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segunda-feira, 4 de julho de 2011

"O FUNDADOR",NOVO ROMANCE DE AYDANO RORIZ


Os meios literários estão eufóricos com o re-lançamento da obra do escritor brasileiro radicado  em Portugal,Aydano Roriz, “O Fundador”,cujos romances históricos de importância capital para o conhecimento do nosso passado real , não podem faltar na estante dos amantes de livros.
O livro trata de uma figura bastante conhecida da nossa História, o 1º Governador Geral Tomé de Souza,que veio do Reino com o intuito de fundar a Cidade do Salvador, capital da Bahia  e  transformar essa colônia  num  bastião  que consolidasse as conquistas portuguesas.
Apesar de estudado em todos os livros de História por  toda gente , pouco se sabe sobre o homem Tomé de Souza,seus desejos,esperanças,alegrias e conquistas e bem pouco das suas desventuras e desilusões diante dos obstáculos aqui encontrados.
Eu  mesma,estudiosa de História e pesquisadora confesso que nada sabia sobre essa figura admirável a não ser o que aprendi nos livros que estudava.
Agora, o extraordinário escritor levanta  o    véu sobre o passado e nos mostra essa figura histórica de um modo como jamais encontraríamos na estória oficial; e,tudo isso, numa forma lúdica,bem humorada como aliás,são todos os seus livros.
Tomamos conhecimento de um mundo novo, diferente ,pleno de gente e costumes estranhos, alguns bastante bizarros ,mas,que nos diz respeito     pois estamos falando de nossos ancestrais  e,quem não conhece a História jamais terá condições de entender o presente.
Há muito sou apaixonada pelos livros do Aydano, esse baiano de Juazeiro que tomou a peito a empreitada difícil de nos apresentar ao nosso próprio passado.
Tenho quase todos os seus livros como os  que conta a saga das Invasões Holandesas na Bahia e Pernambuco,como “O Livro dos Hereges”, Van Dorth e  “A Guerra dos Hereges”, além  da história de Dom Sebastião, o” Desejado”, “Os Diamantes não são Eternos” e” Nova Lusitânia.”
O sério trabalho desse escritor e pesquisador  respeitado em vários países é diferente do trabalho de arrivistas  mais preocupados com vendas,lucros e prêmios; ele dedica-se, mantêm-se sempre envolvido com suas pesquisas a ponto de viver entre os muros da sua casa,entretido com seu próprio universo particular ,consciente que o verdadeiro escritor não é arroz de festa para ficar o tempo todo em exposição como fenômeno exibido em feira.
Tendo seus livros  re-editados pela respeitada Editora Europa ,com 24 anos atuando no mercado e tranquilo quanto ao futuro e perenidade da sua obra,pode o grande escritor mergulhar em novos trabalhos, pois há muito a ser contado para gáudio dos amantes de romances históricos do qual nosso país anda tão carente.
Convido todos os meus leitores a procurar esse livro nas livrarias, ou,pedir direto á Editora neste endereço:    www.livrariaeuropa.com.br/aydano
Preço: R$ 39,00
Número de páginas: 384
Tenho certeza que será uma boa compra.



SOBRE O AUTOR:


Nascido em Juazeiro, Bahia, em 1949, Aydano Roriz cresceu em Salvador, mudou-se para São Paulo e trabalha em revistas desde 1972. Em 2006, decidiu viver na Região Autônoma da Ilha da Madeira, a 1.000 quilômetros de Lisboa. Foi lá que escreveu alguns dos seus romances históricos – e continua escrevendo ou,como aqui,reescrevendo. 


Sobre a Editora Europa
Há 24 anos no mercado brasileiro, a Editora Europa é responsável pela publicação de revistas, livros e guias. Nossas publicações são dirigidas aos segmentos de jardinagem e paisagismo, fotografia, turismo, informática, tecnologia, games, qualidade de vida e entretenimento. Atualmente, a Editora Europa conta com mais de 100 funcionários e é uma empresa com capital 100% brasileiro.





segunda-feira, 4 de outubro de 2010

COMER REZAR AMAR



Assim mesmo, sem vírgulas.Afinal,para que complicadores gramaticais num filme dedicado às mulheres e feito só para elas?

Eu mesma nunca me dei bem com virgulas ou regras de qualquer espécie.Nem com filmes açucarados.

Como tenho a sorte de sendo bem feminina ter uma mente masculina no meio do filme me deu um soninho.!

Tantas peripécias psicológicas,tantas buscas e procuras,tanta Índia,tanto Bali e gurus me deixou meio frouxa.

Como uma pessoa bem resolvida e que nunca teve certos questionamentos,fiquei procurando um sentido para tantas buscas e viagens a países estranhos.Coisa de americana ou de gente muito rica.Françoise Sagan dizia que se o dinheiro não trás felicidade,tudo bem;mas,é melhor chorar num sedan do que num metrô.

Mas,vamos ao filme.A heroína,Liz,é uma mulher entediada.Descobriu que ficar horas meditando e repetindo mantras não resolve o seu problema,ou melhor,a entedia ainda mais.

Ela chuta o marido por achar o relacionamento chocho;assim parte numa jornada de autoconhecimento,como nos melhores livros de auto -ajuda.Excelentes para ajudarem o autor a subir na vida.Estou até pensando em escrever um.

Na Itália ela come;entope-se de spaghetti,pizza até não caber mais na roupa.Apesar de conhecer um professor de italiano daqueles irresistíveis –mamma mia! – não se deixa comer.

Na Índia,larga a meditação e reza.

Em Bali,encontra um namorado brasileiro e ama;finalmente consegue o tão esperado orgasmo,aliás,suspeito,a falta dele é a causa de todas as suas tribulações;e quem não conseguiria no meio daquela paisagem magnífica e ao lado de Javier Bardén,- o próprio- ,como seu namorado brasileiro?

O filme é um convite ao escapismo.

O diretor fez o que pode,tratando-se de uma estória real e contada pela heroína,cujo livro vendeu 8,5 milhões de exemplares.

Julia Roberts adorou o papel por ser uma apaixonada pelo livro de Liz Gilbert;assim como eu sei que as mulheres,na sua maioria,vão se apaixonar.

Agora,,eu acho que os homens pretendem acrescentar um outro verbo:cochilar.


FALA O LEITOR:


Amiga, A D O R E I! o livro e mais ainda o filme. Júlia Roberts é simplesmente the best! Ela consegue captar toda a essência do livro e colocar certinho, certinho no filme. Chorei para caramba assistindo o filme! Eita mulher mole gente! Abraços em todos e especial para você.  Marília Utsch
,de Minas





segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SOU ESCRITOR:QUANTO VOU GANHAR?

Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original. Mas aí, pinta a dúvida: afinal, quanto eu vou ganhar com isso? As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então vamos lá entender quanto ganha um escritor:


Critério: na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.

Vendagem: cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo, então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.

Tempo de repasse: novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais (ítem 1). Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.

Exemplares de autor: isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).

Tiragem: sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).

Vale lembrar que…

Esses são detalhes técnicos que em nada devem impedir sua vontade de publicar ou doutrinar seu talento e disposição para compartilhar suas idéias, certo?

NOTA DA AUTORA:
Transcrevi esse artigo do excelente site da Carolina Vigna para tentar tirar as dúvidas de todo escritor novato sobre os seus ganhos.As negociações com editoras (seja com as que lhe pagam ou as que recebem de você) são quase sempre traumáticas  e o novel escritor se perde ou por falta de conhecimento ou por excesso de expectativas.
Quando comecei a pensar em publicar meus trabalhos comecei a pesquisar muito na Internet,ler muito,perguntar muito e assim fui aprendendo um pouquinho sobre este mercado editorial duvidoso e onde o escritor não navega em águas mansas e pode cair em armadilhas dolorosas.Eu mesma fui vítima de uma cata-níquel,uma editora paulista que tem dado prejuizo a dezenas de autores.
Pense muito,colega,antes de se decidir a publicar seu livro.Procure muito,informe-se,consulte advogados amigos sobre contratos,desconfie de quem oferece muito,e só faça negócios seguros.Queira o preto no branco.
E Boa Sorte!
Você vai precisar.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CARTA AO PRESIDENTE,UM MARCO NA LITERATURA BRASILEIRA





O jornalista Carlos Souza comenta sobre o livro Carta ao Presidente



O excelente jornal virtual "MAIS  BAHIA" desta semana entrevista o jornalista e escritor Carlos Souza,autor da idéia do livro "Carta Ao Presidente".Ele e outros autores através de suas epístolas dizem aos políticos tudo o que eles não gostariam de ouvir ,mas,que a sociedade adora e precisa dizer.Eu recomendo,pois,é um livro que todo brasileiro  consciente de sua cidadania deveria ler.
Eis o texto:

O Mais Letras dessa semana destaca o livro Carta ao Presidente, uma leitura imprescindível nas escolas brasileiras e para os políticos nesse período de eleição. Entrevistamos o jornalista Carlos Souza (foto), o organizador da publicação. Souza atua na área de assessoria de imprensa e marketing pessoal para escritores, instituições culturais e artistas, e está incluído como verbete no Dicionário de Autores Baianos. Na entrevista ele conta sobre a importância da sociedade reivindicar os seus direitos e elogia o governo Lula.

















Por Fabiana Oliva



Mais Bahia - Como foi participar de um livro dessa natureza?



Carlos Souza - Organizar e participar de Carta ao Presidente é uma realização pessoal, que resolvi concretizar junto com outros escritores. Esta foi uma forma que encontrei para contribuir com o meu país, apontando situações que afligem a sociedade e mostrando que esperamos dos dirigentes políticos dessa nação, um Brasil com igualdade de oportunidades para todos.



MB - Como surgiu a ideia desse projeto?



CZ - Em setembro de 2000, nasceu a ideia de organizar Carta ao Presidente. Na época, o presidente do Brasil era Fernando Henrique Cardoso. O país vivia um momento político confuso e então pensei em convidar os amigos para que juntos pudéssemos mostrar nossas insatisfações e levantar questões que afetavam a vida das pessoas. Como o livro seria composto por cartas escritas por diversas pessoas, apresentaríamos os problemas brasileiros sob vários ângulos. A abordagem era a seguinte: Se você tivesse a oportunidade de escrever para o presidente do Brasil, o que diria: Daria sugestões? Criticava ou elogiava? Para minha decepção, os amigos não se empolgaram com a ideia. Recebi apenas duas ou três cartas, quantidade insuficiente para fazer um livro. O projeto, então, ficou engavetado.Em 2009, resolvi resgatar a velha ideia. Já com alguma experiência no mundo literário e mais envolvido em questões políticas e sociais, divulguei o projeto, e então tive uma recepção melhor do em 2000. Agora chega a mão dos leitores e dos políticos o livro “Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no século XXI.



MB - Qual é o objetivo dessa publicação?



CZ – O objetivo maior é sensibilizar os políticos do Brasil, para que não esqueçam os compromissos assumidos com o povo que padece das mais variadas injustiças sociais, no momento que seus direitos, garantidos pela Constituição Federal, não são respeitados. Queremos manifestar nossas insatisfações e, ao mesmo tempo, expressar nossos desejos e necessidades, de modo a contribuir para construir um Brasil com menos desigualdade social. Espero que este livro seja visto como uma amostra do que a sociedade pensa e espera dos governantes. Além de lembrá-los que nós, estamos atentos e de olhos bem abertos.



MB - Quais autores participam da obra?



CZ – Participam do livro Ildásio Tavares, Antonio Barreto, Valdeck Almeida de Jesus, Roberto Leal, Tássio Revelat, Luiz Carlos Santos Lopes, Leandro de Assis, Leandro Flores, Antônio Santana Marilene Oliveira, Domingos Ailton, Caetano Barata, Altair Fonseca Ramos, Grigório Rocha, Gricélio Santos, Marcelo de Oliveira Souza, Márcia Menezes Sales, Nilmário Quintela, Rita Maria da Silva Oliveira, Rosana Santos Silva, Débora Galvani, Tula Pilar Ferreira, entre outros.



MB - Qual é a característica mais relevante do livro?



CZ - Como diz o professor Germano Machado na apresentação, a importância do Livro Carta ao Presidente é a singularidade de escritores em levantar uma visão sobre o momento político atual com um texto que não é pretensioso, condenatório nem partidário. É um verdadeiro exercício de cidadania. A sociedade precisa dialogar com os seus representantes, caso contrário, eles se sentem livres e pensam que estão no poder a serviço dos seus próprios interesses. É o povo fazendo uso do seu direito de expressão, garantido pela Constituição Federal



MB - Quais são os temas tratados na publicação?



CZ – Os temas são bem variados. Educação, saúde, segurança pública, meio ambiente, voto, corrupção, crime organizado e por aí vai. Passa pelas principais questões sociais.



MB - Que soluções você aponta para melhorar a vida das pessoas?



CZ - Para construirmos uma sociedade sem tanto problemas como os que vivenciamos no Brasil, onde a violência assusta todos nós, as pessoas ainda vivem debaixo das pontes, a educação é de baixa qualidade e a saúde uma vergonha, precisamos de investimento no social. É por isso que a sociedade tem que abrir os olhos e votar com consciência e, em políticos que realmente tenham propostas de mudanças e condições de cumpri-las. Resumiria dizendo que a educação é o melhor caminho para transformar a vida das pessoas.



MB - Qual é a sua visão sobre o Presidente Lula?



CZ – Olha, acredito que o Presidente Lula fez um bom governo, haja vista o seu percentual de aprovação pessoal girar em torno de 80%. Ninguém pode negar que agora o Brasil tem uma importância internacional que não tinha antes. No entanto o Brasil ainda precisa melhor bastante. Caso contrário, não teremos condições de competir no mercado global.



MB - Qual é a importância desse livro para os brasileiros que exercitam a cidadania?



CZ – Diria que Carta ao Presidente pode ser uma ferramenta de iniciação política, porque as pessoas poderão a partir de sua leitura se despertar para cobrar dos políticos em todas as esferas, seja ela Municipal, Estadual e Federal, os seus diretos que estão garantidos por lei. Imaginem se a sociedade começar a se manifestar através dos mais diversos meios que as novas tecnologias proporcionam? Pode ter certeza que o Brasil vai melhorar. O povo não pode mais ficar inerte com as questões políticas, precisa se manifestar, sugerir, cobrar, fiscalizar e manter longe do poder os políticos corruptos, através da sua arma secreta, chamada voto. Como diz a escritora Morgana Gazel na contra – capa do livro quando brasileiros exercitam a cidadania num livro como Carta ao Presidente, apontando contradições que eles observam ou sentem na própria pele e para as quais reclamam solução, a leitura deste livro faz-se tão necessária e oportuna que, deve ser considerada imprescindível nas escolas do Brasil



MB - Que recado você deixa para os políticos brasileiros?



CZ - O meu recado para os políticos é que eles não esqueçam que estão no poder a serviço do bem estar coletivo e não pessoal. E por essa razão, devem honrá-los o lugar que ocupam, proporcionando a melhoraria da sociedade como um todo e não da minoria, como estamos acostumas a ver.



Obra: Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no século XXI



Autor: Carlos Souza (Organizador)



Editora: Scortecci



Preço sugerido: R$ 20












quarta-feira, 30 de junho de 2010

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO!




O escritor Xavier de Maistre é o pai do livro “Viagem à roda do meu quarto”.

Para pessoas que não gostam ou não podem viajar,diz ele,um livro satisfaz plenamente;e,olhe que na sua época não havia Internet.

Pensando nisto escrevi ”A Bahia de Outrora”,um livro que “abre a cortina do passado

tira a mãe preta do serrado

bota o rei negro no congado,

como queria Ari Barroso.O livro é uma viagem pela Bahia Antiga,mas,com ligeiras alterações conta o passado do Brasil,suas raízes,tradições e costumes.

Fala das sinhazinhas e das mães pretas que as amamentaram, fala de enterros e viagens,de festas e costumes,das modinhas e das serenatas.

Não esquece os presépios e as procissões,os bailes e carnavais,as festas de largo e os cinemas,os namoros e casamentos.

A culinária baiana não poderia faltar nem os preceitos dos terreiros, menos ainda os banhos de cheiro e o corpo fechado.

Você sabe o que acontece se cai sal no chão? Mulher grávida deve comer farinha nova?

E o defunto,se enterra com os pés prá fora da casa?

O livro é importante para estudantes medianos ou universitários, para gente ligada ao turismo e,principalmente,para professores e Universidades.Depois de uma consulta prévia o enviei para as Universidades de Harvard e Coimbra que de bom grado o aceitaram.

Apesar de ser um livro focado na história,seus textos são curtos,concisos e bem humorados.

Para pedir o livro que, por enquanto, não vou pôr em livrarias, é fácil.

Peça pelo e-mail: miriamdesales@gmail.com e enviarei instruções para pagamento.O valor de $20.00 não é alto dada à qualidade da edição e conteúdo.

Após o lançamento oficial dia 18 de julho quando estará nas livrarias possivelmente não poderei garantir este preço.

Sinceramente, gostaria que cada leitor pudesse ter este livro;fosse eu rica,não o venderia,distribuiria à mancheias para todos.

Agradeço aos meus editores Via Litterarum que me mostrou como editoras sérias trabalham; à Fundação Pedro Calmon pela força que me deu ao apresentar o livro para projetos governamentais; para o amigo virtual José Carlos Daltozo,de Martinópolis,oferecendo-me oferecendo-me os postais antigos sobre a Bahia que ilustram a capa e o miolo do livro tirados da sua enorme coleção particular e ao amigo virtual e mestre de Informática, Júlio Araújo,cujas dicas sensacionais muito me ajudaram na divulgação do mesmo.

E agradeço principalmente a você,leitor,que prestigiou o meu trabalho de três anos,levando o livro para casa.

Boa diversão!

terça-feira, 1 de junho de 2010

APONTAMENTOS SOBRE A “VELHA BAHIA"

 Demorou cerca de quatro anos ,muita pesquisa e muitas lembranças.Exigiu muitas visitas e muitas oitivas. Mas , baiano resolve tudo com uma boa prosa e muita paciência.Paciência de escutar relatos de velhas senhoras,procurar negras velhas que conheciam os segredos dos terreiros e orixás,ouvir,sempre,falar pouco,aprender muito. Mas , ele está ai,pronto para ser degustado,amigo leitor. Estou falando do meu novo livro ,”A BAHIA DE OUTRORA”, feito com muito carinho e apresentado com muito orgulho. O livro tira dos cantos escuros do esquecimento a velha Bahia da minha adolescência ,dos meus avós e bisavós. Fala de costumes que morreram ,fala de namoros,casamentos e enterros,fala de incensos,festas e superstições. Conta como eram as formaturas , as visitas e as faxinas aos sábados. Ressuscita o Cinema Olympia,o Guarany e o Jandaia. Trás de volta as viúvas e seus véus negros e as serenatas e modinhas. Como escrevi um livro para todas e todos não é um livro caro.Custa apenas $20 e oferece uma imperdível viagem ao passado. Subam na cadeirinha de arruar,se abanquem e comecem o passeio...

FALA O LEITOR:

Miriam, boa tarde.


Fui comentar lá no Contos e Causos e vi que você só vai ter o livro disponível a partir do dia 15. No entanto, anote aí o meu endereço e mande-me, por favor tão logo o tenha. Autografado e tudo,viu?.rsrs.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

TEMOS LIVRO NOVO NA PRAÇA!





"NINGUÉM RECEBE UM SONHO SEM RECEBER TAMBÉM AS MANEIRAS PARA VÊ-LO REALIZADO."
LIVRO DO ESCRITOR JOSÉ CLÁUDIO ADÃO

Acontece no dia 20 de abril (terça-feira), a partir das 18h30min, no Status Café - Cultura e Arte, o lançamento do livro "A Vida do Bebê 2ª Parte – De 40 Para Frente", de autoria do escritor José Cláudio Adão. Fica à Rua Pernambuco, 1150, Savassi, Belo Horizonte.
Primeiro livro de José Cláudio, a obra é uma crítica bem humorada da meia idade. Com uma linguagem leve, o autor faz um excelente panorama da vida madura, passando por questões importantes como saúde, sexualidade, atividade física, intelectual e profissional, às vezes de forma séria, e em outros momentos, com refinado senso de humor.
Ao adquirir o livro, publicado pela editora Biblioteca 24x7, Seven System Internacional Ltda, o leitor ganha o direito a uma licença de uso pelo portal da editora, que permite acesso ao formato digital da obra.
Durante o lançamento, haverá uma apresentação musical e o autor estará autografando a obra. O preço do livro é de R$ 25,00.
Sobre o autor:
José Cláudio Adão (Cacá), 47 anos, é mineiro de Itabira. Foi mineiro também do trabalho em mineração durante muitos anos. É historiador pela Universidade Federal de Ouro Preto. Além de escrever crônicas, diariamente, gosta de cozinhar no intervalo entre uma palavra escrita e uma fome inventada. A sua produção literária cotidiana pode ser conhecida através do blog http://uaimundo.blogspot.com/



Minha opinião:

Ah,um livro é só mais um livro,um produto comercializável,que queremos ou não,adquirir.

Mas,leitores,um livro não é apenas isso.Naquelas pequenas páginas,naquelas linhas ,naquele formato, existe uma mágica,uma alegria,um conhecimento,um desejo.

Quem não é escritor jamais poderá imaginar o que é fazer um livro;se é que um livro é feito.

Para mim,um livro é o resultado de diversos acasos que se cruzam e conspiram para que a sua existência seja possível.

Um ser humano nasceu preparado para escrever um livro;outros nasceram preparados para ler esse livro.

Um escritor é sobretudo guerreiro e corajoso.

Guerreiro,porque luta insanamente para dar ao público o legado da sua obra.

Corajoso,porque se expõe;desnuda-se diante de um público sem saber a reação deste.

Meu amigo José Cláudio Adão é um desses seres misteriosos que trouxeram esse dom que, nós,escritores não sabemos se é prêmio ou maldição.

Mas,"ajea jacta est" (a sorte está lançada!)

E eu estou certa que esse bebê crescerá muito,durará uma eternidade e gerará uma prole vigorosa.
Para a alegria dos seus amigos e leitores.


LEIA MAIS:
CEM ANOS DE SOLIDÃO
NOVOS AUTORES

sexta-feira, 16 de abril de 2010

DOIS LIVROS IMPERDÍVEIS


NOS TRILHOS DA HISTÓRIA

Sexto livro de José Carlos Daltozo, funcionário aposentado do Banco do Brasil, tem como personagem principal a Estação Ferroviária de Martinópolis, que comemorou recentemente 90 anos de inauguração. Ela foi implantada em plena mata virgem, com o nome de José Teodoro, em 05 de agosto de 1917. O loteamento que deu origem ao povoado só começou sete anos depois, em 1924. Mas o livro não trata só da estação local. Faz um painel geral das viagens de trem que, de certa forma, são idênticas em qualquer lugar do país. Uma espécie de viagem "histórico-sentimental", com pinceladas de saudosismo e nostalgia, uma vez que - além da parte histórica - o livro tem muitos relatos interessantes e até engraçados de ferroviários aposentados e pessoas que usavam a ferrovia para o trabalho, lazer ou estudos. Pedidos pelo e-mail jcdaltozo@uol.com.br ou para a Caixa Postal 117 - 19500-000 - Martinópolis - SP O valor do livro R$ 23,00 (vinte e três reais), já incluida despesa de remessa do correio, pode ser depositado na conta 5.353.140-X, agência 0310-7, do Banco do Brasil, avisando-me em seguida, com endereço completo para onde deve ser remetido o exemplar.

UM NOVO AMANHÃ

Sétimo livro histórico de autoria de José Carlos Daltozo, mostra um painel da imigração japonesa para o Brasil, que completou cem anos em junho de 2008. Focaliza a colônia japonesa de Martinópolis (SP) desde 1926, quando chegou a primeira família, até os dias atuais. O livro é repleto de depoimentos e fotografias antigas de lavradores e familiares, fotos de escolas rurais japonesas, disputas de kendô e sumô em plena zona rural, equipes de beisebol que já existiram na cidade, festividades atuais do Kaikan, jogos de gate ball, entre outros assuntos. Um livro para ser lido e guardado, com certeza será de extrema utilidade para que as futuras gerações saibam como foram os tempos heróicos vividos por esses verdadeiros desbravadores. Com 148 páginas em papel couché, o livro apresenta reproduções de mais de 200 fotos históricas sobre a colônia japonesa em Martinópolis-SP e custa apenas R$ 23,00 (vinte e treis reais), já incluso remessa simples do Correio. Pedidos para a CAIXA POSTAL 117 - 19500-000 - MARTINÓPOLIS - SP, enviando cheque anexo ou fazendo o depósito no BANCO DO BRASIL - agência 0310-7, conta 5.353.140-X, avisando-me em seguida, no e-mail jcdaltozo@uol.com.br
José Carlos Daltozo: guardião da memória de MartinópolisJosé Carlos Daltozo encontra no ato de escrever uma forma de organizar as idéias e de registrar fatos históricos que considera importantes. Dono da quarta maior coleção de cartões-postais do Brasil, com 150 mil exemplares, apaixonado por fotografia e leitura e autor de sete livros históricos, o aposentado de 59 anos já se prepara para escrever um novo volume, sobre imigrantes japoneses em Martinópolis. "Tenho várias pesquisas em andamento para futuros livros. Um deles tratará dos costumes rurais que estão desaparecendo com o 'progresso'", diz Daltozo, que durante 27 anos trabalhou no Banco do Brasil, nas agências Metr.Brás -SP e Martinópolis, em São Paulo. ___________________________________________________________________________________________________

segunda-feira, 5 de abril de 2010

NOVOS AUTORES



È com prazer que lhes trago hoje um autor extraordinário como escritor e como ser humano.Sua luta contra a dependencia e o seu desejo de "conseguir sua vida de volta",como é o título do seu livro,mostra a todas as pessoas que a força,a persistencia e o desejo da vitória fazem toda a diferença.



Apresento-lhes agora :
Antonio Maria Santiago Cabral, 68 anos, nascido e residente em São Luís do Maranhão, é professor e bancário aposentado, ensaísta, poeta e escritor semiprofissional. No Magistério Público chegou a diretor de escola e como bancário, a gerente de agência. A sua paixão pelas Letras remonta à adolescência quando já produzia os seus primeiros contos e poemas.
Entretanto, a sua produção literária, após ter obtido um primeiro lugar num concurso literário da Faculdade de Letras, em 1977, que lhe valeu a publicação de um livro de ensaios – “Josué Montello, o artista literário”, Ed. Sioge/UFMA, São Luís, 1979, estagnou-se diante da evolução de sua dependência química que começara 10 anos antes. Quando se libertou, em 1999, tudo que lhe restava da vida era uma vida inteira por recomeçar e de Literatura, um exemplar do seu livro de ensaios e 12 poemas guardados num velho caderninho de adolescente.
Em 2006 resolveu concorrer com um desses 12 poemas a um concurso literário de poesias, ganhou um 5º lugar e uma participação em Antologia. Então, ressurgiu forte e definitiva a sua vocação para as Letras, passando a postar contos, crônicas e poemas nos mais diversos sites da Internet, especialmente o site Recanto das Letras, onde conta com cerca de 800 textos publicados e mais de 100.000 leituras, o site canadense Poetastrabajando.com, onde é moderador da sala “Poesías em Portugués”, e o seu blog Minhatocaliterária.blogspot.com.
Em 2008, publicou o seu romance autobiográfico “Conseguindo a minha vida de volta”, Editora Corifeu, Rio de Janeiro, e atualmente prepara para publicação um livro de contos e outro de poesias. Como muito bom humor, marca inconfundível de sua personalidade, declara não se autodefinir nem como poeta nem como escritor, mas sim como um homem que mantém um caso de amor com as palavras desde a adolescência. Um incurável caso de amor.
Bibliografia: Obras publicadas: Josué Montello, o artista literário (ensaio), edição Sioge/UFMA, São Luís, Maranhão, 1979; Conseguindo a minha vida de volta (romance autobiográfico), Ed. Corifeu, Rio de Janeiro – RJ, 2008. Participação em Antologias: Antologias Dellicatta I e II, Scortecci, São Paulo, 2006 e 2007.

RESUMO DO LIVRO " CONSEGUINDO A MINHA VIDA DE VOLTA", Editora Corifeu, Rio de Janeiro, 2008"Relato autobiográfico de um homem, envolvido por uma cruel dependência química, desequilíbrio emocional e penosos relacionamentos. Homem de Letras, bancário e professor, chegou, entretanto, à mais completa sarjeta física, moral e social em virtude de sua dependência ao álcool e anfetaminas. Sem fazer concessões às suas fraquezas ou vaidades, ele descreve com imagens fortes a intensa luta que travou consigo mesmo, não só para sobreviver no torvelinho da sua dependência química como para alcançar a sua recuperação e o resgate da sua cidadania.Alternando comportamentos absurdos de dependente compulsivo com gestos de renúncia e altruísmo para criar e cuidar dos seus filhos pequenos, não cai, entretanto, no caminho obscuro da autopiedade, nem assume ares de super-herói: tornou-se dependente químico pela sua incapacidade de aceitar os fatos de sua vida como eles eram e por buscar apoio nas tristes muletas morais do álcool e outras substâncias psicoativas. Por isso, mesmo nos momentos mais dramáticos da sua vida, abandonado e crticado por amigos e parentes, desacreditado pela sociedade, sabe que a solução terá que vir de dentro dele. Volta do seu fundo de poço exatamente por nunca ter abandonado essa percepção.
MENSAGEM DO AUTOR:
Já estão à disposição dos interessados para compra, no site da Agbook, a 2ª edição da minha autobiografia”Conseguindo a minha vida de volta” (revisada e ampliada), bem como a 1ª edição do meu livro de poesias “Além de Um Incerto Amanhã”. Tomo a liberdade de te enviar nesta oportunidade um arquivo com os dados completos: minha biografia e bibliografia, resumo dos livros, condições de compra etc; alguns desses dados já estão no seu belo blog, mas você pode escolher entre apenas acrescentar os novos dados ou considerar tão somente o arquivo ora enviado, excluindo as informações anteriores.
Continuo muito grato a você pela excelente divulgação que faz da minha modesta obra.

sábado, 27 de março de 2010

CEM ANOS DE SOLIDÃO




A obra “Cem Anos de Solidão” conta a saga da família Buendía, desde a fundação da cidade de Macondo até a sexta geração, quando a linhagem é encerrada. Essa narrativa é do gênero Realismo Fantástico e trabalha com elementos simbólicos, elementos estruturais do pensamento de uma sociedade arcaica, como o conformismo e imobilismo social e o modo de percepção do tempo. O tempo é mítico, ou seja, fora do tempo e do espaço dos homens, e entre outros fatores conta com elementos arquetípicos e alegóricos.José Arcádio Buendía e sua esposa Úrsula Iguarán são os fundadores da cidade de Macondo. Em razão disso, eles tomam sentido arquetípico, pois a partir daí eles se tornam referências tanto para as famílias que os acompanharam ao local onde foi fundada a cidade, quanto para sua própria família. São eles os geradores do primeiro ser humano a nascer na cidade de Macondo e é a partir deles que tudo começa.A cidade de Macondo é constituída por uma civilização arcaica, primitiva, pois os homens se defendem da História, dos acontecimentos passados, abolindo-os através da regeneração periódica do tempo. Um exemplo disso é a reação das pessoas com os fatos corridos. A própria personagem Úrsula, apesar da intensa seqüência de tragédias e fatos fantásticos que ocorriam em clã, permanecia plácida e passiva, apenas repetindo que “o mundo dá voltas”.

MITO DO ETERNO RETORNO
A expressão “o mundo dá voltas” alude ao tempo em que se passa a narrativa, que é o tempo mítico, o qual Mircea Eliade [O MITO DO ETERNO RETORNO] define como tempo que “transcende o tempo concreto”, ou seja, tudo ocorre ciclicamente e a trama é toda na base de acontecimentos fantásticos. É o lllud Temporis, o tempo imemorial das origens.
Todas as gerações da família Buendía foram acompanhadas pela personagem Úrsula, que viveu em torno de cento e cinqüenta anos. Essa centenária personagem elucida que as características físicas e psicológicas de sua família estavam associadas aos nomes repetidos: todos os Josés Arcádios eram impulsivos, extrovertidos e trabalhadores, enquanto que os Aurelianos eram pacatos, estudiosos e fechados em seu mundo interior. As sucessivas gerações de homens e mulheres batizadas homonimamente reforçam a sensação de repetição característica do tempo cíclico.
Eliade nos diz que as civilizações arcaicas percebem o tempo como heterogêneo, dividindo-o em linear (profano) e cíclico (sagrado). Há duas concepções para tempo cíclico: o infinito e o limitado. Os pergaminhos de Melquíades (cigano de imensa sabedoria e muito próximo de José Arcádio Buendía) contendo a saga da família Buendía estão escritos em tempo linear, com passado-presente-futuro. Porém a narração, a trama dos fatos, ocorre em tempo cíclico limitado, com as sucessivas repetições dos destinos das seis gerações e a extinção da estirpe ao final do ciclo de cem anos de solidão aos quais foram condenados.
Os pergaminhos foram escritos em tempo linear para fazer entender a passagem do tempo (ou seja, que inevitavelmente está sempre em curso). Esse artifício faz o tempo “correr” durante um determinado período (um ano, por exemplo), mas fantasticamente acaba retornando sempre.
Os manuscritos de Melquíades encontram-se grafados em sânscrito, antiga língua da família indo-européia, clássica da Índia e do Hinduísmo, citada como língua materna do cigano, declarando sua origem indiana. O fato de estar escrito em tal língua é usado na narrativa para ressaltar seu ritmo religioso, sagrado, sublinhando a concepção unidimensional do tempo para a humanidade primitiva, que se protege contra o terror da História, tendo uma condição de impotência diante de dados históricos, uma forma de existência aflitiva.

MITO COSMOGÔNICO
Esses pergaminhos também simbolizam o que Mircea Eliade define como mito cosmogônico (representação da Criação), pois neles está contida a criação da família, a origem de tudo. Os mitos cosmogônicos concentram-se nos textos literários alcançando a ordem do sagrado.
Dentro desse conceito podemos citar as chuvas que perduram por mais de quatro anos (cosmogonia aquática, como o dilúvio bíblico), simbolizando a “purificação” após o caos, o início de um novo ciclo, uma regeneração após o massacre de mais de três mil pessoas na estação ferroviária, massacre esse que simbolizou o caos. Encontramos outros exemplos de caos na narrativa, como as ações corrosivas de insetos, aparições de almas, orgias sexuais e etc.
Ao passo que o mito cosmogônico simboliza o início de um novo ciclo, esse tem seu fim marcado pelo caos, constituindo assim uma rotação cíclica dos estágios do tempo, ficando estabelecida a relação COSMOS x CAOS.
O tempo mítico da narrativa “Cem Anos de Solidão” tem uma característica peculiar quanto à velocidade. A velocidade da narrativa, como afirma Genette [FIGURES III], decorre da interação de fatores de natureza diversa: o tempo da história e a componente discursiva que a modeliza numa sintagmática narrativa.
A peculiaridade da obra em questão deve-se ao caráter pluridimensional do tempo: se passa em três velocidades diferentes. O que demorou cem anos (transcendentes ao tempo concreto) para acontecer na cidade de Macondo, na casa dos Buendía foi concentrado numa surreal coexistência de episódios num mesmo instante, como o narrador elucida quando Aureliano Babilônia, o último vivo da estirpe, decifra os pergaminhos escritos pelo cigano Melquíades. Não é a toa que o segundo nome do último Aureliano é Babilônia: vem do grego Babel e significa “confusão de línguas”, tendo sido ele o único a conseguir decifrar os pergaminhos grafados em sânscrito.Na cidade o tempo, mesmo sendo mítico, se passa mais próximo ao real por ser uma simples alegoria da América Latina, ocorrendo na amplitude do mundo, longe do centro.
Já na casa dos Buendía os episódios coexistem, como está explícito na epígrafe: “o primeiro da estirpe está amarrado à uma árvore e o último está sendo comido pelas formigas”, tudo escrito em “tempo presente”. Essa coexistência é encontrada na casa, no centro, por dali se originar o clã dos Buendía, o objeto da trama. O tempo mágico se apresenta nessas ações que o homem considera como mais importantes, únicas e sagradas, o que poderíamos chamar de rituais.
Há ainda o quarto de Melquíades na casa dos Buendía, que apresenta uma terceira característica temporal: nele o tempo é suspenso, simplesmente atemporal. Isso ocorre porque sua figura é altamente mítica, e decisiva na narrativa. É segundo suas previsões que tudo ocorre, nos seus pergaminhos é que está a totalidade do fenômeno COSMOS x CAOS.

CONCLUSÃO
Macondo é uma alegoria da América Latina, tanto no que se refere ao aspecto do conformismo e imobilismo social, visto que o homem aceita passiva e alienadamente os fatos ocorridos, como quando a cidade é invadida e devastada pelos americanos mas o povo, apesar de incomodado, mantêm-se inerte aos fatos, quanto à característica de sociedade patriarcal, pois confere a José Arcádio Buendía a idealização e fundação da cidade, além de ter em sua figura admiração e respeito de todos.
Até mesmo o nome “José” é uma referência ao patriarcado, considerando que José é, na narrativa Bíblica, o marido de Maria e pai de criação de Jesus Cristo. Além disso, é a figura masculina que ilustra o início e o fim da linhagem, quando Aureliano Babilônia encontra na epígrafe, já citada nessa análise, que “o primeiro da estirpe está amarrado a uma árvore (José Arcádio Buendía) e o último está sendo comido pelas formigas (filho de Aureliano Babilônia)”.
Cem Anos de Solidão nos remete ao labirinto do Minotauro (onde nasceu o MITO DO ETERNO RETORNO). É como se a família Buendía estivesse presa numa fortaleza, arquitetada por Melquíades, num labirinto de espelhos impossível de escapar, onde todos os caminhos levam ao centro. Cada membro da família tem traçado seu destino por um caminho, saindo de um mesmo princípio e chegando a um mesmo fim, que é o quarto de Melquíades (o centro ), onde se encontram os pergaminhos que contém encerrados em si o início e o fim de tudo.


Texto extraido do excelente site literário"PARA LER"