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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

SONETO DE NATAL


Um homem, — era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço no Nazareno, —
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,
                                                        *

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

                           *


Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.
                                                      *

                                                                                  

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

                                           *



                                                                                   MACHADO DE ASSIS 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CONVITE




A Academia de Cultura da Bahia, a F ederação das Academia s de Letras e Artes da Bahia (FALA, BAHIA), A Faculdade 2 de Julho, a Faculdade Hélio Rocha, o Instituto Geraldo Leite e a Academia Maçônica de Letras da Bahia, convidam à solenidade de posse que ocorrerá dia 17/12/2010 (sexta-feira) a partir das 16:00 hs na Capela do Colégio 2 de Julho – R. Leovigildo Filgueiras 81 (Garcia), estacionamento gratuito e com segurança, entrando na esquina em frente ao Colégio Antônio Vieira (R. Cônego Pereira Marinho) e procurar o portão azul que dá entrada ao pátio da F2J.



Eleitos à ACB: Alcides Lisboa (maestro que se apresentará com o Coral da EMBASA), Antônio Ricardo da S. Benevides, Eurípedes Barbosa Ribeiro, Evandro Falcão Vieira, Ivone Alves Sol, Josenice Góis de Almeida, Lucas Carneiro de Lima e Silva, Ludmyla Rodrigues da Silva, Políbio Hélio Lago, Kátia Cunha M. Moreira dos Santos, Kátia Borges.



Eleitos à Academia Internacional de Letras, Ciencias y Artes, sediada em Buenos Aires – Argentina: Geraldo Leite, José Alconso da S. Filho, Lucymar dos Santos Soares, Míriam de Sales Oliveira, Valdeck Almeida de Jesus. e Sandra Stábile.



Homenageados: Geraldo Leite, ex-magnífico reitor da UEFS, lançamento (na ocasião) do Prêmio Geraldo Leite de Vídeo (DVD) 2011, pela ACB, Aurélio Schommer (Câmara Bahiana do Livro), Anaci Bispo Paim, ex: magnífica reitora da UEFS, secretária de Educação da Bahia e de F. de Santana, atual presidente da Acad. de Educação de FS, Domingos Leonelli, ex-deputado federal (PSB) e secretário de Turismo do Est. da Bahia, deputado Álvaro Gomes (PC do B), autor do PL que isenta o consumidor da taxa extorsiva em telefones fixos, deputado federal Severiano Alves (PMDB), autor de PLs que beneficiam o professor e de Moção de Congratulações à ACB no Congresso Nacional, Elena Sahno, visitante russa, universitária e pesquisadora, Jair Tércio Cunha Costa, Grande 2º Vigilante da Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia, Ma. Da Conceição Santos Caldas e Mônica Cestari (Espaço Terapêutico Anastasis – Barra), Jackson Rubem – fundador Academia de Letras de Irecê – BA.



Educadores do Ano 2010: Josué da Silva Mello (Colégio e F2J) e Tecla Dias de Oliveira Melo (Faculdade e Colégio 2J).



Lançamento dos livros: 1. O Violeiro da Espiral, autor Carlos Pitta, músico, poeta e cantor. 2. Idílio do Cactus Empedernido, autor Lucas Carneiro de Lima e Silva (recipiendário). 3. Poemas Filosóficos, autor Evando Falcão Vieira (recipiendário), As Filhas do General, livro digital de Miriam de Sales Oliveira.



Exposição e Participação no Festival do Livro: Sangue de Irmãos, autor José Aras. A Bahia de Outrora, escritora Míriam Sales. Alegria de Viver, escritor Ricardo Benevides (recipiendário). Reminiscências, autor Geraldo Leite (Pres. da Fundação José Silveira e do Instituto que tem o seu nome). Maktub (e-book), autora Míriam Sales. Lampião na Bahia e o DVD Euclides da Cunha e a Bahia, ambos de Oleone Coelho, co-direção do filme com Carlos Pronzato. Euclides da Cunha e o Sertão de Canudos, autor José Dionísio Nóbrega (membro da co-irmã ALAS, Acad. de Letras e Artes do Salvador. Amores Dispersos e Outros Versos, escritor Eurípedes Barbosa (recipiendário). Livros do Catálogo do acadêmico Elvino Almir Tosta. A Yoga de Jesus (“Eis que o Reino de Deus está Dentro de Vós”), autoria do sábio hindu Paramahansa Yogananda, fundador em 1920 da Self – Realization Fellowship (www-yogananda-srf.org).



Menção Honrosa: Prof. de Física Marival Chaves, projeto EDUCA BAHIA. Profa. Lélia Oliveira – Pres. ALA/FS. Professores Gildásio Freitas e Marivaldo Paixão, respectivamente presidentes da ALARME e da ALALF. Prof. Luiz Barreto Vieira, Ciência da Espiritualidade, ex-diretor do Colégio Central da Bahia. Madalena Lima, poetisa, alegria da ACB, cantora. Conferência: “Meu Deus, Estamos Matando o Planeta! Ainda há tempo?!” A ser proferida pela Psicóloga, acadêmica, Profa. titular da UNEB, Eliane Quadros. Saudação aos Recipiendários e Homenageados: Dr. Dorival Ferreira da Silva (membro da ACB e da ALARME). Apresentação do Coral da EMBASA com temas natalinos, regência do Maestro e pianista Alcides Lisboa (recipiendário). Manifesto de apoio pela ACB e instituições promotora do evento ao Plano Nacional do Livro e Leitura do Governo Brasileiro (Min. da Cultura e de Educação – www.pnll.gov.br e www.prolivro.org.br, bem como divulgação e apoio ao Prêmio Ma. Tereza Pacheco, parceria da ACB com Inst. Geraldo Leite, Fund. José Silveira, Inst. Médico Legal Nina Rodrigues, UFBA, UCSAL, Escola Bahiana de Medicina, Acad. de Polícia Militar, ABM, CREMEB, Acad. Baiana de Educação, Acad. de Educação de FS e CLISA. Inf. sobre o Prêmio: www.fjs.org.br e ou centrodepesquisa@fjs.br.




Benjamin Batista de Macedo Filho

Pres. da Academia de Cultura da Bahia e da FALA, BAHIA


Josué Mello
Diretor do Colégio e da F2J


Hélio Rocha
Diretor da FHR Geraldo Leite
Pres. do Instituto Geraldo Leite

Antônio Francisco Costa
 Pres. Academia Maçônica de Letras da Bahia

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NA OITAVA CASA DA VIDA

    






CONTO ORIENTAL


Dois amigos se encontram depois de longos anos no elegante Club Libanês,no Cairo.
-Quanto tempo?Que pretendes nesse elegante caravançará?Queres matar o tempo,jogando uma partida de xadrez?
Ora,quem resistiria a um convite desses,partido de um homem tão inteligente e amável.Mal sentamos á mesa de jogo no fundo da sala,onde estava o tabuleiro com as peças:torres,cavalos,bispos,damas,reis e peões,meu amigo me perguntou:
-Soube que estiveste hoje com o Ministro Bechara –Bey,nosso ex-colega em Eton;Foste bem recebido?
-Qual!Tratou-me com empáfia e descortesia tal,que me desestruturou.Apesar da minha causa ser justa,ele não quis me ouvir,nem sequer quis ver os documentos que levei.Sua prepotência era tanta,que tive ímpetos de agredi-lo.
-E ele tinha algum motivo para te tratar assim?
-Não!Eramos amigos;nos tuteavamos;várias vezes o ajudei nos seus estudos.Mas,agora,com prestigio político,me ignora e destrata...
-Acontece,amigo,que o ministro,com toda sua mediocridade já atingiu a oitava casa da vida;e,de um homem assim,tudo se pode esperar.
Fiquei perplexo!Oitava casa da vida!?Que quereria ele dizer com Isso?Então,ouvi a explicação.
Vês esse peão?È a mais fraca peça do jogo de xadrez.Nada vale diante das outras.Mas,no desenrolar do jogo,o insignificante peão vai avançando de casa em casa.Protegido pelo rei,amparado pela dama,auxiliado pelo bispo,vai o peãozinho galgando o tabuleiro,subindo sempre.Para salva-lo,outros peões são sacrificados.O rei leva xeques,a dama corre de um lado pró outro fugindo dos cavalos inimigos e,a custo,desviando-se do ataque das torres.Chega,enfim,o peão á oitava casa!De acordo ás regras do jogo,não pode permanecer peão;tem que se transformar em dama,torre,bispo ou cavalo.
Assim acontece com os peões no tabuleiro,assim acontece com os homens no grande tablado da vida.Aquele que é feliz,sobe,faz carreira,recebe o auxilio do rei,como o nosso peãozinho;as damas o protegem,a sombra prestigiosa do bispo o livra das armadilhas.E,assim,tomando peças,agredindo,enganando,pisando nos outros peões,lá vai nosso amigo,atingindo seus objetivos,ocupando cargos de prestigio e opulência.
Ei-lo,afinal chefe,diretor,ministro,general ou presidente.
Alcançou a oitava casa da vida.
Aquele que tem boa formação,converte-se numa verdadeira dama;trata os outros com lhaneza e cortesia,é humilde e prestativo.
Outros se transformam em torre;na aparência,arrota honradez,apregoa,moral,passa por probo e incorruptível;mas,na verdade é desleal,invejoso e,seu único objetivo é realizar um pequeno roque e tomar o lugar do rei.
Também,há o modesto peãozinho que vira bispo;corre em auxilio dos fracos,abranda o xeque-mate da adversidade que tanto maltrata os menos favorecidos.
Agora,vamos encontrar o peão que,na oitava casa da vida se transforma em cavalo.Privado da razão que nobilita as pessoas racionais,passa a distribuir coices a torto e  a direito.Vira estúpido e grosseiro.Conhecendo suas limitações e,sendo por natureza,um fraco,enche-se de empáfia,faz pose de superior,porque,lá no fundinho sabe que não passa de uma estúpida cavalgadura.Tire o manto de ouro e veludo de um burro e,ele vira o que é:apenas um burro!Bufa indelicadezas e selvageria diante dos humildes e rincha sabujices e servilismo diante dos superiores:Sancho metamorfoseado em Rocinante!
Se algum dia,meu amigo,a sorte te bafejar -pela glória do Profeta- evita te transformares em cavalo.Triste,risível e doloroso é o destino de quem se converte em besta,na oitava casa da Vida.
Fonte:
AS MIL E UMA NOITES;UMA DAS HISTORIAS QUE SHERAZADE CONTAVA PRO SEU SULTÃO,NAS LONGAS NOITES NOS HARÉNS DE Bagdá,antes da era Bush.
Bendito seja Allah,Clemente e Misericordioso.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

OS LIVROS E EU!

OS LIVROS E EU
Fui uma menininha muito solitária;não mudou nada,sou uma mulher muito solitária.Sabe aquela do Camões”...e ,solitário andar por entre gente”?Pois é!
Filha de uma Delegada escolar do interior,(algo como uma fiscal graduada do funcionamento das escolas públicas)e de um comerciante e fazendeiro,filha única,vali-me dos muitos livros que meus pais me davam para driblar a solidão.Foi um bem e foi um mal.Bem ,porque tinha um conhecimento muito acima dos meus companheiros da mesma idade ;mal porque  não nos entendíamos;eu achava um pouco tediosos todos aqueles adoráveis brinquedos infantis. Assim,crescendo entre adultos e interagindo com adultos vi passar a infância mergulhada num mar de livros.
Na escola,minha aparência magra e com  grandes óculos,não ajudava nem um pouco num país que cultua a beleza;além disso,era péssima em esportes ou ginástica.Como dizia  Jorge Amado ,nascemos com defeito de fabricação:não sabíamos assoviar,andar de bicicleta,nem nadar.A única coisa desenvolvida que eu tinha era o cérebro.
Ouvia,sem graça,mas,com estoicismo,os apupos dos colegas:enciclopédia ambulante,sabe -tudo,metida,desengraçada.Ouvia,magoada,mas,não enraivada.A filosofia me ajudava.
No meu sétimo aniversário meus pais me deram as obras completas,infantis,de Monteiro Lobato.Lambuzei-me de Narizinho,mergulhei no Reino das  Águas Claras,comi os quitutes de Tia Nastácia e bebi a sabedoria  de Dona Benta;sabedoria popular,feita de vivencias.Mas.me parecia mesmo era com a Emília;descrente,desbocada,verdadeira,sem papas na língua,deixei minha mãe embaraçada muitas vezes;continuo deixando pessoas embaraçadas até hoje.Até hoje continuo detestando a mentira e a hipocrisia.Com Lobato,meu pai espiritual,aprendi além da   história do mundo que sempre me interessou, um pouco de tudo,geografia,matemática,noções de química e física, e estava preparada para vôos mais altos.Apaixonei-me pela cultura helênica e pelos deuses gregos.Acho que foi ai que comecei a peitar Jeová,um deus cobrador e sem senso de humor.
Comecei a ler,emprestado,”o Tesouro da Juventude”.Bem,ali tinha também um pouco de tudo e eu devorava aqueles saberes  com um apaixonado sabor  de vitória;quanto mais aprendia,mais queria.Comprei a coleção completa ano passado,num sebo.
No meu aniversário sempre ganhei livros,dos tios,dos amigos.
Assim,veio Vítor Hugo,”O corcunda de Notre Dame,””O Noventa e Três”,”O Homem que ri”.
Veio também os Dumas,pai e filho,”Os Três Mosquiteiros”,ai!,a coragem de D’artagnan,que começou como um campônio canhestro e se transformou num herói de capa e espada, cuja lealdade ao rei,enchia-me de alegria,eu que sempre prezei a lealdade.Só ele  e seus companheiros Athos,Portos e Aramis,para desfazerem as intrigas de Milady e do nefasto cardeal, e defender a rainha.Aquela estória do roubo do diamante  e o desfecho dela  me excitava e fazia  perder o sono.
Depois veio Jack London,”Caninos Brancos”,as aventuras de Huckleberry Finn,os contos de Grimm,Pierrot e as fábulas de Esopo e La Fontaine.
As estórias nórdicas de Selma Lagerlöf,prêmio Nobel, porém,nunca mais lida ou comentada.
Dom Quixote entrou na minha vida como um chute no traseiro;me pôs em alerta,me fez pensar.
Para mim,que passo a minha vida a lutar contra moinhos de vento,ele foi meu tipo inesquecível;preparada desde cedo para apreciar e respeitar a sabedoria popular ,Sancho Pança era um prato cheio.
Depois veio “Tartarin de Tarascon”,”As aventuras de Gil Blás de Santillana”,que acabei de reler há pouco.
Conheci os portugueses,Júlio Diniz (A Morgadinha dos Canavias),Eça,(A cidade e as serras),Bernardin Ribeiro(Menina e moça).Ia crescendo,entrando na adolescência e o meu vício pela leitura,crescendo mais ainda.Jorge Amado e Érico Veríssimo conheci já na adolescência;Clarissa,do segundo e Cacau,Suor,do primeiro,abriram meus olhos para as questões sociais.Vieram ,depois,todos os outros:Mar Morto,Capitães de Areia,A Morte e a Morte de Quincas – Berro D´A’gua,Os pastores da Noite;com eles descobri que morava numa cidade mágica,de ladeiras estreitas cheirando a dendê e personagens verídicos,reais,de sonhos,como Vadinho que voltava do Além para uma noite de amor com sua amada.
Como Orfeu e Eurídice!
“O Tempo  e o Vento “trouxe-me o cheiro dos campos e o açular das ventanias dos pampas gaúchos;um dia,muitos anos atrás,estando lá, ainda ouvia a voz de D. Bibiana:”noite de ventos,noite de tempestades”.E o Capitão Rodrigo Cambará passou a ser o meu modelo de homem.
Machado de Assis foi uma grande descoberta .Memorial do Ayres,Memórias Póstumas de Brás Cubas,D.Casmurro – Capitu e Bentinho,como esquecê-los?-
Ai,veio Diadorim e veio Riobaldo e atrevi-me nos campos das Gerais;trazida pelas mãos do Guimarães Rosa,aprendi nova linguagem e um novo modo de entender pessoas,como ,mais tarde José Saramago,com seus textos sem pontuação e a linguagem histórica dos infelizes. Graciliano,com seu estilo de cipó caboclo chegou depois.
Antes de chegar lá,veio Oscar Wilde.O retrato de Dorian Gray,que livro!
Esqueci-me de Balzac – que coisa imperdoável! – cuja aquisição  da  Comédia Humana custou-me um ano e meio de meu salário de professora.As Ilusões perdidas,Eugênia Grandet,O Pai Goriot,;através deles conheci e abominei a ingratidão,o desamor filial,o interesse.Bianchon e o banqueiro Cesar Birotteau,Luciano de Rumbempré,-quantas vidas,quantas facetas do personagem humano,quantos estudos em vermelho;e,ai,me lembra Conan Doyle e o romance policial.Passei por Sherlock  Holmes,continuei com Dashiell Hammett,aprendi dedução de uma forma elementar,meu caro Watson,desmascarando bandidos com o detetive Sam Spider,atrás de um Falcão Maltês.
Todos me perguntavam:-Aonde está o gato?- e eu aprendia com eles a reconhecer os criminosos escondidos em suas capas de hipocrisia.Fundamental foi Aghata Christie;fui Miss Marple e fui o homenzinho que passava desapercebido,Hercule Poirot.
Veio Thomas Mann:Morte em Veneza,José e seus irmãos.
Vieram os contos de Tchecov –Tio Vânia – e na rabeira ,os russos;ah! os russos!Tolstoi,Dostoievski- Os irmãos Karamazov-.Que magistral estudo da natureza humana!
E os ingleses!Shakespeare, Dickens, Somerset Maughan, Jane Austen.Puxaram  os  americanos: John dos Passos, Truman Capote,Jack Kerouac,Hemingway,minha paixão secreta,Poe e o seu corvo a dizer “nunca mais”,Faulkner e o desbravar da alma americana sepultada debaixo de um monte de hipocrisia social.Scott Fitzgerald.Nunca mais seríamos os mesmos depois desta mistura,desta loucura.
E os poetas!Castro Alves,Victor Hugo,Torquato Tasso,tantos!Os sonetos de Camões,Os Lusíadas,João Cabral de Melo Neto,Drummond...
Daí,como uma conseqüência de tudo isso,já na faculdade,vieram os filósofos;estava preparada para Sócrates e Platão,Locke,Schopenhauer,e o maior de todos,o que realmente fundou os alicerces da minha vida adulta:Nietzsche;Assim Falou Zaratrusta e eu ouvi.Vade mecum?Vade Tecum!Obedeci.
Voltaire,Diderot,como esquecê-los?
Todos ajudaram a forjar minha  personalidade,a pensar com minha própria cabeça ,a não me importar com o que as pessoas pensam ou dizem,a esnobar o establishment.
Aceitem-me ou deixem-me!Meu grito de guerra.
Perdoai-me,tinha trinta anos. e acabara de descobrir Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre.
E assim,continuo as minhas descobertas.Casada com a Literatura em comunhão de bens e males aqui cheguei.Vim pela mão de muitos. Benditas companhias!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DECÁLOGO DO ESCRITOR


    Olá
Se você é escritor,está com vontade de ser ou já publica algumas coisinhas na Rede,leia esse decálogo.
Faz sentido!
Decálogo do escritor
Por Miguel Sanches Neto

I - Não fique mandando seus originais para todo mundo.Acontece que você escreve para ser lido extramuros, e deseja testar sua obra num terreno mais neutro. E não quer ficar a vida inteira escrevendo apenas para uma pessoa. O que fazer então para não virar um chato? No passado, eu aconselharia mandar os textos para jornais e revistas literárias, foi o que eu fiz quando era um iniciante bem iniciante. Mas os jovens agora têm uma arma mais democrática. Publicar na internet. Há muitos espaços coletivos, uma liberdade de inclusão de textos novos e você ainda pode criar seu próprio site ou blog, mas cuidado para não incomodar as pessoas, enviando mensagens e avisos para que leiam você.

II - Publique seus textos em sites e blogs e deixe que sigam o rumo deles. Depois de um tempo publicando eletronicamente, você vai encontrar alguns leitores. Terá de ler os textos deles, e dar opiniões e fazer sugestões, mas também receberá muitas dicas.

III - Leia os contemporâneos, até para saber onde é o seu lugar. Existe um batalhão de internautas ávidos por leitura e em alguns casos você atingirá o alvo e terá acontecido a magia de um texto encontrar a pessoa que o justifica. Mas todo texto escrito na internet sonha um dia virar livro. Sites e blogs são etapas, exercícios de aquecimento. Só o livro impresso dá status autoral. O que fazer quando eu tiver mais de dois gigas de textos literários? Está na hora de publicar um livro maior do que Em busca do tempo perdido? Bem, é nesse momento que você pode continuar sendo um escritor iniciante comum ou subir à categoria de iniciante com experiência. Você terá que reduzir essas centenas e centenas de páginas a um formato razoável, que não tome muito tempo de leitura de quem, eventualmente, se interessar por um livro de estréia. Para isso,
você terá de ser impiedoso, esquecer os elogios da mulher e dos amigos e selecionar seu produto, trabalhando duro para que fique sempre melhor.

IV - Considere apenas uma pequenina parte de toda a sua produção inicial, e invista na revisão dela, sabendo que revisar é cortar. O livro está pronto. Não tem mais do que 200 páginas, você dedicou anos a ele e ainda continua um iniciante. Mas um iniciante responsável, pois não mandou logo imprimir suas obras completas com não sei quantos tomos, logo você que talvez nem tenha completado 30 anos. Mas você quer fazer circular a sua literatura de maneira mais formal. Quer o livro impresso. E isso é hoje muito fácil. Você conhece um amigo que conhece uma gráfica digital que faz pequenas tiragens e parcela em tantas vezes. O livro está pronto. E anda sobrando um dinheirinho, é só economizar na cerveja.

V - Gaste todo seu dinheiro extra em cerveja, viagens, restaurantes e não pague a publicação do próprio livro. Se você fizer isso, ficará novamente ansioso para mandar a todo mundo o volume, esperando opiniões que vão comparar o seu trabalho ao dos mestres. O livro impresso, mesmo quando auto-impresso, dá esta sensação de poder. Somos enfim Autores. E podemos montar frases assim: Borges e eu valorizamos o universal. Do ponto de vista técnico, Borges e eu estamos no mesmo nível: produzimos obras impressas; mas a comparação não vai adiante. Então como publicar o primeiro livro se não conhecemos ninguém nas editoras? E aí começa um outro problema: procurar pessoas bem postas em editoras e solicitar apresentações. Na maioria das vezes isso não funciona. E, mesmo quando o livro é publicado, ele não acontece, pois foi um movimento artificial.

VI - Nunca peça a ninguém para indicar o seu livro a uma editora. Se por acaso um amigo conhece e gosta de seu trabalho, ele vai fazer isso naturalmente, com alguma chance de sucesso. Tente fazer tudo sozinho, como se não tivesse ninguém mais para ajudar você do que o seu próprio livro. Sim, este livro em que você colocou todas as suas fichas. E como você só pode contar com ele...

VII - Mande seu livro a todos os concursos possíveis e a editoras bem escolhidas, pois cada uma tem seu perfil editorial. É melhor gastar seu dinheiro com selos e fotocópias do que com a impressão de uma obra que não será distribuída e que terá de ser enviada a quem não a solicitou. Enquanto isso, dedique-se a atividades afins para controlar a ansiedade, porque essas coisas de literatura demoram, demoram muito mesmo. Você pode traduzir textos literários para consumo próprio ou para jornais e revistas, pode fazer resenhas de obras marcantes, ler os clássicos ou simplesmente manter um diário íntimo. O importante é se ocupar. Com sorte e tendo o livro alguma qualidade além de ter custado tanto esforço, ele acaba publicado. Até o meu terminou publicado, e foi quando me tornei um iniciante adulto. Tinha um livro de ficção no catálogo de uma grande editora. E aí tive de aprender outras coisas. Há centenas de livros de iniciantes chegando aos jornais e revistas para resenhas e uma quantidade muito maior de títulos consagrados. E a maioria vai ficar sem espaço nos jornais. E é natural que os exemplares distribuídos para a imprensa acabem nos sebos, pois não há resenhistas para tantas obras.

VIII - Não force os amigos e conhecidos a escrever sobre seu livro. Não quer dizer que eles não possam escrever, podem sim, mas mande o livro e, se eles não acusarem recebimento ou não comentarem mais o assunto, esqueça e não lhes queira mal, eles são nossos amigos mesmo não gostando do que escrevemos. Se um ou outro amigo escrever sobre o livro, festeje mesmo se ele não entender nada ou valorizar coisas que não julgamos relevantes em nosso trabalho. E mande umas palavras de agradecimento, pois você teve enfim uma apreciação. E se um amigo escrever mal de nosso livro, justamente dessa obra que nos custou tanto? Se for um desconhecido, ainda vá lá, mas um amigo, aquele amigo para quem você fez isso e aquilo.

IX - Nunca passe recibo às críticas negativas. Ao publicar você se torna uma pessoa pública. E deve absorver todas as opiniões, inclusive os elogios equivocados. Deixe que as opiniões se formem em torno de seu trabalho, e talvez a verdade suplante os equívocos, principalmente se a verdade for que nosso trabalho não é lá essas coisas. O livro está publicado, você já pensa no próximo, saíram algumas resenhas, umas superficiais, outras negativas, uma muito correta. Você é então um iniciante com um currículo mínimo. Daí você recebe a prestação de contas da editora, dizendo que, no primeiro trimestre, as devoluções foram maiores do que as vendas. Como isso é possível? Vejam quantos livros a editora mandou de cortesia. Eu não posso ter vendido apenas 238 exemplares se, só no lançamento, vendi 100, o gerente da livraria até elogiou – enfim uma vantagem de ter família grande.

X - Evite reclamar de sua editora. Uma editora não existe para reverenciar nosso talento a toda hora. É uma empresa que busca o lucro, que tem dezenas de autores iguais a nós e que quer ter lucro com nosso livro, sendo a primeira prejudicada quando ele não vende. Não precisamos dizer que é a melhor editora do mundo só porque nos editou, mas é bom pensar que ocorreu uma aposta conjunta e que não se alcançou o resultado esperado. Mas que há oportunidades para outras apostas e, um dia, quem sabe...Foi tentando seguir estas regras que consegui ser o autor iniciante que hoje eu sou.


Miguel Sanches Neto é paranaense, natural de Bela Vista do Paraíso, onde nasceu em 1965. Aos quatro anos, ficou órfão de pai e passa a viver em Peabiru, no mesmo estado, onde estudou em colégio agrícola e chegou a trabalhar na agricultura. Mais tarde, formou-se em Letras. É doutor em Teoria Literária (Unicamp – 1998) e professor de Literatura Brasileira na Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR). Crítico literário da Gazeta do Povo (PR) e da revista Carta Capital, o autor vem recebendo críticas favoráveis à sua obra, como a recentemente publicada sobre o romance “Um amor anarquista”, lançado em 2005 pela Record e que o consagrou como “o melhor autor da sua geração”, de acordo com artigo do jornalista Mario Sabino, da revista Veja (24/08/2005).  Recebeu o Prêmio Nacional Luis Delfino pelo livro “Inscrições a giz” (FCC, 1991) e o Prêmio Cruz e Souza/2002 por “Hóspede secreto” (contos, Record, 2003).


FELIZ NATAL PARA VOCÊ TAMBÉM!


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PORTUGAL,MEU AVOZINHO!



 Brasileira por nascimento e portuguesa  de  coração,quero  fazer uma louvação à Portugal.
 Se estivesse lá , na terrinha,certamente estaria em Guimarães,berço da nacionalidade,recordando Afonso Henriques,a batalha de Aljubarrota,cantando cantigas d’amor ou cantigas d’amigo,nos vetustos  salões do castelo,esperando,quem sabe,por milagre,cruzar com Dom Afonso indo ás cavalariças,para espairecer um pouco,entre os queridos animais,das intrigas da Corte.Uma palavra eu tenho  na ponta da língua quando avisto Guimarães:Reverencia.!
Uma interrogação no olhar,uma ânsia de saber,quem foram realmente essas pessoas,por que nasceu esse homem,por que lutou, em nome de que ideal,  morreu!?
Se eu morasse no Minho,certamente seria chamada de caçarelha,que lá é pessoa tagarela,que  tudo quer saber e não guarda segredo.
O castelo visto de fora parece maior.
Há pedras do tempo de Dom Fernando e madeira mandada armar pela condessa Mumadona,mas,há também restaurações recentes;mas,não tem jeito,eu mergulho,de cabeça no rio da historia.quero saber,imaginar,quais foram os antepassados desse povo heróico,marítimo,viajeiro, esse povo que está bem em qualquer lugar,mas,não esquece sua gente,sua pátria,esse jardim á beira-mar plantado;esse povo que inventou o fado,a saudade ,o caldo verde,esses gigantes que construiram os Jerônimos,esses navegadores imortais que alargaram o mundo,fazendo dele seu quintal.
A historia ainda se faz presente em Guimarães;o passado está lá,nas mesmas pedras brutas que sentiram os pés de D.  Afonso e por onde passaram   também os antonios,os manueis,os álvaros,os josés,as  marias,toda a raça portuguesa,rija e forte,fibra de conquistadores.Gostaria de dormir numa água-furtada em frente à Praça do Toural.
 Vento, céu, solo, sol são os mesmos; ;e eu,tão pequenininha diante de tanta magnitude,sinto uma alegria imensa de estar aqui, louvando o que deve ser louvado,amando de paixão esta terra e este povo,meus ancestrais,feitos de lágrimas,sangue e saudades.
Portugal,jardim da Europa, á beira-mar plantado, meu coração é vosso!
COM A PALAVRA,O LEITOR!

Paulo Martins

 11:52 (8 minutos atrás)
Sentimo-nos pequeninos mesmo cara Miriam diante de tanta beleza e grandiosidade! Os Manueis, Joaquins e Marias agradecem sua reverência. Parabéns.


Eta,baiana de grandeza,essa nossa Miriam.Mais uma pérola do seu arquivo cultural.Beijos,amantissima amiga.
Cezar Ubaldo,poeta baiano.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

COMO FOI PROCLAMADA A REPÚBLICA NO BRASIL



Muitas vezes, na história do mundo,pequenos fatos podem desencadear acontecimentos notáveis.É claro, que,minúsculos acontecimentos não detectados no dia a dia vão se acumulando como mágoas até que explodem aos borbotões sem que a gente espere ou perceba,mudando o “establishment” de uma hora para outra.
Assim aconteceu com a queda da Monarquia brasileira e a proclamação da República.
Uma questão militar, seguida de um levante geral das tropas de terra e mar foi a causa imediata dessas mudanças no tecido político brasileiro.Mas.os acontecimentos de 15 de novembro de 1889 foram apenas a gota d’água que transbordou o copo da insatisfação social vigente.
Herdamos a Monarquia de Portugal, regime comum aos Estados europeus em que a uma pessoa bastava ter sangue real para ter o direito de administrar um país;para isso,desde pequenininho era preparado e educado para aquela função.
Nosso imperador Pedro II, homem de extremo saber,era amado pelo seu povo,mas,a sucessão preocupava a todos,já que o nosso imperador já era um homem idoso e planejava abdicar em nome de sua filha,Isabel e descansar em Paris para fazer o que mais gostava:estudar,fotografar e conviver com a sociedade científica,longe dos problemas do poder.
Acontece, que o marido de Isabel,o Conde D’Eu era” persona non grata” aos brasileiros e a princesa não contava com a confiança do povo.
Apesar de ter assinado a Lei Áurea que extinguia a escravidão,ou por causa desse fato que irritou os grandes fazendeiros de S.Paulo e Minas,o povo não apoiava a princesa.
Conta-se que,assinada a Lei Áurea,o Visconde de Ouro Preto lhe disse:
-A senhora libertou um povo, mas, perdeu o trono.
Então,veio a questão militar;há muito os quartéis mostravam sinais de inquietação influenciados pela maçonaria e pelo positivismo em voga na época e alguns atos monarquistas punindo oficiais só acirrou os ânimos.
Entre eles estava o Marechal Deodoro da Fonseca, militar respeitado e admirado pela tropa ,mas,também respeitador da lei e amigo pessoal do Imperador.Graças a essa posição,seus colegas de farda o incumbiram de ir ao Palácio pedir à D. Pedro a revogação das punições.
O Governo cedeu face às pressões, inclusive,do Senado.Mas,as relações entre o Governo e o Exército não melhoraram.
A propaganda republicana antes confinada a clubes fechados e ti-ti-tis caseiros ganhou as ruas.
Quintino Bocaiúva,Silva Jardim, Lopes Trovão,Nilo Peçanha escreviam artigos magistrais;Campos Sales,Prudente de Morais pregavam abertamente a República,em S. Paulo.Benjamim Constant,positivista emérito fazia inflamados discursos na Escola Militar.
E, acima de todos,impressionando o espírito público e conquistando as classes armadas, o baiano Rui Barbosa,a “Águia de Haia”,escrevia artigos disputadíssimos no Diário de Notícias,lidos pela elite brasileira.
No decorrer do ano de 1889 ,o Gabinete presidido pelo Visconde de Ouro Preto começou a tomar certas medidas que preocuparam o Exército.Ele aumentou o corpo de polícia e organizou a Guarda Nacional além de remover da Capital todo um corpo da Infantaria;além disso,trocou os comandos e excluiu vários oficiais importantes das solenidades públicas;ficou patente que o Gabinete queria desestabilizar o Exército.
A Conspiração Militar ganhou força e foi para as ruas.
A República foi feita, sem a menor resistência.
O Império Brasileiro que durou 65 anos vinha desgastado pela sucessão de governos imperiais desacreditados e pelos partidos políticos sem mensagens novas que se eternizavam no poder: o Partido Liberal e o Partido Conservador.Este último há tempos no poder não oferecia solução para os graves problemas do país.
O Imperador deposto foi para a Europa e os principais nomes que apoiaram o movimento tomaram o poder.
A palavra república vem do latim e significa (res) coisa (publica) do povo.
Uma convulsão social de proporções acompanhou a chegada deste movimento, sendo o mais importante a Guerra de Canudos.


COMENTÁRIOS:
Belo artigo Miriam.
Talvez você consiga resolver uma duvida que nunca consegui esclarecer: o nome "proclamação" da república foi adotado, mas poderia ter sido "golpe", "conspiração" ou até um patriótico "revolução republicana". Você saberia dizer em que ano se tornou corrente esse nome "proclamação" para designar o golpe que derrubou d. Pedro II?

Cleber Resende · Belo Horizonte (MG) · 19/11/2009 18:06

Artigo histórico. Bom para relembrar o berço de nossa trajetória republicana.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 20/11/2009 22:19

maravilha de texto, bom final de semana.

O NOVO POETA.(W.MARQUES). · Franca (SP) · 21/11/2009 18:07

Outra aula da Miriam, mas dependesse de mim continuariamos uma monarquia, parlamentar, ficando livre de um monte de picaretas oportunistas que governaram o braziu... Picaretas por picaretas os reiseprincipes são mais charmosos...

Pedro Galuchi · São Paulo (SP) · 26/11/2009 17:41

Baiana! Estou cá. Lí seu texto e relembrei meus primeiros anos de escola.Bonito. Leio muito história e gosto. Gostaria que escrevesse algo no seu estilo sobre Hamsés ll. Faraó do Egito antigo. Prabêns pelo trabalho. Um abraço.
Geraldo Edimar · Jaíba (MG) · 16/12/2009 18:14

 16 nov (4 dias atrás)

Nossos aplausos por tão esclarecedor e oportuno texto, cara Miriam!

Grande abraço e ótima semana

Paulo Martins



19/11/10 23:34 - Zélia Maria Freire


É, bem que se está precisando de uma sacudidela para acordar o nosso

patriotismo que anda em baixa. Valeu Miriam. beijo de zélia


















segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A BANALIDADE DO MAL



Aproveitei o título deste magnífico livro da filósofa judia Hannah Arendt para expor meus pensamentos acerca do racismo,um dos três filhos de Leviatã e um dos mais obscuros sentimentos que podem brotar do ser humano.

Juntamente com seus irmãos malditos,o imperialismo e o niilismo,o racismo divide povos,causa guerra destrutivas e,muitas vezes,como um Júpiter raivoso,volta-se contra seus próprios filhos.Como vemos agora desencadeando-se na Internet,contra os nordestinos,resultado de uma campanha política baseada no ódio aos “diferentes”,capaz até de nos levar a uma guerra civil.Essa campanha parte de um segmento da classe média baixa,aquela que não enriqueceu e,frustrada nos seus objetivos tem raiva dos pobres e do migrante.Teme que as atuais políticas públicas para o Nordeste lhes tire os privilégios que consideram direitos adquiridos.Assim,chamam o “bolsa família de bolsa 171”.Essas considerações são comuns aos novos ricos,aqueles que ascenderam social,mas,não culturalmente e que não admitem mais gente ascendendo à classe média,mais gente forçando os portões desse clubinho fechado,privilégio de poucos.Assim, temerosos,diminuem os outros para validarem sua importância.

Segundo o antropólogo Roberto Albergaria ,”o imaginário popular acha que o Sul e o Sudeste representam a industrialização;o Norte,a natureza e o Nordeste a miséria,a ignorância e o analfabetismo.”Ignoram que foi este último que criou a adorável cultura do Nordeste;”por não saber se expressar de modo acadêmico,o nordestino criou um linguajar próprio,uma cultura oral,corporal e gestual,que é um tesouro e não existe no Sul.”

O racismo e seu descendente – o preconceito – contra os nordestinos vem de longa data;já dura quase duzentos anos e começou logo após a abolição da escravatura quando levas de imigrantes estrangeiros ,colonos fugidos de suas terras empobrecidas que os não podia sustentar,aqui chegaram em navios malcheirosos e imundos,tentando “fazer a vida” neste paraíso chamado Brasil.

Por um motivo climático preferiram ficar nos países do Sul e Sudeste.

Ai,com trabalho e determinação construíram um invejável patrimônio e mudaram a cara do país;queriam ganhar dinheiro,o ter acima do ser,diferente dos povos do Nordeste,cuja filosofia de vida era a busca da felicidade,que para nós,consiste num trabalho constante,mas,não ,escravo e nosso conceito de bem – estar significa a paz consigo mesmo,apreciar um pôr do sol ,que é de graça,afogar as mágoas no Carnaval,música,sol e cerveja.

Brasileiros de descendência portuguesa,mesclado com os negros que ajudaram a formar esta nação,sem quase nenhuma influencia estrangeira,incomodava os recém-chegados que queriam impor à terra que gentilmente os recebeu,seus costumes e valores.

De meros imigrantes ,graças ao poder do dinheiro que aqui conquistaram,passaram a donos da terra.Esses valores e essas idéias de predomínio da raça ariana,legaram a seus descendentes,alguns como aquela infeliz personagem do twitter,beberam o leite materno,misturado com ódio aos “diferentes.”

Meu desespero contra a vitória da tucanada era por causa disto;estava vendo nosso país à beira de uma guerra civil.

Os acontecimentos subseqüentes provaram que eu estava certa.

Nosso povo nordestino recebe ,de braços abertos,qualquer brasileiro,porque sabe que todos são irmãos.Nosso clima,nosso sol,nosso mar azul,nosso conceito de felicidade ,nos torna indivíduos abertos a novos credos políticos ou religiosos,a novos valores,que respeitamos,á concórdia e a conciliação.

“Deixa a vida de Quelé” é nosso lema.

Tempos bicudos fazem crescer o racismo e o preconceito,pois,ambos brotam da insegurança,da inveja e do medo de perder poder e influência;foi assim na Alemanha pós-guerra quando a burguesia empobrecida ajudou a criar e solidificar o nazismo;é assim na África,berço de todas as raças,mas,que sofre sobre a bota do colonizador e nunca se encontrou como nação. A França,país da liberdade.igualdade e fraternidade,começou um expurgo de estrangeiros,receosa do domínio mulçumano no seu meio,pois,eles são superiores em número e podem fazer nossa civilização ocidental branca simplesmente desaparecer num curto período de vinte anos.

Voltando ao Brasil,cabe -nos combater esse preconceito.Somos um grande povo e uma grande nação.E é justamente deste cadinho de raças que formaram o povo brasileiro que brotou este poderoso país de fortes e bravos.


PALAVRA DO LEITOR:

06/11/2010 01:31 - Luconi


Querida amiga quero te agradecer a visita e comentário tão carinhoso, agora estou com você, todo tipo de preconceito deve ser banido, a igualdade entre todos com certeza é o que deve imperar, parabéns pelo teu grito de revolta a ele eu me uno, beijos Luconi

Para o texto: CONTRA O RACISMO! (T2594511)

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Bloquear05/11/2010 15:07 - Dante Marcucci

Estou contigo, sem duvidas! Os "racistas" deveriam sem banidos da terra, onde não ha lugar para atitudes cretinas como esses preconceitos. Parabens pela iniciativa. Um beijo (perdoe não estar comentando...mas não te esqueci...é aperto mesmo)

Para o texto: CONTRA O RACISMO! (T2594511)

04/11/2010 21:24 - Alzira Camillo *

EH! VC É FILHA DE DEUS E EXCELENTE EM TUDO QUE FAZ...QUANDO TIVER DEPRIMIDA LEIA AS ESCRITURAS OU MELHOR A BIBLIA E VERÁS QUE FICARÁS FELIZ.JESUS É O CAMINHO A VERDADE E A VIDA.COLOQUE-O EM PRIMEIRO LUGAR NA SUA MARAVILHOSA VIDA....

Para o Livro de Visitas

03/11/2010 16:27 - layane castro ,estudante*


gostei muito do texto, ele é uma das formas de mostrar para as pessoas que todo mundo é igual, o racismo nada mais é do que uma falta de carater e consciencia.Não existe raça negra... existe raça humana!nao sou negra, mais sou um ser humano.

CEZARUBALDO CEZAR´poeta baiano 15:29 (2 horas atrás)
Caríssima,Miriam,que bom poder estar próximodos seupensar,que bom poder contar com a leitura dos seus textos tão organizado literariamente e tão grandiosos no sentido social,a partir de uma denúncia recheiada de sabedoria.Que pena que os sudestinos e sulistas não saibam nada da grandiosidade de nós,nordestinos,que servimos,históricamente,como base para o alanvacamento do progresso desse gigante chamado Brasil.Todos nós,com o ardor nordestino,com a competência técnica e com o compromisso social e politico que temos,vamos mostrar,através do nosso conhecimento cientifi,do nosso amor por esssas terras,que somos importantes para o Brasil,sim,sem alijarmos ou tentarmos ridicularizar os nossos irmãos de outras regiões.Vamos usar a rede para mostrarmos a excelência que é o nordeste,que produz a fina flor da musica,do teatro,da arquitetura,da engenharia(vide século 19 em que engenheiro baiano vai para o sul construir importantes pontes em Santa catarina e outras cidades),aí,a demonstração da genialidade nordestina,dsa medicina,dos esportes,da literatura,enfim,a cada ano,a cada década,mostramos porque o nordestino,ou o sertanejo é um forte.Viva Miriam Sales,escritora brasileira de mão cheia.Beijos,amada.




Comentário de José Safrany Filho 9 horas atrás
Parabéns, Miriam S. Oliveira, belo artigo para deixar bem estabelecido o que é viver em harmonia, civilizadamente, respeitando os diferentes! Aqui, no Brasil, temos, praticamente, gente de todos os quadrantes, culturas, línguas e costumes diferentes, além de nossos irmãos de outros estados, que só colorem positiva e alegremente este amplo caleidoscópio humano. Enquanto isso, os ditos branquelos de ideologia direitista, para dizer o mínimo, estão cheios de xenofobia, racismo e preconceitos, além de terem promovido e promovem, ainda, em muitos lugares a discórdia e as guerras, com suas crias e aliados na parte norte de nosso Continente.

Temos que evitar e banir esse espírito que tentam nos impingir via demo-tucanos e aliados!
Viva a concórdia, a solidariedade e a alegria desse nosso Brasil irmanado com nossos irmãos latinoamericanos, caribenhos e todos os que nos respeitam, como nós a eles!!! . Comentário de Miriam de Sales Oliveira agora mesmo





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MULHERES,CHEGUEI!



Pode-se graduar a civilização de um povo pela atenção, decência e consideração com que as mulheres são educadas, tratadas e protegidas."



(Marquês de Maricá)



Confesso prá vocês,tenho recebido muitas bênçãos nesta vida.Ontem,recebi mais uma,importantíssima.Tive o direito de ver uma mulher presidente do Brasil,a primeira em 121 anos de república.

Independente de quem goste ou não de Dilma Rousseff,a filha de um imigrante búlgaro e de uma bela mineira,que chegou tão alto,não se pode negar que foi uma conquista!Principalmente,por ela nunca ter um cargo eletivo,e,por isso,entrar virgem na política e no mais alto cargo do país.

Foi o Lula!,gritam os descontentes e os machistas(pude saborear as caras de horror de dois jornalistas da Globo News,quando viram o “consumatus est”).

Foi.Mas,não terá sido só o apoio do líder inconteste do povo brasileiro.Bachelet não fez seu sucessor; voltando há um passado mais remoto,o Imperador Pedro II, não emplacou a filha,a Princesa Isabel,responsável pela Lei Áurea,como sua sucessora;Getúlio,outro grande líder,suicidou-se.

Vocês vão morrer de rir,mas,eu acho que aquela mocinha barbaramente torturada e estuprada nos porões da ditadura e que não delatou seus companheiros,aquela mulher obscura,durante anos no anonimato,aquela guerreira,capaz de reduzir a zero um senador nordestino numa sabatina no Congresso,aquela senhora que recentemente lutou contra um câncer com sinceridade e coragem,é uma predestinada.

Diante dela ,eu só tenho uma palavra:Respeito.Reverencia!

E só peço ao Grande Arquiteto,aquele que escreve certo por linhas tortas,que a proteja,ajude e ilumine.

Sob seus frágeis ombros repousa uma grande responsabilidade; sendo a primeira presidenta – ela faz questão de ser chamada assim – tudo lhe será cobrado,nada lhe será perdoado.Num país onde a agressão às mulheres é um câncer social;onde garotinhas são prostituídas,onde muitas mulheres são chefes de família, e, - vamos falar claro, - os homens falharam em cento e vinte e um anos de governo,conduzir nosso país ao seu destino de glórias, será um tremendo desafio.

Mas,acho que ela se sairá bem.

Chamam-na de bruxa e ela foi eleita no dia das bruxas.Pois é,as bruxas são mulheres sábias,que conduzem com critério e segurança suas comunidades.Por isso são tão perseguidas pelos homens,seja os completos ou os capados que se vestem de saias.Foram queimadas nas fogueiras da Inquisição;hoje,são queimadas e trituradas na sua honra pelos torquemadas que esparzem calúnias ao sabor dos ventos.

Assim é a vida.

Pois,como diz a música,os homens são dependentes e carentes da força da mulher!

*Torquemada,sinistro torturador da Idade Média.

PALAVRA DO LEITOR:

01/11/10 10:33 - Silvanio Alves


Como tu, também minha alma exulta de alegria por este momento ímpar da

história!! Lindo artigo, poetisa!!



Cláudia Mesquita também comentou seu status.


Cláudia escreveu:

"Miriam, adorei o seu artigo. Parabéns! Merece ser mais divulgado aqui. Postei um comentário mas não sei se saiu e já iinseri o Contos e Causos nos meu favoridos. Um dos perfis da Dilma mais sinceros e sensíveis que já li.

Um beijo e obrigada."


Mirokca, realmente, a Dilma Rousseff, foi eleita no dia das bruxas. Inegável a conexão entre a visáo do dia com a das" mulheres cheguei"Metaforicamente, no tangente a imagem da bruxa popularizada e sentada numa vassoura voadora do LULA... Sabe, Mirokca, agora só nos resta esperar que a bruxa DILMA faça realmente crescer aos olhos de uma nacão brasileira o conhecimento sobre a natureza humana, para que seu poder em Brasilia seja soberano; ha um pais com baixo nivel de educacão como um todo. Afinal, os bruxos e as bruxas costumam ser pessoas alem de sábias, tambem muito religiosas , não é mesmo? ??? Sendo assim, deixo aqui meu pedido em TEMPLOS INTERATIVO, que a Dilma viva esses 4 anos com um olhar atencioso ao caminho da realizacão das diferentes realidades no campo educacional, na formacão do docente. Porque povo instruido e povo competente , critico, desafiador e esclarecido... Ao contrario , de uma boa parte da populacão sou favoravel que se `ensine` a pescar, e nao que se forneça o peixe ja frito!! BJNS. Solange.

Solange Gomes da Fonseca · Curitiba (PR) · 1/11/2010 15:36,professora e escritora


MIROKCA, Independente de partido politico, está aí a primeira Presidenta do Brasil, em que pese todos os julgamentos que sempre existiram, pois como já sabemos em política nao se agrada nem gregos e nem troianos, mas se ela, pensar como ´´mulher´´ acredito que EDUCAÇAO E SAUDE teem que ser prioridade nr. 1.
Esperemos que assim seja.Sandra,via Portal Literal



CEZARUBALDO CEZAR ,poeta baiano

Minha grandiosa e sábia mulher amiga Miriam Sales,o seu texto é tão esplendoroso que ao lê-lo,arrepiei-me de emoção.A sua opinião é a mesma que tenho,amada amiga.Mulher de fibra,Dilma ,com certeza,honrará o Ser Mulher,na Presidência do Brasil.E,para os que desejam que dê tudo errado,mas do que certeza,tenho a convic~ção de que a nossa presidente ou presidenta(também está certo) fará um governo de respeito,de coragem,de harmonia e sucesso,para calar a boca de tantos imbecis que há em nosso país.

Vida longa à nossa Presidente.Que a escolha dos seus assessores seja abençoada por Deus.E tudo dará certo.E,eu,Poeta nascido de Mulher,homenageio a Mulher eleita Presidente,com um sorriso largo e uma rosa entre os dentes para sentir a firmeza dessa honrada mulher que só faz com que,nós brasileiros de todas as raças e credos nos sintamos felizes de sermos Brasil.Beijos,amada.



primeira mulher presidente eleita. A primeira candidatura e o sucesso eleitoral. Esperemos que ela faça um bom governo e seja bem sucedida. De alguma maneira, o inédito se faz presente. Uma mulher é diferente de um homem. O seu artigo traz expectativas femininas de governo. Interessante. Abraços.


Yayá · Curitiba (PR) · 1/11/2010 21:51


02/11/10 19:51 - Ivone Alves SOL,professora e poetisa


Moça!!! Com essa tua empolgação, eu que não pude assistir ao momento

do resultado oficial, vibro como se tivesse acabado de sabê-lo. É, sem

dúvida, uma vitória histórica e merecida. Trata-se da vitória de um

país que já não se permite ao regresso nem fica omisso às suas

necessidades. Torceremos para que nós, mulheres, sejamos bem

representadas por Dilma, através de ações que atendam a todos

independente de sexo, raça ou credo. Parabéns pelo brilhante artigo!

Um beijo grande!


DEIXO AQUI MEU VOTO À VOCÊ MULHER ESCRITORA E SÁBIA!!!

Solange Gomes da Fonseca · Curitiba (PR) · 3/11/2010 12:43



feminino vem sendo abafado através dos séculos. Nenhuma outa data poderia ser mais adequada, as sábias bruxas batem o martelo em agradecimento. Numa cultura machista Dilma vence, e do lado de lá cito Obama. Dois tapas na história. Parabéns! Votado. bjs

VaninhaLopez · Pouso Alegre (MG) · 3/11/2010 13:32

É, as mulheres estão conquistando mais e mais espaços, merecidamente, claro. Num futuro, não muito distante, o mundo será comandado pelas mulheres. E, creio, será ótimo. Sempre gostei de ver mulheres no comando.
Parabéns pelo texto.
Laé de Souza,São Paulo



E que ela leve para o desempenho do cargo, pelo menos, a argúcia e a organização que permeia o lado feminino, sem descuidar da graça e da beleza que - creio eu - só o feminino consegue transmitir. Votado.

Pedro Du Bois · Itapema (SC) · 4/11/2010 00:26










segunda-feira, 25 de outubro de 2010

MULHERES ILUSTRES:MARIA THEREZA PACHECO

MULHERES ILUSTRES


“Tente manter sua mente jovem e palpitante até a velhice.”

Esse pensamento é de George Sand,mas,poderia brotar da alma da Dr,ªMaria Thereza Pacheco.

Não,não a conheci pessoalmente,só através das falas do coração dos seus alunos e colegas.Quer melhor depoimento do que esses?

Pois foi conhecendo essas histórias de uma mulher forte e meiga,incansável batalhadora ,mestra e aprendiz,visionária e prática,que decidi colocá-la na abertura do meu novo post” Mulheres Ilustres”.

E pego a matutar sobre os limitados conhecimentos que temos da nossa terra e nossa gente.A Bahia hospeda pessoas assim,vultos maravilhosos que marcaram o seu tempo,deixando seus legados e,muitas vezes não têm reconhecidos a importância que tiveram para esta sociedade que ajudaram a construir.Muito mais felicitados são os heróis que destroem que os heróis que constroem,alguém já disse.Triste realidade.

Maria Thereza não veio ao mundo a passeio;veio a trabalho;e um trabalho penoso e duro para uma mulher bela e meiga,doce e terna.Mas,realizou sua tarefa com competência e coragem.Vitoriosa,realizou todos os seus sonhos.E iluminou o caminho de muita gente.

Como árvore benéfica,deu frutos.Seus alunos ,seus colegas, por quem é seguida e pranteada.

Nascida em Alagoas,naturalizada baiana por mérito e escolha,a bela morena foi a primeira catedrática de Medicina Legal do Brasil,sucedendo ao lendário Professor Estácio de Lima ,ensinando na Escola Baiana de Medicina da Universidade Federal da Bahia.

Foi titular e presidente da Academia de Medicina da Bahia.

Doutorada em Medicina Legal pela Universidade de Paris I (Pantheon -Sorbonne),pós -graduou-se em Lisboa e Madri.

Foi a primeira mulher a dirigir o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (cuja sede atual foi idealizada e construída na gestão dela) e diretora do Departamento de Polícia Técnica do Estado da Bahia.

Lembrem-se que estamos falando de meados do século passado quando as mulheres ou eram professoras ou donas de casa.

Incansável no trabalho e dedicando toda sua vida à Medicina terminou os seus dias dirigindo a Fundação José Silveira,referencia nacional na prevenção e tratamento da tuberculose.

Nascida na primavera de 1928 partiu para os campos do Senhor a 12 de maio de 2010.Consta que foi muito bem recebida.

Uma vida assim tem que ser sempre lembrada.E a melhor forma de lembrança é estender para muitos o exemplo be que uma vida exemplar deixou ,criando um prêmio que facilitasse a realização de sonhos,despertando idéias,realizando desejos.
                                                                  Dr. Geraldo Leite
Assim, tendo à frente o Dr. Geraldo Leite ,a Fundação José Silveira,o Instituto Geraldo Leite e o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues promovem o Prêmio Profª Maria Tereza Pacheco,destinado a , ao mesmo tempo que homenageia a sua memória,incentivar o desenvolvimento da pesquisa científica no campo da Medicina Legal ,abrangendo todo o Brasil.

Para o Dr. Geraldo Leite,presidente do Conselho de Curadores da Fundação,”o prêmio,além de ser uma justa homenagem à cientista,vai fomentar a produção de trabalhos científicos em todo o país.”

Apoio:

Academia Baiana de Educação,ABM,Academia de Cultura da Bahia,Academia de de Educação de Feira de Santána,Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública,CLISA,CREMEB,Instituto Baiano de História da Medicina,LB)C,Ucsal,UFBA.

Mais informações,regulamento etc acesse o site www.fjs.org.br ou http://www.institutogeraldoleite.com/






marina moreno leite gentile para mim


mostrar detalhes 04:38 (4 horas atrás)



Hoje li seu e.mail sobre a ilustre mulher e profissional MARIA THEREZA PACHECO.
Obrigada amiga.

Muitas vezes, em decorrencia da pressa, nao resposdo os seus e.mails..........MAS OS LEIO VIU!

beijo

MARINA GENTILE

Salvador-Ba

26/10/10 10:44 - malu Dab

Parabens a Miriam por tão especial homenagem...Abraços com carinho!



26/10/10 11:09 - Euripedes Barbosa Ribeiro




Pois é minha amiga. Até hoje me pergunto porque os nossos cineastas,

tão empenhados em retratar bandidos, drogados e até no elogio da

mediocridade, como no filme indicado para representar o Brasil no

Oscar, ainda não descobriram pessoas como esta, aqui apresentada, ou

Irmã Dulce. Ou tantas outras ilustres desconhecidas. Pobre país! Pobre

de herois e heroinas não pela inexistencia destes. Mas pelo pouco caso

com que são tratados. Prefere-se as celebridades instantâneas, as

mulheres-fruta e os homens fúteis. Herois de BBB e outras babaquices.

* Meus parabéns, pelo resgate de tão ilustre figura que eu,

sinceramente, só vim a conhecer agora. Um beijo Miriam. E um excelente

dia.


29/10/10 23:57 - CONCEIÇÃO GOMES


Dessas mulheres ninguem fala, não há espaço na midia... Sua homenagem

é tocante.






















segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ASSIM SEJA!




Seja prudente,cauteloso,até arisco,mas,não se furte dos necessários riscos.


Seja laborioso,ordenado e dinâmico,
mas,reserve sempre o  espaço dos seus sonhos.

Seja ético,polido,bem educado;
jamais formal ou sofisticado.

Seja amigo  fiel e acolhedor;
mas,nunca,em demasia protetor.

Seja caridoso.Fazer o bem jamais hesite.
Mas,rejeite o papel de encosto ou cabide

Seja abnegado,despojado e altruista
mas,sem usar os artifícios dos "artistas".

Seja valente,destemido e corajoso,
mas,se acautele das intrigas do invejoso.


Seja garimpeiro.Escave o solo se só lhe importa o ouro;
Mas,semeando a terra encontrarás tesouro.

E,seja ponte.Trace seus limites nos espaços livres,
e o teto,no leito abençoado da amplidão.


Maria Arlinda Moscoso,poetisa,educadora,advogada baiana.Membro efetivo da Academia de Cultura da Bahia.
M embro honorário da Academia Internacional de Letras,Artes y Ciencias com sede em Buenos Ayres
Conselheira do CEPA.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ENTREVISTA ESCLARECEDORA PARA ESCRITORES

Anair Weirich é uma verdadeira batalhadora da literatura. Desde 1996 sobrevive só de seus livros e viaja pelo Brasil inteiro para vendê-los entre palestras, debates e eventos literários. Casada com um livreiro, ela mesma edita e publica seus livros, conhece todo o processo de publicação do livro, conversa com gráficos, papeleiros, entregadores, livreiros e comerciantes, é uma máquina editorial em pessoa, com uma bela história sempre na ponta da língua e dos dedos, sendo o melhor exemplo de luta pelo êxito que um escritor pode ter, sua energia contagia a todos os que a cercam por onde ela vai.


N.A:Esta entrevista foi transcrita do site Portal Literal e publicada aqui porque achei muito importante para esclarecimento  aos novos autores sobre como divulgar seus livros.
As lições desta mulher serão valiosas para todos.
Como nosso trabalho de divulgação se parecem -eu ajo igualzinho -decidi presentear os autores mais tímidos com essa verdadeira lição de como trabalhar sua obra.


Por estas e por outras que temos muito orgulho de tê-la na AgL, e já tirando uma casquinha, pedimos uma entrevista.



Vamos à ela!

AgL: Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio?

Anair: A literatura nasceu num momento bem dramático da minha vida, e serviu como válvula de escape. E foi nessa válvula de escape que me encontrei profissionalmente. O inicio foi de pequeninas coisas que escrevia, como se estivesse beliscando um pedaço de doce. Era pura necessidade e vontade de sentir o gosto. E minha família e amigos foi lendo uma coisinha aqui, outra ali, fui me animando também em publicar aqui e ali, e a coisa foi andando assim, com publicações em antologias, jornais, rádios, TVs, etc., por nove longos anos. Depois disso que veio meu primeiro livro individual, patrocinado por uma empresa de cosméticos. Mas... antes de tudo meeesmo!, houve um fato, que se eu puder pular, melhor... mas se não tiver jeito, eu conto.

AgL: Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente?

AnairMinha grande paixão é a poesia e tudo que preciso dizer, mesmo que não queira, vira poesia – que, coitada, sempre esteve em último lugar na literatura. Vende de tudo, mas o que menos vende é poesia, mesmo nos dias atuais. Claro que no meu caso, - o autor estando presente e recitando um pedacinho do poema, é meio caminho andado. Já ouvi pessoas dizerem: “poesia para mim lembra castigo, porque no meu tempo, meu professor – ou professora – me fazia decorar poesias enormes, tipo Navio Negreiro, quando eu aprontava alguma. E sempre que leio poesia me parece estar lendo ou ouvindo grego, é difícil assimilar, penetrar nesse mundo que é encantado, mas não me parece coisa de meros mortais, e sim dos eleitos. E depois, às vezes a gente lê poesias que são um amontoado de palavras sem nexo, quando a gente vai procurar o significado, o encanto se dissipa. Deveria existir texto mais simples para quem está começando a se interessar, e mais sofisticado para quem já está curtindo esse estilo de literatura. Só agora, é que me senti tentado por ela. Você precisa vir junto com o livro, para que eu as ouça.” – rsss.

... Foram tantas as vezes que ouvi coisas parecidas, nas mais variadas faixas etárias!... Mas isso sempre me serviu de estímulo, e não de desanimo perante a situação.

E mais, adoro despertar nos olhos das pessoas aquele brilho emocionado, jogando, pelo menos por um momento, a frieza dos negócios na lata do lixo, dando lugar a um pouco de emoção. E, claro, deixo passar o encantamento do momento e novamente dou lugar aos negócios, recebendo o valor do livro, empreendendo a contínua caminhada de deixar meus rastros poéticos por onde passei.

Meu site: www.literaturacatarinense.com.br/anair Recomendo clicarem no livro Melodias do Coração – infanto-juvenil e Doce Jeito de Ser Criança – infantil.

Mas claro que meu amor à poesia não impede que eu goste de prosa. Adolfo, o cãozinho das praias, é o meu infanto-juvenil mais recente, saído pela Hemisfério Sul. Ele nos mostra o lado do companheirismo e fidelidade dos animais, tão ausente nos homens nos dias atuais.

AgL: Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever?

Anair: Comigo isso de sentar e escrever não ocorre assim. Posso estar fazendo algo importantíssimo, mas quando as palavras mágicas chegam, por meio de alguém que fale ou algo que eu veja, não consigo fazer mais nada. Tenho que anotar a essência, - que depois desenvolvo -, pois é como passarinho no céu, que foge ligeiro ao ver a rede armada do papel. O poema precisa ser conquistado, temos que fazê-lo sentir-se tentado a vir até nós. Daí ao papel, é um passo... Depois é que vem o computador, onde a obra é esculpida.



AgL: Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?

Anair: Ultimamente tenho lido muito biografias, - Adeus, China – de Li Cunxim, é um depoimento comovente do último bailarino de Mao. Mas quando leio poesia, - as mais diversificadas possíveis, e é isso que me fascina nelas – eu não resisto. J. G. de Araújo Jorge, por exemplo, sempre foi meu ídolo, embora eu não saiba escrever sonetos. Sou um pouco arrisca a cabresto de métrica, embora meu amigo Professor e escritor Alfredo Bays diga que rédeas é bom para aprender a obedecer.
AgL: Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia?

Anair: Um tema que seja debatido e em voga no momento, embora muito tema antigo não saia da pauta. E muita, muita, emoção e aventura! Mas detesto quando o autor divaga páginas e páginas em cima de uma única emoção ou detalhe.

AgL: Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa?


Anair: Na primeira pessoa, porque sempre me coloco no lugar daquilo que me chama atenção e vivo aquele momento como se fosse meu.

AgL: Que escritores conhecidos são os que você mais admira?

Anair: Lindolf Bell na poesia, - e que a apregoava nas esquinas de São Paulo, embora fosse de SC, junto com outra autora que não lembro o nome. Ele era quase um camelô da poesia, e isso me inspirou muito nas minhas peregrinações poéticas. Urda Alice Klüeger, romancista de SC e Fernando de Moraes – o biógrafo que escreveu O Mago, - mas que mago é ele, o Fernando, por ter narrado com encanto as proezas do Paulo Coelho, que não teve nada de encantador. Embora O Alquimista tenha me conquistado, porque me fez descobrir qual o verdadeiro tesouro que havia em mim, que é a literatura, jamais imaginei o Paulo Coelho, tão espiritualizado, fazer tanta barbaridade com a vida dele e das pessoas que o amavam...

AgL: O que torna um personagem crível? Como você cria os seus?

Anair: Meus personagens estão nos meus poemas, e esses personagens existem, como no menino que me pediu esmola – e eu conto como foi sua fala, – na minha primeira professora, cujo poema foi premiado, e em todas as pessoas que conheci nesses quatorze anos de andanças pelo sul do pais, vivendo de poesia. E esses personagens são mais que verdadeiros, até os que estão no meu livro A Vendedora de Livros – que não tenho dinheiro para editar.

AgL: Você é igualmente hábil contando historias oralmente?

Anair: Declamando poesias, sim, mas na contação de histórias, nem tanto...

AgL: Profundamente em sua motivação, para quem você escreve?

Anair: Para aqueles que me lêem e precisam de incentivo poético e motivacional, afinal, as idéias são para serem propagadas.

Anair: AgL: Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora?

Anair: Acho que os conflitos internos são uma força destruidora. Prefiro criar quando sou tocada emotivamente na forma que eleve os sentimentos para construir algo bom.

AgL: O feedback dos leitores serve pra você?

Anair: Claro, se não disserem o que sentiram ao ler o que escrevo, como vou saber se estou no caminho certo? Por mais que crie o que gosto, preciso saber se os outros gostam do que crio.

AgL: Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios?

Anair: Já recebi alguns, mas a necessidade de cuidar ininterruptamente das vendas dos meus livros, me afasta de concursos, pois o mínimo de tempo livre que tenho, reservo para ler. Televisão, só o jornal e algum filme no final de semana, se meus emails e leitura estiverem em dia. E ainda tenho a família, para me fazer um pouquinho presente...

AgL: Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?

Anair: Geralmente peço opinião quando o poema está “pronto” – no rascunho, é claro. Coloco entre aspas, porque um poema nunca está verdadeiramente pronto, há sempre algo que pode ser mudado. O triste é quando está no livro e você não pode fazer mais nada...

AgL: Você acredita ter encontrado "sua voz" ou isso é algo eternamente buscado?

Anair: Eu diria que encontrei meu porta-voz. É nos meus textos que me expresso, ou expresso o que sinto ao ver algo alheio, mas que me toca, então não é tão alheio assim.

AgL: Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.?

Anair: Comigo é tudo instintivo, acontece quando tem que acontecer. Não me imponho regras de criação, nem tempo para elas, só nas vendas, onde tenho de ser criativa para despertar meu cliente para a leitura. As metas só estão na quantidade de livros que preciso vender. Bem que eu adoraria ter alguém que cuidasse de entrar dinheiro no meu bolso, para poder dar asas à minha criação literária.

No começo, quando vendia meus livros, eu até me conflituava: Será que a pessoa que comprou meu livro é porque sou boa vendedora, ou boa escritora? Mas logo me dei conta de que as pessoas hoje compram porque estão a fim, não se deixam enganar por conversa fiada de ninguém. A venda agressiva não deve existir. Acho que nesses quatorze anos, nunca enfiei um livro goela abaixo de alguém, só vendia se a pessoa queria.

AgL: Anair, querida, muito obrigado por nos atender para uma entrevista. Te desejamos muito sucesso!

Anair: Eu é que agradeço a oportunidade de compartilhar o que venho fazendo e aprendendo pelo Brasil.