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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES: A BAHIA PRESENTE!


O futuro Presidente da ABL ,Dr .Aramis Ribeiro Costa e Miriam Sales


No dia 5/02/11,pela manhã,foi realizada na Biblioteca Thales de Azevedo, uma reunião de escritores e membros de entidades ligadas ao livro,para debater assuntos ligados à Literatura na Bahia e nossa filiação à U.B.E (União Brasileira de Escritores).
Essa filiação,com o intuito de trazer a U.B.E para a Bahia,iniciativa dos ativistas baianos Carlos Souza e Roberto Leal,visa ao fortalecimento dos nossos escritores e aspira uma maior projeção do nosso Estado no cenário literário nacional.
Andamos meio recanteados,esquecidos e invisíveis,você não acha,colega escritor? Embora tenhamos uma literatura atuante,fervilhando de bons autores e poetas,tanto na Capital,como no Interior,de onde já saiu tanta gente boa.
Nossos colegas supracitados deram o primeiro passo,mas,o defunto é pesado e difícil de carregar e precisamos nos unir para alcançarmos nossos objetivos.
Lutamos com muita dificuldade,entre estas,o boicote de algumas entidades e escritores que torcem contra qualquer iniciativa  que venha a nos ajudar a quebrar os grilhões do colonialismo cultural  que grassa no nosso Estado.
Na mesa de reuniões:Dr.Ubiratan Castro,escritor Araken Gavão,Roberto Leal e Carlos Souza
Porque filiar-se a uma entidade paulista?! Perguntam os bairristas ou desenformados.
Porque no Brasil só existem dois elos da mesma corrente: as U.B.E’s de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Para criarmos uma nossa,como desejamos num futuro próximo,temos que nos unir a uma entidade poderosa com cerca de 30 anos ou mais de militância e que nos ensine o caminho das pedras.
Não adianta nada torcer o nariz; em vez disso,arregacemos as mangas e lutemos pelo fortalecimento da nossa Literatura.
Na proveitosa reunião estiveram presentes vários escritores ,o Presidente da Fundação Pedro Calmon,Prof.Ubiratan Castro,que trouxe muita novidade boa que está prá ser divulgada,o futuro Presidente da A.B.L,(Academia Baiana de Letras),Dr.Aramis Ribeiro Costa,influente escritor e jornalista,que nos trouxe também boas novas sobre o que pretende fazer na sua gestão em nosso benefício e o Sr.Araken Vaz Galvão,do Fórum das Academias de Letras do Estado,trazendo uma comitiva de Valença e mostrando  o que se faz no seu município em prol do livro e do autor.
Trabalho esse que deveria inspirar outros municípios que continuam deitados em berço esplêndido  num marasmo de dar dó.


                                                Parte do auditório
Como vocês  perceberam,não estamos para brincadeiras.Os Três Reis Magos (Bira,Aramis e Araken) trouxeram os presentes;cabe a nós disposição para recebê-los.
Parabéns a todos os escritores presentes e que participaram com idéias e sugestões  ,expondo seus problemas e esperanças.
Lamentei a ausência da CBaL,que não se fez representar e das demais Academias baianas que não participaram e,assim,não puderam opinar e conhecer o que se pretende realizar,com  coragem e persuasão.
Peço aos autores baianos que se filiem à U.B.E ,pois,assim, marcaremos presença e poderemos  cobrar resultados.
Não esqueçam as sábias palavras de José Saramago: -“O escritor é um pobre – diabo que trabalha”.
É isso aí,camaradas.Ao trabalho,pois!
Procurem o site : www.ube.gov.br
Telefones: : (11) 3231-4447
Telefax: (11) 3231-3669
E-mail: 



 ube@ube.org.br








PALAVRA DO LEITOR:







Bom dia,Miriam,Importante evento.Iniciativa necessária para o crescimento e reconhecimento dos muitos escritores de qualidade que temos na Bahia e que nacionalmente ainda não são visiveis,porque não são lidos.A chegada da UBE à Bahia é mais um grande e importante passo para  beneficiar a nossa cultura.
Grande beijo,amada. 

CÉSAR DAS LETRAS UBALDO,escritor,poeta e professor feirense












quarta-feira, 17 de março de 2010

COMO NASCERAM AS ARTES




As artes que falam aos olhos – escultura,pintura etc –floresceram muito mais rapidamente no mundo antigo do que as dependentes da imaginação,como a Literatura e a música.
Desde que a linguagem começou, ou seja,depois que os grunhidos começaram a ficar inteligíveis,que o contar estórias foi uma atividade muito importante e reconhecida.
Os elementos necessários a uma boa prosa literária,ou seja,um senso de frase,a inventiva e o estudo dos caracteres,podem ser encontrados onde quer que duas mulheres de qualquer raça ou nação se juntem para conversar.
Dos sonhos brotaram as estórias.Eles eram narrados,dramatizados,cheios de gestos e suspense,movimentos rítmicos, danças e cantos.
Todas essas coisas já existiam antes da civilização.
Os sacerdotes estimulavam essa prosa e se aproveitavam dela para criar fábulas aceitas até hoje,como a estória da Criação,por exemplo.
Não ligavam muito para formas literárias;o importante era o espetáculo.
O Teatro e o Drama como o conhecemos ,ainda não existiam.Os divertimentos favoritos eram as sangrentas touradas,os assassinatos punitivos de escravos ou as lutas de morte entre eles.
Os escritos egípcios mais antigos eram receitas mágicas,fórmulas de encantamento,aforismos morais ou simples registros.
Tanto eles como os sumerianos eram simples e práticos.
Ninguém estava interessado na estória de suas origens ou contos fantásticos.
A primeira e mais importante lenda egípcia era a da viagem da alma até Osíris depois da morte,contada e recontada milhares de vezes:”O Livro dos Mortos”.
Os judeus ainda estariam para escrever o seu livro,”A Bíblia”,que continha estórias de todos os povos antigos;uma espécie de enciclopédia da antiguidade.
Em todo o mundo antigo,a música nunca foi uma arte autônoma;existia como complemento dos cantos e danças.Possuía ritmo,melodia,mas,não tinha harmonia.Era cantada,soprada e tocada por todos ao mesmo tempo.Sapateados,batidas de palmas e tambores primitivos faziam o acompanhamento.Além destes,os cìmbalos,as flautas,os tamborins,o alaúde,as trompas de chifre.
Mais tarde vieram os instrumentos de corda:a lira,a harpa,o saltério,o bandolim.
A Literatura não se desenvolveu devido à precariedade da escrita;o saber era propriedade exclusivo dos sacerdotes,que se ocupavam mais das coisas práticas ligadas ao governo e à religião.
Os seres humanos eram os mesmos,tinham bons ouvidos,imaginação,porém,não podiam dominar a escrita e portanto transmitir seus conhecimentos a seus sucessores.

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