Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original. Mas aí, pinta a dúvida: afinal, quanto eu vou ganhar com isso? As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então vamos lá entender quanto ganha um escritor:
• Critério: na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.
• Vendagem: cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo, então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.
• Tempo de repasse: novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais (ítem 1). Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.
• Exemplares de autor: isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).
• Tiragem: sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).
Vale lembrar que…
Esses são detalhes técnicos que em nada devem impedir sua vontade de publicar ou doutrinar seu talento e disposição para compartilhar suas idéias, certo?
NOTA DA AUTORA:
Transcrevi esse artigo do excelente site da Carolina Vigna para tentar tirar as dúvidas de todo escritor novato sobre os seus ganhos.As negociações com editoras (seja com as que lhe pagam ou as que recebem de você) são quase sempre traumáticas e o novel escritor se perde ou por falta de conhecimento ou por excesso de expectativas.
Quando comecei a pensar em publicar meus trabalhos comecei a pesquisar muito na Internet,ler muito,perguntar muito e assim fui aprendendo um pouquinho sobre este mercado editorial duvidoso e onde o escritor não navega em águas mansas e pode cair em armadilhas dolorosas.Eu mesma fui vítima de uma cata-níquel,uma editora paulista que tem dado prejuizo a dezenas de autores.
Pense muito,colega,antes de se decidir a publicar seu livro.Procure muito,informe-se,consulte advogados amigos sobre contratos,desconfie de quem oferece muito,e só faça negócios seguros.Queira o preto no branco.
E Boa Sorte!
Você vai precisar.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
UM BOM VENDEDOR NÃO TEM PREÇO!

Tenho insistido , nos meus artigos , que , o escritor precisa ser também , um vendedor.
Ninguém melhor do que ele venderia o seu peixe , não é? Pois , ninguém conhece melhor sua obra , seus propósitos quando a escreveu e o que espera dela com relação ao público.
Como cada vez é mais complicado para o escritor independente colocar seu trabalho nas livrarias , pois o ganho é irrisório e, algumas das grandes nem pagam ao escritor o que lhes é de direito , torna-se necessário para a própria sobrevivência da obra que o autor saiba como vendê-la.
Comece por perder a timidez e considerar a venda como um trabalho sujo e desagradável ; você não vai ser um vendedor insistente , nem picareta , incomodando as pessoas , constrangendo-as ou fazendo uma abordagem agressiva.
Pense que,tudo no mundo é venda.O médico vende promessas de saúde, o advogado vende leis ,o padre vende um suposto lugar no céu , o professor lhe vende conhecimento , o comerciante vende bens e serviços necessários á sobrevivência.
Como fui , com muito orgulho , vendedora de livros e hoje sou escritora , portanto transitei nos dois mundos , desejo passar , para vocês um pouco da minha experiência.
Vamos conhecer algumas técnicas para ter sucesso com vendas.
Vender , (eu já dizia há muitos anos atrás quando treinava equipes de vendas) é fazer alguém pensar como nós pensamos;é usar a mais velha técnica do mundo:a técnica da persuasão.
Mas, vamos ao que interessa,o jeito gostoso e sadio de realizar uma venda bem feita.
*Entenda que cada leitor é único ; portanto , antes de tudo , identifique o que interessa a ele. Não vá vender livro de auto – ajuda a um cético, por exemplo.
**A venda de livros é , acima de tudo , passional:o leitor vê , folheia , gosta , compra.
Uma boa capa é fundamental; ela desperta o interesse.Uma boa sinopse , também, ajuda um bocado.Ali , o leitor percebe se , naquele livro está o que ele procura.Ai é onde entra o seu talento: fale com paixão da sua obra , interesse o leitor , faça com que ele deseje saber o que tem lá dentro.
***Esqueça aquela estória de hippie; ficou bem nos anos sessenta , mas, está démodé; o escritor deve ser educado , falar bem e pausado , vestir-se com elegância.
Se mulher e bonita,procure não mostrar muito os seios num decote marilyniano; afinal , é seu livro que você quer vender , não é?
Nem preciso dizer da importância do Português correto; não assassine a língua se você quiser viver dela.
****Dê atenção ao seu leitor; converse com ele , discuta , debata temas, e, depois da compra, ligue ou passe um e-mail para ele, querendo saber se o livro o agradou, se o satisfez , troque idéias sobre literatura , sobre outros autores , fidelize seu leitor.
É importante que você tenha um blog ou site onde possa ser encontrado; convide o leitor a visitá-lo. Corresponda-se com ele por e-mail , fale das novidades , não o perca de vista.Ele ficará encantado!
Não é á toa que Paulo Coelho mantém dezenas de secretárias para responder e-mails de seus fãs.
*****Atenção , hein! O leitor sabe quando o vendedor mente. Não adianta dizer que você ganhou o Jabuti ou que pertence a alguma Academia , pois , se o cara é seu leitor é porque é inteligente.E gente lida e inteligente não se deixa enganar facilmente.
******Se o leitor reclamar de alguma coisa , seja solícito e atencioso.Procrastinar , nesses casos , é suicídio.
*******Um sorriso amplo faz muito por você ; ele só perde para a organização e o planejamento.Numa tarde de autógrafos não saber onde pôs a caneta é imperdoável. Esquecer o nome do leitor , suicídio.
********Seu leitor não vai simplesmente comprar um livro; ele compra uma idéia: a idéia do status , do conhecimento, do desejo de viajar pela sua mente , ,de ver o que você tem a dizer.O desejo de descobrir novos mundos.
Se você , em vez de livros vendesse batom , ele (a) compraria a ilusão de beleza que o batom lhe proporciona.
********* Nunca subestime a inteligência do seu leitor; nem entre em conflito com as idéias dele por mais estapafúrdias que sejam. Aprenda a respeitar os “feios”.
**********Concentre-se no seu livro. Evite debates políticos ou religiosos e , principalmente , nunca, mas , nunca mesmo fale mal de um colega. A ética é sempre bem -vinda em qualquer situação.
terça-feira, 6 de abril de 2010

CONTANDO EXPERIÊNCIAS
Muita gente sabida diz: “experiência é como um carro com os faróis voltados para trás”,ou seja,não serve para coisíssima nenhuma,a não ser para que o experiente assuma um ar doutoral,achando que está salvando o mundo.
Afinal,cada caso é um caso e,nem sempre o pau que bate em Chico bate em Francisco o que mostra que cada um deve viver e experimentar suas próprias sensações e/ou experiências.
Mas,no ramo do livro,eu acho,sim,que a gente pode divulgar situações que viveu e impedir que colegas incautos movidos a sonhos,caiam em arapucas.
Todo artista é mau negociante; aqui,em Salvador,um pintor famoso nunca tratava da comercialização das suas telas;papel que cabia à esposa,um dragão de saias,que fazia valer o trabalho do marido.
Quem começou a carreira como internauta,como eu,sabe que os internautas adoram boca livre.Todos amam e adoram seus textos ou textículos,mas,se forem grátis.Compras,nem pensar!
Eu não me queixo com relação a um livro que vendi pela internet;passei todos e já vou para uma segunda edição.Mas, - pasme ! - minha editora não vendeu um só livro,apesar das mirabolantes promessas que me fez,inclusive de aparecer na TV Globo,no programa de um conhecido cômico.
Aviso aos navegantes da Internet e futuros Machados de Assis:editoras sérias não tomam dinheiro de autores para publicar livros.Esta é uma informação que as Câmaras dos Livros de seus Estados deveriam estar lhes passando e que,muitas vezes não passam porque os autores hesitam em fazer a filiação,para não pagar a taxa anual,aqui em Salvador,mínima ,$70.00 por ano.
Se uma editora contatar você,meu amigo,seja por e-mail ou através da Mesa do Editor,que faz o link entre o autor e o editor,num trabalho sério e quase sempre gratuito,é porque achou seu trabalho interessante e viável.
Então,fique de posse da bola e proponha o seguinte:ela banca toda a edição,incluindo layout e capa (muito caros para você,iniciante,bancar) e repassa para você 20 ou 30% do preço de capa,a cada livro vendido.,mantendo seus direitos autorais,inegociáveis.As editoras preferem fazer cerca de 10 ou 15 exemplares e você ajudará a vender,cara pálida,pois,deve ter pelo menos dez parentes ou amigos endinheirados;ficar deitado eternamente em berço esplêndido esperando que os outros façam força prá você ficar vermelho,não funciona.Trabalhe seu livro!
E,ai,entra uma das vantagens da Câmara;temos,só em Salvador,quatro ou mais livrarias afiliadas que vendem nossos livros.Teremos em breve um Portal só de autores baianos, (ou de outros estados,desde que filiados á CBaL)onde eles podem escrever,divulgar seus livros e até vender anúncios.
Uma outra forma de patrocínio é o mecenato.Michelangelo e Da Vinci,Rubens e Veronese já utilizavam ,sem corar,e,se não fosse assim,talvez nunca os tivéssemos conhecido.
Com seu projeto debaixo do braço e disposto a gastar sola de sapato,que aqui custa barato,como canta o Gil,visite empresários de médio ou grande porte (dependendo do tamanho do seu sonho) e proponha que publiquem seu livro,investimento com retorno garantido pela Lei Rouanet(se for coisa de milhões) ou pelo FazCultura(se milhinhos,resolverem);em ambos os casos,cerca de 60% do investimento será retornado aos cofres do empresário,através do IR das empresas dele.
Um bom negócio! O cara investe pouco,tem sua empresa reconhecida por patrocinar Cultura e você ainda lhe dedica o livro;se ficar famoso e sua obra atravessar os séculos,o nome dele lá está,coladinho ao seu,ad aeternum.Suprema glória!
Portanto,mexa-se,levante -se dessa sua poltrona ou rede e vá á luta.
O Céu, nem a Deusa Cadela como D. H. Lawrence chamava a Literatura ,não ajuda o homem que não age.
Muita gente sabida diz: “experiência é como um carro com os faróis voltados para trás”,ou seja,não serve para coisíssima nenhuma,a não ser para que o experiente assuma um ar doutoral,achando que está salvando o mundo.
Afinal,cada caso é um caso e,nem sempre o pau que bate em Chico bate em Francisco o que mostra que cada um deve viver e experimentar suas próprias sensações e/ou experiências.
Mas,no ramo do livro,eu acho,sim,que a gente pode divulgar situações que viveu e impedir que colegas incautos movidos a sonhos,caiam em arapucas.
Todo artista é mau negociante; aqui,em Salvador,um pintor famoso nunca tratava da comercialização das suas telas;papel que cabia à esposa,um dragão de saias,que fazia valer o trabalho do marido.
Quem começou a carreira como internauta,como eu,sabe que os internautas adoram boca livre.Todos amam e adoram seus textos ou textículos,mas,se forem grátis.Compras,nem pensar!
Eu não me queixo com relação a um livro que vendi pela internet;passei todos e já vou para uma segunda edição.Mas, - pasme ! - minha editora não vendeu um só livro,apesar das mirabolantes promessas que me fez,inclusive de aparecer na TV Globo,no programa de um conhecido cômico.
Aviso aos navegantes da Internet e futuros Machados de Assis:editoras sérias não tomam dinheiro de autores para publicar livros.Esta é uma informação que as Câmaras dos Livros de seus Estados deveriam estar lhes passando e que,muitas vezes não passam porque os autores hesitam em fazer a filiação,para não pagar a taxa anual,aqui em Salvador,mínima ,$70.00 por ano.
Se uma editora contatar você,meu amigo,seja por e-mail ou através da Mesa do Editor,que faz o link entre o autor e o editor,num trabalho sério e quase sempre gratuito,é porque achou seu trabalho interessante e viável.
Então,fique de posse da bola e proponha o seguinte:ela banca toda a edição,incluindo layout e capa (muito caros para você,iniciante,bancar) e repassa para você 20 ou 30% do preço de capa,a cada livro vendido.,mantendo seus direitos autorais,inegociáveis.As editoras preferem fazer cerca de 10 ou 15 exemplares e você ajudará a vender,cara pálida,pois,deve ter pelo menos dez parentes ou amigos endinheirados;ficar deitado eternamente em berço esplêndido esperando que os outros façam força prá você ficar vermelho,não funciona.Trabalhe seu livro!
E,ai,entra uma das vantagens da Câmara;temos,só em Salvador,quatro ou mais livrarias afiliadas que vendem nossos livros.Teremos em breve um Portal só de autores baianos, (ou de outros estados,desde que filiados á CBaL)onde eles podem escrever,divulgar seus livros e até vender anúncios.
Uma outra forma de patrocínio é o mecenato.Michelangelo e Da Vinci,Rubens e Veronese já utilizavam ,sem corar,e,se não fosse assim,talvez nunca os tivéssemos conhecido.
Com seu projeto debaixo do braço e disposto a gastar sola de sapato,que aqui custa barato,como canta o Gil,visite empresários de médio ou grande porte (dependendo do tamanho do seu sonho) e proponha que publiquem seu livro,investimento com retorno garantido pela Lei Rouanet(se for coisa de milhões) ou pelo FazCultura(se milhinhos,resolverem);em ambos os casos,cerca de 60% do investimento será retornado aos cofres do empresário,através do IR das empresas dele.
Um bom negócio! O cara investe pouco,tem sua empresa reconhecida por patrocinar Cultura e você ainda lhe dedica o livro;se ficar famoso e sua obra atravessar os séculos,o nome dele lá está,coladinho ao seu,ad aeternum.Suprema glória!
Portanto,mexa-se,levante -se dessa sua poltrona ou rede e vá á luta.
O Céu, nem a Deusa Cadela como D. H. Lawrence chamava a Literatura ,não ajuda o homem que não age.
Leis de Incentivo
A empresa que apoia a cultura e seus profissionais através do Mecenato Cultural garante
acesso às artes, ao entretenimento, estimula a profissionalização do segmento e a melhoria
da qualidade de vida a milhares de pessoas. Para além disso, o Marketing cultural tem o
poder de transferir para a Marca Patrocinadora e seus Produtos os valores e ações propagados
pelo projeto cultural, criando um vínculo emocional com seus clientes.
Entenda mais sobre a renúncia fiscal.
RETORNO AO PATROCINADOR
Além dos benefícios fiscais concedidos pelas leis de incentivo, o patrocinador terá um produto
cultural totalmente conectado ao seu plano de marketing ampliando as possibilidades desta
área sem comprometer o orçamento da empresa.
Pela assinatura do projeto o patrocinador terá direito aos seguintes benefícios publicitários e
promocionais:
MARKETING INSTITUCIONAL: A marca será vinculada a um produto cultural diretamente adequado
à filosofia institucional da empresa patrocinadora, no que diz respeito à sua participação
social e cultural associando-se à cultura nacional e aos valores difundidos no projeto.
PEÇAS PROMOCIONAIS E DE SUPORTE: Inserção da logomarca nos materiais de divulgação (folders,
banners, camisetas, envelopes personalizados, entre outros) buscando a associação direta do
patrocinador à filosofia e temática do produto cultural.
RENÚNCIA FISCAL
A Lei Roaunet n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de
Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas naturais,
que poderão abater do Imposto de Renda devido o valor investido nestes projetos até o limite
de 4% do IR a pagar para Pessoa Jurídica, o limite sobe para 6% para Pessoa Física.
Já o Fazcultura permite que os projetos aprovados pela Comissão Gerenciadora recebam
patrocínio de empresas emitentes de notas fiscais no Estado da Bahia, que poderão abater do
seu ICMS o valor investido em projetos, até o limite de 5% do imposto devido.
COMO SÃO OS TRÂMITES DAS LEIS DE INCENTIVO?
Após a publicação da aprovação do projeto no Diário Oficial pelo Ministério da Cultura (MinC),
ou pela Secretaria de Cultura da Bahia, o patrocinador efetua um depósito bancário do valor
do patrocínio na conta especial do projeto cultural. O projeto então fornece um recibo no
valor do depósito efetuado, emitido de acordo com o modelo do MinC/SeCult. Com este
recibo, a empresa poderá deduzir do imposto a pagar a quantia referente ao patrocínio. O
procedimento é o mesmo que se faz com um recibo de médico e a dedução é feita na
declaração do Imposto de Renda ou no ato do pagamento do DAE do ICMS.
PASSO A PASSO PARA ENTENDER O MECANISMO DA LEI ROUANET (IR)
a. Supondo que uma empresa de grande porte tenha um lucro liquido de R$ 300 milhões,
ela terá que pagar, em primeiro, 15% de Imposto de Renda, ou seja, R$ 45 milhões
b. ... Mais 10% do seu lucro liquido sobre o que exceder o valor de R$ 240 mil, ou seja,
10% do valor final de R$ 300 milhões menos R$ 240 mil, quer dizer, 10% de R$
299.760.000, igual a R$ 29.976.000
c. Portanto no final das contas a empresa que teve um lucro líquido de R$ 300 milhões
terá que pagar R$ 74.976.000 (R$ 45 milhões mais R$ 29.976.000 = Imposto +
adicional).
d. De acordo com a Lei Rouanet, a empresa pode deduzir até 4% do IR devido,
revertendo este valor para projetos culturais aprovados no MinC, sendo que poderá
deduzir, em cinco áreas, 100% do investimento em tais projetos.
e. A empresa poderá, portanto, reverter R$ 1.800.000,00 em cultura e deduzir 100%
deste valor do seu total a pagar de Imposto de Renda, que cairá então para R$
73.176.000,00 (vale lembrar que os 4% definido pela lei somente incidem sobre o IR e
não sobre o adicional sendo, portanto, 4% de R$ 45 milhões).
f. Mas o benefício tributário não fica somente na dedução no Imposto de Renda. A
empresa também tem que pagar a Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL),
estabelecida, na maioria dos casos, na alíquota de 9%. E é daí que vem o lucro
financeiro se a empresa investir em cultura via Lei Rouanet.
g. Vejamos: em nosso caso, uma empresa com lucro de R$ 300 milhões terá que pagar
teoricamente R$ 27 milhões de CSLL.
h. Porém, se a empresa investir R$ 1.800.000,00 em cultura ela poderá abater este valor
como despesa operacional para calcular quanto deverá pagar de CSLL. No nosso caso
a base de cálculo da CSLL passou de R$300 milhões para R$ 298.200.000,00. Com a
redução da base de cálculo da CSLL a empresa tem um lucro financeiro de 9% do valor
investido no projeto, ou seja R$ 162.000,00.
RESULTADO
a. Se a empresa com lucro real de R$ 300 milhões não investir os R$ 1.800.000,00 em
cultura via Lei Rouanet ela terá uma carga tributaria federal de R$ 101.976.000,00.
b. A empresa que investiu via Lei Rouanet (nas áreas que concedem os 100%) pagou R$
1.800.000,00 menos de imposto, valor que foi investido no projeto cultural (podendo
se beneficiar de todo marketing cultural para uso da marca) e ainda obteve um lucro
financeiro na operação de R$ 162.000,00, que ela deixou de pagar de CSLL.
c. Além disso, ela pode criar, a partir do evento, campanhas promocionais de marketing
de relacionamento com seus clientes, utilizando para isso recursos de impostos e
agregando valor a sua marca.
O MECANISMO DO FAZCULTURA (ICMS) funciona de maneira bastante similar.
A empresa que apoia a cultura e seus profissionais através do Mecenato Cultural garante
acesso às artes, ao entretenimento, estimula a profissionalização do segmento e a melhoria
da qualidade de vida a milhares de pessoas. Para além disso, o Marketing cultural tem o
poder de transferir para a Marca Patrocinadora e seus Produtos os valores e ações propagados
pelo projeto cultural, criando um vínculo emocional com seus clientes.
Entenda mais sobre a renúncia fiscal.
RETORNO AO PATROCINADOR
Além dos benefícios fiscais concedidos pelas leis de incentivo, o patrocinador terá um produto
cultural totalmente conectado ao seu plano de marketing ampliando as possibilidades desta
área sem comprometer o orçamento da empresa.
Pela assinatura do projeto o patrocinador terá direito aos seguintes benefícios publicitários e
promocionais:
MARKETING INSTITUCIONAL: A marca será vinculada a um produto cultural diretamente adequado
à filosofia institucional da empresa patrocinadora, no que diz respeito à sua participação
social e cultural associando-se à cultura nacional e aos valores difundidos no projeto.
PEÇAS PROMOCIONAIS E DE SUPORTE: Inserção da logomarca nos materiais de divulgação (folders,
banners, camisetas, envelopes personalizados, entre outros) buscando a associação direta do
patrocinador à filosofia e temática do produto cultural.
RENÚNCIA FISCAL
A Lei Roaunet n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de
Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas naturais,
que poderão abater do Imposto de Renda devido o valor investido nestes projetos até o limite
de 4% do IR a pagar para Pessoa Jurídica, o limite sobe para 6% para Pessoa Física.
Já o Fazcultura permite que os projetos aprovados pela Comissão Gerenciadora recebam
patrocínio de empresas emitentes de notas fiscais no Estado da Bahia, que poderão abater do
seu ICMS o valor investido em projetos, até o limite de 5% do imposto devido.
COMO SÃO OS TRÂMITES DAS LEIS DE INCENTIVO?
Após a publicação da aprovação do projeto no Diário Oficial pelo Ministério da Cultura (MinC),
ou pela Secretaria de Cultura da Bahia, o patrocinador efetua um depósito bancário do valor
do patrocínio na conta especial do projeto cultural. O projeto então fornece um recibo no
valor do depósito efetuado, emitido de acordo com o modelo do MinC/SeCult. Com este
recibo, a empresa poderá deduzir do imposto a pagar a quantia referente ao patrocínio. O
procedimento é o mesmo que se faz com um recibo de médico e a dedução é feita na
declaração do Imposto de Renda ou no ato do pagamento do DAE do ICMS.
PASSO A PASSO PARA ENTENDER O MECANISMO DA LEI ROUANET (IR)
a. Supondo que uma empresa de grande porte tenha um lucro liquido de R$ 300 milhões,
ela terá que pagar, em primeiro, 15% de Imposto de Renda, ou seja, R$ 45 milhões
b. ... Mais 10% do seu lucro liquido sobre o que exceder o valor de R$ 240 mil, ou seja,
10% do valor final de R$ 300 milhões menos R$ 240 mil, quer dizer, 10% de R$
299.760.000, igual a R$ 29.976.000
c. Portanto no final das contas a empresa que teve um lucro líquido de R$ 300 milhões
terá que pagar R$ 74.976.000 (R$ 45 milhões mais R$ 29.976.000 = Imposto +
adicional).
d. De acordo com a Lei Rouanet, a empresa pode deduzir até 4% do IR devido,
revertendo este valor para projetos culturais aprovados no MinC, sendo que poderá
deduzir, em cinco áreas, 100% do investimento em tais projetos.
e. A empresa poderá, portanto, reverter R$ 1.800.000,00 em cultura e deduzir 100%
deste valor do seu total a pagar de Imposto de Renda, que cairá então para R$
73.176.000,00 (vale lembrar que os 4% definido pela lei somente incidem sobre o IR e
não sobre o adicional sendo, portanto, 4% de R$ 45 milhões).
f. Mas o benefício tributário não fica somente na dedução no Imposto de Renda. A
empresa também tem que pagar a Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL),
estabelecida, na maioria dos casos, na alíquota de 9%. E é daí que vem o lucro
financeiro se a empresa investir em cultura via Lei Rouanet.
g. Vejamos: em nosso caso, uma empresa com lucro de R$ 300 milhões terá que pagar
teoricamente R$ 27 milhões de CSLL.
h. Porém, se a empresa investir R$ 1.800.000,00 em cultura ela poderá abater este valor
como despesa operacional para calcular quanto deverá pagar de CSLL. No nosso caso
a base de cálculo da CSLL passou de R$300 milhões para R$ 298.200.000,00. Com a
redução da base de cálculo da CSLL a empresa tem um lucro financeiro de 9% do valor
investido no projeto, ou seja R$ 162.000,00.
RESULTADO
a. Se a empresa com lucro real de R$ 300 milhões não investir os R$ 1.800.000,00 em
cultura via Lei Rouanet ela terá uma carga tributaria federal de R$ 101.976.000,00.
b. A empresa que investiu via Lei Rouanet (nas áreas que concedem os 100%) pagou R$
1.800.000,00 menos de imposto, valor que foi investido no projeto cultural (podendo
se beneficiar de todo marketing cultural para uso da marca) e ainda obteve um lucro
financeiro na operação de R$ 162.000,00, que ela deixou de pagar de CSLL.
c. Além disso, ela pode criar, a partir do evento, campanhas promocionais de marketing
de relacionamento com seus clientes, utilizando para isso recursos de impostos e
agregando valor a sua marca.
O MECANISMO DO FAZCULTURA (ICMS) funciona de maneira bastante similar.
Fonte:Odô Produção Cultural
Facilitando a vida do autor!
PALAVRA DO LEITOR:
07/04/10 06:23 - CONCEIÇÃO GOMES
Valeu a informação.Um dos meus projetos menina dos olhos é publicar o meu livro.
06/04/10 10:43 - Ivone Alves SOL,poetisa e radialista baiana
Essa é a Míriam que eu conheço - compartilhando conhecimentos e incentivando-nos a fazer o que ela faz com muita propriedade. Muito válido, seu artigo, Miriam, prencialmente, para nós iniciantes. Um beijo grande nesse coração que amo!
06/04/10 10:40 - Norma Suely Facchinetti,escritora virtual
Miriam, seu texto traz informações valiosas. Quem sabe, quando me aposentar, resolvo enveredar por este caminho? Obrigada por compartilhar generosamente a sua experiência. Beijos querida.
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