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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

QUEM INVENTOU ESSA EXPRESSÃO?




PÓ – DE- ARROZ

Bem antes de Max Factor, Helena Rubinstein e outros cosmetólogos menos votados,as mulheres bonitas (ou não) usavam o pó-de-arroz para suavizar e tirar o brilho deselegante da pele.Trituravam o arroz até virar pó,peneiravam e,com plumas buzuntavam o rosto.

Acho que foi o primeiro pó facial inventado e ainda hoje participa da composição dos pós faciais modernos.

Mas,a expressão pó-de-arroz,curiosamente,não veio da cosmética ,mas, - pasmem! – do futebol.

Ele mesmo, o popular esporte bretão,coisa de macho.E o responsável foi o tricolor carioca Fluminense Football Clube, que tem torcedores do nível de Chico Buarque e outros menos votados.

A estória é curiosa.

Por ser um clube de elite e ter entre seus torcedores presidentes,ministros, e altos empresários,a agremiação criou fama de aristocrática e racista.

Até hoje nem aportuguesou o nome continua Fluminense Football Clube,assim mesmo,britanicamente.

Mas,vamos ao causo:

Em 1914 ,um jogador chamado Carlos Alberto,pintou no clube;era um excelente jogador,mas,tinha um defeito:era mulato.

Preocupado com a repercussão do” colored” entre os torcedores elitistas,Carlos Alberto resolveu usar de um artifício,não muito macho,mas,que poderia solucionar o problema da sua morenice. Aplicou pó-de-arroz no rosto.

Ora,estava tudo muito bom,muito fácil,torcida satisfeita,mas,como se diz, o diabo mora nos detalhes.E o detalhe é que o pó-de-arroz não resiste ao suor.

Daí a pouco ,sob o forte sol carioca,lá se vai goela abaixo o artifício do jogador e sua mulatice bem escondida aparece em toda sua plenitude.

A platéia começou a gritar:

“Pó –de- arroz! Pó –de -arroz!

E,assim nasceu o apelido do Clube ,cuja torcida costumava jogar pó- de- arroz toda vez que a equipe entrava em campo.

Mais tarde,em 1943,essa aristocracia ficou para sempre refletida no símbolo criado pelo cartunista argentino Mollas;um cavalheiro de fraque,polainas,piteira e cartola.

Pois é, até hoje os dirigentes de clubes de futebol passaram a ser chamados de “cartolas”,sinônimo de incompetentes e aproveitadores.





FALA O LEITOR:

18/09/10 17:33 - Rejane Chica

Passar aqui é aprender sempre.De um jeito bem humorado,transmites

tudo.Legal!beijos,tudo de bom,chica



19/09/10 04:15 - josé cláudio




Miriam, até uns dez anos atras ainda funcionava. Eu fui conhecer o

estádio das Laranjeiras quando estive certa vez no Rio e assisti a

Fluminense e Bragantino (quando do auge do Wanderley Luxemburgo no

time). Antes da partida, era um festival de fumaça de pó de arroz

impressionante, um espetáculo até bonito de se ver. Só que atualmente

eles estavam usando era mesmo trigo. Um beijo, minha doce amiga! Paz e

bem.



18/09/10 19:44 - Antonio Maria Santiago Cabral

Boa história, Miriam. Prazer desfrutar das tuas letras.

18/09/10 16:28 - Lucan

Prezada poetisa Amiga, há quanto tempo, que saudade! Você, como

sempre, dando aulas de redação e pesquisadora imbatível. Gostei do

humor de hoje, A gente vai se embrenhando no Recanto, tomando

conhecimento com muita gente, assumindo compromissos, até que perde o

contacto com as pessoas Amigas. Obrigado, mas muito obrigado mesmo por

lembrar-me do seu talento nato como escritora. Nem tenho o que dizer

mais. Parabéns e fique com Deus. bjs. Lucas


18/09/10 10:21 - Maria Luiza D Errico Nieto


Muito interessante, amiga. eu não conhecia a histo´ria. Beijos


17/09/10 18:42 - CONCEIÇÃO GOMES

Sabia que tinha algo a ver com torcida,mas da historia doCarlos

Alberto eu não sabia.Gostei.


17/09/10 10:46 - J C Cavalcante

A história é bem interessante e de real importância, até porque

envolve o mais charmoso clube de futebol brasileiro, símbolo de

respeito, graça, imponência, grandiosidade, inteligência, eficiência,

eficácia, responsabilidade, do próprio futebol, honradez, humildade e

modéstia, além é claro, de ser o melhor do país, quiçá, do mundo.

Rsssssss

19/09/10 19:46 - Maria Olimpia Alves de Melo




Conheço essa história desde antanho (nasci torcedora do Botafogo) mas

não conhecia a origem do apelido. Sua crônica ficou ótima e se puder

me mandar por e-mail, vou passá-la ao meu cunhado, pó-de-arroz

fanático.



20/09/10 08:22 - Exdrúxula Extranha

Um achado para alguém como eu que adoro futebol e história. Gradecida

por me deixar um pouquinho mais culta. Bijim.


20/09/10 22:51 - Paulo Kostella


Puxa, quanta novidade pra mim!! Você é definitivamente minha baianinha

predileta. Boa noite Miriam.























quinta-feira, 27 de maio de 2010

CAIPIRA MINEIRO




Quem , como eu,já foi vendedor externo,tem muito causo prá contar;alguns,bem engraçados,outros,além do humor que diverte,traz também lições que a gente aproveita.Este caso,foi um deles.

Numa cidade do interior de S.Paulo.com uma economia sólida baseada na agricultura , havia,como não podia deixar de ser,uma grande concessionária de implementos agrícolas.tratores,caminhões,máquinas as mais modernas e diversas para ajudar os agricultores.O gerente dessa maxi-loja gostava de ler e ,indicada por um amigo comum,marquei uma entrevista com ele.Marcada para as 10hs cheguei ás 9.30,pois o bom vendedor nunca deixa o cliente esperando.Sentei-me nas confortáveis cadeiras do saguão,onde bundas trocentas vezes mais poderosas que a minha,sentavam para realizar negócios milionários,peguei num jornal e fiquei esperando a minha hora.Aí,vi o caipira.Chegou de mansinho,com seu chapéu de palha meio desconjuntado,uma alparcata de couro,mal cheirosa e uma calça surrada.Encaminhou-se para os possantes caminhões International-Harvester e começou a examiná-los.Apesar de haver bem uns cinco vendedores disponíveis no salão,ninguém se aproximou dele.Cansado de olhar sozinho.o velho dirigiu-se a um deles, engomadinho , com cara de quem tem o rei na barriga,cheio de empáfia,O velho perguntou o preço do veículo.Do alto da sua imponência,o vendedor respondeu:

-Muito caro.

-Sim,mas quanto?

O vendedor citou uma quantia com muitos zeros e o velho falou , sereno.

-Quero dez.

Espantado , o moço começou a rir,chamou um colega,comentou qualquer coisa,riram ambos e disseram;

-Ninguém merece! Olha o que me aparece nessa sexta-feira.

O velho insistiu que queria ver o gerente. Irritado o vendedor falou:

-Não pode.Está ocupado.E,apontando prá mim:-essa moça está esperando.

O caipira atravessou o salão , abriu a porta onde estava escrito GERENCIA,em letras pretas e entrou.O colega comentou com o vendedor engomadinho:-Será que vai comprar alguma coisa?e,riram.O velho saiu da sala da gerencia,a tempo de ouvir o vendedor falar para o colega:-

-O caminhão que ele comprar , embrulho para presente.

Logo surgiu o gerente,solicito,ligeirinho,mostrou os caminhões,o velho escolheu,o gerente foi fechar a venda,pois,já havia acionado o Banco do Brasil,e,já sabia com quem estava lidando.Quase na mesma hora,o gerente do Banco do Brasil.chegava com um segurança,empunhando uma pasta 007.O velho,um dos maiores plantadores de soja de toda a região,que,quase nunca aparecia em público,comprou á vista,os dez caminhões.Antes de ser posto no olho da rua,o vendedor bonitinho teve que embrulhar todos os dez,para presente.