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segunda-feira, 30 de maio de 2011

QUANTO GANHA UM ESCRITOR?



Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original. Mas aí, pinta a dúvida: afinal, quanto eu vou ganhar com isso?
As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas, na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então   vamos   lá   entender   quanto ganha  um  escritor:
  • Critério: na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.

  • Vendagem: cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo; então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.

  • Tempo de repasse: novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais (ítem 1). Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.
  • Minha colaboração:
Como escritora independente que paga suas próprias edições,meu acerto é com as livrarias que se dispõem a vender meus livros,consignados; nesse caso, o acerto é mensal quando se paga o que foi vndido ,retirando-se a parte das livrarias (entre 30a 50%)e devolvendo-se o que sobrou.
  • Exemplares de autor: isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).
  • Minha colaboração:
  • Uma das minhas editoras, a Via Litterarum disponibilizou 20 exemplares.A Universo do Autor,do grupo Ediouro,5.

  • Tiragem: sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).
  • MINHA COLABORAÇÃO :
  • Vale lembrar que feita e vendida  a primeira edição não significa que a essa se seguirá uma segunda.Pode ser que a Editora pense que o livro já deu o que tinha de dar e se recuse a fazer a segunda edição.Editoras não gostam de perder dinheiro.
Vale lembrar que…
Esses são detalhes técnicos que em nada devem impedir sua vontade de publicar ou doutrinar seu talento e disposição para compartilhar suas idéias, certo?
Eu penso que se o escritor tem talento e garra nunca deve desanimar. A cada não você estará mais perto do sim.Persistência e paciência são ferramentas necessárias para se atingir o sucesso.E uma carreira literária leva anos a ser construída.

 *Extraído do site C arolina VignaMar & U






FALA,ESCRITOR
:É,caríssima,essa é a pobre vida de escritor.Veja que entre 30 e 50 por cento para as livrarias que apenas dão,ou melhor,vendem um pequeno espaço e lucram mais do que os criadores.É Brasil,que tem um Ministério da Cultura que apenas cultua aos grandes nomes,aos chamadods cânones da literatura ou mesmo da música,que não abre espaço para que,digamos,se produza um Projeto Nacional em que sejam escolhidos nomes novos(independente da faixa etárias) em numero de 10,por ano,selecionados por membros de academias diversas,excluindo-se a de Letras,onde encontram-se os cânones estaduais ou nacionais.Com um Projeto(acho,até,que nós dois poderíamos realizá-lo e enviar a proposta para o Minc,o que acha?)desse nivel,sendo aprovado,teríamos,a cada ano 10 ou mais títulos no mercado e com a criação de uma cooperativa teríamos o respaldo legal para adquirirmos,junto ao governo municipal ou estadual,um espaço fidsico para a construção de nossa biblioteca,livraria que serviria para reuniões,encontros,etc.Pense nisso,amada e vamos tentar.O Projeto pode ser também,de cunho estadual,apenas,ficaria menos denso.Então,topa,grande e ilustre escritora e madrinha acadêmica?
Ah,e como estão as relações com o poderoso da ACB?
Beijos de feliz semana.
CÉZAR UBALDO,ESCRITOR FEIRENSE





Oi amiga
sempre  atenta aos seus emil!s q são bonitos, praticos e inteligentes
obrigado p atenção de envia-los a mim
um otimo dia pra vc
bjs
vera

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SOU ESCRITOR:QUANTO VOU GANHAR?

Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original. Mas aí, pinta a dúvida: afinal, quanto eu vou ganhar com isso? As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então vamos lá entender quanto ganha um escritor:


Critério: na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.

Vendagem: cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo, então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.

Tempo de repasse: novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais (ítem 1). Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.

Exemplares de autor: isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).

Tiragem: sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).

Vale lembrar que…

Esses são detalhes técnicos que em nada devem impedir sua vontade de publicar ou doutrinar seu talento e disposição para compartilhar suas idéias, certo?

NOTA DA AUTORA:
Transcrevi esse artigo do excelente site da Carolina Vigna para tentar tirar as dúvidas de todo escritor novato sobre os seus ganhos.As negociações com editoras (seja com as que lhe pagam ou as que recebem de você) são quase sempre traumáticas  e o novel escritor se perde ou por falta de conhecimento ou por excesso de expectativas.
Quando comecei a pensar em publicar meus trabalhos comecei a pesquisar muito na Internet,ler muito,perguntar muito e assim fui aprendendo um pouquinho sobre este mercado editorial duvidoso e onde o escritor não navega em águas mansas e pode cair em armadilhas dolorosas.Eu mesma fui vítima de uma cata-níquel,uma editora paulista que tem dado prejuizo a dezenas de autores.
Pense muito,colega,antes de se decidir a publicar seu livro.Procure muito,informe-se,consulte advogados amigos sobre contratos,desconfie de quem oferece muito,e só faça negócios seguros.Queira o preto no branco.
E Boa Sorte!
Você vai precisar.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A festa de Liz: Quem é a criadora da FLIP

Em trinta anos de carreira, a editora inglesa Liz Calder conquistou uma reputação notável. "Num meio literário cheio de futricas como o de Londres, as pessoas a respeitam e também gostam dela, o que é raro", diz um de seus amigos, o romancista Julian Barnes. Liz é elogiada por ter um faro impecável. Salman Rushdie e o próprio Barnes estão entre os escritores de renome que passaram por suas mãos na estréia. Isso sem mencionar J.K. Rowling, criadora do bruxinho Harry Potter e descoberta pela editora Bloomsbury, da qual Liz é fundadora e sócia. Outra de suas qualidades, costuma-se dizer, é o cosmopolitismo. Ela adora fazer descobertas no estrangeiro. É graças ao seu empenho que os ingleses podem ler Machado de Assis e Rubem Fonseca, entre outros escritores brasileiros. No momento, contudo, a informação mais importante a respeito da editora talvez seja esta, fornecida por um outro amigo, o produtor cultural Peter Florence: "Ela é uma grande anfitriã. Suas festas são ótimas!". Liz Calder, afinal de contas, é a figura por trás da primeira Festa Literária Internacional de Parati (Flip).
 O evento pretende ser exatamente aquilo que seu nome diz: não uma feira de livros no formato tradicional, mas uma oportunidade para escritores e público se encontrarem num cenário acolhedor, em atmosfera de celebração.



A ligação de Liz Calder com o Brasil remonta aos anos 60, quando ela morou no país com o primeiro marido e duas filhas pequenas. Na época, ainda não trabalhava com literatura e acabou num metiê diferente: o de modelo. "Ser modelo me ajudou a aprender português. Eram horas e horas de fofoca com estilistas, costureiras e maquiadores", diz ela, com humor. Liz se deu bem na profissão. Posou para revistas como Claudia e fez campanhas publicitárias como a que aparece nesta página, realizada em 1967 para uma grande joalheria. No começo dos anos 70, de volta à Inglaterra, ela começou a construir sua carreira editorial, que culminou na fundação da Bloomsbury, em 1988. O Brasil continuou a ser uma escala obrigatória em suas férias. Dez anos atrás, depois de uma passagem por Parati, ela "caiu de amores" pelo lugar. Construiu com o atual marido, Louis Baum, uma casa numa encosta de frente para o mar e, em 1995, começou a acalentar o plano de fundar na cidade um festival literário.


Existe atualmente mais de uma centena de festivais literários em cidades pitorescas espalhadas pelo mundo. O mais famoso de todos, que serve de modelo ao de Parati, é o de Hay-on-Wye, no País de Gales. Seu criador, Peter Florence, teve a idéia de iniciá-lo em 1988, depois de ganhar uma bolada numa partida de pôquer com amigos. No primeiro ano foram vendidos 2.500 ingressos. O evento de 2003 recebeu 93.000 pessoas e movimentou 10 milhões de libras na economia local. "Não vejo por que Parati não possa chegar a isso", diz Florence, convidado a ser conselheiro da Flip. Num certo sentido, a festa já é um sucesso. Além de um time de primeira linha de autores brasileiros, ela terá os convidados internacionais Eric Hobsbawm, Hanif Kureishi, Julian Barnes, Don DeLillo e Daniel Mason. O que faltou foi patrocínio. Foi preciso correr o chapéu para levantar os cerca de 400.000 gastos na organização. Mas Liz Calder está determinada a firmar o acontecimento no calendário. "Já temos planos para cinco anos", conta ela.


Transcrito da Revista Veja,2002




terça-feira, 6 de abril de 2010


CONTANDO EXPERIÊNCIAS
Muita gente sabida diz: “experiência é como um carro com os faróis voltados para trás”,ou seja,não serve para coisíssima nenhuma,a não ser para que o experiente assuma um ar doutoral,achando que está salvando o mundo.
Afinal,cada caso é um caso e,nem sempre o pau que bate em Chico bate em Francisco o que mostra que cada um deve viver e experimentar suas próprias sensações e/ou experiências.
Mas,no ramo do livro,eu acho,sim,que a gente pode divulgar situações que viveu e impedir que colegas incautos movidos a sonhos,caiam em arapucas.
Todo artista é mau negociante; aqui,em Salvador,um pintor famoso nunca tratava da comercialização das suas telas;papel que cabia à esposa,um dragão de saias,que fazia valer o trabalho do marido.
Quem começou a carreira como internauta,como eu,sabe que os internautas adoram boca livre.Todos amam e adoram seus textos ou textículos,mas,se forem grátis.Compras,nem pensar!
Eu não me queixo com relação a um livro que vendi pela internet;passei todos e já vou para uma segunda edição.Mas, - pasme ! - minha editora não vendeu um só livro,apesar das mirabolantes promessas que me fez,inclusive de aparecer na TV Globo,no programa de um conhecido cômico.
Aviso aos navegantes da Internet e futuros Machados de Assis:editoras sérias não tomam dinheiro de autores para publicar livros.Esta é uma informação que as Câmaras dos Livros de seus Estados deveriam estar lhes passando e que,muitas vezes não passam porque os autores hesitam em fazer a filiação,para não pagar a taxa anual,aqui em Salvador,mínima ,$70.00 por ano.
Se uma editora contatar você,meu amigo,seja por e-mail ou através da Mesa do Editor,que faz o link entre o autor e o editor,num trabalho sério e quase sempre gratuito,é porque achou seu trabalho interessante e viável.
Então,fique de posse da bola e proponha o seguinte:ela banca toda a edição,incluindo layout e capa (muito caros para você,iniciante,bancar) e repassa para você 20 ou 30% do preço de capa,a cada livro vendido.,mantendo seus direitos autorais,inegociáveis.As editoras preferem fazer cerca de 10 ou 15 exemplares e você ajudará a vender,cara pálida,pois,deve ter pelo menos dez parentes ou amigos endinheirados;ficar deitado eternamente em berço esplêndido esperando que os outros façam força prá você ficar vermelho,não funciona.Trabalhe seu livro!
E,ai,entra uma das vantagens da Câmara;temos,só em Salvador,quatro ou mais livrarias afiliadas que vendem nossos livros.Teremos em breve um Portal só de autores baianos, (ou de outros estados,desde que filiados á CBaL)onde eles podem escrever,divulgar seus livros e até vender anúncios.
Uma outra forma de patrocínio é o mecenato.Michelangelo e Da Vinci,Rubens e Veronese já utilizavam ,sem corar,e,se não fosse assim,talvez nunca os tivéssemos conhecido.
Com seu projeto debaixo do braço e disposto a gastar sola de sapato,que aqui custa barato,como canta o Gil,visite empresários de médio ou grande porte (dependendo do tamanho do seu sonho) e proponha que publiquem seu livro,investimento com retorno garantido pela Lei Rouanet(se for coisa de milhões) ou pelo FazCultura(se milhinhos,resolverem);em ambos os casos,cerca de 60% do investimento será retornado aos cofres do empresário,através do IR das empresas dele.
Um bom negócio! O cara investe pouco,tem sua empresa reconhecida por patrocinar Cultura e você ainda lhe dedica o livro;se ficar famoso e sua obra atravessar os séculos,o nome dele lá está,coladinho ao seu,ad aeternum.Suprema glória!
Portanto,mexa-se,levante -se dessa sua poltrona ou rede e vá á luta.
O Céu, nem a Deusa Cadela como D. H. Lawrence chamava a Literatura ,não ajuda o homem que não age.





Leis de Incentivo
A empresa que apoia a cultura e seus profissionais através do Mecenato Cultural garante
acesso às artes, ao entretenimento, estimula a profissionalização do segmento e a melhoria
da qualidade de vida a milhares de pessoas. Para além disso, o Marketing cultural tem o
poder de transferir para a Marca Patrocinadora e seus Produtos os valores e ações propagados
pelo projeto cultural, criando um vínculo emocional com seus clientes.
Entenda mais sobre a renúncia fiscal.
RETORNO AO PATROCINADOR
Além dos benefícios fiscais concedidos pelas leis de incentivo, o patrocinador terá um produto
cultural totalmente conectado ao seu plano de marketing ampliando as possibilidades desta
área sem comprometer o orçamento da empresa.
Pela assinatura do projeto o patrocinador terá direito aos seguintes benefícios publicitários e
promocionais:
MARKETING INSTITUCIONAL: A marca será vinculada a um produto cultural diretamente adequado
à filosofia institucional da empresa patrocinadora, no que diz respeito à sua participação
social e cultural associando-se à cultura nacional e aos valores difundidos no projeto.
PEÇAS PROMOCIONAIS E DE SUPORTE: Inserção da logomarca nos materiais de divulgação (folders,
banners, camisetas, envelopes personalizados, entre outros) buscando a associação direta do
patrocinador à filosofia e temática do produto cultural.
RENÚNCIA FISCAL
A Lei Roaunet n° 8.313/91 permite que os projetos aprovados pela Comissão Nacional de
Incentivo à Cultura (CNIC) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas naturais,
que poderão abater do Imposto de Renda devido o valor investido nestes projetos até o limite
de 4% do IR a pagar para Pessoa Jurídica, o limite sobe para 6% para Pessoa Física.
Já o Fazcultura permite que os projetos aprovados pela Comissão Gerenciadora recebam
patrocínio de empresas emitentes de notas fiscais no Estado da Bahia, que poderão abater do
seu ICMS o valor investido em projetos, até o limite de 5% do imposto devido.
COMO SÃO OS TRÂMITES DAS LEIS DE INCENTIVO?
Após a publicação da aprovação do projeto no Diário Oficial pelo Ministério da Cultura (MinC),
ou pela Secretaria de Cultura da Bahia, o patrocinador efetua um depósito bancário do valor
do patrocínio na conta especial do projeto cultural. O projeto então fornece um recibo no
valor do depósito efetuado, emitido de acordo com o modelo do MinC/SeCult. Com este
recibo, a empresa poderá deduzir do imposto a pagar a quantia referente ao patrocínio. O
procedimento é o mesmo que se faz com um recibo de médico e a dedução é feita na
declaração do Imposto de Renda ou no ato do pagamento do DAE do ICMS.
PASSO A PASSO PARA ENTENDER O MECANISMO DA LEI ROUANET (IR)
a. Supondo que uma empresa de grande porte tenha um lucro liquido de R$ 300 milhões,
ela terá que pagar, em primeiro, 15% de Imposto de Renda, ou seja, R$ 45 milhões
b. ... Mais 10% do seu lucro liquido sobre o que exceder o valor de R$ 240 mil, ou seja,
10% do valor final de R$ 300 milhões menos R$ 240 mil, quer dizer, 10% de R$
299.760.000, igual a R$ 29.976.000
c. Portanto no final das contas a empresa que teve um lucro líquido de R$ 300 milhões
terá que pagar R$ 74.976.000 (R$ 45 milhões mais R$ 29.976.000 = Imposto +
adicional).
d. De acordo com a Lei Rouanet, a empresa pode deduzir até 4% do IR devido,
revertendo este valor para projetos culturais aprovados no MinC, sendo que poderá
deduzir, em cinco áreas, 100% do investimento em tais projetos.
e. A empresa poderá, portanto, reverter R$ 1.800.000,00 em cultura e deduzir 100%
deste valor do seu total a pagar de Imposto de Renda, que cairá então para R$
73.176.000,00 (vale lembrar que os 4% definido pela lei somente incidem sobre o IR e
não sobre o adicional sendo, portanto, 4% de R$ 45 milhões).
f. Mas o benefício tributário não fica somente na dedução no Imposto de Renda. A
empresa também tem que pagar a Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL),
estabelecida, na maioria dos casos, na alíquota de 9%. E é daí que vem o lucro
financeiro se a empresa investir em cultura via Lei Rouanet.
g. Vejamos: em nosso caso, uma empresa com lucro de R$ 300 milhões terá que pagar
teoricamente R$ 27 milhões de CSLL.
h. Porém, se a empresa investir R$ 1.800.000,00 em cultura ela poderá abater este valor
como despesa operacional para calcular quanto deverá pagar de CSLL. No nosso caso
a base de cálculo da CSLL passou de R$300 milhões para R$ 298.200.000,00. Com a
redução da base de cálculo da CSLL a empresa tem um lucro financeiro de 9% do valor
investido no projeto, ou seja R$ 162.000,00.
RESULTADO
a. Se a empresa com lucro real de R$ 300 milhões não investir os R$ 1.800.000,00 em
cultura via Lei Rouanet ela terá uma carga tributaria federal de R$ 101.976.000,00.
b. A empresa que investiu via Lei Rouanet (nas áreas que concedem os 100%) pagou R$
1.800.000,00 menos de imposto, valor que foi investido no projeto cultural (podendo
se beneficiar de todo marketing cultural para uso da marca) e ainda obteve um lucro
financeiro na operação de R$ 162.000,00, que ela deixou de pagar de CSLL.
c. Além disso, ela pode criar, a partir do evento, campanhas promocionais de marketing
de relacionamento com seus clientes, utilizando para isso recursos de impostos e
agregando valor a sua marca.
O MECANISMO DO FAZCULTURA (ICMS) funciona de maneira bastante similar.


Fonte:Odô Produção Cultural

Facilitando a vida do autor!
PALAVRA DO LEITOR:
07/04/10 06:23 - CONCEIÇÃO GOMES
Valeu a informação.Um dos meus projetos menina dos olhos é publicar o meu livro.
06/04/10 10:43 - Ivone Alves SOL,poetisa e radialista baiana
Essa é a Míriam que eu conheço - compartilhando conhecimentos e incentivando-nos a fazer o que ela faz com muita propriedade. Muito válido, seu artigo, Miriam, prencialmente, para nós iniciantes. Um beijo grande nesse coração que amo!
06/04/10 10:40 - Norma Suely Facchinetti,escritora virtual
Miriam, seu texto traz informações valiosas. Quem sabe, quando me aposentar, resolvo enveredar por este caminho? Obrigada por compartilhar generosamente a sua experiência. Beijos querida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

COMO SER UM ESCRITOR BADALADO!



Muita gente quer fazer sucesso como escritor; mesmo aqueles que esnobam a “Deusa-Cadela”, como D.H, Lawrence, chamava a gloria literária, no fundo, no fundo, quer ter seu talento reconhecido e aceitaria de bom grado o beijo da fama. Pensando nisso, reuni algumas dicas para todos aqueles que,um dia,querem estourar nos “Mais Lidos” da Veja e quiçá tomar o “Five o´clock tea” como os velhotes da Academia.
1_Escreva de modo empolado, usando muito latinório e um português castiço do tempo de Camilo, um texto de tal forma hermético que só você e Deus entendam, se Ele algum dia se der ao trabalho de ler.


2_È necessário aparecer, freqüentar desde sofisticadas reuniões sociais até bailes funks e sessão de descarrego das igrejas alternativas; basta um desses pastores recomendarem você ou um pilar da sociedade comentar sobre sua obra com um desses jornalistas boiolas, que sempre aparecem para filar um Johnnie Walker gratuito e você já percorreu um quarto do caminho em direção á fama.


3_Seus cartões de visita: não saia de casa sem eles. Entregue para toda gente,sem esquecer de colocar ESCRITOR,no lugar da profissão;água mole em pedra dura...


4_Escreva para todas as editoras, enviando seu trabalho, sem se esquecer de mandar flores para a mulher do editor, parabenizá-lo no seu aniversário e levar-lhe um bom vinho de presente; algo bom, você tem que mostrar bom gosto e provar que não está necessitado.


5-Ah, o prefácio!Você tem que ter um, de preferência escrito por um autor que nunca lhe viu, mas, sempre te amou depois que você entregou a bagatela de $5000 reais ao dono da editora á titulo de gratificação, por ele ter se debruçado sobre suas mal traçadas.


6-Uma pitada de sexo não fará mal á sua obra, quanto mais picante melhor; veja o sucesso da Bruna Surfistinha, você não está morrendo de inveja?Confesse!


7-Fale sempre sobre seu livro com qualquer pessoa, aonde for; diga como é interessante e quantas pessoas já leram, além de você e sua mãe, é claro. Certamente a boa senhora será a primeira compradora,e,ainda vai financiar a beca da “Noite de Autógrafos”,mais aterrorizante que a noite de núpcias;lá,você só teria que agradar a um.


8-Se você se ver com milhares de exemplares da sua obra do século, encalhada no seu corredor, não se desespere; arrume amizade com um dono de sebo ou doe sua obra para bibliotecas do interior, quem sabe um dia, você desponta; você já estará morto, mas, gloria é como liberdade: antes tarde do que nunca.


9-Se tudo der errado fique amigo do Ministro da Cultura e arranje “uma boca”, nas publicações oficiais; você pode, por exemplo, escrever os discursos de Lula; quem sabe, ganha uma bolsa em Harvard?


10-Não desanime; lembre-se que, os maiores escritores do mundo, só foram reconhecidos “post-mortem”. Você chegará lá!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DIRETO COM O AUTOR


Vivemos um momento de significativa transição na maneira como produzimos distribuímos e acessamos informação. Yochai Benkler, autor do livro The Wealth of Netwoks, talvez uma das mais importantes obras que discutem as transformações econômicas e políticas decorrentes da popularização da rede mundial de computadores, descreve detalhadamente as diversas conseqûencias decorrentes da emergência da economia de informação em rede. Segundo ele, durante os últimos 150 anos, as modernas democracias complexas dependeram estritamente de uma economia de informação industrial para se organizarem. Na última década e meia, estaríamos vendo um mudança radical desse modelo cultural. Possibilitada por transformações tecnológicas, Benkler afirma que estaríamos presenciado uma série de adaptações econômicas, políticas e sociais que tornam possível uma câmbio radical na maneira como construímos o ambiente informacional que ocupamos enquanto indivíduos e cidadãos.
A mudança estrutural que acredita-se está em curso, potencializará, como já é possível perceber, um numero muito maior de iniciativas de produção de cultura não-proprietária e orientada para além do mercado. Estas novas práticas emergentes possuem um sucesso notável em áreas tão distintas quanto desenvolvimento de software, jornalismo investigativo, pesquisas científicas e jogos multiplayer online. Embora estruturadas em torno de objetivos muito diferentes, essas práticas possuem modelos organizacionais semelhantes. São descentralizadas, baseadas na colaboração aberta de indivíduos dispersos geograficamente, envolvidos de forma voluntária e autônoma por afinidades políticas, culturais e morais.
Mas, assumindo que a natureza humana não mudou na última década e meia, quais são as bases materiais que possibilitam a emergência dessas iniciativas no centro da economia capitalista mundial?
Uma resposta breve para essa pergunta reside no colapso dos custos de comunicação a longas distâncias. No último século e meio, as tecnologias de comunicação tenderam a concentrar e comercializar a produção e a troca de informação na proporção em que ampliavam o alcance geográfico e social. Prensas mecânicas volumosos e o telégrafo, combinados com modelos de gestão para transformarem jornais locais de baixa circulação em mídia de massa. E na medida que esse modelo midiatico se expandia, o fluxo de informação se tornava, cada vez mais, uma via de mão única. A audiência crescia, assim como sua dispersão geográfica e social, e o discurso público (ou opinião pública) amplamente divulgada, formadora da base compartilhada da conversação política e do entendimento cultural provinha crescentemente dos produtores comerciais de capital-intensivo em direção a consumidores passivos e indiferenciados. Esse modelo foi adotado também pelo rádio, pela Tv, e posteriormente pelas comunicações a cabo e satélite.
A internet é o primeiro meio de comunicação moderno que amplia o seu alcance descentralizando o capital estrutural de produção e distribuição de informação, cultura e conhecimento. Os servidores e roteadores não são muito diferentes, do ponto de vista técnico e econômico, dos computadores pessoais. O mesmo não pode ser dito quando falamos do rádio e da televisão, por exemplo. Boa parte do capital físico que alicerça a rede mundial de computadores está descentralizada e pertence aos próprios usuários. Estas mudanças nas condições materiais de produção e distribuição de informação e cultura têm um impacto forte na forma como concebemos o mundo que ocupamos, assim como as alternativas de ação coletiva possíveis.
A produção social colaborativa, ou a produção social por pares, seja lá como descrevamos este fenômeno, é umas das alternativas que se tornaram viáveis. Há dez anos atrás, se alguem propusesse escrever a maior enciclopédia do mundo, baseada no trabalho voluntário de milhares de colaboradores, cujo produto seria disponibilizado gratuitamente para milhões de pessoas, no mínimo, duvidaríamos da sanidade mental do proponente. Pois a Wikipédia existe. Se há dez anos, alguém dissesse que o processador mais poderoso do mundo seria construído com base na contribuição voluntária de milhares de pessoas disponibilizando a capacidade de processamento ociosa de seus computadores pessoais, seríamos céticos dainte de suas possibilidades de sucesso. Pois o Folding@home existe. Isso tudo pra não mencionar o primeiro projeto de todos, e talvez o de maior sucesso baseado nesse modelo, o desenvolvimento do sistema operacional aberto/livre GNU/Linux.
As empresas capitalistas mais inovadoras reconheceram a importância do conteúdo produzido por usuários, e se utiliza dele para produzir valor. Como em qualquer mudança brusca de produtividade, as empresas mais ousadas buscam maneiras inovadoras de extrair lucros diante de um novo cenário produtivo. Youtube, Google, IBM são alguns exemplos paradigmáticos. Porém, o que há de peculiar neste cenário, é que boa parte deste novo modelo produtivo de informação, cultura e conhecimento extrapola o universo mercadológico. Estamos falando de ações coletivas que não se orientam pela necessidade de lucro, que não obedecem os modelos organizações das firmas.
É, justamente, na encruzilhada da possibilidade de exercitar maior liberdade e autonomia organizativa e de produzir uma cultura mais diversificada e livre que enxergo a iniciativa da Editora Plus. Uma editora que não depende do mercado para sobreviver, e que portanto não se baliza pela lógica de mercado para escolher suas publicações. Repito o exercício retórico que havia feito acima. Se há uma década, um grupo de pessoas se reunisse para fundar uma editora com o objetivo de publicar os mais diferentes autores, e distribuir suas publicações gratuitamente em todo o território nacional, teríamos certeza do insucesso desta iniciativa. Pois a Editora Plus existe.


AUTOR:LINEU OLIVEIRA,da Editora Plus

TEXTO EXTRAIDO DO SITE "LIVROS E AFINS"

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

ELE JÁ SE RENDEU. E NÓS?


Pois é, Paulo Coelho,quem diria,acabou capitulando.Agora é 100% eletrônico.Toda a sua obra está disponível em português,no Kindle,o e-reader da Amazon.
Ele e Mestre Machado são os únicos autores brasileiros publicados eletronicamente.
Péssima noticia para os editores e excelente para nós,autores.
Coelho apostou na negociação direta com a Amazon e receberá 37,5% do preço final da venda,quase 4x mais do que costumava receber das editoras quando o livro é vendido numa livraria convencional.
Faz tempo que penso em vender meus livros eletronicamente, pois,principalmente o pequeno e quase anônimo autor,como eu,tem que pagar para ser publicado e ainda arcar com distribuição,cocktails,divulgação etc.
E, então,colegas,não é hora de pensar mais no assunto?

Fonte:Revista Veja
IMG:google busca