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quarta-feira, 26 de maio de 2010

BIENAL DO LIVRO




Realmente, é uma festa literária!

Quem ama os livros, vê-se rodeado por todos os lados de edições de autores clássicos e modernos, autores consagrados e jovens autores esperando consagração , ou ao menos,um lugar ao sol brilhante da literatura.Como diz o escritor baiano Antonio Torres:”a fila está andando”;com paciência e talento chegará a nossa vez.

A Literatura é uma amante possessiva e sôfrega que requisita para si quase todo o nosso tempo; exigente e cara , até se colher os louros,muita água passará por debaixo da ponte.

Convivi com vários jovens autores baianos e me surpreendi com a quantidade de talentos que estão emergindo da obscuridade e um dia serão grandes; mesmo as propaladas “panelinhas” literárias não deterão a marcha dos talentosos;os leitores sabem e,embora direcionados pela mídia ,logo,logo,se voltam para aqueles que realmente têm uma bela mensagem para passar.Escritores “midiáticos” fazem um sucesso relativo enquanto estão no “ar”,porém,como caudas de cometa,desaparecem e,ninguém fala mais deles;é o caso de certos “globais” e até-pasmem!-do próprio Paulo Coelho, de quem não vi um único livro nas prateleiras das editoras. Parece que o tempo dele passou e hoje existem centenas de paulos coelhos por aí ,dando sopa.

O lançamento do CD”Maktub”, uma experiência maluca que quis fazer com um livro eletrônico.durante a Bienal da Babia,em 2009, deu certo também em Minas; vendi todas as unidades durante os dez dias da Bienal.Fui entrevistada pela TV da Universidade de Minas e pela rádio FM; pois bem,pude avaliar a força da mídia: no fim de semana após a entrevista,quando eu entrava na Expominas , muitos me cumprimentavam e apontavam:”aquela é a escritora da televisão”;resultado,os cd’s foram todos vendidos;eu sei que é um bom trabalho,bem feito com cuidado e carinho;mas,sem a ajuda da mídia,talvez não vendesse tudo.

Outra grande vantagem de uma bienal, além da exposição ao público; ficamos conhecendo escritores,livreiros,distribuidores e sendo conhecidos por eles; no “Café Literário”,podemos debater com escritores do porte de Frei Beto, os Ruy ,Castro e Espinheira,Rubem Alves,Moacyr Scliar ;graças a uma interferência minha na Arena Jovem,recebi muitas visitas no stand,de pessoas interessadas no livro “Contos E Causos”,da minha autoria,que esgotou em dois dias de Bienal Sim, a Bienal é interessante para o novo escritor; sim,ele deve participar.
O Céu e os manes da Literatura não ajudam aquele que não age!

terça-feira, 20 de abril de 2010

UM BOM VENDEDOR NÃO TEM PREÇO!



Tenho insistido , nos meus artigos , que , o escritor precisa ser também , um vendedor.
Ninguém melhor do que ele venderia o seu peixe , não é? Pois , ninguém conhece melhor sua obra , seus propósitos quando a escreveu e o que espera dela com relação ao público.
Como cada vez é mais complicado para o escritor independente colocar seu trabalho nas livrarias , pois o ganho é irrisório e, algumas das grandes nem pagam ao escritor o que lhes é de direito , torna-se necessário para a própria sobrevivência da obra que o autor saiba como vendê-la.
Comece por perder a timidez e considerar a venda como um trabalho sujo e desagradável ; você não vai ser um vendedor insistente , nem picareta , incomodando as pessoas , constrangendo-as ou fazendo uma abordagem agressiva.
Pense que,tudo no mundo é venda.O médico vende promessas de saúde, o advogado vende leis ,o padre vende um suposto lugar no céu , o professor lhe vende conhecimento , o comerciante vende bens e serviços necessários á sobrevivência.
Como fui , com muito orgulho , vendedora de livros e hoje sou escritora , portanto transitei nos dois mundos , desejo passar , para vocês um pouco da minha experiência.
Vamos conhecer algumas técnicas para ter sucesso com vendas.
Vender , (eu já dizia há muitos anos atrás quando treinava equipes de vendas) é fazer alguém pensar como nós pensamos;é usar a mais velha técnica do mundo:a técnica da persuasão.
Mas, vamos ao que interessa,o jeito gostoso e sadio de realizar uma venda bem feita.
*Entenda que cada leitor é único ; portanto , antes de tudo , identifique o que interessa a ele. Não vá vender livro de auto – ajuda a um cético, por exemplo.
**A venda de livros é , acima de tudo , passional:o leitor vê , folheia , gosta , compra.
Uma boa capa é fundamental; ela desperta o interesse.Uma boa sinopse , também, ajuda um bocado.Ali , o leitor percebe se , naquele livro está o que ele procura.Ai é onde entra o seu talento: fale com paixão da sua obra , interesse o leitor , faça com que ele deseje saber o que tem lá dentro.
***Esqueça aquela estória de hippie; ficou bem nos anos sessenta , mas, está démodé; o escritor deve ser educado , falar bem e pausado , vestir-se com elegância.
Se mulher e bonita,procure não mostrar muito os seios num decote marilyniano; afinal , é seu livro que você quer vender , não é?
Nem preciso dizer da importância do Português correto; não assassine a língua se você quiser viver dela.
****Dê atenção ao seu leitor; converse com ele , discuta , debata temas, e, depois da compra, ligue ou passe um e-mail para ele, querendo saber se o livro o agradou, se o satisfez , troque idéias sobre literatura , sobre outros autores , fidelize seu leitor.
É importante que você tenha um blog ou site onde possa ser encontrado; convide o leitor a visitá-lo. Corresponda-se com ele por e-mail , fale das novidades , não o perca de vista.Ele ficará encantado!
Não é á toa que Paulo Coelho mantém dezenas de secretárias para responder e-mails de seus fãs.
*****Atenção , hein! O leitor sabe quando o vendedor mente. Não adianta dizer que você ganhou o Jabuti ou que pertence a alguma Academia , pois , se o cara é seu leitor é porque é inteligente.E gente lida e inteligente não se deixa enganar facilmente.
******Se o leitor reclamar de alguma coisa , seja solícito e atencioso.Procrastinar , nesses casos , é suicídio.
*******Um sorriso amplo faz muito por você ; ele só perde para a organização e o planejamento.Numa tarde de autógrafos não saber onde pôs a caneta é imperdoável. Esquecer o nome do leitor , suicídio.
********Seu leitor não vai simplesmente comprar um livro; ele compra uma idéia: a idéia do status , do conhecimento, do desejo de viajar pela sua mente , ,de ver o que você tem a dizer.O desejo de descobrir novos mundos.
Se você , em vez de livros vendesse batom , ele (a) compraria a ilusão de beleza que o batom lhe proporciona.
********* Nunca subestime a inteligência do seu leitor; nem entre em conflito com as idéias dele por mais estapafúrdias que sejam. Aprenda a respeitar os “feios”.
**********Concentre-se no seu livro. Evite debates políticos ou religiosos e , principalmente , nunca, mas , nunca mesmo fale mal de um colega. A ética é sempre bem -vinda em qualquer situação.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A DURA BATALHA DO ESCRITOR!



Você,leitor,senta-se na sua poltrona confortável e abre um livro.
Você terá, com certeza ,horas divertidas ou instrução garantida,uma viagem magnífica pela mente de outra pessoa e novos conceitos surgirão dentro de si mesmo, mudando idéias pré-estabelecidas e e trazendo novas maneiras de ver as coisas.
Esse pequeno objeto chamado livro pode mudar uma sociedade;e,já fez isso muitas vezes. O livro é também o seu amigo mais fiel;o livro é o cachorro impresso.

O trabalho do leitor termina ai;começou com a idéia da compra do livro,a decisão de fazê-lo,apesar dos altos preços praticados por livreiros e editores,a ida AA livraria,o prazer da degustação e escolha,a volta prá casa e,por fim,a leitura.
Se o autor for bom,você não para de virar a página;às vezes almoça de livro na mão,só o fechando quando a leitura acaba.
Que pena que terminou!
É como se um bom amigo,de conversa lúcida e agradável,de repente,partisse.Você já começa a ficar saudoso.
A gente sabe que um escritor é bom, dizia Salinger,quando o livro acaba e ficamos com vontade de telefonar prá ele.
O que o leitor comum não sabe é a verdadeira batalha inglória que é escrever um livro,no Brasil.
O autor desconhecido – e, todos começam assim –tem que se vestir de paciência e persistência para publicar sua obra.
Primeiro,o trabalho de parir um livro – como todo parto,doloroso -!
Nós inventamos um romance,ou uma crônica a partir daquilo que conhecemos e das experiências que tivemos,então escrevemos como se estivéssemos contando a estória para nossos filhos.
Depois,insistir com editores pouco ou nada acessíveis,muito mais dispostos em investir em “best-sellers” comprados a metro,do que apostar num autor novo que ninguém conhece.
A vantagem dos livros estrangeiros é que já vêm com uma larga publicidade, marketing e merchandising juntos,”trabalhando” o livro e ,aproveitando a mídia,impor o trabalho ao leitor.
–O brasileiro não lê,dizem eles.Editoras e distribuidores são negócios,como qualquer outro;como vamos perder dinheiro?
Ai,começa a” via-crucis” do autor;nenhuma editora o quer;ele trabalha duro,confia no seu taco,adora escrever,quer repassar suas experiências,modificar preconceitos,mas,esbarra na barreira dos custos.
Se pode,paga para ser publicado.
Tudo bem,uma batalha foi vencida,mas,a guerra está longe de terminar.
Pronto o livro,tem que vendê-lo.Como?
Publicidade,mídia eletrônica ou não,custa muito caro.Muitas livrarias não querem livros consignados.
Com a internet,abriu-se uma pequena luz no fim do túnel;podemos vender e divulgar nossos livros através de e-mails,blogs,sites,Google books, etc e o leitor passará a nos conhecer.
Por isso,caro leitor não se irrite se receber um e-mail assim;delete,não compre se não lhe convém (ainda é melhor que os antigos vendedores de porta- em –porta, de quem a gente custava a se livrar),porque para muitos escritores esse é o único meio de divulgar seu trabalho.
Como escritora recebo ou compro livros de muitos colegas e fico feliz de ver a qualidade dos seus trabalhos,a dedicação às letras que eles têm e,me entristeço ao pensar:-Que pena,trabalhos como esses se perdem e muitos jamais conhecerão.
E,com um riso amargo,me lembro que Balzac escrevia folhetins em papel jornal,H,G.Wells foi tapeceiro para sobreviver,Machado teve seus livros recusados diversas vezes e Shakespeare usava o teatro para divulgá-los.
E,se um golpe de sorte não os tivesse tirado do ostracismo?
Mas,não,não,me enganei nas palavras;foi uma dose de sorte,sim,porém,a palavra certa é persistência.
Eu procuro diariamente o leitor;ele pode não me dar bola,não comentar,não comprar meus livros,mas,quero me fazer presente sem ser chata,respeitando o direito do leitor que não quer receber e-mails evitando,sobretudo,spams,mas,tentando me fazer presente e mostrar meu trabalho.Agradeço o bom retorno que tive e tenho.
Como acreditava Hemingway,quando uma pessoa tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever,não há crítico que possa causar danos ao seu trabalho se este for bom,ou salvá-lo se for ruim.
IMG:minha luta diária,no PC
Palavra do leitor:
23/02/2010 21:35 - Euripedes Barbosa RibeiroParabens minha amiga pela lucidez e contundencia deste texto. Vocesabe como ninguem a batalha que é publicar um livro neste país. E maisainda, divulgá-lo para que chegue até o leitor. Como autor anônimo, ouquase, espelho-me na sua determinação e vou publicar o meu livro sim.E correr atrás dos leitores. Da forma que me parecer viavel. BeijosMiriam. Tenha uma boa noite.
25/02/2010 00:40 - Menduina Prazer em conhece-la poetisa, lindo seu texto infelizmente o brasileiro não tem o hábito de ler, vim convidar a me visitar me dê esta honra beijos.
07/03/2010 13:22 - Helena Frenzel,Alemanha(p/mail)
E eu fico feliz por tu teres me encontrado! Recebi um email teu, oque me trouxe até aqui. Até agora estou gostando muito do que li. Seainda vivesse no Brasil, tentaria formar um grupo de escritores emontar uma editora própria, principalmente para aqueles autores que sóquerem ser conhecidos, que não pretendem viver da venda de livros,pelo menos não como renda principal. É difícil, eu sei. Me perguntocomo cada uma dessas grandes editoras começou... É que todo mundonasce pequeno, e depois cresce, não é mesmo? Acho a internet um meiode divulgação fantástico. A começar pelo poder que o produtor de bomconteúdo detém nas mãos. Acho que coisas boas se atraemautomaticamente, o bom conteúdo ao bom leitor e por aí vai. Bom, estefoi um primeiro comentário (espontâneo). Volto pra te ler mais. Gratapelo contato e pelo texto sobre o Dia Internacional da Mulher.Parabéns a ti também! Um abraço fraterno :-)

A DURA BATALHA DO ESCRITOR!

Você,leitor,senta-se na sua poltrona confortável e abre um livro.
Você terá, com certeza ,horas divertidas ou instrução garantida,uma viagem magnífica pela mente de outra pessoa e novos conceitos surgirão dentro de si mesmo, mudando idéias pré-estabelecidas e e trazendo novas maneiras de ver as coisas.
Esse pequeno objeto chamado livro pode mudar uma sociedade;e,já fez isso muitas vezes. O livro é também o seu amigo mais fiel;o livro é o cachorro impresso.

O trabalho do leitor termina ai;começou com a idéia da compra do livro,a decisão de fazê-lo,apesar dos altos preços praticados por livreiros e editores,a ida AA livraria,o prazer da degustação e escolha,a volta prá casa e,por fim,a leitura.
Se o autor for bom,você não para de virar a página;às vezes almoça de livro na mão,só o fechando quando a leitura acaba.
Que pena que terminou!
É como se um bom amigo,de conversa lúcida e agradável,de repente,partisse.Você já começa a ficar saudoso.
A gente sabe que um escritor é bom, dizia Salinger,quando o livro acaba e ficamos com vontade de telefonar prá ele.
O que o leitor comum não sabe é a verdadeira batalha inglória que é escrever um livro,no Brasil.
O autor desconhecido – e, todos começam assim –tem que se vestir de paciência e persistência para publicar sua obra.
Primeiro,o trabalho de parir um livro – como todo parto,doloroso -!
Nós inventamos um romance,ou uma crônica a partir daquilo que conhecemos e das experiências que tivemos,então escrevemos como se estivéssemos contando a estória para nossos filhos.
Depois,insistir com editores pouco ou nada acessíveis,muito mais dispostos em investir em “best-sellers” comprados a metro,do que apostar num autor novo que ninguém conhece.
A vantagem dos livros estrangeiros é que já vêm com uma larga publicidade, marketing e merchandising juntos,”trabalhando” o livro e ,aproveitando a mídia,impor o trabalho ao leitor.
–O brasileiro não lê,dizem eles.Editoras e distribuidores são negócios,como qualquer outro;como vamos perder dinheiro?
Ai,começa a” via-crucis” do autor;nenhuma editora o quer;ele trabalha duro,confia no seu taco,adora escrever,quer repassar suas experiências,modificar preconceitos,mas,esbarra na barreira dos custos.
Se pode,paga para ser publicado.
Tudo bem,uma batalha foi vencida,mas,a guerra está longe de terminar.
Pronto o livro,tem que vendê-lo.Como?
Publicidade,mídia eletrônica ou não,custa muito caro.Muitas livrarias não querem livros consignados.
Com a internet,abriu-se uma pequena luz no fim do túnel;podemos vender e divulgar nossos livros através de e-mails,blogs,sites,Google books, etc e o leitor passará a nos conhecer.
Por isso,caro leitor não se irrite se receber um e-mail assim;delete,não compre se não lhe convém (ainda é melhor que os antigos vendedores de porta- em –porta, de quem a gente custava a se livrar),porque para muitos escritores esse é o único meio de divulgar seu trabalho.
Como escritora recebo ou compro livros de muitos colegas e fico feliz de ver a qualidade dos seus trabalhos,a dedicação às letras que eles têm e,me entristeço ao pensar:-Que pena,trabalhos como esses se perdem e muitos jamais conhecerão.
E,com um riso amargo,me lembro que Balzac escrevia folhetins em papel jornal,H,G.Wells foi tapeceiro para sobreviver,Machado teve seus livros recusados diversas vezes e Shakespeare usava o teatro para divulgá-los.
E,se um golpe de sorte não os tivesse tirado do ostracismo?
Mas,não,não,me enganei nas palavras;foi uma dose de sorte,sim,porém,a palavra certa é persistência.
Eu procuro diariamente o leitor;ele pode não me dar bola,não comentar,não comprar meus livros,mas,quero me fazer presente sem ser chata,respeitando o direito do leitor que não quer receber e-mails evitando,sobretudo,spams,mas,tentando me fazer presente e mostrar meu trabalho.Agradeço o bom retorno que tive e tenho.
Como acreditava Hemingway,quando uma pessoa tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever,não há crítico que possa causar danos ao seu trabalho se este for bom,ou salvá-lo se for ruim.


COM A PALAVRA O LEITOR:

26/02/2010 19:00 - Tércio Ricardo Kneip,escritor
Fantástico. Sempre digo na minha livraria de livros usados que "olivro é o melhor amigo do homem, mas o cachorro levou a fama" e avariante nesse texto é excelente. Aquele abraço extensivo ao povo daBahia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O CAMINHO DAS PEDRAS: O SEMINARISTA


“O SEMINARISTA”, de Rubem Fonseca
Acabei de ler este livro,que nos trás,novamente,a literatura cética e cortante desse genial autor brasileiro.Uma literatura que sacode,questiona valores e embaralha a nossa visão ,pondo em cheque o nosso maniqueísmo e nossos valores estereotipados. Além de manter a nós,leitores,num estado de completa tensão,até o final do livro.
Desde o início, nos deparamos com crimes;crimes chocantes,crimes de mando,executados com maestria pelo “Especialista”,codinome do assassino pago,o melhor na sua área,segundo o “Despachante”,o sujeito que o contrata,a mando dos poderosos que podem pagar por esse luxo.
O Especialista é limpo,cirúrgico e eficiente;poderia ser um cirurgião,embora na juventude estivesse num seminário,onde adquiriu cultura e algum latinório que usa com freqüência nas suas raras conversas com alguém,na forma de sentenças proferidas por mestres como Sêneca e Plínio,o Velho,entre outros.
Quanto a seus “clientes”,os que morrem e os que mandam matar,nunca quis saber quem são,por isso,nem lê jornais,para não se deparar com as noticias dos crimes.
Mas,fatos novos acontecem e,agora José,cidadão simples,com algum pecúlio,à beira de uma aposentadoria ,segundo ele,merecidamente concedida,se vê às voltas com a posição de caçado,ele que sempre foi caçador.Descobre que querem matá-lo,afinal,é um arquivo vivo.Torna-se necessário revirar o passado e procurar por seus perseguidores,puxar o fio de Ariadne até chegar ao Maioral,á fonte de todas as execuções combinadas e pagas;e,ai é que vem a surpresa.O inesperado!
Precisa correr contra o relógio, para salvar sua vida e a da mulher que ama,pois,sim,ele agora está apaixonado e aprendeu o que significa temer pela vida de alguém.
Rubem Fonseca não é um autor querido pela mídia; fala-se pouco dele,muitas vezes é espicaçado,cutucado,talvez por não gostar de aparecer,não bajular poderosos,nem dar entrevistas a jornalistas beócios que lhe fazem perguntas impertinentes e vazias.
Mas,seu estilo é único! O tratamento que dá ao dualismo entre o Bem e o Mal,a inversão de valores,a culpa,relegada a um plano mental,nunca emocional,os questionamentos á civilização que favorece a violência e ao sistema que a corrobora,tudo isso faz dos seus livros,únicos.
O valor dado ás palavras é intenso no seu narrar.
A trama,escrita de modo simples,como se estivesse contando uma estória numa reunião de amigos,mas,com uma profundeza literária fantástica,os comportamentos se desenvolvendo quase no nível da inconsciência,tornam os seus livros imperdíveis que só enriquecem nossa literatura.
Ficha Técnica:
Título: O Seminarista
Autor: Rubem Fonseca
Editora: Agir

Outras obras desse autor:
Agosto
A grande Arte
o Cobrador
O caso Morel
Recebeu 5 vezes prêmios Jabuti e, em 2003 os prêmios Juan Rulfo e Camões

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domingo, 17 de janeiro de 2010

SOBRE BLOGS E BLOGUEIROS...


A Internet foi um presente para quem gosta de escrever;não só tem revelado talentos anônimos como dá voz aos mais tímidos,aqueles que não gostam de se expor publicamente ao vivo e a cores.
Como eu já tinha escrito no meu texto “Amores Virtuais”,na internet a gente expõe a nossa alma,o nosso ser e. aparecemos aos outros,quase sempre,como realmente somos.
Não quero falar aqui sobre o lado” dark “da rede;as pessoas que se comportam mal nela,se comportariam assim em qualquer lugar,são almas enfermas.
Depois de quase dois anos escrevendo em sites comecei a blogar,não digo que,sem um pouco de receio,pois havia –e,ainda há -entre escritores- um certo preconceito contra blogs,que consideram uma literatura inferior.
Discordo totalmente sobre esse assunto.
Conheço blogs inteligentes, com mensagens magníficas,boa poesia,análise de fatos históricos e,muita,muita informação;ao contrario dos jornalistas em geral,o blog é pessoal,não está sujeito à censura interna,como certos jornalões,onde o pensamento do jornalista tem que ser o pensamento do editor e estar de acordo com a filosofia dos donos dos jornais,sujeitos nem sempre politicamente correto.
O blogueiro está entre ele – e sua consciência – e seu público.
Claro que o bom blogueiro é um formador de opinião e,dependendo da quantidade de seus leitores,ele pode mudar conceitos,destruir preconceitos e trazer à tona a verdade dos fatos;porque ele freqüenta várias fontes,lê e ouve diversas correntes,interage com outros colegas e seu público e ,daí,com sorte,talvez consiga trazer a verdade para fora do poço.
Para se fazer um bom blog a gente tem que viver uma bela estória de amor com ele.É quase como o “poetinha “escrevia no poema “Para viver um grande amor”,lembram? Claro, todo apaixonado já leu...
“Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso” —para escrever um blog,também...Para ser um bom blogueiro , te digo, é preciso atenção como o "velho amigo", e também com o seu leitor..” É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o recente escrevinhador.”
Eu já ouvi: -Tolice,isso não vai dar em nada,perda de tempo e dinheiro,quem vai ler?E os materialistas:-o que você está ganhando com isso!?
Não adianta explicar,essa gente nunca iria entender...“Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade” — todo dia você tem que
comparecer,apresentar novidades,dormir e acordar pensando no seu leitor,sobre como agradá-lo,sobre como trazê-lo até você. Para fazer um blog perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador.É preciso aprender,consultar seus leitores,mandar e-mails,ouvir e ler comentários,manter suas idéias,apesar dos contrários;vaquinhas de presépio que concordam com tudo,não se dão bem na blogosfera.. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, o leitor sente — e esfria um pouco o amor.” Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro (ou não) com poesia “— para viver um grande amor ou faz um grande blog.
Por isso,faço um apelo ao meu leitor;comente,opine,dê sugestões sobre texto,demonstre seus desejos;nos e-mails que lhes envio,sugira temas,use a força da internet para resolver pequenas questões até sobre empresas que não cumprem promessas,recados aos políticos,conselhos para o dia a dia.
Internet é interação.Nunca houve ,em toda a estória da humanidade,pessoas tão próximas umas das outras,como nós,internautas.Vamos usar nosso poder.
Estou ao seu lado,querido leitor,daqui ou d’além mar.
O mundo é nosso!
Texto de Miriam de Sales Oliveira protegido pelo LCC.
As aspas referem-se aos versos de Vinicius de Morais no poema” Para viver um grande amor”.

COM A PALAVRA,O LEITOR:


19/01/2010 10:48 - Djanira Luz
Muito bacana esse seu texto, Miriam! E gostei das sugestões quesolicita aos leitores. Legal essa troca de informações onde poderáresultar em bons textos como o que acabo de apreciar.rs Beijoquinhas,querida!





quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

FIQUE DE OLHO!


Aprovada lei espanhola de proteção à propriedade intelectual na internet
A mobilização de jornalistas, blogueiros, usuários, artistas, ativistas que lançaram na rede O Manifesto em Defesa dos Direitos Fundamentais da Internet em dezembro parece não ter conseguido muitas vitórias. Acaba de ser noticiada pelas agências de notícias espanholas a aprovação pelo Conselho de Ministros da lei que permite fechar e bloquear páginas web com autorização judicial. A medida tem como justificativa a “proteção à propriedade intelectual e aos direitos do autor na Internet” e foi sutilmente incluída como artigo no anteprojeto de Lei de Economia Sustentável.
Na proposta inicial do governo espanhol, seria permitido o bloqueio e fechamento de páginas web que hospedem ou ofereçam, sem permissão dos titulares, links de arquivos sujeitos a direito autoral, como filmes, músicas e videogames sem autorização judicial. A versão aprovada prevê uma advertência de retirada de conteúdo a ser feita pela Audiência Nacional espanhola, à qual poderá ser enviada uma justificativa para análise.
Transcrito do blog:Livros e Afins

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

#O LIVRO#


UM ESTUDO E UMA HOMENAGEM NO SEU DIA
“Se em troca de meu amor à leitura me oferecessem as riquezas da Ìndia,ou as coroas de todos os reinos da Europa,eu os recusaria.”
(François de Fénelon)
QUANDO o homem começou a pensar,começou também a escrever.Necessário se fazia registrar seus pensamentos e descobertas.
Os primeiros livros eram feitos de tabuinhas de barro cozido com caracteres gravados, encontrados na Biblioteca de Alexandria,no Egito Antigo.Até chegarmos aos livros impressos e de grandes tiragens,muita areia passou por debaixo dos pés e muita água rolou por debaixo da ponte.
Mas,graças a esse processo mecânico,ficou possível se transmitir fatos,acontecimentos históricos,assinar tratados,registrar descobertas,repassar conhecimento,ou ,simplesmente,diversão.
O livro é uma mercadoria, sim;pode ser comprado,vendido,alugado,trocado,armazenado,difundido.
Porém,é também o maior(e,em alguns séculos atrás,o único)material de difusão de conhecimentos,transmissão de idéias e entretenimento.a palavra escrita venceu o tempo,está vencendo até a tecnologia moderna,pois,um fato curioso vem acontecendo;apesar da Internet e da rapidez da comunicação,hoje,o livro impresso continua imbatível.Quando é lançado um filme,ou séries de TV,o livro ,de onde se originou o tema,passa a ser mais procurado e vendido.
Os escritores são o motor da sociedade e são movidos por ela.
Geralmente escolhem temas e frases, transmitem idéias e conceitos em voga no seu ambiente social,ou seja o que foi mais significativo no momento histórico em que viveram;na verdade,o livro reflete idéias e pensamentos de determinados grupos sociais,permitindo inclusive,o estudo desses grupos no futuro.
Desde Platão até o mais humilde e obscuro escritor de sites,essas pessoas,mudaram de alguma forma,uma pequena(ou grande)coisa na sociedade em que viveram.
Antigamente , o escritor interagia pessoalmente com seu público,composto exclusivamente de letrados(não esquecer a quantidade de analfabetos,da época)e,”primus inter pares”,divulgava as suas idéias e pensamentos “”fazendo o povo pensar”,como queria o poeta.Só uma pequena minoria tinha acesso á cultura.Entre os séculos XVI e XVII a cultura se espalhou,saindo dos conventos para as ruas,atingindo burgueses e comerciantes.
Hoje, o mundo lê muito mais.Ainda é um produto caro apesar dos livros de bolso,mais acessíveis.Na nossa sociedade,o livro ainda é sinônimo de status e cultura,pessoas que querem “crescer” socialmente,entulham a casa de livros comprados” a metro”,só para enfeite e para demonstrar uma erudição que,na realidade,não têm.Mas,o livro é para ser lido.Alguém já disse que,fechado é um amigo que espera,aberto nos leva ao mundo mágico do conhecimento.