Parlamentos mais bonitos.Sem contar que,como esposa e mãe que sempre foram,sentindo na pele a exclusão social,são mais tolerantes,mais sérias,mais compadecidas e menos rapaces que os homens.Usando o cérebro que estava apenas adormecido,baseada no seu microinstinto básico,tornou-se apta a transformar a pátria numa família amplificada,como queria Ruy e a tratar a população como seus filhos.Estou certa que um mundo governado por mulheres será um mundo bem melhor.
PARABÉNS A TODAS AS MINHAS LEITORAS!
img:Busca Google
PALAVRA DO LEITOR:
08/03/2010 10:25 - Antonio Maria Santiago Cabral,escritor maranhense
Mulheres: Saíram da costela do meu Pai Adão/ Pra fazer morada no meucoração!/ Parabéns para todas, especialmente você, Miriam, minha cara colega de ofício literário!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS...


"Depois do Carnaval as pessoas não se encontram,se batem"

Mirokca



Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra
Acabou nosso carnaval

Ninguém ouve cantar canções

Ninguém passa mais brincando feliz

E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor
E no entanto é preciso cantar

Mais que nunca é preciso cantar

É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem

Qualquer dia vai se acabar

Todos vão sorrirVoltou a esperança

É o povo que dança

Contente da vida, feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis

E há tão grandes promessas de luz

Tanto amor para amar de que a gente nem sabe
Quem me dera viver pra ver

E brincar outros carnavais

Com a beleza dos velhos carnavais

Que marchas tão lindasE o povo cantando seu canto de paz

Seu canto de paz

Autores:Vinicius de Moraes/Carlinhos Lyra

sábado, 6 de fevereiro de 2010

SÁBADO É DIA DE SONETO!


SONETO DE BOCAGE
Manoel Maria Barbosa de Bocage,poeta português

A teus mimosos pés,meu bem,rendido,
Confirmo os votos, que a traição manchara;
Fumam de novo incensos sobre a ara
que a vil ingratidão tinha abatido.



De novo sobre as asas de um gemido
Te of’reço o coração, que te agravara;
Saudoso torno a ti,qual torna à cara
perdida pátria o mísero bandido.



Renovemos o nó por mim desfeito,
que eu te maldiga o tempo desgraçado
em que a teus olhos não vivi sujeito;



Concede-me outra vez o antigo agrado
Que mais queres?Eu choro, e no meu peito
o punhal do remorso está cravado.
IMG:Busca google

domingo, 31 de janeiro de 2010

HOJE É DIA DE POESIA...


ARTE DE AMAR

segundo, Manoel Bandeira

Se queres sentir a felicidade de amar,esquece a tua alma.

A alma é que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.

Não noutra alma.

Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem,mas,as almas,não.
IMG: Busca Google






quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

OS DONS DA ALEGRIA!


Os dons da alegria.
Quanto custa ser alegre?Nada. Basta abrir um sorriso e todos serão conquistados.
Ninguém resiste a uma expressão de amor,a uma voz suave ,a um todo confiante e cheio de afeto e atenção.
As pessoas andam tão carentes,tão desviadas dos seus verdadeiros objetivos,tão egoístas e mergulhadas nos seus pequenos problemas,que se esquecem de abençoar a vida.A vida,que é o maior bem que recebemos de Deus.
Somos todos mensageiros do Infinito.Por onde passarmos vamos plantar boas sementes de amor e felicidade,pois boas sementes dão bons frutos.Colheremos aquilo que plantarmos.Quem semeia vento ,colhe tempestades diz o velho ditado.
Mas ,quem semeia o bem,recebe benesses,agradecimentos fervorosos e muito amor.
Olhe para as dores dos seus irmãos e procure amainá-las, incutindo fé e esperança aos desvalidos ou desiludidos .O retorno virá;talvez não ,daquele a quem você ajudou,porém, de outros que ,como você,ainda acreditam na bondade.
Gostou?Então retorne!

domingo, 17 de janeiro de 2010

SOBRE BLOGS E BLOGUEIROS...


A Internet foi um presente para quem gosta de escrever;não só tem revelado talentos anônimos como dá voz aos mais tímidos,aqueles que não gostam de se expor publicamente ao vivo e a cores.
Como eu já tinha escrito no meu texto “Amores Virtuais”,na internet a gente expõe a nossa alma,o nosso ser e. aparecemos aos outros,quase sempre,como realmente somos.
Não quero falar aqui sobre o lado” dark “da rede;as pessoas que se comportam mal nela,se comportariam assim em qualquer lugar,são almas enfermas.
Depois de quase dois anos escrevendo em sites comecei a blogar,não digo que,sem um pouco de receio,pois havia –e,ainda há -entre escritores- um certo preconceito contra blogs,que consideram uma literatura inferior.
Discordo totalmente sobre esse assunto.
Conheço blogs inteligentes, com mensagens magníficas,boa poesia,análise de fatos históricos e,muita,muita informação;ao contrario dos jornalistas em geral,o blog é pessoal,não está sujeito à censura interna,como certos jornalões,onde o pensamento do jornalista tem que ser o pensamento do editor e estar de acordo com a filosofia dos donos dos jornais,sujeitos nem sempre politicamente correto.
O blogueiro está entre ele – e sua consciência – e seu público.
Claro que o bom blogueiro é um formador de opinião e,dependendo da quantidade de seus leitores,ele pode mudar conceitos,destruir preconceitos e trazer à tona a verdade dos fatos;porque ele freqüenta várias fontes,lê e ouve diversas correntes,interage com outros colegas e seu público e ,daí,com sorte,talvez consiga trazer a verdade para fora do poço.
Para se fazer um bom blog a gente tem que viver uma bela estória de amor com ele.É quase como o “poetinha “escrevia no poema “Para viver um grande amor”,lembram? Claro, todo apaixonado já leu...
“Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso” —para escrever um blog,também...Para ser um bom blogueiro , te digo, é preciso atenção como o "velho amigo", e também com o seu leitor..” É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o recente escrevinhador.”
Eu já ouvi: -Tolice,isso não vai dar em nada,perda de tempo e dinheiro,quem vai ler?E os materialistas:-o que você está ganhando com isso!?
Não adianta explicar,essa gente nunca iria entender...“Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade” — todo dia você tem que
comparecer,apresentar novidades,dormir e acordar pensando no seu leitor,sobre como agradá-lo,sobre como trazê-lo até você. Para fazer um blog perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador.É preciso aprender,consultar seus leitores,mandar e-mails,ouvir e ler comentários,manter suas idéias,apesar dos contrários;vaquinhas de presépio que concordam com tudo,não se dão bem na blogosfera.. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, o leitor sente — e esfria um pouco o amor.” Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro (ou não) com poesia “— para viver um grande amor ou faz um grande blog.
Por isso,faço um apelo ao meu leitor;comente,opine,dê sugestões sobre texto,demonstre seus desejos;nos e-mails que lhes envio,sugira temas,use a força da internet para resolver pequenas questões até sobre empresas que não cumprem promessas,recados aos políticos,conselhos para o dia a dia.
Internet é interação.Nunca houve ,em toda a estória da humanidade,pessoas tão próximas umas das outras,como nós,internautas.Vamos usar nosso poder.
Estou ao seu lado,querido leitor,daqui ou d’além mar.
O mundo é nosso!
Texto de Miriam de Sales Oliveira protegido pelo LCC.
As aspas referem-se aos versos de Vinicius de Morais no poema” Para viver um grande amor”.

COM A PALAVRA,O LEITOR:


19/01/2010 10:48 - Djanira Luz
Muito bacana esse seu texto, Miriam! E gostei das sugestões quesolicita aos leitores. Legal essa troca de informações onde poderáresultar em bons textos como o que acabo de apreciar.rs Beijoquinhas,querida!





segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

minha mensagem de ano novo!


Muitos aproveitarão o primeiro dia do ano para fazer uma faxina na alma;exorcisarão velhos preconceitos,abrirão o espírito para a luz,farão promessas a si mesmos, que,estão dispostos a cumprir.
Outros,aproveitarão o dia para divertir-se,esquecer as mágoas e as dores e,cultivar a esperança.”Carpe diem”.
Aproveite bem o dia!Ambos estão certos.
É lícito procurar o prazer,todos temos direito ao riso e a alegria,porque ,sem elas,este mundo maluco fica ainda mais sombrio.
Mas,o que significa o calendário?Será que só porque mudamos um número numa folhinha,as coisas amanhecem diferentes?
Nós,amanhecemos outros?
Quem era infeliz,de repente achou a felicidade,quem era ganancioso ficou caridoso,quem era mau,ficou bom?
Lendo os jornais de hoje,percebo que,infelizmente,nada mudou.
Continua o genocídio na Palestina e a crueldade em Darfour;nem todos acharam ainda o Messias Salvador,o Enviado,que vai trazer paz aos homens.Talvez estejamos procurando esse Messias no lugar errado;estamos transferindo nossas responsabilidades para um ser empírico,onipresente,porque é cômodo;por enquanto,vamos seguir com nossos velhos hábitos,quando o messias chegar,veremos...
Não percebemos que o messias está dentro de nós;temos que procurá-lo de dentro para fora,no mais recôndito cantinho da nossa alma.Precisamos entender que o ontem é apenas a memória de hoje e o amanhã,hipotético tempo,é o sonho que cultivamos hoje.
Assumamos nossas responsabilidades.
Cultivemos a paz dentro de nós,convivamos bem com as diferenças,acabemos com os conflitos de idéias.
A diversidade do mundo é que faz a sua beleza;o bom,é que nem todos gostamos do amarelo.Já imaginaram um mundo monocromático,monocórdio,todos pensando,vestindo,rezando e falando igual?
Como carros,numa linha de montagem?
Não precisamos também ser bonzinhos,sempre;como vacas de presépio,dizer amém a tudo.
Vamos aprender a gritar contra as injustiças,a apontar o dedo para os maus,a denunciar os corruptos e ladrões do povo,vamos exigir dos governantes boas escolas,um sistema de transporte digno,um bom sistema de saúde.
Não vamos temer botar a boca no mundo.
Afinal,ELE,o Messias,não hesitou em expulsar os vendilhões do Templo.Pagou caro por desafiar o Sistema.
Por isto,talvez nem volte mais,pois viu que doou o seu sangue por nada.Os homens não mudaram;a barbárie,continua.Além do mais,nascido em Belém,e,sendo,portanto,palestino,uma bomba já o teria explodido. Por isso cabe a nós mudar as coisas e ,sobretudo,cultivar a esperança!