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segunda-feira, 14 de março de 2011

ELOGIO DA ALEGRIA!


É indiscutível a importância da alegria no sentido de transformar ou modificar ambientes malsãos ou demasiado pesados.
Na verdade, ninguém resiste ao seu poder purificador,pois,a alegria age como um raio de sol após a chuva,a primavera após o inverno,a celebração da vida após a morte.
As pessoas sérias,aquelas que se revestem de uma importância que não têm,muitas vezes desprezam a alegria como uma virtude  menor ,própria daqueles irresponsáveis,incapazes de levar a sério os problemas do mundo.Refiro-me a alguns filósofos e pregadores fundamentalistas para quem este mundo é um vale de lágrimas e o riso e a alegria ofendem seus princípios medievais,que sobrevivem através do medo e do pecado.
“Muito riso, sinal de pouco siso”,dizem ,compungidamente,de mãos postas,nos seus trajes negros  e espírito,idem.E,assim,mantêm seus seguidores e conservam o rebanho dentro do cercado da ignorância  e da  obscuridade.
Se nos lembrarmos dos tempos áureos da Grécia, veremos um povo feliz,cujos deuses pregavam a alegria,a dança,o sexo livre,sem recalques ,a música e as festas.
Ninguém se preocupava com pecado,nem sabia o que era isso.Pecado era não ser feliz.
Os mensageiros da alegria são sempre bem-vindos; os poetas,os músicos,os palhaços,os comediantes,porque estes não criticam os homens,criticam os vícios.Suas sátiras fazem um retrato de uma sociedade que está doente,e,pior,não tem nenhuma intenção de se curar.Prefere viver de analista em analista,de psicólogo em psicólogo ou amparado num deus de horror que pune tudo,tudo exige e tudo reclama.
Nesta luta insana da alma contra o corpo,não há vencedores,há doentes.Se não fosse.por exemplo,a catarse do Carnaval,como seria?
Por isso,nossos governantes,homens sérios,naturalmente,estimulam  o circo,pois,sem ele,a exigência pelo pão seria muito pior a os poderes não se sustentariam.  
A alegria é necessária; espalha a satisfação entre os homens,inculca na humanidade um sentimento de bem-estar,a liberdade do riso,o prazer da convivência.
Mas,só os ricos de espírito podem ser os condutores da alegria;só a eles se dá o direito de distribuir os seus bens.
Pessoas felizes estão sempre rindo.As críticas duras,as cobranças  ,cenho franzido não fazem parte do seu temperamento.A tolerância,sim.
Desconfie dos fundamentalistas,dos muito religiosos,dos tementes a deus,dos críticos e dos certinhos,no mau sentido:eles se acham os “eleitos”,os “queridinhos de deus” ,os donos da “.verdade”.Fuja deles como o diabo da cruz,pois,têm o poder de estragar sua vida.
Preste atenção em você,no seu comportamento quando encontra uma pessoa alegre. Sua face brilha,um contentamento vivo  se instala,sua fronte se desanuvia e ouve-se sonoras gargalhadas no ambiente onde você está.Tudo fica mais colorido e leve e brilhante como na terra dos hiperbóreos*.
Parece que os deuses de Homero e Hesíodo entraram na sala expulsando imediatamente, a tristeza e a desolação , tão destrutiva para os humanos.
Rir é o melhor remédio para tudo. Sábio é o homem que ri de si mesmo.
Apesar de naturalmente alegre, nem eu mesma sei direito definir a alegria; pois,definir é traçar limites e ela é ilimitada.
A alegria é livre porque diz o que pensa,nada teme  e não se importa nem um pouco com o que os soturnos pensam dela.Sua missão é trazer felicidade,disseminar o riso,eliminar sofrimentos reais ou imaginários.
--“É melhor ser alegre do que triste,a alegria é a melhor coisa que existe é assim como a luz no coração...”dizia o poetinha,ele mesmo ,um homem sem limites.
Geralmente,são os tristes os donos de longos discursos porque eles têm que convencer seus semelhantes;a alegria fala pouco e muito ri.
Por isso, estou parando por aqui.
Viva a Alegria!
*Hiperbóreos: povo mitológico que habitava um paraíso onde não existia tristeza,nem doença.
Do grego hiper:super e boréia,norte ,ou seja,povo 
oriundo de terras além do vento norte (bóreas).




*Texto da Miriam Sales
PALAVRA DO LEITOR:




Miriam
Tentei colocar no blog CONTOS E CAUSOS o comentário abaixo mas não consegui.

O maior elogio à alegira é o canto suave e belo que flue do texto acima, da autoria de um dos maiores talentos da Bahia contemporênea: Miriam de Sales Oliveira!
Saudades

Geraldo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS...


"Depois do Carnaval as pessoas não se encontram,se batem"

Mirokca



Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra
Acabou nosso carnaval

Ninguém ouve cantar canções

Ninguém passa mais brincando feliz

E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor
E no entanto é preciso cantar

Mais que nunca é preciso cantar

É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem

Qualquer dia vai se acabar

Todos vão sorrirVoltou a esperança

É o povo que dança

Contente da vida, feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis

E há tão grandes promessas de luz

Tanto amor para amar de que a gente nem sabe
Quem me dera viver pra ver

E brincar outros carnavais

Com a beleza dos velhos carnavais

Que marchas tão lindasE o povo cantando seu canto de paz

Seu canto de paz

Autores:Vinicius de Moraes/Carlinhos Lyra

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ANTIGOS CARNAVAIS!...



ANTIGOS CARNAVAIS
Eram muito gostosos os carnavais da minha infância!
Embora morássemos numa cidade do interior,Dezembro chegando,tomávamos o trem para Salvador,onde moravam meus avós maternos,e,enquanto a Mariafumaça vencia os trilhos com sua eterna cantilena “café com pão bolacha não”,eu antegozava os prazeres que me esperavam na Capital,e,principalmente.o carnaval,para mim,a melhor de todas as festas,suplantando até o Natal.
Meu pai,festeiro como ninguém e um pé de valsa que faria inveja a Juscelino,tratava logo de alugar um carro,uma baratinha sem capota,para nos levar ao corso.Também tratava do aluguel das cadeiras na Rua Chile,ponto estratégico onde passava todos os foliões e os carros alegóricos,fazendo o Corso.Dodô e Osmar ainda não tinham inventado o Trio Elétrico,que mudou a face do carnaval da Bahia.
Minha mãe,que nunca foi festeira,mas,nos acompanhava,tratava das minhas fantasias;uma para cada dia,o Domingo,começo da festa,a Segunda Feira Gorda da Ribeira e a Terça,fim do tríduo momesco.Sem direito á prorrogação.
Um dia eu saía de cigana,aproveitando as longas e grossas tranças que exibia na época;estamos falando dos anos quarenta e eu tinha sete anos.(1949);na segunda feira,virava odalisca,cheia de véus de gaze transparentes,que meu avô achava uma indecência;na terça,me vestia de baiana,á lá Carmem Miranda;confetes e serpentinas,não faltavam.Bem como as lança-perfumes Rhodo e Rodouro,sem elas para borrifar nas pessoas,(e só para isto,ninguém falava em cheirinho da loló)o carnaval perdia a graça.
Centenas de foliões mascarados,os( “caretas” )ou fantasiados ,desfilavam sua alegria,entre a Avenida Sete até a Praça da Sé.Quase não havia carnaval nos bairros.A mudança do Garcia,cheia de alegria e irreverência,temida pelos políticos,dura até hoje;já o “jegue de cueca e a jega de calçola”,da Massaranduba,bairro popular,este acabou.Bem como o Clube Carnavalesco “Rosa do Adro”,que também se foi.
Havia blocos como “os Filhos de Gandhi”,que já despontavam e o violento “Apaches do Tororó”,cujos membros invariavelmente acabavam no xilindró,para gáudio da população,que se deslocava para as portas das Delegacias,na quarta-feira de cinzas,para ver a saída dos prisioneiros fantasiados e rir da cara de todos.
Porém, belos eram os clubes carnavalescos com a majestade dos seus carros alegóricos,cheios de mulheres bonitas e muita música,cor e alegria.Cada um,queria suplantar o outro em riqueza e pujança.Havia o “Fantoches da Euterpe”,o “Cruz Vermelha”,o” Inocentes em Progresso”,com um carro só de crianças.
A discriminação velada ainda persistia.Os negros só podiam festejar na Baixa dos Sapateiros,Liberdade,onde nasceu o Ilê Aiyê,e na periferia.
Isto durou até 1950,quando o engenheiro mecânico Osmar Macedo e o radiotécnico Dodô Nascimento decidiram fazer o seu carnaval tocando suas músicas em cima de um Fordeco 1929,criando assim o “pau elétrico, avô dos trios elétricos de hoje.

IMG:Busca google

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

OS DONS DA ALEGRIA!


Os dons da alegria.
Quanto custa ser alegre?Nada. Basta abrir um sorriso e todos serão conquistados.
Ninguém resiste a uma expressão de amor,a uma voz suave ,a um todo confiante e cheio de afeto e atenção.
As pessoas andam tão carentes,tão desviadas dos seus verdadeiros objetivos,tão egoístas e mergulhadas nos seus pequenos problemas,que se esquecem de abençoar a vida.A vida,que é o maior bem que recebemos de Deus.
Somos todos mensageiros do Infinito.Por onde passarmos vamos plantar boas sementes de amor e felicidade,pois boas sementes dão bons frutos.Colheremos aquilo que plantarmos.Quem semeia vento ,colhe tempestades diz o velho ditado.
Mas ,quem semeia o bem,recebe benesses,agradecimentos fervorosos e muito amor.
Olhe para as dores dos seus irmãos e procure amainá-las, incutindo fé e esperança aos desvalidos ou desiludidos .O retorno virá;talvez não ,daquele a quem você ajudou,porém, de outros que ,como você,ainda acreditam na bondade.
Gostou?Então retorne!

sábado, 14 de novembro de 2009

A LENDA DO ARCO-ÍRIS

A lenda do Arco-Íris
Mitologia árabe)
Em nome de Allah, clemente e misericordioso...
No principio dos tempos tudo era branco. Os mares,os desertos áridos,as montanhas imensas,o céu infinito,tudo.Nestes tempos tão remotos,que nem habitam mais a memória dos homens,só o arco-íris tinha permissão de Allah para ser colorido.E quando ele aureolava o céu,mostrava aos mortais a sua beleza incomparável.Todos se quedavam embasbacados.Mas,havia uma coisa muito estranha.O arco-íris tinha uma sombra.Uma sombra colorida,belíssima,estonteante,formada por dezenas de cores visíveis e invisíveis.Roxo,alaranjado,amarelo,verde,azul,anil,violeta.Era como um abraço de luz circundando a Terra.
Um djin bondoso chamado Sete-Luzes,com pena dos homens pediu ao Onipotente que lhe desse de presente a sombra do arco-íris,aquela magnífica sombra tecida de luz e caprichosas cores.
E Allah,na sua bondade e misericórdia,deu-lhe a sombra cobiçada.
Louco de felicidade, Sete-Luzes apanhou a sombra e começou a tirar suas cores e esparzi-las pelo mundo.Como um pintor febril,coloriu a sua tela,enchendo-a de vida e claridade e cor.O djin apanhou um pouco do azul que atirou para o firmamento e o céu se transformou num véu de pura safira;cobriu de verde as florestas,desde o tom claríssimo até o verde profundo das matas virgens;com o azul tingiu as montanhas mais altas e distantes e com o cinza ,criou o mar tempestuoso.
Em dias calmos o mar recebeu as nuances de verdazul que o torna único.
As flores resplandeceram de luz, afogadas no ouro do amarelo,no rosa suave,o calmo lilás,o vermelho radioso das rosas perfumadas.Todas as crianças do mundo sorriam e batiam palmas.
Por toda parte o gênio espalhava a luz e embelezava as coisas; porque,na beleza reside o Eterno.E tudo isto foi feito apenas com sete cores.
As jovens de todos os países, encantadas com tanta beleza,imploraram ao djin que não as esquecesse;então,ele lhes deu um pouco de carmim para os lábios,o dourado para os cabelos ,o azul para os olhos e o rosa para as faces.Mas,as mulheres são tinhosas e algumas preferiram ter olhos verdes e cabelos negros;outras,queriam olhos e cabelos castanhos;a todas ele atendia com amor e paciência,segundo a vontade de Deus,é claro.Pois a grandeza de Deus dá vida a tudo.
Sete-Luzes era muito apressadinho e na ânsia de colorir tudo ia deixando as cores cair pelos caminhos, sobre as pedras :daí surgiram as safiras,os topázios,os rubis,as misteriosas ametistas.As pedras preciosas.
E, assim,também os pássaros,as borboletas,os animais.
Porém,nem tudo recebeu colorido;as nuvens e a neve permaneceram brancas.
Cansado, Sete-Luzes atirou as cores que sobraram ao acaso.Mais que depressa o Sol as apanhou.Ao nascer,enche de vermelho o poente;durante o dia colora tudo de amarelo brilhante;ao se pôr espalha ouro líquido por todo o horizonte.
Sete-Luzes terminou feliz a sua tarefa. Tinha realizado o sonho pelo qual tanto lutara.Para vencer é preciso acreditar e ter o coração dominado pelo impulso forte de um ideal.
(Adaptada das “Mil e uma Noites”)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CONTOS E CAUSOS



Com a mesma emoção com que a gente pega um filho recém-nascido nos braços,recebi,ontem,o "CONTOS E CAUSOS".
Esta doce alegria de ver impressos seus pensamentos é uma das boas coisas que acontecem ao escritor,além do prazer de ver seu livro nas mãos dos leitores que apreciam suas estórias,alguns demonstrando na leitura o mesmo prazer que você sentiu ao contar.
Sempre afirmei que cada pessoa é uma biblioteca e todos deviam ter o direito de contar suas estórias.Seria interessante perceber as diversas visões do mundo aos olhos de cada um.
Meu livro nasceu das muitas narrativas que ouvi em criança e adolescencia,nos lugares por onde andei,nesses grotões do Interior onde passei meus primeiros anos.Alguns personagens folclóricos conheci pessoalmente.
Outros fizeram parte da tradição oral que já deu à arte das letras tanta coisa boa.
Com este meu último rebento tentei realizar os tres principais objetivos da Literatura:instruir,educar e divertir.
Vou me sentir verdadeiramente realizada se meus leitores rirem felizes com esses casos divertidos e esquecerem um pouco do stress do cotidiano.
Cada exemplar pode ser adquirido através da editora Seven System;pedidos para biblioteca24x7,onde trechos do livro podem ser também degustados virtualmente por $7.50
Valor do exemplar:$25.00
Se você adquirir,meu caro leitor,vai fazer tres pessoas felizes:o autor,o editor e você que terá bons momentos de diversão e risos.