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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

MULHERES ILUSTRES:MARIA THEREZA PACHECO

MULHERES ILUSTRES


“Tente manter sua mente jovem e palpitante até a velhice.”

Esse pensamento é de George Sand,mas,poderia brotar da alma da Dr,ªMaria Thereza Pacheco.

Não,não a conheci pessoalmente,só através das falas do coração dos seus alunos e colegas.Quer melhor depoimento do que esses?

Pois foi conhecendo essas histórias de uma mulher forte e meiga,incansável batalhadora ,mestra e aprendiz,visionária e prática,que decidi colocá-la na abertura do meu novo post” Mulheres Ilustres”.

E pego a matutar sobre os limitados conhecimentos que temos da nossa terra e nossa gente.A Bahia hospeda pessoas assim,vultos maravilhosos que marcaram o seu tempo,deixando seus legados e,muitas vezes não têm reconhecidos a importância que tiveram para esta sociedade que ajudaram a construir.Muito mais felicitados são os heróis que destroem que os heróis que constroem,alguém já disse.Triste realidade.

Maria Thereza não veio ao mundo a passeio;veio a trabalho;e um trabalho penoso e duro para uma mulher bela e meiga,doce e terna.Mas,realizou sua tarefa com competência e coragem.Vitoriosa,realizou todos os seus sonhos.E iluminou o caminho de muita gente.

Como árvore benéfica,deu frutos.Seus alunos ,seus colegas, por quem é seguida e pranteada.

Nascida em Alagoas,naturalizada baiana por mérito e escolha,a bela morena foi a primeira catedrática de Medicina Legal do Brasil,sucedendo ao lendário Professor Estácio de Lima ,ensinando na Escola Baiana de Medicina da Universidade Federal da Bahia.

Foi titular e presidente da Academia de Medicina da Bahia.

Doutorada em Medicina Legal pela Universidade de Paris I (Pantheon -Sorbonne),pós -graduou-se em Lisboa e Madri.

Foi a primeira mulher a dirigir o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (cuja sede atual foi idealizada e construída na gestão dela) e diretora do Departamento de Polícia Técnica do Estado da Bahia.

Lembrem-se que estamos falando de meados do século passado quando as mulheres ou eram professoras ou donas de casa.

Incansável no trabalho e dedicando toda sua vida à Medicina terminou os seus dias dirigindo a Fundação José Silveira,referencia nacional na prevenção e tratamento da tuberculose.

Nascida na primavera de 1928 partiu para os campos do Senhor a 12 de maio de 2010.Consta que foi muito bem recebida.

Uma vida assim tem que ser sempre lembrada.E a melhor forma de lembrança é estender para muitos o exemplo be que uma vida exemplar deixou ,criando um prêmio que facilitasse a realização de sonhos,despertando idéias,realizando desejos.
                                                                  Dr. Geraldo Leite
Assim, tendo à frente o Dr. Geraldo Leite ,a Fundação José Silveira,o Instituto Geraldo Leite e o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues promovem o Prêmio Profª Maria Tereza Pacheco,destinado a , ao mesmo tempo que homenageia a sua memória,incentivar o desenvolvimento da pesquisa científica no campo da Medicina Legal ,abrangendo todo o Brasil.

Para o Dr. Geraldo Leite,presidente do Conselho de Curadores da Fundação,”o prêmio,além de ser uma justa homenagem à cientista,vai fomentar a produção de trabalhos científicos em todo o país.”

Apoio:

Academia Baiana de Educação,ABM,Academia de Cultura da Bahia,Academia de de Educação de Feira de Santána,Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública,CLISA,CREMEB,Instituto Baiano de História da Medicina,LB)C,Ucsal,UFBA.

Mais informações,regulamento etc acesse o site www.fjs.org.br ou http://www.institutogeraldoleite.com/






marina moreno leite gentile para mim


mostrar detalhes 04:38 (4 horas atrás)



Hoje li seu e.mail sobre a ilustre mulher e profissional MARIA THEREZA PACHECO.
Obrigada amiga.

Muitas vezes, em decorrencia da pressa, nao resposdo os seus e.mails..........MAS OS LEIO VIU!

beijo

MARINA GENTILE

Salvador-Ba

26/10/10 10:44 - malu Dab

Parabens a Miriam por tão especial homenagem...Abraços com carinho!



26/10/10 11:09 - Euripedes Barbosa Ribeiro




Pois é minha amiga. Até hoje me pergunto porque os nossos cineastas,

tão empenhados em retratar bandidos, drogados e até no elogio da

mediocridade, como no filme indicado para representar o Brasil no

Oscar, ainda não descobriram pessoas como esta, aqui apresentada, ou

Irmã Dulce. Ou tantas outras ilustres desconhecidas. Pobre país! Pobre

de herois e heroinas não pela inexistencia destes. Mas pelo pouco caso

com que são tratados. Prefere-se as celebridades instantâneas, as

mulheres-fruta e os homens fúteis. Herois de BBB e outras babaquices.

* Meus parabéns, pelo resgate de tão ilustre figura que eu,

sinceramente, só vim a conhecer agora. Um beijo Miriam. E um excelente

dia.


29/10/10 23:57 - CONCEIÇÃO GOMES


Dessas mulheres ninguem fala, não há espaço na midia... Sua homenagem

é tocante.






















sexta-feira, 8 de outubro de 2010

FESTA LATINO - AMERICANA



MÁRIO VARGAS LLOSA


"Não se deve pensar em prêmios, porque isso prejudica muito a autenticidade de um escritor ... Um escritor que respeita sua vocação não deve pensar no prêmio Nobel. Os escritores que conheço que vivem pensando no prêmio Nobel se transformam em maus escritores".

Mário Vargas Llosa

Ele diz que não esperava mais;sentia-se esquecido.Nem nós.Mas,enfim,fez-se a luz na Academia Sueca de Ciências e o cobiçado prêmio Nobel foi entregue a Mario Vargas Llosa,escritor peruano nascido em Arequipa nos idos de março de 1936.Antes tarde do que nunca,reza o velho ditado.

Autor de um dos melhores livros sobre o comportamento político na América Latina,”Conversa na Catedral”,além de um livro sobre Canudos,o genocídio brasileiro “A Guerra do Fim do Mundo”,Llosa que confessou sofrer influência do nosso Euclides da Cunha,atingiu agora o clímax da sua carreira.

Bem nascido, ”homme du monde”,sua obra reflete muito os personagens que conheceu,as imagens que a memória teima em conservar,diz ele.Entrou para a Escola Militar forçado pelo pai que o queria longe da literatura - coisa de maricas e que além de tudo não rendia nada - dizia ele.Mal sabia o velho que ali,naquele microcosmo peruano,nasceria seu primeiro livro “A Cidade e os cachorros”.

Rebelde por natureza, casou-se aos 18 anos com uma mulher mais velha,segundo ele por amor,mas,também por pressão familiar;a família era contra? Ele casava! Seu lema sempre foi:-Não vou por aqui!

Seus personagens parecem-se muito com ele.Como o jornalista Santiago Zavala,oriundo de família rica e poderosa ,mas,que rompe com o establishment para viver sua própria vida.

- Rememoro pessoas que conheci ,membros da família,disse.Concordo plenamente e complemento:o escritor é uma colcha de retalhos,que vai juntando pessoas,acontecimentos,sonhos num belo patchwork que retrata o mundo.

O prêmio dado ao notável escritor peruano também homenageia todos os autores latino-americanos na figura de um mestre insuperável da ficção.

Ainda estava sob o impacto do livro “Conversa na Catedral”, quando meu marido chegou de Lisboa e me trouxe “A festa do chibo”,livro que narra a ditadura de Trujillo e que aqui se chamou “A festa do Bode”.Inimigo das ditaduras,Llosa se superou.

Este outro livro encantador fez com que me rendesse à genialidade de Llosa.

Ainda bem que suas andanças pela política não deram certo.Perder o escritor para a política seria verdadeiramente desastroso.Ganhou a Literatura.Ganhamos nós.

PALAVRA DO LEITOR:

08/10/10 09:39 - amariliatc

Bela homenagem, Miriam! De vez em quando as Academias acertam.O

mundo,felizmente, está descobrindo a América Latina.Parabéns ao Mestre

Lhosa e a vc, pela sensibilidade.Meu carinho.



08/10/10 12:43 - Marina Gentile

Querida Miriam, brindemos! Parabéns pelo artigo amiga. bj.




10/10/10 08:25 - Mario Macedo de Almeida

PROFUNDO EM BELEZA ESTE ARTIGO, LINDA HOMENAGEM...PAZ E LUZ MIRIAM!


12/10/10 06:21 - josé cláudio




Eu fiquei preocupado na época em que ele se meteu a candidatar-se.

Disse para mim mesmo: se ganhar , a literatura e o próprio Peru vão

sair perdendo. Menos mal. Agora, a glória tão merecida. Excelente a

sua resenha/homenagem, amigona! Abração. paz e bem.














segunda-feira, 22 de março de 2010

GABRIEL GARCIA MARQUEZ



Gabriel Garcia Marquez,Gabo,para os íntimos,nasceu em Aracataca,na Colombia,a 6 de março de 1928.
Criado por seus avós, Doña Tranquilina Iguarán e o Coronel Nicolás Ricardo Marquez Mejia,que lhe contava belas e heróicas histórias,pois tinha sido um veterano da Guerra dos Mil Dias;ambos os avós influenciaram muito sua literatura,principalmente o clássico “Cem anos de Solidão”,cuja Macondo,foi inspirada por Aracataca,seu berço natal.
Gabo estudou em Barranquilla,onde lia muito os contos das mil e uma noites e Kafka.
Largou o Direito pelo Jornalismo e trabalhou na Venezuela e nos Estados Unidos.
Em 1960 mudou-se para o México,onde escreveu roteiros cinematográficos e seu primeiro livro,”Ninguém escreve ao Coronel”;lá,ainda escreveria seu mais famoso romance,”Cem a
Anos de Solidão”.
Em 1982 recebeu o prêmio Nobel de Literatura.
Escreveu também,”Crônica de uma Morte Anunciada”,O Amor nos Tempos do Cólera”,”Do Amor e Outros Demônios”,”o General em seu Labirinto”.
Considerado um dos maiores escritores latino-americanos está escrevendo sua auto-biografia “Viver para Contá-la,cujo primeiro volume terminou em 2001.
“Cem Anos de Solidão” deveria ser leitura obrigatória para os amantes da Literatura.


OBRAS:

O enterro do diabo: A revoada (La Hojarasca) (1955) Memória dos prazeres Relato de um náufrago ,A sesta de terça-feira ,Ninguém escreve ao coronel (1961), Os funerais da mamãe grande ,Má hora: o veneno da madrugada ,Cem anos de solidão (1967) ,A última viagem do navio fantasma ,Entre amigos ,A incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada ,Um senhor muito velho com umas asas enormes ,Olhos de cão azul ,O outono do Patriarca ,Como contar um conto (1947-1972) ,Crônica de uma morte anunciada (1981) ,Textos do caribe ,Cheiro de goiaba ,O verão feliz da senhora Forbes ,O Amor nos tempos do cólera (1985) ,A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile ,O general em seu labirinto ,Doze contos peregrinos (1992) ,Do amor e outros demônios (1994) ,Notícia de um seqüestro ,
Obra periodística 1:
Textos Andinos ,
Obra periodística 3:
Da Europa e América ,Viver para contar ,Memória de minhas putas tristes,

LEIA MAIS:
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RILKE, O POETA
ENTREVISTA COM LEDO IVO