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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MINHA VISITA À RECIFE

                      Recife das igrejas seculares


Muitos anos depois volto a Recife.
Estava saturada de saudades.
Curiosidade aguçada.Como seria? Como estaria?

Encontrei uma cidade  moderna ,mas,conservando a sua antiguidade  e seu orgulho do passado.

As "meninas super- poderosas


Ana Cláudia Xavier
Foi apenas um fim de semana.Um hors d’oevre que antecede um bom jantar.Mas,se não deu para matar inteiramente as saudades deu para fazer um flash- back  da sua beleza e,essa viagem,longe de ser uma viagem corriqueira,de turismo,passou a ter uma conotação afetiva,um acerto de contas com os meus sonhos,pois,graças ás minhas amigas,duas Anas,poderosas e uma Andréa,gloriosa,pude fazer muitos passeios e até freqüentar uma festa de bodas,bem mais interessante que as famosas bodas de Caná;bodas pernambucanas,com muito uísque honesto,muito vinho e um bufê digno da grandiosidade da família Gouveia,pernambucanos de boa cepa.
Do mercado São José a  Olinda,foi só alegria.E tome passeio.E tome tapioca,que adoro.
Teve um sarau delicioso na Saraiva –lançamento do livro do amigo Sidney Nicéas – regado a champanhe e boa música.

                                   Sidney Nicéas

Teve encontros deliciosos e inesperados ,ainda no aeroporto,com o Nando Reis e a Carla Camurati.


NANDO CORDEL E SUA SIMPATIA INATA




CARLA CAMURATI,
ESPONTANEIDADE,TALENTO E BELEZA

OLINDA

Tive direito de passar um dia inteirinho em Olinda das minhas paixões e re- visitar suas igrejas ,subir suas ladeiras e fotografar os casarões.Esse “monumento secular das velhas gerações” mexe com o meu imaginário.


Vi a casa de Maurício de Nassau e a casa de Moraes Moreira.Visitei o túmulo de D. Hélder Câmara.



Almocei num  tranqüilo restaurante  cuja varanda dava para o mar  e propiciava papos gostosos com as amigas.



Estive no Maria,Maria, onde se pode comer bem a baixo custo tudo da culinária regional.


               Maria,Maria-travessuras e gostosuras



                              Travessuras de Miriam



Apreciei o variado artesanato   do “Artes do Imaginário” e agradeci a Deus por ter deixado os cartões de crédito em casa.



Livrai-me das tentações,São Miguel Arcanjo,porque,diante de tantas, a resistência fica  muito fraca e a gente se lenha,meu santo!
Aquele banco de madeira  trabalhado ,aqui presente nas fotos,não me sai da cabeça.
Voltarei para comprar,viu Diogo?viu  



O banco

Guilherme? promessa é dívida.
E os cantadores que até fizeram uns versos para mim!?É ou não é a glória? Virar musa de poeta em Olinda não é pra qualquer um não ,cara pálida.






Mamulengos


MAR HOTEL

Uma palavrinha sobre o  hotel.
Gente, recomendo e não estou ganhando cachê,acredite.
Meus leitores sabem que esse blog só louva o que deve ser louvado.
O Mar  Hotel fica na Boa Viagem e é maravilhoso;o preço é justo , o café da manhã  é uma loucura gastronômica  e o pessoal de serviço muito atencioso e delicado.Palmas especiais para Cris,na recepção.












Vista da piscina

Voltarei para lançar meus livros,para a Fliporto –vou perder de ver Deepak Chopra,Frei Beto e Tárik Ali?- e para passar o Carnaval.





Não vou ficar bestando como dizem os pernambucanos.Coisa boa é para ser apreciada e guardada nos barris de carvalho da lembrança.Como a famosa cachaça Carvalheira.


Palavra do leitor:



PARABÉNS,CARÍSSIMA PELA BELA VIAGEM DE FINAL DE SEMANA.RECIFE ERA A CIDADE QUE MEU PAI MAIS AMAVA DEPOIS DE FEIRA DE SANATANA ONDE NASCEU,E OLHA QUE ELE ERA BAIRRISTA MESMO.
TEXTO LEVE E GOSTOSO DE LER COM FOTOS ILUSTRATIVAS.VALE A PENA LER E VER VOCE,SEMPRE.BEIJOS DE FELIZ SEMANA.
Cézar Ubaldo,escritor feirense;p/ mail



Olá Miriam!
Que beleza, que vitalidade! Acessei o seu blog e a vi sempre feliz e sorridente,
nessa espontaneidade que lhe é natural. Essa expressão de simpatia irradia
felicidade.
Um abração, nobre amiga.
Everaldo,p/mail-26/10/11


02/11/11 09:54 - Elenite Araujo

Belezas da minha terra natal que ainda não tive o privilégio de ver
de perto...Mas quem sabe um dia...Abraço a ti,desejando um bom dia!





domingo, 14 de março de 2010

CASTRO ALVES, O POETA DA ESPERANÇA!



Em 1847,nascia, na Fazenda Cabaceiras, Antonio de Castro Alves,um dos maiores poetas brasileiros.
Filho de médico,o pai mudou-se ,mais tarde,para Muritiba,cidade do Recôncavo Baiano,para que o filho aprendesse as primeiras letras.
Em 1854 a família mudou-se para Salvador e o menino Cecéu foi matriculado no Colégio Sebrão;mas,logo foi transferido para o Ginásio Baiano,do emérito professor Abílio César Borges.
Ávido leitor dos poetas franceses,como Vitor Hugo,aos 13 anos escreve sua primeira poesia.
Indo estudar Direito no Recife,onde foi colega de Tobias Barreto,consegue publicar num jornal desta cidade,”A Destruição de Jerusalém”,provavelmente influenciado por Torquato Tasso,célebre poeta italiano.
Belo,elegante,vasta cabeleira negra,olhos pretos devoradores,o jovem fazia sucesso entre as mulheres;até a famosa atriz Eugênia Câmara,depois sua grande paixão,declamou versos seus no Teatro Santa Isabel.
Em 1864,porém,coisas terríveis aconteceram.Seu irmão mais velho suicidou-se e ele contraiu uma tuberculose;após a primeira hemoptise voltou à Bahia,para tratar-se.
Um ano depois volta para Recife com Fagundes Varela e declama “O Século” na abertura dos cursos jurídicos.Funda uma sociedade abolicionista.
Começam as viagens,Salvador,Rio de Janeiro,sempre em companhia da amada Eugênia Câmara.
Quando ele aparecia nos saraus ou na platéia dos teatros, belo e forte como um jovem herói,irrepreensivelmente vestido de negro que lhe ressaltava a palidez romântica,os homens o aplaudiam com vigor e as mulheres suspiravam,comovidas.Todos os que ouviam a sua voz melodiosa e retumbante,eram presas de fortíssima comoção e prorrompiam em brados entusiasmados.
Cursa o terceiro ano de Direito em São Paulo,na Faculdade do Largo de São Francisco.
1868 foi um ano produtivo. Escreveu e declamou “o Navio Negreiro”,foi aprovado nos exames,seu poema “Gonzaga” estreou no Teatro São José e rompeu com Eugênia.
Parece que a tragédia foi sua companheira,pois,ao sair para uma caçada, pulando para atravessar um riacho,detonou sua própria espingarda e baleou o pé,que teve que ser amputado,sem anestesia.
A conselho médico vai para Curralinho;tenta a cura em Santa Isabel;melhor,volta para Salvador para o lançamento do seu livro “Espumas Flutuantes”.
Em 1871, aos 24 anos,morre o poeta maior da Literatura brasileira.Desaparecia tão cedo a sua formosa mocidade e gênio;foi o guia e chefe dessa geração de jovens desassombrados,que lutava pelo que considerava certo e pela liberdade dos despossuídos.
Já o era no seu tempo como é agora, idolatrado pelo povo;Sofreu com a inveja e a “panelinha” literária da época,que existe e persiste até os nossos dias.Mas,a admiração anônima e espontânea dos leitores é o que interessa ao escritor porque o leva à fama e à posteridade.
Os sábios distinguem e julgam;só o povo ratifica a justiça ou o gosto dessas sentenças;a admiração popular nunca faltou a Castro Alves.
Ainda hoje me emociono até às lágrimas quando recito “Ode ao Dois de Julho” ou “Navio Negreiro”;do mesmo jeito que me emocionava nos idos de ’60,quando na Escola Normal ou nos festejos do 2 de Julho era chamada a recitá-los,em público.
LEIA TAMBÉM:
Um poema de Castro Alves,no blog:wwwfiatluxblogspotcom.blogspot.com
FALA O LEITOR:
Paulo Martins 13:19 (30 minutos atrás)
Grandiosíssimo Poeta! Pena que tenha vivido pouco, não é mesmo, cara Miriam!Mas penso que pessoas assim não morrem de fato!Abraço e ótima semana
Paulo